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A classificação sintática dos termos destacados não está correta em:
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Viagem no tempo
Falávamos sobre viagens e seus modernos confortos quando alguém se lembrou do tempo em que os
viajantes levavam toalha e sabonete na mala. Não faz tanto tempo assim. Uma sobrinha, ____ poucos anos,
chegou a minha casa com toalha de banho e caixinha de sabonete na mala. “Coisa da minha mãe”, explicou
constrangida, sinal de que a mãe dela, que tem menos de 60 anos, levava toalha e sabonete quando viajava.
Hotéis e hospedarias eram precários, tirando os melhores das capitais; e, ao pousar na casa de alguém, evitavase “dar trabalho”.
Lembram-se do quebra-vento nos carros? Coisa anterior à difusão do ar-condicionado, pouco antes de
o presidente Collor dizer que os automóveis brasileiros eram umas carroças. O quebra-vento era um vidro
giratório colocado ____ frente das janelas dianteiras; quebrava o vento que entrava quando os vidros das portas
estavam abaixados, ou permitia que o ar entrasse quando a janela estivesse fechada. Girando-o todo,
direcionava-se o vento para dentro, ___ fim de refrescar a pessoa acalorada. Até ____ pouco tempo, no
Nordeste, carro sem quebra-vento encalhava.
Carros não tinham luz piscante para o motorista indicar que ia entrar ___ esquerda ou ___ direita, nem
luz de freio. Todos os sinais eram feitos pelo motorista com o braço esquerdo para fora do carro. Sinal de parar:
mão espalmada para trás, baixa; sinal para entrar ___ esquerda: braço reto estendido; entrar ___ direita, braço
alto dobrado para a direita. Quase não havia sinais luminosos de trânsito, o guarda apitava em códigos
obrigatoriamente conhecidos.
Ah, meninos, as fotos que se tiravam não se viam no mesmo instante, como agora. Só dias mais tarde,
após reveladas e copiadas em laboratório. Depois veio a grande novidade das cópias em 24 horas, em duas
horas, em uma hora e na hora. A fotografia popularizou-se. Com as câmeras nos telefones celulares, os
fotógrafos amadores tornaram-se bilhões.
Calculadora? Era a tabuada, que os estudantes sabiam de cor, e baseados nela faziam contas
complicadíssimas das quatro operações, na ponta do lápis. Nos escritórios, e só lá, havia as famosas máquinas
de calcular manuais Facit, que tinham um teclado de algarismos e uma manivela que os craques do cálculo
viravam para a frente e para trás, produzindo exatidões mostradas em um pequeno visor. Não demorou e vieram
as elétricas, as eletrônicas digitais...
Máquinas de escrever ainda se veem em delegacias e cartórios do interior. Num hospital da Zona Leste,
um amigo me chamou: “Quer ver um flashback?”. E me levou a uma recepcionista de um dos consultórios, que
datilografava impávida os dados dos clientes. Nas redações de jornais e revistas, com suas dezenas de máquinas
de escrever batucando ao mesmo tempo, o encerramento de uma edição era uma zoeira. O alívio veio com o
silêncio dos computadores.
Cartão amarelo, cartão vermelho? No futebol do tempo do beque e do centeralfe, cartão era o dedo do
juiz, primeiro apontando o nariz do abusado, depois apontando o olho da rua. Os cartões derrotaram o dedo em
riste porque são mais civilizados, impessoais e fáceis de entender em qualquer língua. Você pensa que eram
coisas da juventude do seu avô, ou do seu bisavô, mas não, são do tempo do seu pai. Um tempo em que as
crianças tinham bons modos, obedeciam até ___ olhares, não abriam a geladeira dos outros, contentavam-se
em ganhar apenas três presentes por ano, nas ocasiões propícias, e eram felizes. O ritmo está cada vez mais
rápido.
Ivan Ângelo (com adaptações)
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MEC divulga índice de qualidade do ensino básico.
Nesta segunda-feira (03/09/18), o Ministério da Educação (MEC) vai divulgar como está a qualidade do ensino
brasileiro. Trata-se do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado para o país, estados,
municípios e escolas. Cada ente federado e unidade escolar tem uma meta para ser alcançada. O índice é
divulgado a cada dois anos. A última divulgação foi referente ao ano de 2015. Agora, serão anunciados os dados
de 2017.
