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Foram encontradas 218 questões.

331119 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Leia o trecho a seguir.
“Fui introduzida ao trabalho por meio de uma fonte improvável – um cara que trabalhava com propaganda e largou o emprego para se tornar um ativista ambiental em tempo integral.” Disponível em:<www.vice.com>. . Acesso em: 23 jul. 2019.
Os termos destacados remetem a uma linguagem apropriada para situações comunicacionais
 

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331118 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Saiba por que o canudinho, vilão ecológico da vez, não merece a má reputação

O canudo de plástico é o vilão da vez. Em defesa do meio ambiente, alguns restaurantes estão substituindo o objeto por opções duráveis, ou até mesmo retirando-os de circulação. No Legislativo, porém, estão surgindo propostas sem meio-termo: querem banir o objeto de cidades inteiras, com sanções a estabelecimentos que desrespeitarem a norma, como em Curitiba e no Rio de Janeiro. Essas iniciativas que começam a se multiplicar no Brasil fazem parte de uma onda global contra o pequeno artefato, que ganhou impulso após as imagens chocantes de uma tartaruga marinha com um canudo preso no nariz, em um vídeo que circula desde 2015.

A quantidade de plásticos que vai parar nos oceanos é um problema ambiental mundial, e o canudo é um dos principais itens jogados na costa litorânea, mas a guerra declarada contra um único produto está banalizando o debate e escondendo o principal: o responsável pela poluição não é um objeto e nem o conjunto deles, mas sim o ser humano, que não sabe dar a destinação correta aos seus resíduos.

O canudinho é, de fato, desnecessário na maioria dos casos, e por isso sua demonização ganhou terreno tão facilmente. Mas a campanha contra é tão forte que já foi contaminada até por fake news, como as que dizem que o objeto não é fácil de se reciclar e que, mesmo quando ele é corretamente jogado fora, pode ser levado pelo vento, sem dados que embasem essas afirmações. Mas o canudo, formado basicamente por polipropileno, um derivado do petróleo, é um item reciclável, e na economia circular serve de matéria-prima para vários outros itens de plástico.

Segundo o economista Christian Luiz da Silva, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campanhas como a essa contra o canudo são movimentadas por um interesse comercial que tem respaldo na defesa do meio ambiente. “Um bar que deixa de usar canudo passa a ter redução de custos, e isso cabe bem dentro de um discurso ambiental. Não que esteja errado, mas é uma gota no oceano”, observa ele, que realiza pesquisas referentes à gestão dos resíduos sólidos.

[...]

De todo modo, o uso consciente do canudo e de qualquer plástico é defendido pelos especialistas. “Precisamos replicar o comportamento. Se não fixarmos, vira moda, e só voltaremos a nos preocupar com isso até que apareça outra tartaruga que nos choque”, opina Cláudio Gonçalves Tiago, do Cebimar. Ele diz que a educação é fundamental, no seu sentido amplo, não só nas questões ambientais. Para Silvia Rolim, o canudo é um símbolo emblemático, mas só ele não resolve.

“Você pode reduzir o uso de todos os produtos, e com isso sim, se todos tivermos essa consciência, vai ter menos lixo no mundo”. Mas todos criticam a proibição e as penalidades impostas.

[...]

Disponível em:<https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/saiba-por-que-o-canudinho-vilao-ecologico-da-vez-nao-merece-a-ma-reputacao-1xkl89fgu33gzffofghbw7nbq/> . Acesso em: 22 jul. 2019.

Analise o anúncio a seguir.

enunciado 331118-1

Em uma relação comparativa com o texto em questão, é correto afirmar que esse anúncio

 

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331116 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Analise o trecho a seguir.

“Existem razões para você assistir A Órfã? Sim. E a principal, claro, é se você faz parte dos cinéfilos que gostam de suspense.” Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-132783/>. Acesso em: 23 jul. 2019.
A palavra destacada é acentuada segundo a mesma regra de:
 

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331115 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Analise os textos a seguir.

enunciado 331115-1

Apesar de distintos, os dois textos pertencem à mesma tipologia. Trata-se, portanto, de textos

 

