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Foram encontradas 24 questões.

1402498 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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INSTRUÇÃO: Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão que se segue.
O grande apagão
Sempre me impressionou o tabu que envolve algumas palavras. Por muito tempo palavrões pronunciados em outro idioma apareciam nas legendas de nossos cinemas e TV substituídos por reticências, ou numa tradução mais branda, enquanto na tela se desenrolavam cenas então ditas “fortes”. Hoje pouca coisa seria considerada imprópria, pois a qualquer hora do dia crianças ligam a TV e, a não ser que haja algum adulto presente propondo algo mais divertido, assistem a cenas tórridas. A intimidade pessoal vem sendo tão banalizada que pouca coisa nos choca – ou escondemos isso para que não pareçamos antiquados?
Voltando aos tabus verbais: procuramos evitar o nome de certas enfermidades que nos assustam, como se, pronunciadas, elas pudessem nos contaminar. O Diabo tem centenas de apelidos – um dos encantos na minha obra predileta, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, é ver os nomes que lhe dão, sobretudo no interior, de “Coisa Ruim”, “Renegado” e outros: é a poderosa e colorida imaginação do povo, criativa como a das crianças.
Atualmente, ao menos nos escalões do governo, “recessão”, “apagão” e “racionamento” são os malditos, como se, mascarados por eufemismos, eles não fossem o flagelo real de empresas e indivíduos, pela incompetência ou interesses políticos das autoridades responsáveis (que vinham sendo avisadas), provocando a falta de água e os apagões elétricos, dentro de todo um quadro seriíssimo de falhas estruturais pelo país.
“Recessão”, como mencionada (logo corrigida ) pelo ministro da Fazenda, poderia ter uma conotação positiva, com o significado de controlar para arrumar, e depois refazer a casa, buscando o bem real de seus moradores – até onde isso interessa ao Estado.
Empenhado numa batalha feroz pela manutenção do poder, o governo nos arrastou a este fundo de oceano onde estamos ancorados, raspando as areias e ameaçando ali ficar: estimulou com veemência o consumo, deixando multidões inadimplentes ou gravemente endividadas. Tratou adversários de maneira abominável, iludiu o povo com promessas vãs, de muitas maneiras colaborou para o apagão das nossas estruturas públicas e a fragilidade dos nossos valores morais.
Volto a mencionar algumas mazelas, além de água e energia: o caos na educação (vejam as redações do Enem e o desinteresse pela melhor qualificação do ensino), que deveria obter os maiores investimentos, pois é onde tudo começa: posso tomar banho frio e enxergar à luz de velas, mas preciso de uma cabeça instruída para decidir minha vida e a do meu país.
Lembro o precaríssimo saneamento, a segurança falida, as leis ineficientes e a impunidade que causam uma carnificina diária; a situação da saúde é criminosa; os meios de transporte atormentam as pessoas e entravam a economia; a comunicação corre o risco de ser controlada; e relações internacionais inadequadas nos afastam dos países adiantados (lembrem que a diplomacia leva a imagem do país).
Sozinho, o ministro Joaquim Levy será um curativo sobre um imenso corpo doente. Seriam necessários muitos competentes como ele para consertar o que aí está. Esperemos que, apesar dos problemas (não sabemos da missa nem dezoito avos), ele não desista, a fim de que este povo não seja mais massacrado, e a nação não passe vexames iguais ao exemplo que cito aqui: como muitas entidades públicas no Brasil, várias embaixadas brasileiras estão com as contas atrasadas. O governo não lhes envia os recursos essenciais, elas precisam economizar energia e água, não pagam a funcionários e fornecedores, falta papel para as impressoras – logo até o papel higiênico será uma preciosidade.
Não sou pessimista, mas de um realismo moderado. Enquanto os responsáveis por essa escandalosa situação não tiverem a coragem de encarar a realidade, assumir e consertar seus malfeitos com honestidade e firmeza, continuaremos uma nação avestruz, com as ignorantes cabeças escondidas na areia. E não conseguiremos dar um passo à frente: será o escuro do apagão geral.
(LUFT, Lya. O grande apagão. Revista Veja. p. 23, 4 de fevereiro de 2015.)
Considere o trecho: “... um dos encantos na minha obra predileta, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, é ver os nomes que lhe dão, sobretudo no interior, de “Coisa Ruim”, “Renegado” e outros...” Todos os termos abaixo correspondem ao referente “lhe”, negritado no trecho acima, EXCETO
 

