Foram encontradas 40 questões.
Um paciente de 45 anos, com diagnóstico prévio de
linfoma, apresenta sintomas neurológicos progressivos.
Uma amostra de líquor é coletada e analisada
citopatologicamente. O exame revela células atípicas
com grandes núcleos irregulares, nucléolos
proeminentes e citoplasma moderado. Também são
observadas células inflamatórias, mas sem
predominância de um tipo específico. Com base nesses
achados, qual é o diagnóstico citopatológico mais
provável?
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Analise as seguintes afirmativas relacionadas à
citopatologia de líquidos pleural, pericardial e ascético,
considerando nuances e detalhes específicos da
citopatologia desses líquidos.
I. No líquido pleural, a presença de células mesoteliais multinucleadas é um indicador confiável de malignidade, especialmente em pacientes com histórico de exposição ao amianto.
II. A citologia do líquido pericardial que revela células com morfologia glandular e citoplasma vacuolado é altamente sugestiva de malignidade, particularmente de origem mamária ou pulmonar.
III. Em pacientes com carcinoma de ovário, o líquido ascítico frequentemente apresenta células tumorais com formação de pseudopapilas e um padrão microcístico.
IV. A presença de células gigantes, multinucleadas e atípicas no líquido pleural é fortemente indicativa de um processo inflamatório crônico, em vez de malignidade.
Estão corretas as afirmativas:
I. No líquido pleural, a presença de células mesoteliais multinucleadas é um indicador confiável de malignidade, especialmente em pacientes com histórico de exposição ao amianto.
II. A citologia do líquido pericardial que revela células com morfologia glandular e citoplasma vacuolado é altamente sugestiva de malignidade, particularmente de origem mamária ou pulmonar.
III. Em pacientes com carcinoma de ovário, o líquido ascítico frequentemente apresenta células tumorais com formação de pseudopapilas e um padrão microcístico.
IV. A presença de células gigantes, multinucleadas e atípicas no líquido pleural é fortemente indicativa de um processo inflamatório crônico, em vez de malignidade.
Estão corretas as afirmativas:
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Um paciente de 58 anos, com histórico de tabagismo,
apresenta-se com hematúria macroscópica. Um exame
citopatológico da urina é realizado, revelando células
uroteliais com aumento do índice núcleo-citoplasmático,
núcleos hipercromáticos e irregulares, e aumento da
granulosidade do cromatina. Não há evidência de células
inflamatórias significativas. Qual é o diagnóstico
citopatológico mais provável com base nesses achados?
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Uma paciente de 30 anos, sem histórico prévio de lesões
cervicais, apresenta um resultado de colposcopia
indicando uma lesão de alto grau no colo do útero. Uma
biópsia é realizada e a análise histopatológica revela
epitélio cervical com atipias celulares significativas,
perda da polaridade celular, e mitoses presentes até a
camada intermediária do epitélio. Não há evidência de
invasão estromal. Com base nessas informações, qual é
o diagnóstico histopatológico mais provável?
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A citopatologia ginecológica é uma área crucial na
detecção precoce e diagnóstico de lesões cervicais. A
correlação cito-histopatológica é fundamental para
assegurar a precisão diagnóstica e orientar o manejo
clínico adequado. Nesse contexto, preencha
corretamente as lacunas a seguir.
Na citopatologia ginecológica, uma amostra que exibe células com alterações nucleares, como hipercromasia e pleomorfismo, sugere ________ (1). Se a biópsia subsequente revela displasia severa ou carcinoma in situ, confirma-se a correlação cito-histopatológica de ________ (2).
Na citopatologia ginecológica, uma amostra que exibe células com alterações nucleares, como hipercromasia e pleomorfismo, sugere ________ (1). Se a biópsia subsequente revela displasia severa ou carcinoma in situ, confirma-se a correlação cito-histopatológica de ________ (2).
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Analise as seguintes afirmativas relacionadas ao controle
de qualidade em citopatologia ginecológica e indique se
são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A revisão aleatória de uma porcentagem de todos os esfregaços negativos é uma prática recomendada em programas de controle de qualidade em citopatologia ginecológica.
( ) A correlação de achados citopatológicos com resultados histopatológicos subsequentes não é necessária para o controle de qualidade, uma vez que representam métodos diagnósticos distintos.