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331113 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Você pode mudar, mas o seu histórico da
internet não
Após publicar uma piada extremamente racista sobre Kylian Mbappé, jogador da seleção francesa, a batata esquentou na mão do youtuber Júlio Cocielo, apontado como um dos maiores influenciadores brasileiros na internet. A princípio, Cocielo apostou na retórica de acusar quem o chamou de racista de “mimimi” e se resguardou na desculpa esfarrapada de que se tratava de uma piada mal interpretada. Porém, esse argumento durou pouquíssimo quando os internautas resgataram outras piadas racistas que o youtuber fez em 2013.
Observando as marcas que o patrocinaram saindo de cena após seu racismo ser escancarado e a conta bancária diminuindo, Cocielo apagou mais de 50 mil tuítes da sua conta e pediu desculpas pela atitude por meio de um texto e também gravando um vídeo no seu canal. Não convenceu muito o pessoal, já que parece que as desculpas foram mais uma obrigação para não perder a possibilidade de ganhar dinheiro com publicidade.
[...]
Porém, fica a pergunta. Alguém se salvaria caso vasculhassem nossas redes sociais de cinco, seis, 10 anos atrás?
Eu não me salvaria em 2009. E redescobri isso quando fui rever o que escrevia com 18, 19 anos no Facebook, Twitter e em blogs. Senti vergonha. Eu fiz muita piada machista. Ri do caso da Geisy Arruda, tirava sarro de mulheres que andavam com pouca roupa [...]. Também achei comentários meus achando graça em piadas racistas feitas por amigos virtuais. Eu já sabia ler e interpretar texto na época. Não há desculpas para quem eu era 10 anos atrás: uma imbecil.
Só que eu mudei. Não concordo com as coisas que falei antes e nunca reproduziria elas novamente. Isso prova que, sim, é possível deixar de ser preconceituosa. É possível mudar e tentar ser uma pessoa melhor. A minha ignorância e burrice também refletiram como as coisas eram cinco, 10 anos atrás. Não se falava de feminismo como hoje em dia. Pouco se discutia sobre o racismo estrutural da sociedade brasileira. O que reinava era a ignorância escondida atrás de piadas “inocentes”.
Minha mudança de pensamento não aconteceu porque sou perfeita e iluminada. Não não, eu aprendi porque tive contato com pessoas negras e / ou LGBTs no trabalho, faculdade, em círculos de amizades e na internet. Foram elas que chamaram a atenção sobre meu comportamento e sobre a violência que é rir ou fazer uma piada racista. Levei bronca ao vivo dessas pessoas ou levei bronca lendo textos, entrevistas e vendo vídeos produzidos pelas mesmas pessoas que antes achava válido fazer piada – mesmo que fosse “sem intenção de ofender”.
Hoje, embora ser ainda muito pouco, há sim uma obrigação na publicidade e no entretenimento em falar sobre esses assuntos. De, no mínimo, chamar pessoas negras e / ou LGBTs para falar sobre esses assuntos e educar os espectadores sobre o preconceito. Também há muito mais jovens colocando a cara para bater e criando conteúdo independente para discutir sobre isso. Há 10 anos, essas pessoas mal existiam para a internet.
[...]
Tenho certeza de que a maioria do pessoal acima de 25 anos tem um passado feio na internet de maior ou menor escala. Até porque há 10 anos ninguém pensava muito em como as coisas que você falou sem pensar numa rede social permanecem lá. E que isso sirva de lição para a nova geração da internet não fazer piada preconceituosa, não falar sem pensar ou difundir mentiras. Você pode mudar, mas seu histórico de internet não.
Disponível em: : <https://tinyurl.com/yyjh3wls>.
Acesso em: 22 jul. 2019 (Adaptação).

Ao realizar a seguinte pergunta retórica: “Porém, fica a pergunta.Alguém se salvaria caso vasculhassem nossas redes sociais de cinco, seis, 10 anos atrás?”, é correto afirmar que o objetivo da autora é
 

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331112 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG

Óleo de rícino

Trinta anos atrás, uma senhora que sofria de reumatismo me contou ter sido tratada com óleo de rícino. Duas vezes por semana, ela ia ao consultório, e o médico perguntava: “Hoje a senhora prefere o vermelho ou o alaranjado?”. Vermelha era a cor no pote que continha óleo de rícino com groselha; no outro, o óleo vinha misturado com essência de laranja, para disfarçar o gosto insuportável do purgativo.

Até aí, nenhuma novidade; em tantos anos de profissão, já vi os tratamentos mais estapafúrdios prescritos tanto por médicos tradicionais como pela autodenominada medicina alternativa; o curioso, nesse caso, é que a receita vinha de um renomado professor universitário, autor de um tratado de clínica médica adotado em várias faculdades. E, mais desconcertante: a senhora estava convencida de que, graças à ação do famigerado óleo, as dores entravam em períodos de acalmia.

