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Foram encontradas 40 questões.

2120893 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP

A mudança linguística e as normas

Dizer que a língua muda com o tempo já não parece novidade para ninguém. Basta uma breve comparação entre textos de épocas diferentes para constatar isso.

É claro que, ao cotejar textos de momentos distantes no tempo, fica mais fácil perceber as diferenças. Difícil, porém, é lidar com a fluidez da língua, com a sua natural instabilidade. Afinal, quando se constata que a mudança se efetivou?

Dada a grande dificuldade, se não a impossibilidade, de determinar com precisão o que já é e o que deixou de ser, ou seja, aquilo que é novo e veio para ficar e aquilo que não serve mais, parece mais fácil continuar ensinando a velha norma-padrão, que, não sendo ela própria a língua, mas uma espécie de fotograma dentro de um continuum, se deixa pegar, segurar e pode ser apresentada como se constituísse um todo logicamente organizado.

Talvez por isso é que exista tanta resistência não à mudança em si, mas antes ao seu reconhecimento. Daí certa concessão, mesmo entre professores, a um suposto “falar cotidiano”, que seria diferente da “norma culta” e, portanto, “permitido” em situações de informalidade. O problema, porém, é mais complexo que isso.

O professor Carlos Alberto Faraco, da UFPR, tem uma explicação: “Em primeiro lugar, é importante ter claro que oralidade não se confunde com informalidade. As modalidades da língua podem ser mais formais e mais informais. De resto, os falantes tendem a achar que falam sempre a mesma língua no correr de toda a sua vida. São raras as situações em que se dão conta de que mudam sua fala. Vive-se sob a ilusão do permanente e não se capta o movimento contínuo”, afirma.

No campo lexical, as coisas parecem menos problemáticas. É fácil perceber a chegada de uma palavra nova e dificilmente alguém, em sã consciência, lamenta o desaparecimento de uma antiga. Embora os neologismos (e os empréstimos linguísticos) à primeira vista dividam opiniões, sendo rechaçados por uns e acolhidos por outros, a tendência é que, tendo utilidade na comunicação, ganhem seu lugar no léxico da língua. Já os termos que perdem relevância (por diversos motivos) vão sendo esquecidos, saem do uso e são reconhecíveis nos dicionários e nos textos de outras épocas.

Palavras também podem mudar de significado.

Permanecem na língua, mas usadas em diferentes contextos. Quem hoje diria que “formidável” já quis dizer “terrível” e que “roxo” já foi “vermelho”? Esse processo também ocorre em outros domínios da língua, nos quais, todavia, é frequentemente visto como deterioração. “Quando algum fenômeno de mudança é percebido, ele é logo classificado de erro. Há aí qualquer coisa na psicologia humana que nós, linguistas, não sabemos explicar. O fato é que a língua em uso muda e muda inexoravelmente”, diz Faraco.[...]

*Thaís Nicoleti, consultora de língua portuguesa da Folha.Adaptado https://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br

“Embora os neologismos (e os empréstimos linguísticos) à primeira vista dividam opiniões [...].”6º§ Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada altera seu sentido.

 

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2120892 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP

A mudança linguística e as normas

Dizer que a língua muda com o tempo já não parece novidade para ninguém. Basta uma breve comparação entre textos de épocas diferentes para constatar isso.

É claro que, ao cotejar textos de momentos distantes no tempo, fica mais fácil perceber as diferenças. Difícil, porém, é lidar com a fluidez da língua, com a sua natural instabilidade. Afinal, quando se constata que a mudança se efetivou?

Dada a grande dificuldade, se não a impossibilidade, de determinar com precisão o que já é e o que deixou de ser, ou seja, aquilo que é novo e veio para ficar e aquilo que não serve mais, parece mais fácil continuar ensinando a velha norma-padrão, que, não sendo ela própria a língua, mas uma espécie de fotograma dentro de um continuum, se deixa pegar, segurar e pode ser apresentada como se constituísse um todo logicamente organizado.

Talvez por isso é que exista tanta resistência não à mudança em si, mas antes ao seu reconhecimento. Daí certa concessão, mesmo entre professores, a um suposto “falar cotidiano”, que seria diferente da “norma culta” e, portanto, “permitido” em situações de informalidade. O problema, porém, é mais complexo que isso.