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1401524 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Quanto à Síndrome de Korsakoff, podemos afirmar:
 

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1399501 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Quanto ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), podemos afirmar:
 

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1397755 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Em relação aos psicofármacos, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Efeitos de 1ª passagem referem-se ao extenso metabolismo inicial de algumas drogas, como a clorpromazina, dentro da circulação porta ou no fígado, reduzindo-se, assim, a quantidade não metabolizada da droga que alcança a circulação sistêmica.
( ) O efeito clínico dos fármacos antipsicóticos típicos acontece devido à ação destes sobre os receptores dopaminérgicos.
( ) O efeito hipotensor dos antidepressivos e antipsicóticos pode ser explicado pelo bloqueio do receptor alfa 1 no sistema nervoso simpático.
( ) A maioria dos antipsicóticos afeta um único sistema neurotransmissor, porém seus efeitos não estão restritos ao cérebro.
( ) Os efeitos tardios dos antidepressivos tricíclicos acontecem devido à diminuição tardia dos receptores alfa 2 pré-sinápticos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
 

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1394217 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Cláudio, 32 anos, alcoólatra crônico, há 4 dias em abstinência, apresentou hematêmese moderada, sendo imediatamente levado ao P.S. Municipal pelo SAMU. Ao exame, encontra-se agitado, ictérico 2/4+, asterixis e zoopsias, oftalmoplegia. Rcr 2T, MVF, abdome livre, esplenomegalia Boyd II, PA: 130/90 mmHg. Hipóteses diagnósticas a serem consideradas:
( ) Cirrose hepática alcoólica e hipertensão portal.
( ) Hepatite alcoólica e Síndrome de Wernick-Korsakoff.
( ) Varizes esofagianas sangrantes.
( ) Hepatite tipo B e Síndrome de Ehlers Danlos.
( ) Delirium tremens.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
 

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1391007 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Os sinais e sintomas abaixo fazem parte do Transtorno Bipolar do Humor, EXCETO
 