Óleo de rícino é dotado de atividade antirreumática? É muito pouco provável que seja, mas a medicina daquele tempo oferecia poucos recursos e não era baseada em evidências experimentais. Os médicos adotavam condutas e receitavam remédios com base em teorias jamais comprovadas cientificamente ou de acordo com ideias pré-concebidas e experiências pessoais. Parte expressiva desse entulho do empirismo ainda se acotovela nas prateleiras das farmácias sob o rótulo de protetores do fígado, fortificantes, revitalizadores, complexos vitamínicos e de mirabolantes associações de panaceias que apregoam, no rádio e na TV, curar males tão diversos quanto falta de memória, fraqueza, irregularidades menstruais, gripes e doenças do fígado.

A explosão do conhecimento científico, que revolucionou a forma de praticar medicina na segunda metade do século 20, implantou o paradigma de que qualquer tratamento médico só pode ser adotado depois de haver demonstrado eficácia estatisticamente significante em estudos conduzidos com absoluto rigor científico. A experiência pessoal ou de terceiros é importante para ajudar o médico a interpretar resultados e referendar ou não as conclusões tiradas nesses estudos, mas não é suficiente para substituí-los.

Por que a exigência desse rigor? Primeiro, porque as doenças evoluem de forma imprevisível: curas e recaídas podem suceder-se sem qualquer relação com o tratamento instituído. Segundo, porque cada organismo reage de acordo com suas idiossincrasias: o remédio que cura um pode matar outro. Terceiro, por causa da existência do efeito placebo, isto é, do alívio que o simples ato de ir ao médico e de tomar remédio pode trazer para algumas pessoas.

O caso da vitamina C é um bom exemplo. Nos anos 1970, o cientista Linus Pauling lançou a ideia de que vitamina C em doses altas melhoraria a imunidade, preveniria gripes, resfriados e até câncer.

Por falta de apenas um, Pauling havia sido agraciado com dois prêmios Nobel: o de Química e o da Paz, mas entendia de medicina tanto quanto eu de pontes e de barragens.

O resultado foi o uso indiscriminado de vitamina C, porque usuários contumazes que passam dois anos sem gripe atribuem à vitamina o poder protetor; quem teve um resfriado que foi embora em dois ou três dias, enquanto o do vizinho levou cinco, faz o mesmo.

O uso de vitamina C alardeado por Pauling ainda rende centenas de milhões de dólares em vendas anuais, mas não foi suficiente para livrá-lo do câncer de próstata no fim da vida nem demonstrou qualquer eficácia na prevenção ou tratamento de gripes e resfriados, em nenhum estudo realizado.

[...]

A medicina baseada em evidências decretou o fim do médico lacônico, que impõe tratamentos prescritos em hieróglifos. Na medicina moderna, o papel do profissional é apresentar as evidências e ajudar o doente a decidir qual das opções é a mais adequada para seu caso.

Disponível em:<https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/oleo-de-ricino/>. Acesso em: 22 jul. 2019.

Releia o trecho a seguir.

“O resultado foi o uso indiscriminado de vitamina C, porque usuários contumazes que passam dois anos sem gripe atribuem à vitamina o poder protetor; quem teve um resfriado que foi embora em dois ou três dias, enquanto o do vizinho levou cinco, faz o mesmo.”

Considerando o contexto em que está inserido, pode-se afirmar que nesse trecho o autor

 

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331111 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
Óleo de rícino


