Ela exemplifica a escola que utiliza a abordagem tradicional de ensino, isto é, a escola como “(...) o lugar por
excelência onde se realiza a educação, a qual se restringe, em sua maior parte, a um processo de transmissão
de informações em sala de aula e funciona como uma
agência sistematizadora de uma cultura complexa (...)
um ambiente físico austero para que o aluno não se distraia. Considera o ato de aprender como uma cerimônia
e acha necessário que o professor se mantenha distante
dos alunos”. Nessa abordagem, como coloca Mizukami
(1986), “o papel do professor está intimamente ligado
Conforme Saviani, In: Ferreira(org., 2000), as pressões
sociais em torno da questão educacional foram intensificadas pelo desenvolvimento da sociedade num sentido
capitalista que acelerou o processo de industrialização
e urbanização. Essas pressões conduziram às reformas
dos anos 20, principalmente pelos governos estaduais,
pois somente após a Revolução de 30, é que “toda essa
mobilização ganha expressão nacional, passando a ser
coordenada pelo poder central”, e seguindo-se, nesse
âmbito, algumas reformas e, depois, a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional de 1961, as Leis Federais
n° 5.540/68 e n° 5.692/71. Nesse contexto, é que houve,
no nível de cada escola, “a separação entre a ‘parte administrativa’ e a ‘parte técnica’ propiciando o surgimento
da figura do supervisor como distinta do diretor e também
do inspetor”.
Saviani considera que a introdução desse agente específico no interior da escola
Ao se estudar os Teóricos da Educação, sempre se faz
presente a figura de Jean Piaget. Sobre esse autor, La
Taille (1992) coloca que, no livro Biologie et Connaissance (1967), Piaget escreveu que “a inteligência humana
somente se desenvolve no indivíduo em função de interações sociais que são, em geral, demasiadamente
negligenciadas”. Segundo La Taille, essa afirmação pode
causar estranheza em alguns leitores, porque Piaget
costuma ser criticado exatamente por ‘desprezar’ o papel dos fatores sociais no desenvolvimento humano. Todavia, nada seria mais injusto do que acreditar que tal
desprezo realmente existiu. O máximo que se pode dizer
é que, de fato, Piaget não se deteve longamente sobre a
questão, contentando-se em
Na obra Organização e gestão escolar: teoria e prática,
Libâneo (2004) examina a proposta curricular e explicita
que os objetivos de formação cultural e de desenvolvimento curricular precisam considerar hoje a nova configuração econômica e política e as novas realidades sociais
e culturais do mundo contemporâneo. Isso significa propiciar aos alunos conhecimentos e experiências diversificadas, integrando no currículo a variedade de culturas que
perpassa a escola. Portanto, trata-se de formular coletivamente formas pedagógico-didáticas de assegurar essa
articulação e, assim, compreender a escola como lugar de
Segundo, Vasconcellos (2002), o projeto político-pedagógico (ou projeto educativo) é o plano global da instituição
e envolve uma construção coletiva do conhecimento. Ele
tem valor de articulação da prática, de memória do significado da ação, de elemento de referência da caminhada.
Portanto, é fundamental que ele constitua uma metodologia de trabalho que possibilite ressignificar a ação de
todos os agentes da escola e que ele
De acordo com o art. 43, da Resolução CNE/CEB
n° 4/2010, o projeto político-pedagógico (PPP) representa mais que um documento, sendo um dos meios de viabilizar a escola democrática para todos e de qualidade
social. Esse projeto (PPP), conforme Veiga (In: Veiga e
Resende, orgs., 2008), explicita os fundamentos teórico-metodológicos, os objetivos, o tipo de organização e as
formas de implementação e avaliação da escola. Construí-lo, executá-lo e avaliá-lo é tarefa da escola toda e,
conforme Gadotti (In: Gadotti e Romão, orgs. 2001), todo
projeto pedagógico supõe rupturas com o presente e
promessas para o futuro. Assim sendo, o projeto educativo de escola pode ser tomado como promessa, frente
a determinadas rupturas e, nesse sentido, ele depende
sobretudo
Um supervisor de ensino reuniu-se com o grupo de
diretores de escola “pública” de seu setor para assessorá-los na elaboração e reformulação do Regimento Escolar. Para isso, retomaram a leitura do Parecer
CNE/CEB n° 07/2010, que define como componentes
do regimento: a natureza e a finalidade da instituição;
as atribuições de seus membros e a relação entre eles;
as normas para as atividades relativas ao currículo e à
avaliação entre outras. Ainda, de acordo com esse parecer, o Regimento, uma vez discutido e aprovado pela
comunidade escolar e conhecido por todos, constitui-se
em um dos instrumentos de
Ao analisar as relações entre descentralização e autonomia, Libâneo (2004) aponta que esta última fortalece as
escolas, acentua o espírito de equipe, envolvendo os professores e demais educadores na responsabilidade em
assumir um papel na organização do trabalho escolar, na
sala de aula e na escola como um todo.
Por sua vez, Cavagnari (In: Veiga e Resende, org., 2008)
afirma que a competência é elemento fundamental à conquista da autonomia a qual se dá em duplo sentido: técnica e política, sendo que a autonomia política consiste no
compromisso profissional dos educadores de
As teorias relacionadas aos processos de ensino e de
aprendizagem estão longe de apresentar consenso, pois
há grandes diferenças de visão entre os estudiosos. Para
Weisz (2009), por exemplo, não existe um processo único de ‘ensino-aprendizagem’, mas dois processos distintos. Partindo dessa perspectiva, a autora faz referência
ao modelo de ensino denominado “aprendizagem pela
resolução de problemas”. Quando fala desse modelo, ela
não está se referindo à matemática, mas à utilização, do
problema como núcleo das situações de aprendizagem.
Conforme sua exposição, esse modelo reconhece o papel da ação do aprendiz e a especificidade da aprendizagem de cada conteúdo, e propõe que a didática construa
situações-problema tais que o aluno precise
Estudando para o concurso de supervisor de ensino de
Sertãozinho, Elisângela buscou em Hoffmann (2001)
subsídios para compreender o tema “Avaliação e acompanhamento do rendimento escolar”. Nessa obra, na qual
a autora apresenta os princípios essenciais da avaliação
mediadora, aprendeu que “Podemos pensar na avaliação mediadora como um processo de permanente troca
de mensagens e de significados, um processo interativo,
dialógico, espaço de encontro e de confronto de ideias
entre educador e educando, em busca de