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1388433 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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INSTRUÇÃO: Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão que se segue.
O grande apagão
Sempre me impressionou o tabu que envolve algumas palavras. Por muito tempo palavrões pronunciados em outro idioma apareciam nas legendas de nossos cinemas e TV substituídos por reticências, ou numa tradução mais branda, enquanto na tela se desenrolavam cenas então ditas “fortes”. Hoje pouca coisa seria considerada imprópria, pois a qualquer hora do dia crianças ligam a TV e, a não ser que haja algum adulto presente propondo algo mais divertido, assistem a cenas tórridas. A intimidade pessoal vem sendo tão banalizada que pouca coisa nos choca – ou escondemos isso para que não pareçamos antiquados?
Voltando aos tabus verbais: procuramos evitar o nome de certas enfermidades que nos assustam, como se, pronunciadas, elas pudessem nos contaminar. O Diabo tem centenas de apelidos – um dos encantos na minha obra predileta, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, é ver os nomes que lhe dão, sobretudo no interior, de “Coisa Ruim”, “Renegado” e outros: é a poderosa e colorida imaginação do povo, criativa como a das crianças.
Atualmente, ao menos nos escalões do governo, “recessão”, “apagão” e “racionamento” são os malditos, como se, mascarados por eufemismos, eles não fossem o flagelo real de empresas e indivíduos, pela incompetência ou interesses políticos das autoridades responsáveis (que vinham sendo avisadas), provocando a falta de água e os apagões elétricos, dentro de todo um quadro seriíssimo de falhas estruturais pelo país.
“Recessão”, como mencionada (logo corrigida ) pelo ministro da Fazenda, poderia ter uma conotação positiva, com o significado de controlar para arrumar, e depois refazer a casa, buscando o bem real de seus moradores – até onde isso interessa ao Estado.
Empenhado numa batalha feroz pela manutenção do poder, o governo nos arrastou a este fundo de oceano onde estamos ancorados, raspando as areias e ameaçando ali ficar: estimulou com veemência o consumo, deixando multidões inadimplentes ou gravemente endividadas. Tratou adversários de maneira abominável, iludiu o povo com promessas vãs, de muitas maneiras colaborou para o apagão das nossas estruturas públicas e a fragilidade dos nossos valores morais.
Volto a mencionar algumas mazelas, além de água e energia: o caos na educação (vejam as redações do Enem e o desinteresse pela melhor qualificação do ensino), que deveria obter os maiores investimentos, pois é onde tudo começa: posso tomar banho frio e enxergar à luz de velas, mas preciso de uma cabeça instruída para decidir minha vida e a do meu país.
Lembro o precaríssimo saneamento, a segurança falida, as leis ineficientes e a impunidade que causam uma carnificina diária; a situação da saúde é criminosa; os meios de transporte atormentam as pessoas e entravam a economia; a comunicação corre o risco de ser controlada; e relações internacionais inadequadas nos afastam dos países adiantados (lembrem que a diplomacia leva a imagem do país).
Sozinho, o ministro Joaquim Levy será um curativo sobre um imenso corpo doente. Seriam necessários muitos competentes como ele para consertar o que aí está. Esperemos que, apesar dos problemas (não sabemos da missa nem dezoito avos), ele não desista, a fim de que este povo não seja mais massacrado, e a nação não passe vexames iguais ao exemplo que cito aqui: como muitas entidades públicas no Brasil, várias embaixadas brasileiras estão com as contas atrasadas. O governo não lhes envia os recursos essenciais, elas precisam economizar energia e água, não pagam a funcionários e fornecedores, falta papel para as impressoras – logo até o papel higiênico será uma preciosidade.
Não sou pessimista, mas de um realismo moderado. Enquanto os responsáveis por essa escandalosa situação não tiverem a coragem de encarar a realidade, assumir e consertar seus malfeitos com honestidade e firmeza, continuaremos uma nação avestruz, com as ignorantes cabeças escondidas na areia. E não conseguiremos dar um passo à frente: será o escuro do apagão geral.
(LUFT, Lya. O grande apagão. Revista Veja. p. 23, 4 de fevereiro de 2015.)
Considere o trecho: “Atualmente, ao menos nos escalões do governo, “recessão”, “apagão” e “racionamento” são os malditos, como se, mascarados por eufemismos, eles não fossem o flagelo real de empresas e indivíduos, pela incompetência ou interesses políticos das autoridades responsáveis (que vinham sendo avisadas), provocando a falta de água e os apagões elétricos, dentro de todo um quadro seriíssimo de falhas estruturais pelo país.”
Tendo em vista o contexto em que foi empregada, a palavra eufemismo é um recurso de expressão que significa o uso de
 