O professor Carlos Alberto Faraco, da UFPR, tem uma explicação: “Em primeiro lugar, é importante ter claro que oralidade não se confunde com informalidade. As modalidades da língua podem ser mais formais e mais informais. De resto, os falantes tendem a achar que falam sempre a mesma língua no correr de toda a sua vida. São raras as situações em que se dão conta de que mudam sua fala. Vive-se sob a ilusão do permanente e não se capta o movimento contínuo”, afirma.

No campo lexical, as coisas parecem menos problemáticas. É fácil perceber a chegada de uma palavra nova e dificilmente alguém, em sã consciência, lamenta o desaparecimento de uma antiga. Embora os neologismos (e os empréstimos linguísticos) à primeira vista dividam opiniões, sendo rechaçados por uns e acolhidos por outros, a tendência é que, tendo utilidade na comunicação, ganhem seu lugar no léxico da língua. Já os termos que perdem relevância (por diversos motivos) vão sendo esquecidos, saem do uso e são reconhecíveis nos dicionários e nos textos de outras épocas.

Palavras também podem mudar de significado.

Permanecem na língua, mas usadas em diferentes contextos. Quem hoje diria que “formidável” já quis dizer “terrível” e que “roxo” já foi “vermelho”? Esse processo também ocorre em outros domínios da língua, nos quais, todavia, é frequentemente visto como deterioração. “Quando algum fenômeno de mudança é percebido, ele é logo classificado de erro. Há aí qualquer coisa na psicologia humana que nós, linguistas, não sabemos explicar. O fato é que a língua em uso muda e muda inexoravelmente”, diz Faraco.[...]

*Thaís Nicoleti, consultora de língua portuguesa da Folha.Adaptado https://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br

“[...] aquilo que é novo e veio para ficar e aquilo que não serve mais [...].” 3º§ A conjugação do verbo destacado está INCORRETA em:

 

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2120891 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP

Assinale a alternativa em que NÃO há erro ortográfico.

 

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2120890 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP

A ortoepia ou ortoépia trata da correta pronúncia dos vocábulos. Pensando nisso, observe o seguinte grupo de palavras:

beneficiente – cataclismo – freiada – impecilho – previlégio

Marque a alternativa que apresenta a palavra CORRETA conforme a norma padrão.

 

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2120889 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP

Leia esta tira e responda a seguir.

Enunciado 2120889-1

Estão entre os seis elementos essenciais da comunicação, EXCETO:

 

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Os poemas de Paulo Leminski estão associados ao seguinte movimento literário:

 

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A Poesia de 30 representa um conjunto de obras poéticas produzidas no Brasil durante a segunda geração modernista. São suas características, EXCETO:

 

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Sobre acontecimentos no ano de 2021, marque (V) para verdadeira e (F) para falso e assinale a alternativa correspondente.

( ) Em fevereiro de 2021 foi lançado para o espaço o primeiro satélite de observação da Terra totalmente desenvolvido pelo Brasil, o Amazonia 1, que foi projetado, integrado, testado e operado pelo País.

( ) Prefeitos e vereadores eleitos em 2020 tomaram posse em mais de 5 mil municípios brasileiros.

( ) A Câmara de Vereadores de São Paulo protocolou uma CEI para investigar a prestadora de serviços médicos Prevent Senior.

( ) O Senado Federal abriu uma CPI para investigar gastos e omissões do Governo Federal em relação a pandemia de coronavírus.

 

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O Grupo dos 20, conhecido como G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos Bancos Centrais de 19 países e da União Europeia. Juntas, essas nações representam cerca de 80% de toda a economia global. O mais completo relatório anual sobre ações climáticas do G20 revelou:

 

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No Brasil a intolerância tem aumentado largamente em vários campos. Analise as afirmativas.

I - Não só a intolerância racial ou sexual, mas a intolerância religiosa tem crescido no País.

II – De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), o número de denúncias relacionadas à intolerância religiosa aumentou.

III - Xenofobia é o medo, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas que vêm de fora do seu país com uma cultura, hábito, etnias ou religião diferente.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

 

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