Mulher de 34 anos apresenta-se com diarreia e dor
abdominal intensa há 3 dias. Relata viagem de férias a
uma fazenda antes do quadro atual e diz que consumiu
leite cru, além de alimentos locais como frutas, peixes
e carnes. O exame de reação em cadeia da polimerase (PCR) com painel gastrointestinal multiplex é positivo
para toxina Shiga 2.
Mulher de 27 anos de idade procura atendimento
médico com quadro de congestão nasal, rinorreia clara e sensação de plenitude em ambos os seios maxi
lares há 3 dias. Não há comorbidades, tabagismo ou
alergias conhecidas. Ao exame físico: pressão arterial:
112 x 71 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; temperatura: 37,1 ºC; há desconforto à palpação de ambos os
seios maxilares; orofaringe: discretamente eritematosa,
sem exsudatos; membranas timpânicas normais; não há
linfadenopatia cervical; cardiopulmonar: sem alteração.
Homem de 22 anos procura atendimento com febre,
dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia e fraqueza
generalizada intensa. Ele não apresenta antecedentes médicos significativos. Nega consumo de álcool ou
uso de drogas. Refere que retornou de uma viagem de
duas semanas ao interior de uma localidade carente e
de baixo nível sanitário. Relata que houve muitas inundações na vila local onde se hospedou. Também sofreu
muitas picadas de mosquito e consumiu diversas iguarias locais compradas nas ruas. Dois de seus colegas
de quarto adoeceram, apresentando febre e vômitos
antes de seu retorno. Ao exame físico: temperatura:
39,1 ºC; pressão arterial: 110 x 60 mmHg; frequência
cardíaca: 115 bpm; frequência respiratória: 24 irpm;
nota-se escleras ictéricas; há dor muscular na região
lombar e nas panturrilhas bilaterais. Exames séricos:
hemoglobina: 10,1 g/dL; leucócitos: 14.500/mm3; pla
quetas: 65.000/mm3; AST (TGO): 180 U/L; ALT (TGP):
190 U/L; bilirrubina total: 15 mg/dL (direta: 10,9 mg/dL).
A ultrassonografia do abdômen mostra vesícula biliar e
fígado normais.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a via mais
provável de contágio da doença é
Homem de 41 anos retorna de uma viagem a localidades
de baixo nível sanitário. Cerca de 8 semanas após seu
retorno, ele apresenta dor profunda na parte superior do
abdômen e febre alta. Essa dor é intensa e irradia para
o ombro direito, associada a calafrios, sudorese profusa,
perda de peso e tosse seca. Não há diarreia. Ao exame
físico: temperatura: 38,9 ºC; há dor à palpação do quadrante superior direito e do epigástrio, com fígado palpável três dedos abaixo da margem costal. Exames séricos:
leucócitos: 15.100/mm3; neutrófilos: 13.500/mm3; eosinófilos: 200/mm3; TGP (ALT): 346 U/L; PCR: 217 mg/L (normal < 10). Radiografia de tórax: hemidiafragma direito
elevado com pequeno derrame pleural ipsilateral. Ultras
sonografia hepática: massa hipoecoica redonda e bem
definida no lobo direito do fígado; diâmetro de 8 cm; ao
drenar, produz secreção espessa semelhante a “pasta de
anchova”. Culturas e exames sorológicos são coletados.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o trata
mento inicial de escolha é
Homem de 44 anos é atendido em consulta ambulatorial de rotina queixando-se de perda auditiva unilateral,
zumbido, vertigem, desequilíbrio e instabilidade, que
se desenvolveram gradualmente nos últimos meses.
A audiometria constata uma perda auditiva neurossensorial unilateral com baixa discriminação da fala.
Homem de 28 anos é atendido com queixa principal de
um humor deprimido nos últimos 3 – 4 meses. Ele também observa que está dormindo mais do que o habitual,
até 14 horas por noite, mas não se sente descansado,
ao contrário, sente-se cansado e exausto o tempo todo.
Ele engordou 6,3 kg no último mês, algo que o deixa muito insatisfeito, mas afirma que parece ter um desejo tão
intenso por doces que o ganho de peso parecia inevitável. Os exames séricos, incluindo a função tireoidiana,
estão dentro dos limites normais. Ele não quer tomar
medicamentos que possam reduzir sua libido e não quer
ganhar mais peso, ao contrário.
Admitindo-se a principal hipótese diagnóstica, o medica
mento inicial mais apropriado a esse paciente é
Homem de 39 anos apresenta quadro de dispneia
progressiva de três semanas de evolução. Os sintomas iniciaram-se com falta de ar aos moderados
esforços e tosse seca, progredindo para dispneia em
repouso. Ao exame físico; consciente, orientado, anictérico, taquipneico e bem emagrecido; pressão arterial:
118 x 68 mmHg; frequência cardíaca: 112 bpm; tem
peratura: 38,2 ºC; frequência respiratória: 34 irpm;
SatO2
de 85% em ar ambiente; o exame oral mostra
mucosa com placas esbranquiçadas (aspecto de ‘leit e
coalhado’), removíveis à espátula, revelando base
eritematosa; pulmonar: estertores crepitantes finos
difusos em ambos os campos pulmonares. Exames
complementares: gasometria arterial com PaO2
de
51 mmHg. A desidrogenase sérica está bastante elevada. A radiografia de tórax evidencia infiltrado intersticial bilateral difuso, sem derrame pleural.
O tratamento antimicrobiano empírico inicial mais apropriado para o quadro respiratório é
Mulher de 35 anos refere episódios de falta de ar e
chiado no peito, que iniciaram há cerca de seis meses.
Relata que os sintomas ocorrem três vezes por sema
na, com despertares noturnos ocasionais por tosse, e
costumam piorar ao praticar corridas. No momento, não
faz uso de medicações regulares. Ao exame físico, a
paciente encontra-se estável, com ausculta pulmonar
limpa e sem sinais de desconforto respiratório.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto
afirmar que
Mulher de 40 anos procura a unidade de saúde com o
histórico de dois meses de poliúria, noctúria e níveis elevados de glicemia. Não há histórico familiar de diabetes
mellitus e ela não toma nenhum medicamento. Ao exame
físico: sinais vitais normais; IMC: 22 kg/m2; o restante do
exame é normal. Glicemia aleatória: 297 mg/dL. Gasometria arterial: pH: 7,40; bicarbonato: 25 mEq/L. Exames
séricos: sódio: 140 mEq/L; potássio: 3,7 mEq/L. Urina
com cetonas negativas.
O exame de maior utilidade para estabelecer o diagnóstico subjacente, considerando seu perfil clínico, é