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Enunciado 3100480-1

(Laerte, Hugo para principiantes)

De acordo com as expectativas do personagem Hugo, as informações que foram dadas pelo celular são

 

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366982 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP

Complete, correta e respectivamente, as lacunas da frase com as preposições.

Ele insistiu vir para São Paulo, com o intuito estudar e trabalhar.
 

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Leia o texto para responder à questão.

Celular deve matar mais que o cigarro

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele,há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

“Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova”, afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o defumantes, afirmou ele ao jornal The Independent.

Para Khurana, não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de “incubação” dura de dez a vinte anos. “Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro”, diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas dêem preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu que as “famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos”, lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente para as crianças, “que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento”.

(Folha Online, 31.03.2008. Adaptado)

De acordo com o neurocirurgião Vini Khurana, o celular deve matar mais que o cigarro porque

 

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366980 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Guaraná – os bons olhos da Amazônia
Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.
Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.
O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.
A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés- maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.
O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.
O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.
Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.
No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.
(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)
O penúltimo parágrafo se inicia com a frase – Mas nem tudo é tradição indígena. A palavra Mas pode ser substituída, sem alteração de sentido da frase, por
 

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366979 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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O cientista de Deus

Como um seminarista adolescente que se sente culpado, quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa. Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus, a serviço da ciência(B). Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo-se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde(D), mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana(C), continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo?

Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”(A): o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma sequ ência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreve esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pelafísica, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador:(C) Imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro, ou à razão de ele ter sido escrito. Keller apazigua o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”

(ISTOÉ, 26.03.2008. Adaptado)

Assinale a alternativa que ilustra a condição de Keller como cosmólogo e teólogo.

 

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366978 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP

Leia o texto para responder à questão.

Guaraná – os bons olhos da Amazônia

Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.

Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.

O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.

A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés- maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.

O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.

O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.

Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.

No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.

(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)


A frase do 2.º parágrafo –...o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. – é base para a questão.

Em – ...sem pregar os olhos a noite toda. – a expressão sem pregar os olhos foi usada em sentido figurado e significa

 

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Leia o texto para responder à questão.

Celular deve matar mais que o cigarro

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele,há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

“Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova”, afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o defumantes, afirmou ele ao jornal The Independent.

Para Khurana, não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de “incubação” dura de dez a vinte anos. “Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro”, diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas dêem preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu que as “famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos”, lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente para as crianças, “que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento”.

(Folha Online, 31.03.2008. Adaptado)

Leia a frase para responder à questão.

Segundo ele, há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

Assinale a alternativa em que o termo para tem valor conformativo, assim como a conjunção segundo.

 

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366957 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o texto para responder à questão.
Guaraná – os bons olhos da Amazônia
Tu, meu filho, serás a maior força da natureza! Farás o bem e livrarás o homem das doenças. Foi com essas palavras que, diz a lenda dos índios saterés- maués, a mãe de um indiozinho morto, sábia no cultivo das ervas medicinais, o consagrou com o dom da cura. Seu olho direito foi enterrado, dando origem a uma trepadeira que produz frutos em tons avermelhados e que se abrem em feitio de pequenos olhos. Os amazonenses fazem fé nessa versão que atesta o poder do guaraná e o consomem diariamente para manter a boa disposição.
Há mais de 600 anos os indígenas descobriram o guaraná e até hoje, o fruto dos olhos é hábito dos amazonenses e está presente no café-da-manhã e no aperitivo do almoço de feijão e macaxeira. À noite ele acompanha o mingau de tapioca, mas só para quem está acostumado com o seu teor protéico e energético.Com três ou quatro vezes mais cafeína do que o café puro, o guaraná, se consumido em excesso, pode deixar uma pessoa sem pregar os olhos a noite toda. Um caboclo produtor e sua família sempre oferecem ao visitante o guaraná in natura, ralado na hora na língua seca do peixe pirarucu. É um costume quase ritual que precede a conversa.
O Brasil é o único produtor comercial do guaraná no mundo. São necessárias algumas condições para seu cultivo, uma das quais, a de que ele tem de encontrar regiões com temperaturas médias entre 23 ºC e 28 ºC. Por isso, hoje ele é cultivado no sul da Bahia, no Mato Grosso e na Amazônia, de onde sai a maior produção nacional.
A cidade conhecida como Terra do guaraná é Maués. A fama da cidade não se deve só aos números da produção, mas também à tradição cultural. Antiga morada dos índios munducurus, recebeu os saterés- maués e as duas etnias foram as primeiras a cultivar o guaraná, o que fazem até hoje, disseminando a cultura aos moradores da região, que trabalham em cultivos familiares.
O fruto é pequeno, em tons de laranja e vermelho e, quando maduro, começa a se abrir, deixando à mostra a pequena semente escura, encoberta pela polpa clara. De outubro a fevereiro, os olhos do guaraná garantem o trabalho de colheita para esses produtores.
O trabalho passa por várias etapas: a cuidadosa poda, a fermentação, a extração da semente e a consequente secagem e a torra. Há produtores que vendem o guaraná nesse estágio; outros fazem o xarope e o extrato que agregam mais lucro, pois são vendidos para as indústrias de refrigerantes. Outra forma ainda é a venda do pó que pode ser acrescido em sorvetes, cremes e bebida e que é famoso mundialmente. Todo o processo ainda continua manual, para garantir, segundo os produtores, o potencial do fruto.
Mas nem tudo é tradição indígena. Desde a década de 1970, o governo federal faz pesquisas para melhorar as formas produtivas do guaraná. Quem também anda crescendo os olhos para o aprimoramento da produtividade são as indústrias de refrigerante, como a AmBev, que investe num centro de pesquisas para contribuir com os produtores locais.
No fim do ano, quando o guaraná começa a se abrir, expondo o escuro da semente no centro, são os olhos sagrados e curiosos do menino índio que querem espiar o capricho dos produtores.
(Planeta, dez. de 2007. Adaptado)
Quanto ao interesse demonstrado pela indústria de refrigerantes, é possível afirmar que ela
 

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366956 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
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Leia as afirmações.

I. A palavra visitantes é masculina e feminina.
II. O verbo espiar (com s) pode ser escrito como expiar (com x), sem alteração de significado.
III. As palavras guaraná e indígenas são acentuadas graficamente pela mesma regra gramatical.

Está correto apenas o contido em

 

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Leia o texto para responder à questão.

Celular deve matar mais que o cigarro

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele,há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

“Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova”, afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o defumantes, afirmou ele ao jornal The Independent.

Para Khurana, não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de “incubação” dura de dez a vinte anos. “Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro”, diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas dêem preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu que as “famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos”, lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente para as crianças, “que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento”.

(Folha Online, 31.03.2008. Adaptado)

No que se refere ao uso generalizado de celulares, Khurana mostra-se

 

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