Trinta anos atrás, uma senhora que sofria de reumatismo me contou ter sido tratada com óleo de rícino. Duas vezes por semana, ela ia ao consultório, e o médico perguntava: “Hoje a senhora prefere o vermelho ou o alaranjado?”. Vermelha era a cor no pote que continha óleo de rícino com groselha; no outro, o óleo vinha misturado com essência de laranja, para disfarçar o gosto insuportável do purgativo.
Até aí, nenhuma novidade; em tantos anos de profissão, já vi os tratamentos mais estapafúrdios prescritos tanto por médicos tradicionais como pela autodenominada medicina alternativa; o curioso, nesse caso, é que a receita vinha de um renomado professor universitário, autor de um tratado de clínica médica adotado em várias faculdades. E, mais desconcertante: a senhora estava convencida de que, graças à ação do famigerado óleo, as dores entravam em períodos de acalmia.
Óleo de rícino é dotado de atividade antirreumática? É muito pouco provável que seja, mas a medicina daquele tempo oferecia poucos recursos e não era baseada em evidências experimentais. Os médicos adotavam condutas e receitavam remédios com base em teorias jamais comprovadas cientificamente ou de acordo com ideias pré-concebidas e experiências pessoais. Parte expressiva desse entulho do empirismo ainda se acotovela nas prateleiras das farmácias sob o rótulo de protetores do fígado, fortificantes, revitalizadores, complexos vitamínicos e de mirabolantes associações de panaceias que apregoam, no rádio e na TV, curar males tão diversos quanto falta de memória, fraqueza, irregularidades menstruais, gripes e doenças do fígado.
A explosão do conhecimento científico, que revolucionou a forma de praticar medicina na segunda metade do século 20, implantou o paradigma de que qualquer tratamento médico só pode ser adotado depois de haver demonstrado eficácia estatisticamente significante em estudos conduzidos com absoluto rigor científico. A experiência pessoal ou de terceiros é importante para ajudar o médico a interpretar resultados e referendar ou não as conclusões tiradas nesses estudos, mas não é suficiente para substituí-los.
Por que a exigência desse rigor? Primeiro, porque as doenças evoluem de forma imprevisível: curas e recaídas podem suceder-se sem qualquer relação com o tratamento instituído. Segundo, porque cada organismo reage de acordo com suas idiossincrasias: o remédio que cura um pode matar outro. Terceiro, por causa da existência do efeito placebo, isto é, do alívio que o simples ato de ir ao médico e de tomar remédio pode trazer para algumas pessoas.
O caso da vitamina C é um bom exemplo. Nos anos 1970, o cientista Linus Pauling lançou a ideia de que vitamina C em doses altas melhoraria a imunidade, preveniria gripes, resfriados e até câncer.
Por falta de apenas um, Pauling havia sido agraciado com dois prêmios Nobel: o de Química e o da Paz, mas entendia de medicina tanto quanto eu de pontes e de barragens.
O resultado foi o uso indiscriminado de vitamina C, porque usuários contumazes que passam dois anos sem gripe atribuem à vitamina o poder protetor; quem teve um resfriado que foi embora em dois ou três dias, enquanto o do vizinho levou cinco, faz o mesmo.
O uso de vitamina C alardeado por Pauling ainda rende centenas de milhões de dólares em vendas anuais, mas não foi suficiente para livrá-lo do câncer de próstata no fim da vida nem demonstrou qualquer eficácia na prevenção ou tratamento de gripes e resfriados, em nenhum estudo realizado.
[...]
A medicina baseada em evidências decretou o fim do médico lacônico, que impõe tratamentos prescritos em hieróglifos. Na medicina moderna, o papel do profissional é apresentar as evidências e ajudar o doente a decidir qual das opções é a mais adequada para seu caso.
Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/ artigos/oleo-de-ricino/>. Acesso em: 22 jul. 2019.
O texto propõe uma contraposição entre a medicina científica e a medicina antiga. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.

I. Segundo o texto, a experiência de outros pacientes não é importante para a conduta do médico na atualidade.

II. Até hoje utilizam-se práticas relacionadas à saúde que não têm comprovação científica.

III. O conhecimento científico corrobora a ideia de uma prática da medicina baseada em teorias pré-concebidas.

Está correto o que se afirma em
 

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Questão presente nas seguintes provas
331110 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG

Analise os textos a seguir.

enunciado 331110-1

enunciado 331110-2

Quanto ao gênero de ambos os textos, analise as afirmativas a seguir, assinalando com V as verdadeiras e com F as falsas.

( )O texto I objetiva instruir o leitor, por meio de argumentação detalhada passo a passo, a realizar uma ação.

( )O texto II intenciona convencer o leitor a consumir o produto que ele anuncia, e a repetição da oração “peça baton” constitui uma estratégia para tal.

( )Ambos os textos utilizam verbos no imperativo, objetivando estimular uma ação no leitor, no caso do texto I, seguir as etapas de um preparo e, no caso do texto II, adquirir um produto.

( )É correto afirmar que ambos os textos pertencem ao mesmo gênero textual.

Assinale a sequência correta

 