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1386971 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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INSTRUÇÃO: Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão que se segue.
O grande apagão
Sempre me impressionou o tabu que envolve algumas palavras. Por muito tempo palavrões pronunciados em outro idioma apareciam nas legendas de nossos cinemas e TV substituídos por reticências, ou numa tradução mais branda, enquanto na tela se desenrolavam cenas então ditas “fortes”. Hoje pouca coisa seria considerada imprópria, pois a qualquer hora do dia crianças ligam a TV e, a não ser que haja algum adulto presente propondo algo mais divertido, assistem a cenas tórridas. A intimidade pessoal vem sendo tão banalizada que pouca coisa nos choca – ou escondemos isso para que não pareçamos antiquados?
Voltando aos tabus verbais: procuramos evitar o nome de certas enfermidades que nos assustam, como se, pronunciadas, elas pudessem nos contaminar. O Diabo tem centenas de apelidos – um dos encantos na minha obra predileta, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, é ver os nomes que lhe dão, sobretudo no interior, de “Coisa Ruim”, “Renegado” e outros: é a poderosa e colorida imaginação do povo, criativa como a das crianças.
Atualmente, ao menos nos escalões do governo, “recessão”, “apagão” e “racionamento” são os malditos, como se, mascarados por eufemismos, eles não fossem o flagelo real de empresas e indivíduos, pela incompetência ou interesses políticos das autoridades responsáveis (que vinham sendo avisadas), provocando a falta de água e os apagões elétricos, dentro de todo um quadro seriíssimo de falhas estruturais pelo país.
“Recessão”, como mencionada (logo corrigida ) pelo ministro da Fazenda, poderia ter uma conotação positiva, com o significado de controlar para arrumar, e depois refazer a casa, buscando o bem real de seus moradores – até onde isso interessa ao Estado.
Empenhado numa batalha feroz pela manutenção do poder, o governo nos arrastou a este fundo de oceano\( ^{(a} \) onde estamos ancorados, raspando as areias e ameaçando ali ficar: estimulou com veemência o consumo, deixando multidões inadimplentes ou gravemente endividadas. Tratou adversários de maneira abominável, iludiu o povo com promessas vãs, de muitas maneiras colaborou para o apagão das nossas estruturas públicas e a fragilidade dos nossos valores morais\( ^{(b} \).
Volto a mencionar algumas mazelas, além de água e energia: o caos na educação (vejam as redações do Enem e o desinteresse pela melhor qualificação do ensino), que deveria obter os maiores investimentos, pois é onde tudo começa: posso tomar banho frio e enxergar à luz de velas, mas preciso de uma cabeça instruída para decidir minha vida e a do meu país.
Lembro o precaríssimo saneamento, a segurança falida, as leis ineficientes e a impunidade que causam uma carnificina diária; a situação da saúde é criminosa; os meios de transporte atormentam as pessoas e entravam a economia; a comunicação corre o risco de ser controlada; e relações internacionais inadequadas nos afastam dos países adiantados (lembrem que a diplomacia leva a imagem do país).
Sozinho, o ministro Joaquim Levy será um curativo sobre um imenso corpo doente\( ^{(c} \). Seriam necessários muitos competentes como ele para consertar o que aí está\( ^{(d} \). Esperemos que, apesar dos problemas (não sabemos da missa nem dezoito avos), ele não desista, a fim de que este povo não seja mais massacrado, e a nação não passe vexames iguais ao exemplo que cito aqui: como muitas entidades públicas no Brasil, várias embaixadas brasileiras estão com as contas atrasadas. O governo não lhes envia os recursos essenciais, elas precisam economizar energia e água, não pagam a funcionários e fornecedores, falta papel para as impressoras – logo até o papel higiênico será uma preciosidade.
Não sou pessimista, mas de um realismo moderado. Enquanto os responsáveis por essa escandalosa situação não tiverem a coragem de encarar a realidade, assumir e consertar seus malfeitos com honestidade e firmeza, continuaremos uma nação avestruz, com as ignorantes cabeças escondidas na areia. E não conseguiremos dar um passo à frente: será o escuro do apagão geral.
(LUFT, Lya. O grande apagão. Revista Veja. p. 23, 4 de fevereiro de 2015.)
Ao longo do texto, verifica-se o uso da linguagem metafórica como recurso de expressão. Assinale a alternativa em que NÃO se observa esse uso.
 