( ) A manutenção de um baixo limiar para a categorização de esfregaços como "atípicos" pode reduzir a incidência de falso-negativos, mas aumenta o risco de falso-positivos.
( ) A utilização de tecnologias de imagem digital e automatização na análise de esfregaços elimina a necessidade de controles de qualidade manuais.
A sequência correta é:
( ) A revisão aleatória de uma porcentagem de todos os esfregaços negativos é uma prática recomendada em programas de controle de qualidade em citopatologia ginecológica.
( ) A correlação de achados citopatológicos com resultados histopatológicos subsequentes não é necessária para o controle de qualidade, uma vez que representam métodos diagnósticos distintos.
( ) A manutenção de um baixo limiar para a categorização de esfregaços como "atípicos" pode reduzir a incidência de falso-negativos, mas aumenta o risco de falso-positivos.
( ) A utilização de tecnologias de imagem digital e automatização na análise de esfregaços elimina a necessidade de controles de qualidade manuais.
A sequência correta é:
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Uma mulher de 42 anos, sem uso de contraceptivos
hormonais, apresenta um esfregaço cervical com
predominância de células superficiais, com citoplasma
escasso e núcleos pequenos e densos. Além disso,
observa-se uma quantidade moderada de células
intermediárias com núcleos levemente aumentados e
citoplasma abundante. Não há evidências de células
parabasais ou células basais. Com base na classificação
de Papanicolaou e na nomenclatura hormonal, qual é a
interpretação mais adequada deste achado?
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Uma mulher de 35 anos, com histórico de citologias
normais, realiza um exame de Papanicolaou que revela
células glandulares atípicas, sugestivas de
adenocarcinoma endocervical. Não há evidência de lesão
intraepitelial escamosa. A paciente não possui histórico
de HPV de alto risco. Considerando este cenário, qual das
seguintes afirmações é mais provável?
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Em citopatologia, a escolha da técnica de coloração é
crucial para a visualização adequada de características
celulares específicas. Considerando as técnicas de
coloração usuais e especiais, qual das seguintes
afirmações é correta?
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Texto:
As crianças, as frustrações e o suicídio
Que atire a primeira pedra quem nunca recebeu ou não foi tocado por um daqueles vídeos com crianças das décadas de 50, 60 e 70 brincando na rua, correndo feito loucas, cheias de hematomas, esfoladas de dar dó, suadas e sujas de dar nojo, mas, como diria minha mãe, “rindo a bandeiras despregadas”. E muitos de nós vivemos essa infância, mas a sensação que temos é a de que, entre aquele tempo e hoje, há a eternidade. Havia disputas acirradas? Sem dúvida. Havia brigas? Muitas. Havia Bullying? Todo o tempo.
Mas não víamos casos de suicídio entre crianças e adolescentes como vemos hoje. E não estou falando das que têm vidas desoladoras, mas das chamadas “crianças que têm tudo”. É claro que vivíamos situações estressantes, mesmo ______ os pais eram rigorosos demais e até violentos, não nos ouviam porque achavam que criança não tinha que falar, mas obedecer. Muitas de nós sofríamos de depressão e ansiedade, como vemos hoje, mas acredito que essa atividade física ao ar livre, a exposição ao sol, o contato presencial com outras crianças, ajudavam-nos a esquecer, pelo menos por alguns momentos, as agruras da vida.
Sim, as agruras da vida! ______ está redondamente enganado aquele que pensa que criança que tem “tudo nas mãos”, que “não precisa se preocupar com mais nada além de brincar e estudar”, não tem motivo para se sentir infeliz. As estatísticas estão aí para provar que isso não é verdade, e várias são as causas para ideações e tentativas de suicídio – problemas mentais, como depressão e transtorno de personalidade Bordelense; perda de um ente querido, por morte ou separação; Bullying; abusos sexuais; dificuldades de aprendizagem. E alguns sinais não podem ser ignorados, servindo de alerta, como alterações do apetite e do peso, cansaço excessivo, baixa autoestima, agitação, desânimo, isolamento, irritabilidade, ataques de raiva, comportamentos estranhos como roupas que mais parecem esconderijos.