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331109 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Alimentos apresentam agrotóxicos acima do recomendado
Você já se perguntou quantas vezes nossos avós ficaram doentes? Certamente, muito menos do que ficamos hoje. Na época deles, os alimentos não tinham agrotóxicos, bem diferente dos dias de hoje, quando grande parte das frutas, verduras e legumes é pulverizada com tais substâncias. O uso de aditivos agrícolas em alguns deles, como pimentão, pepino, morango e alface, é tão disseminado que o desafio é encontrar uma amostra livre de contaminação.
Há alguns anos, a forma mais comum de plantio era manual e em policultura, o que preservava a microflora e a fauna do solo. Assim, a terra mantinha-se rica em oxigênio e nutrientes, terreno ideal para os alimentos crescerem saudáveis e resistentes. Na agricultura moderna, faz-se arado do solo em monocultura, o que destrói o ecossistema do local. A cadeia alimentar fica desbalanceada e abre-se espaço para as pragas, tornando-se enfim necessário o uso de pesticidas.
O consumo frequente de produtos com agrotóxicos ao longo da vida pode trazer riscos graves à saúde. Nomeados de “disruptores endócrinos”, esse tipo de veneno tem substâncias que alteram o funcionamento dos hormônios e o DNA das células, provocando oxidação e inflamações no organismo. Segundo uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Fiocruz, eles ainda facilitam o desenvolvimento de câncer, antecipam a primeira menstruação e podem diminuir a fertilidade.
Em geral, alimentos que sofreram ação de agrotóxicos são maiores, mas com pouco sabor e cheiro. Já os orgânicos têm cor mais viva, costumam ser menores e há presença marcante de aroma e sabor. A regra, porém, não pode ser seguida à risca.
[...]
Lavar bem folhas, legumes e frutas retira as impurezas, mas não diminui a quantidade de agrotóxico, porque o veneno penetra nas células do alimento. Naqueles de casca dura e grossa as substâncias nocivas podem ter mais dificuldade para chegar à polpa, mas ainda assim a contaminação do interior dos alimentos é frequente devido ao mau uso dos pesticidas. Infelizmente, a única forma de garantir que se está consumindo um produto isento de pesticidas é adquirir produtos certificados como orgânicos.

Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/alimentos-apresentam-agrotoxicos-acima-do-recomendado/>.
Acesso em: 22 jul. 2019
O trecho no qual se estabelece uma relação de causa e consequência quanto ao uso dos agrotóxicos está corretamente transcrito em:
 

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331107 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Teixeiras-MG
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Saiba por que o canudinho, vilão ecológico da vez, não merece a má reputação



O canudo de plástico é o vilão da vez. Em defesa do meio ambiente, alguns restaurantes estão substituindo o objeto por opções duráveis, ou até mesmo retirandoos de circulação. No Legislativo, porém, estão surgindo propostas sem meio-termo: querem banir o objeto de cidades inteiras, com sanções a estabelecimentos que desrespeitarem a norma, como em Curitiba e no Rio de Janeiro. Essas iniciativas que começam a se multiplicar no Brasil fazem parte de uma onda global contra o pequeno artefato, que ganhou impulso após as imagens chocantes de uma tartaruga marinha com um canudo preso no nariz, em um vídeo que circula desde 2015.

A quantidade de plásticos que vai parar nos oceanos é um problema ambiental mundial, e o canudo é um dos principais itens jogados na costa litorânea, mas a guerra declarada contra um único produto está banalizando o debate e escondendo o principal: o responsável pela poluição não é um objeto e nem o conjunto deles, mas sim o ser humano, que não sabe dar a destinação correta aos seus resíduos.

O canudinho é, de fato, desnecessário na maioria dos casos, e por isso sua demonização ganhou terreno tão facilmente. Mas a campanha contra é tão forte que já foi contaminada até por fake news, como as que dizem que o objeto não é fácil de se reciclar e que, mesmo quando ele é corretamente jogado fora, pode ser levado pelo vento, sem dados que embasem essas afirmações. Mas o canudo, formado basicamente por polipropileno, um derivado do petróleo, é um item reciclável, e na economia circular serve de matéria-prima para vários outros itens de plástico.

Segundo o economista Christian Luiz da Silva, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campanhas como a essa contra o canudo são movimentadas por um interesse comercial que tem respaldo na defesa do meio ambiente. “Um bar que deixa de usar canudo passa a ter redução de custos, e isso cabe bem dentro de um discurso ambiental. Não que esteja errado, mas é uma gota no oceano”, observa ele, que realiza pesquisas referentes à gestão dos resíduos sólidos.

[...]

De todo modo, o uso consciente do canudo e de qualquer plástico é defendido pelos especialistas. “Precisamos replicar o comportamento. Se não fixarmos, vira moda, e só voltaremos a nos preocupar com isso até que apareça outra tartaruga que nos choque”, opina Cláudio Gonçalves Tiago, do Cebimar. Ele diz que a educação é fundamental, no seu sentido amplo, não só nas questões ambientais. Para Silvia Rolim, o canudo é um símbolo emblemático, mas só ele não resolve.

“Você pode reduzir o uso de todos os produtos, e com isso sim, se todos tivermos essa consciência, vai ter menos lixo no mundo”. Mas todos criticam a proibição e as penalidades impostas.

Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ saiba-por-que-o-canudinho-vilao-ecologico-da-vez-naomerece-a-ma-reputacao-1xkl89fgu33gzffofghbw7nbq/>. Acesso em: 22 jul. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta o trecho em que a construção argumentativa do texto se dá por um processo de contra-argumentação.
 

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