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1382890 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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INSTRUÇÃO: Leia com atenção o texto abaixo para responder a questão que se segue.
O grande apagão
Sempre me impressionou o tabu que envolve algumas palavras. Por muito tempo palavrões pronunciados em outro idioma apareciam nas legendas de nossos cinemas e TV substituídos por reticências, ou numa tradução mais branda, enquanto na tela se desenrolavam cenas então ditas “fortes”. Hoje pouca coisa seria considerada imprópria, pois a qualquer hora do dia crianças ligam a TV e, a não ser que haja algum adulto presente propondo algo mais divertido, assistem a cenas tórridas. A intimidade pessoal vem sendo tão banalizada que pouca coisa nos choca – ou escondemos isso para que não pareçamos antiquados?
Voltando aos tabus verbais: procuramos evitar o nome de certas enfermidades que nos assustam, como se, pronunciadas, elas pudessem nos contaminar. O Diabo tem centenas de apelidos – um dos encantos na minha obra predileta, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, é ver os nomes que lhe dão, sobretudo no interior, de “Coisa Ruim”, “Renegado” e outros: é a poderosa e colorida imaginação do povo, criativa como a das crianças.
Atualmente, ao menos nos escalões do governo, “recessão”, “apagão” e “racionamento” são os malditos, como se, mascarados por eufemismos, eles não fossem o flagelo real de empresas e indivíduos, pela incompetência ou interesses políticos das autoridades responsáveis (que vinham sendo avisadas), provocando a falta de água e os apagões elétricos, dentro de todo um quadro seriíssimo de falhas estruturais pelo país\( ^{(b} \).
“Recessão”, como mencionada (logo corrigida ) pelo ministro da Fazenda, poderia ter uma conotação positiva, com o significado de controlar para arrumar, e depois refazer a casa, buscando o bem real de seus moradores – até onde isso interessa ao Estado.
Empenhado numa batalha feroz pela manutenção do poder, o governo nos arrastou a este fundo de oceano onde estamos ancorados, raspando as areias e ameaçando ali ficar: estimulou com veemência o consumo, deixando multidões inadimplentes ou gravemente endividadas. Tratou adversários de maneira abominável, iludiu o povo com promessas vãs, de muitas maneiras colaborou para o apagão das nossas estruturas públicas\( ^{(d} \) e a fragilidade dos nossos valores morais.
Volto a mencionar algumas mazelas, além de água e energia: o caos na educação (vejam as redações do Enem e o desinteresse pela melhor qualificação do ensino), que deveria obter os maiores investimentos, pois é onde tudo começa: posso tomar banho frio e enxergar à luz de velas, mas preciso de uma cabeça instruída para decidir minha vida e a do meu país.
Lembro o precaríssimo saneamento, a segurança falida, as leis ineficientes e a impunidade que causam uma carnificina diária; a situação da saúde é criminosa; os meios de transporte atormentam as pessoas e entravam a economia; a comunicação corre o risco de ser controlada; e relações internacionais inadequadas nos afastam dos países adiantados (lembrem que a diplomacia leva a imagem do país).
Sozinho, o ministro Joaquim Levy será um curativo sobre um imenso corpo doente. Seriam necessários muitos competentes como ele para consertar o que aí está. Esperemos que, apesar dos problemas (não sabemos da missa nem dezoito avos), ele não desista, a fim de que este povo não seja mais massacrado, e a nação não passe vexames iguais ao exemplo que cito aqui: como muitas entidades públicas no Brasil, várias embaixadas brasileiras estão com as contas atrasadas. O governo não lhes envia os recursos essenciais, elas precisam economizar energia e água, não pagam a funcionários e fornecedores, falta papel para as impressoras – logo até o papel higiênico será uma preciosidade.
Não sou pessimista, mas de um realismo moderado. Enquanto os responsáveis por essa escandalosa situação não tiverem a coragem de encarar a realidade, assumir e consertar seus malfeitos com honestidade e firmeza, continuaremos uma nação avestruz, com as ignorantes cabeças escondidas na areia. E não conseguiremos dar um passo à frente: será o escuro do apagão geral\( ^{(c} \).
(LUFT, Lya. O grande apagão. Revista Veja. p. 23, 4 de fevereiro de 2015.)
O termo “apagão” é usado reiteradamente no texto tanto com sentido denotativo, como com sentido conotativo. Marque a alternativa em que se verifica o uso desse termo com sentido denotativo.
 

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1381341 Ano: 2014
Disciplina: Psiquiatria
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Várzea Palma-MG
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Podemos afirmar:
I - A rigor, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um transtorno muito raro.
II - O paciente portador de TOC é um paciente que tem bom insight e isso dificulta o seu diagnóstico e o tratamento.
III - No TOC, o paciente, apesar de ter consciência da inadequação do seu comportamento, não consegue abandoná-lo.
IV - O TOC, essencialmente, é um transtorno ansioso, por isso devemos prescrever ansiolíticos como droga de primeira escolha.
Assinale a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
 

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