Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

3763758 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Relativamente à classificação gramatical de palavras do texto, analise as assertivas que seguem:

I. classificar (/.13), escrever (l.34) e descobrir (/.45) são verbos da 1a, 2a e 3a conjugação, respectivamente. Il. Na frase O bairro periférico onde a colega de aula morava (/.17), a palavra periférico exerce a função de substantivo, acompanhando o nome bairro.

III. Na frase mas é desonesto resumi-lo apenas a isso (1.2-3), a palavra apenas consiste em uma conjunção que modifica o verbo resumir, restringindo a ação a uma única dimensão do livro.

IV. Na frase ser neto de alguém cujo nome estaria numa placa de bronze (/.27-28), a palavra cujo é um pronome relativo.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763757 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

A respeito da estrutura e das ideias do texto, analise as assertivas que seguem e julgue-as verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) O uso de exemplos como “andar de ônibus”, “ter um nome americanizado” ou “morar em bairro periférico” revela preconceitos sociais baseados em estereótipos.

( ) A principal intenção do texto é divulgar o livro de Tati Bernardi como uma comédia leve e superficial.

( ) O texto constrói uma defesa velada do comportamento da elite brasileira, reconhecendo sua importância histórica e cultural na sociedade.

( ) A menção a Millôr Fernandes reforça a ideia de que até personalidades reconhecidas podem contribuir para a propagação de estigmas.

( ) A estrutura do texto intercala comentários sobre o livro de Tati Bernardi com memórias pessoais e reflexões sociais da autora.

( ) A estrutura do texto é predominantemente narrativa, com foco na descrição linear dos eventos da infância da autora.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763756 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Acerca das relações entre fonemas e grafias, assinale a alternativa cuja análise está INCORRETA.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763755 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Acerca das figuras de linguagem presentes no texto, analise as assertivas que seguem:

I. A expressão os leitores que têm um músculo batendo dentro do tórax (/.4-5) é uma forma indireta de se referir a pessoas sensíveis, que têm sentimentos, ou seja, têm coração. Isso constitui uma metonímia.

Il. Na frase Como se fossem aristocratas de novela, ninguém se inibia de classificar como “gentinha” (l. 2-13) há uma comparação explícita, marcada pelo uso da conjunção “Como”, entre os sujeitos mencionados (pessoas comuns que julgam os outros) e personagens caricatos da elite em novelas. Isso constitui uma metáfora.

III. Na frase E esses indícios podiam ser abundantes (l.16) há uma linguagem expressiva que enfatiza através do exagero a frequência com que sinais de origem humilde eram percebidos e julgados. Isso constitui uma hipérbole.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763754 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

A frase e assim a palavra foi expandindo seus significados e estigmatizando meio mundo (/.39- 40) refere-se ao termo “gentinha”, que, ao longo do tempo, passou a ser utilizado em diversos contextos sociais.

Sobre isso, analise as partes que seguem:

(1a parte): A autora afirma que o termo “gentinha” passou a ser usado para criticar não apenas a origem social das pessoas, mas também seus comportamentos cotidianos.

(2a parte): A autora celebra o fato de a palavra “gentinha” ter se tornado um termo mais abrangente, pois isso democratiza seu uso entre diferentes classes sociais.

(3a parte): A autora considera que o novo uso da palavra “gentinha” é irrelevante, já que ela perdeu seu valor ofensivo e se tornou apenas uma gíria popular.

(4a parte): O uso ampliado da palavra “gentinha” é apresentado como um problema, pois serve para reforçar estigmas e preconceitos em relação a comportamentos e estilos de vida diversos.

Das partes, pode-se afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763753 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Relativamente a aspectos morfológicos de palavras do texto, analise as assertivas que seguem:

I. O sublinhado em desonesto (/.2) é um prefixo e indica negação ou oposição ao sentido da palavra “honesto”.

Il. As palavras interminável (/.43) e indiscutível (1.23) são formadas por derivação parassintética, considerando a presença simultânea de um prefixo e um sufixo.

Ill. Nas palavras leitores (/.4) e conhecimento (/.36) o sublinhado é o radical; na palavra escrever (l.34), o sublinhado é a vogal temática.

IV. Na palavra arrepiava (l.29), o sublinhado constitui a desinência verbal indicativa do pretérito perfeito do indicativo.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763752 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

Observe o seguinte trecho do texto: O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do “nós” e não do “eles” (l. 24-25). Com base nas ideias do texto, analise as assertivas que seguem:

I. A oposição entre “nós” e “eles” indica a existência de uma divisão social marcada por exclusão e preconceito.

Il. A expressão “bem-nascida” está relacionada à herança social e à ideia de pertencimento a uma elite.

IIl. A autora defende que apenas os “bem-nascidos” deveriam ocupar lugares de prestígio na sociedade.

IV. “Ser bem-nascida” é apresentado no texto como um conceito neutro, sem juízo de valor.

Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763751 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

O diminutivo cruel "gentinha" estigmatizou meio mundo

1 Também achei divertido o recente lançamento de

2 Tati Bernardi, "A Boba da Corte", mas é desonesto

3 resumi-lo apenas a isso. O livro é um retrato tocante

4 da distinção de classe e abala os leitores que têm um

5 músculo batendo dentro do tórax. A gente se

6 reconhece o tempo todo, seja se colocando no lugar

7 da Tati, seja assumindo os outros lugares da mesa em

8 que ela instala a elite intelectual e social brasileira.