Mas uma coisa chama a minha atenção nas crianças e nos adolescentes de hoje, que é o despreparo para lidar com as frustrações, com as decepções. Aquelas crianças de antigamente, às quais só restava obedecer, já tinham um “não” para tudo e tinham que correr atrás do “sim” para qualquer coisa que não fosse acordar, dormir, comer, tomar banho, ir para a escola, fazer as lições. Toda e qualquer coisa que saísse desse script demandava permissão que precisava ser perseguida. Em geral, pedia-se à mãe, que empurrava a responsabilidade para o pai, que a devolvia com um “Se sua mãe disser que pode, tudo bem pra mim”. E lá ia a criaturinha de volta para a mãe, com o coração aos pulos.
Hoje, a garotada já nasce com um “sim” para tudo. [o]s pais, desejosos de serem “[o]s melhores pais do mundo” e, cá entre nós, morrendo de medo de não [o] serem ou de assim não serem considerados, raramente dizem “não” às suas crias e, quando [o] fazem, diante do espanto e do choque provocado, entram em pânico e voltam atrás nas suas decisões, restabelecendo a calma nas relações. Só que a vida não é feita só de “sins”, mas também de “nãos”. Aliás, bem mais “nãos” do que “sins”. E quando [o] filhote começa a dar [o]s primeiros passos fora da bolha de proteção, [o] bicho pega, não alisa!
Um exemplo de ambiente que não passa a mão na cabeça de ninguém é o das redes sociais. Mesmo para muitos adultos, é difícil lidar com críticas, até mesmo construtivas. Agora imagine o que é para uma criança ou um adolescente acostumado aos “sins” receber “nãos” ou, o que é pior, ser alvo dos haters, que disseminam o ódio, fazendo comentários maldosos e até absurdos, criminosos. Muitas crianças e adolescentes tiram a própria vida por não suportarem o que lhes é dito pela internet. E a solução não é impedir o uso das redes sociais, ______ elas são uma realidade, são parte da nossa vida.
Assim, deixo aqui alguns conselhos aos pais que desejam ser os melhores do mundo. Em primeiro lugar, entenda que, em situações ordinárias, todos os pais e todas as mães tentam ser os melhores pais e as melhores mães do mundo, mas todos, sem exceção, falham ______ os consumidores desses esforços, que são os filhos, costumam ter uma noção diferente do pai ou da mãe ideal. Então tente ser o pai que você gostaria de ter tido e vá se adaptando aos seus filhos, aprendendo com eles, com os novos modelos sociais, com os novos tempos. Siga firme e ponha todo o seu amor nesse percurso.
Em segundo lugar, pense que seus pais provavelmente também desejaram ser os melhores do mundo ou, no mínimo, não cometer os erros cometidos pelos pais deles. Assim, mesmo que você ache que eles não se saíram bem, não cometa o erro de acreditar que eles fizeram tudo errado. Em geral, começamos pensando que eles erraram em tudo, depois começamos a pensar que eles acertaram em algumas coisas e terminamos pensando que eles acertaram muito, às vezes naquilo que abominávamos.
Em terceiro lugar, seu filho precisa mesmo é ser amado – acolhido, respeitado, ouvido, orientado. Ele precisará ouvir “sins” e “nãos”; precisará ouvir que a vida nem sempre é como a gente quer que ela seja, exigindo de nós resiliência, paciência, perseverança; precisará ouvir de você um pedido de desculpas sempre que você entender que falhou com ele; precisará entender que pais não são super-heróis, apenas seres humanos tentando acertar, que continuam a nos amar mesmo quando erram feio, mesmo quando nós erramos feio.
E procure se conhecer, observar como você costuma lidar com os “nãos” da vida, como reage diante das frustrações. Você se mantém tranquilo, respira fundo e tenta encontrar uma saída para o problema? Ou você é do tipo que tem um ataque, desconta nos outros, enche a cara ou toma um calmante e fica largado na cama babando? Lembre que os nossos filhos estão sempre de olho em nós, aprendendo com o que falamos, mas, principalmente, com o exemplo que damos. Como dizem, a palavra convence, mas o exemplo arrasta.
SANT’ANA, Maraci. As crianças, as frustrações e o suicídio. Correio Braziliense, 23 de agosto de 2023. Opinião.
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/consultoriosentimental/as-criancas-e-as-frustracoes/. Acesso em: 25 jan. 2024. Adaptado.
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