O Ideb é composto pela taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames
aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, a meta é cumprida desde 2005, quando o índice
começou a ser calculado. Para 2015, a meta estipulada era de índice 5,2 e a etapa alcançou 5,5. Nos anos finais
do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013. Em 2015, o índice
esperado de 4,7 também não foi alcançado. A etapa registrou 4,5.
No ensino médio, a meta não é alcançada desde 2013, e está estagnada em 3,7 desde 2011. O indicador
estabelecido para 2015 era de 4,3.
Para especialistas, os resultados de 2017 devem seguir a mesma tendência dos anos anteriores. “Se a gente
considerar os resultados das avaliações anteriores, acho que infelizmente a gente está em um processo bem
semelhante ao que a gente tinha demonstrado em 2013 e 2015. [...] Isso é um pouco reflexo de não termos
políticas estruturantes nessas etapas”, diz o diretor de Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional
(Iede), Ernesto Martins Faria.
Português e matemática
Na última semana, o MEC divulgou os resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb),
um dos componentes do Ideb. Trata-se dos resultados de avaliações de língua portuguesa e matemática
aplicadas a estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio. [...]
O Saeb de 2017 mostrou que ao final do ensino médio, quando deixam a escola, sete a cada dez estudantes
não aprendem nem mesmo o considerado básico em português. A mesma porcentagem se repete em
matemática. O ensino médio concentra os piores resultados. A etapa mostra estagnação desde 2009. As
avaliações revelaram, no entanto, alguns avanços no início do ensino fundamental.
Diante dos resultados já observados, o MEC defendeu a aplicação do chamado novo ensino médio, aprovado
no início de 2017, que estabelece uma formação mais flexível para os estudantes que poderão escolher
itinerários formativos com ênfases em matemática, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e ensino
técnico. “O ensino médio está absolutamente falido, no fundo do poço”, citou o ministro da Educação, Rossieli
Soares, na divulgação do Saeb.
Na época que foi enviada ao Congresso Nacional, a reforma do ensino médio foi criticada por ter sido instituída
por meio de medida provisória e foi um dos motivos de uma série de ocupações de escolas e universidades em
2016.
“Se no modelo [atual de ensino médio], que não é tão flexível, não se consegue garantir uma base de português
e matemática, como se consegue garantir isso em um modelo flexível? Acho que tem um desafio”, diz Faria. [...].
Repetências
Outro componente do Ideb é o fluxo escolar, ou seja, quantos alunos são aprovados de um ano para o outro. De
acordo com os dados de 2015, no total, no Brasil, tanto no ensino fundamental, como no médio, mais de 80%
dos estudantes foram aprovados na série que cursavam. A reprovação, no entanto, ainda é um desafio.
De acordo com a presidente do Inep, Mª Inês Fini, fazer com que os alunos repitam de ano não agrega
aprendizagem.
“A reação é dramática. Esse aluno que fica retido, se não for socorrido com proposta de recuperação forte, vai
arrastar a aprendizagem. Não estamos dizendo que precisa passar de ano os alunos que não sabem, estamos
dizendo que os estudantes podem e devem ter direito de aprender na idade certa”, diz. A presidente defende
que as escolas ofereçam reforço escolar e busquem novos métodos para que os estudantes que tiveram alguma
dificuldade possam aprender. “Não adianta ver a mesma proposta [de ensino] a qual ele já não reagiu bem”.
“Quando olhamos os estados com melhores resultados, vemos que têm duas características muito comuns: boas
políticas de reforço, [...] corrigem as diferenças de aprendizagem no ano corrente; e a ampliação das escolas em
tempo integral”, complementa a presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Publicado em 02/09/2018 por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília - Adaptado http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-09/mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico
“A reprovação, no entanto, ainda é um desafio.”
Assinale a alternativa que apresenta um conectivo adversativo como o destacado na frase acima.
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Leia o texto para responder a questão.
Direito e avesso
Conheci uma moça que escondia como um crime certa feia cicatriz de queimadura que tinha no corpo. De
pequena a mãe lhe ensinara a ocultar aquela marca de fogo e nem sei que impulso de desabafo levou-a a me
falar nela; e creio que logo se arrependeu, pois me obrigou a jurar que jamais repetiria a alguém o seu segredo.
Se agora o conto é porque a moça é morta e a sua cicatriz já estará em nada, levada com o resto pelas águas
de março, que levam tudo.
Lembrou-me isso ao escutar outra moça, também vaidosa e bonita, que discorria perante várias pessoas
a respeito de uma deformação congênita que ela, moça, tem no coração. Falava daquilo com mal disfarçado
orgulho, como se ter coração defeituoso fosse uma distinção aristocrática que se ganha de nascença e não está
ao alcance de qualquer um.
E aí saí pensando em como as pessoas são estranhas. Qualquer deformação, por mais mínima, sendo
em parte visível do nosso corpo, a gente a combate, a disfarça, oculta como um vício feio. Este senhor, por
exemplo, que nos explica, abundantemente, ser vítima de divertículos (excrescências em forma de apêndice que
apareceram no duodeno), teria o mesmo gosto em gabar-se da anomalia se em lugar dos divertículos tivesse
lobinhos no nariz? Nunca vi ninguém expor com orgulho a sua mão de seis dedos, a sua orelha malformada;
mas a má-formação interna é marca de originalidade, que se descreve aos outros com evidente orgulho.
Doença interna só se esconde por medo da morte – isto é, por medo de que, a notícia se espalhando,
chegue a morte mais depressa. Não sendo por isso, quem tem um sopro no coração se gaba dele como de falar
japonês.
Parece que o principal entendimento é o estético. Pois se todos gostam de se distinguir da multidão, nem
que seja por uma anomalia, fazem ao mesmo tempo questão de que essa anomalia não seja visivelmente
deformante. Ter o coração do lado direito é uma glória, mas um braço menor que o outro é uma tragédia. Alguém
com os dois olhos límpidos pode gostar de épater uma roda de conversa, explicando que não enxerga coisíssima
nenhuma por um daqueles límpidos olhos, e permitirá mesmo que os circunstantes curiosos lhe examinem o olho
cego e constatem de perto que realmente não se nota diferença nenhuma com o olho são. Mas tivesse aquela
pessoa o olho que não enxerga coalhado pela gota-serena, jamais se referiria ao defeito em público; e, caso o
fizesse, por excentricidade de temperamento sarcástico ou masoquista, os circunstantes bem-educados se
sentiriam na obrigação de desviar e mudar de assunto.
Mulheres discutem com prazer seus casos ginecológicos; uma diz abertamente que já não tem um ovário,
outra, que o médico lhe diagnosticou um útero infantil. Mas, se ela tivesse um pé infantil, ou seios senis, será
que os declararia com a mesma complacência?
Antigamente havia as doenças secretas, que só se nomeavam em segredo ou sob pseudônimo. De um
tísico, por exemplo, se dizia que estava “fraco do peito”; e talvez tal reserva nascesse do medo do contágio, que
todo mundo tinha. Mas dos malucos também se dizia que “estavam nervosos” e do câncer ainda hoje se faz
mistério – e nem câncer e nem doidice pegam.
Não somos todos mesmo muito estranhos? Gostamos de ser diferentes – contanto que a diferença não
se veja. O bastante para chamar atenção, mas não tanto que pareça feio.
Rachel e Queiroz
Vocabulário: Épater: palavra francesa que significa “impressionar”, “causar espanto"
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De acordo com as regras da norma culta, assinale a frase cuja concordância verbal esteja
INCORRETA:
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MEC divulga índice de qualidade do ensino básico.
Nesta segunda-feira (03/09/18), o Ministério da Educação (MEC) vai divulgar como está a qualidade do ensino
brasileiro. Trata-se do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado para o país, estados,
municípios e escolas. Cada ente federado e unidade escolar tem uma meta para ser alcançada. O índice é
divulgado a cada dois anos. A última divulgação foi referente ao ano de 2015. Agora, serão anunciados os dados
de 2017.
O Ideb é composto pela taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames
aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, a meta é cumprida desde 2005, quando o índice
começou a ser calculado. Para 2015, a meta estipulada era de índice 5,2 e a etapa alcançou 5,5. Nos anos finais
do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013. Em 2015, o índice
esperado de 4,7 também não foi alcançado. A etapa registrou 4,5.
No ensino médio, a meta não é alcançada desde 2013, e está estagnada em 3,7 desde 2011. O indicador
estabelecido para 2015 era de 4,3.
Para especialistas, os resultados de 2017 devem seguir a mesma tendência dos anos anteriores. “Se a gente
considerar os resultados das avaliações anteriores, acho que infelizmente a gente está em um processo bem
semelhante ao que a gente tinha demonstrado em 2013 e 2015. [...] Isso é um pouco reflexo de não termos
políticas estruturantes nessas etapas”, diz o diretor de Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional
(Iede), Ernesto Martins Faria.
Português e matemática
Na última semana, o MEC divulgou os resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb),
um dos componentes do Ideb. Trata-se dos resultados de avaliações de língua portuguesa e matemática
aplicadas a estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio. [...]
O Saeb de 2017 mostrou que ao final do ensino médio, quando deixam a escola, sete a cada dez estudantes
não aprendem nem mesmo o considerado básico em português. A mesma porcentagem se repete em
matemática. O ensino médio concentra os piores resultados. A etapa mostra estagnação desde 2009. As
avaliações revelaram, no entanto, alguns avanços no início do ensino fundamental.
Diante dos resultados já observados, o MEC defendeu a aplicação do chamado novo ensino médio, aprovado
no início de 2017, que estabelece uma formação mais flexível para os estudantes que poderão escolher
itinerários formativos com ênfases em matemática, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e ensino
técnico. “O ensino médio está absolutamente falido, no fundo do poço”, citou o ministro da Educação, Rossieli
Soares, na divulgação do Saeb.
Na época que foi enviada ao Congresso Nacional, a reforma do ensino médio foi criticada por ter sido instituída
por meio de medida provisória e foi um dos motivos de uma série de ocupações de escolas e universidades em
2016.
“Se no modelo [atual de ensino médio], que não é tão flexível, não se consegue garantir uma base de português
e matemática, como se consegue garantir isso em um modelo flexível? Acho que tem um desafio”, diz Faria. [...].
Repetências
Outro componente do Ideb é o fluxo escolar, ou seja, quantos alunos são aprovados de um ano para o outro. De
acordo com os dados de 2015, no total, no Brasil, tanto no ensino fundamental, como no médio, mais de 80%
dos estudantes foram aprovados na série que cursavam. A reprovação, no entanto, ainda é um desafio.
De acordo com a presidente do Inep, Mª Inês Fini, fazer com que os alunos repitam de ano não agrega
aprendizagem.
“A reação é dramática. Esse aluno que fica retido, se não for socorrido com proposta de recuperação forte, vai
arrastar a aprendizagem. Não estamos dizendo que precisa passar de ano os alunos que não sabem, estamos
dizendo que os estudantes podem e devem ter direito de aprender na idade certa”, diz. A presidente defende
que as escolas ofereçam reforço escolar e busquem novos métodos para que os estudantes que tiveram alguma
dificuldade possam aprender. “Não adianta ver a mesma proposta [de ensino] a qual ele já não reagiu bem”.
“Quando olhamos os estados com melhores resultados, vemos que têm duas características muito comuns: boas
políticas de reforço, [...] corrigem as diferenças de aprendizagem no ano corrente; e a ampliação das escolas em
tempo integral”, complementa a presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Publicado em 02/09/2018 por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília - Adaptado http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-09/mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do fragmento do texto
de Murilo Mendes:
“Hoje ___ tarde um gentleman de polainas, gravata-borboleta, ___ lapela uma grande rosa vermelha, convidou-nos ___ visitar o jardim do seu bairro, fechado ___ chave, do qual alguns dos moradores são “assinantes”.”
“Hoje ___ tarde um gentleman de polainas, gravata-borboleta, ___ lapela uma grande rosa vermelha, convidou-nos ___ visitar o jardim do seu bairro, fechado ___ chave, do qual alguns dos moradores são “assinantes”.”
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Marque a alternativa que preenche corretamente o período abaixo:
Já ______ anos, _________ nesta cidade poucos estrangeiros. Atualmente ___________ muitos imigrantes.
Já ______ anos, _________ nesta cidade poucos estrangeiros. Atualmente ___________ muitos imigrantes.
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MEC divulga índice de qualidade do ensino básico.
Nesta segunda-feira (03/09/18), o Ministério da Educação (MEC) vai divulgar como está a qualidade do ensino
brasileiro. Trata-se do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado para o país, estados,
municípios e escolas. Cada ente federado e unidade escolar tem uma meta para ser alcançada. O índice é
divulgado a cada dois anos. A última divulgação foi referente ao ano de 2015. Agora, serão anunciados os dados
de 2017.
O Ideb é composto pela taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames
aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, a meta é cumprida desde 2005, quando o índice
começou a ser calculado. Para 2015, a meta estipulada era de índice 5,2 e a etapa alcançou 5,5. Nos anos finais
do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013. Em 2015, o índice
esperado de 4,7 também não foi alcançado. A etapa registrou 4,5.
No ensino médio, a meta não é alcançada desde 2013, e está estagnada em 3,7 desde 2011. O indicador
estabelecido para 2015 era de 4,3.
Para especialistas, os resultados de 2017 devem seguir a mesma tendência dos anos anteriores. “Se a gente
considerar os resultados das avaliações anteriores, acho que infelizmente a gente está em um processo bem
semelhante ao que a gente tinha demonstrado em 2013 e 2015. [...] Isso é um pouco reflexo de não termos
políticas estruturantes nessas etapas”, diz o diretor de Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional
(Iede), Ernesto Martins Faria.
Português e matemática
Na última semana, o MEC divulgou os resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb),
um dos componentes do Ideb. Trata-se dos resultados de avaliações de língua portuguesa e matemática
aplicadas a estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio. [...]
O Saeb de 2017 mostrou que ao final do ensino médio, quando deixam a escola, sete a cada dez estudantes
não aprendem nem mesmo o considerado básico em português. A mesma porcentagem se repete em
matemática. O ensino médio concentra os piores resultados. A etapa mostra estagnação desde 2009. As
avaliações revelaram, no entanto, alguns avanços no início do ensino fundamental.
Diante dos resultados já observados, o MEC defendeu a aplicação do chamado novo ensino médio, aprovado
no início de 2017, que estabelece uma formação mais flexível para os estudantes que poderão escolher
itinerários formativos com ênfases em matemática, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e ensino
técnico. “O ensino médio está absolutamente falido, no fundo do poço”, citou o ministro da Educação, Rossieli
Soares, na divulgação do Saeb.
Na época que foi enviada ao Congresso Nacional, a reforma do ensino médio foi criticada por ter sido instituída
por meio de medida provisória e foi um dos motivos de uma série de ocupações de escolas e universidades em
2016.
“Se no modelo [atual de ensino médio], que não é tão flexível, não se consegue garantir uma base de português
e matemática, como se consegue garantir isso em um modelo flexível? Acho que tem um desafio”, diz Faria. [...].
Repetências
Outro componente do Ideb é o fluxo escolar, ou seja, quantos alunos são aprovados de um ano para o outro. De
acordo com os dados de 2015, no total, no Brasil, tanto no ensino fundamental, como no médio, mais de 80%
dos estudantes foram aprovados na série que cursavam. A reprovação, no entanto, ainda é um desafio.
De acordo com a presidente do Inep, Mª Inês Fini, fazer com que os alunos repitam de ano não agrega
aprendizagem.
“A reação é dramática. Esse aluno que fica retido, se não for socorrido com proposta de recuperação forte, vai
arrastar a aprendizagem. Não estamos dizendo que precisa passar de ano os alunos que não sabem, estamos
dizendo que os estudantes podem e devem ter direito de aprender na idade certa”, diz. A presidente defende
que as escolas ofereçam reforço escolar e busquem novos métodos para que os estudantes que tiveram alguma
dificuldade possam aprender. “Não adianta ver a mesma proposta [de ensino] a qual ele já não reagiu bem”.
“Quando olhamos os estados com melhores resultados, vemos que têm duas características muito comuns: boas
políticas de reforço, [...] corrigem as diferenças de aprendizagem no ano corrente; e a ampliação das escolas em
tempo integral”, complementa a presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Publicado em 02/09/2018 por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília - Adaptado http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-09/mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico
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