9 Enquanto eu avançava na leitura, lembrei de uma

10 palavra que, quando criança, escutava com frequência

11 em rodas de adultos. Era um diminutivo cruel usado

12 sem parcimônia. Como se fossem aristocratas de

13 novela, ninguém se inibia de classificar como "gentinha"

14 a pessoa — preferencialmente um jovem — que

15 revelasse indícios de habitar a parte inferior da maldita

16 pirâmide. E esses indícios podiam ser abundantes:

17 o bairro periférico onde a colega de aula morava;

18 a profissão do pai do namorado: se não é doutor, faz

19 o quê?; o forte sotaque de quem chegava do interior;

20 o tom da pele, claro; andar de ônibus, saltar na

21 parada; ser sócio de um clube fuleiro; ter um nome

22 americanizado, de estrela de cinema: a bandeira

23 indiscutível de que a pessoa não era bem-nascida.

24 O que era ser bem-nascida? Era fazer parte do

25 "nós" e não do "eles". Ser João e não Michael. Mas um

26 João com pedigree. Ser filho de um conhecido da

27 família, ser neto de alguém cujo nome estaria numa

28 placa de bronze em alguma parede de empresa.

29 Eu me arrepiava a cada vez que ouvia a sentença:

30 "Fulana é gentinha". E a análise crítica vinha com a

31 benevolência de quem não tinha o intuito de ofender.

32 "Coitada da Fulana, não era culpa dela."

33 Até o gênio Millôr Fernandes caiu na tentação de

34 escrever que quem gostava de viajar era gentinha, e

35 entendi que ele estava fazendo uma piada (ruim) sobre

36 o turista que não busca conhecimento e imersão, e sim

37 que percorre 10 países em uma semana, como se

38 todos tivessem oportunidade de voltar à Europa várias

39 vezes numa vida; e assim a palavra foi expandindo

40 seus significados e estigmatizando meio mundo: quem

41 dança com os braços para cima, quem coloca gelo na

42 taça de vinho, quem fala "gratidão" e mais uma lista

43 interminável de pecadilhos.

44 É só dar um rolê pelas redes sociais e você vai

45 descobrir aquilo que também torna você gentinha

46 — mesmo que, entre "nós", estigmas não colem, entra

47 tudo para a caixa das excentricidades.

48 O ótimo livro da Tati não usa esta palavra

49 medonha nem uma única vez. Ninguém mais usa,

50 espero. A Odete Roitman versão 2025 talvez a

51 desenterre, e pagará mico, pois está vindo de um

52 passado em que adorávamos odiar os esnobes —

53 hoje, os desprezamos, o que é muito mais letal.

54 Que os humilhantes diminutivos desapareçam, e

55 viva a Tati, que escreveu um livraço.

Autora: Martha Medeiros.

A partir da interpretação do texto, analise as afirmativas que seguem:

I. A autora faz uma critica à nostalgia de certos comportamentos esnobes, dizendo que atualmente esses comportamentos são motivo de desprezo.

II. A crônica conclui que as redes sociais ajudaram a eliminar os estigmas sociais relacionados à classe.

III. A autora elogia Millôr Fernandes por sua crítica contundente aos turistas que viajam de forma superficial.

IV. Martha Medeiros relata que, mesmo quando usada com “benevolência”, a palavra “gentinha” carrega uma carga de humilhação.

V. O texto critica o uso da palavra “gentinha” como uma forma de preconceito social velado, herdado de uma cultura elitista.

Considerando que cada afirmativa correta vale dois pontos e cada afirmativa incorreta vale um ponto, qual é a soma total da pontuação atribuída às cinco afirmativas?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763740 Ano: 2025
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Considere que foi realizada uma aplicação que segue juros compostos, de 2,457 milhões de reais. A partir dessa premissa, e considerando a taxa sendo de 1%, analise as assertivas:

I. Caso a taxa de aplicação seja mensal, somente a partir do terceiro mês de aplicação, desconsiderando o próprio, será necessário utilizar-se de critérios de arredondamento para se obter o montante com duas casas decimais.

II. O primeiro mês de aplicação, considerando a taxa mensal, acarreta juros no valor de 2,457 mil reais.

IIl. Se a taxa for semanal, e considerando um mês com quatro semanas, a taxa equivalente mensal seria de 4,1%, aproximadamente.

Acerca das assertivas, NÃO se pode afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3763739 Ano: 2025
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Vacaria-RS

Seja um serviço o qual era realizado e a cobrança era feita de forma mensal, no valor de R$ 18.500,00, no ano de 2018. A cada ano que passa, esse valor foi acrescido em 2,5% com relação ao ano anterior, arredondando-se a mensalidade para duas casas decimais, se assim necessário, a cada aplicação do acréscimo. Caso o acréscimo se desse de uma só vez entre 2018 e 2022, e entre 2018 e 2025, quais deveriam ser as porcentagens de ajuste direto, respectivamente, mantendo-se o valor esperado do acréscimo anual e sucessivo de 2,5% sempre com relação ao ano imediatamente anterior?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas