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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
A conjunção mas (linha 14) tem a função de conectar duas orações , sendo classificada como . já que (linha 14), por sua vez, é classificada como , introduzindo uma oração .
Assinale a alternativa cujas palavras completam, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Em relação às lacunas do quinto parágrafo do texto, analise as assertivas a seguir:
I. A lacuna da linha 19 pode ser preenchida por às; nesse caso, o termo diante do qual a crase ocorre é um complemento nominal.
II. A primeira lacuna da linha 20 fica corretamente preenchida por a, formando, juntamente à palavra e-mails, um complemento verbal.
III. Caso a palavra pressão (linha 20) fosse substituída por controle e a palavra cobrança (linha 21) por exigência, as lacunas da linha 20 (2º e 3º ocorrência) deveriam ser preenchidas por à e a, respectivamente, além da alteração de gênero da palavra externo.
IV. A lacuna da linha 23 deve ser preenchida por a, vocábulo classificado, no contexto de ocorrência, como artigo definido.
Quais estão corretas?
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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégia usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
Considere as seguintes afirmações referentes à pontuação no texto.
I. Os dois-pontos da linha 15 são empregados para anunciar a fala do pesquisador Dan Ariely.
II. Todos os travessões da linha 28 são usados para separar expressões explicativas, podendo ser substituídos por parênteses.
III. A segunda vírgula da linha 40 é empregada para separar orações coordenadas assindéticas.
Quais estão corretas?
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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégiaB usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
Assinale a palavra que, ao perder o acento gráfico, NÃO se constitui em palavra da Língua Portuguesa.
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras, no contexto em que ocorrem, às respectivas classes gramaticais.
Coluna 1
(1) Pronome.
(2) Adjetivo.
(3) Advérbio.
(4) Preposição.
Coluna 2
( ) tão (linha 01).
( ) de (linha 13 – 1ª ocorrência).
( ) que (linha 17).
( ) fácil (linha 20).
( ) se (linha 25).
( ) não (linha 26 – 1ª ocorrência).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Pipoqueiro comportamental
A economia comportamental é uma das áreas das ciências econômicas que busca entender e decifrar comportamentos aparentemente sem sentido dos indivíduos. Um exemplo disso é um estudo feito por um dos mais renomados estudiosos da área, Dan Ariely. Dan se deparou com a seguinte oferta da revista The Economist nos Estados Unidos.
Assinatura Eletrônica: $59
Assinatura Impressa: $125
Eletrônica + Impressa: $125
A pergunta imediata do pesquisador era: “Quem escolheria apenas a assinatura eletrônica, quando, pagando o mesmo valor, poderia ter as edições digital e impressa?” A segunda opção, seria, portanto, uma oferta sem sentido… Será?
Não parece muito sensato imaginar que profissionais da revista The Economist, uma das mais respeitadas publicações do mundo, pudessem fazer uma oferta dessas ingenuamente. Com a pulga atrás da orelha, Dan Ariely resolveu investigar os motivos que levavam a área de marketing da revista a trabalhar com essas promoções. Escolheu 100 estudantes para um experimento e perguntou eles com qual opção ficariam. O resultado foi o seguinte:
Assinatura Eletrônica: $59 – 16 estudantes
Assinatura Impressa: $125 – 0 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 84 estudantes
O resultado já era esperado. Alguns estudantes optaram pela versão eletrônica apenas. A grande maioria ficou com a que oferecia as duas versões e nenhum tolo ficou apenas com a impressa. Dando prosseguimento pesquisa, ele retirou a segunda opção (que aparentemente era inútil) da lista de ofertas. Fez a mesma pergunta e, para sua surpresa, o resultado foi:
Assinatura Eletrônica: $59 – 68 estudantes
Eletrônica + Impressa: $125 – 32 estudantes
Ou seja, dois terços dos estudantes optaram pela opção simples, mais em conta; e um terço continuou optando pela opção dupla, mais cara. Isso fez Dan concluir que a oferta que parecia tola, inocente, ingênua, era sim uma grande jogada de marketing, porque induzia os leitores a comprarem dois produtos – o digital e o impresso – pelo preço de um – o impresso apenas –, sem necessariamente precisar deles, mas apenas por acharem que estavam fazendo um negócio melhor.
É a mesma estratégia usada pelo pipoqueiro que faz com que você entre no cinema quase soterrado por um balde de pipoca, porque vale mais a pena.
Pipoca Pequena: R$ 8,00
Pipoca Média: R$ 10,00
Pipoca Grande: R$ 11,00
A variação de preço não é proporcional ao tamanho do produto. O mesmo acontece com o milkshake de 700 mililitros que custa apenas 50 centavos a mais que o de 500, que, por sua vez, é só um real mais caro que o de 250. Então nós analisamos qual seria o valor mais justo para o milk-shake, achando que essa é a forma mais racional de pensar, sem perceber que somos levados comprar o que o vendedor quer e não o que nós desejamos e necessitamos.
Da próxima vez que você for ao cinema ou quando topar com uma liquidação, pare, pense e faça a razão funcionar de verdade sem se deixar levar pela emoção. Será que a pipoca maior é um bom negócio para você? Ah, e pense em mais um detalhe que Dan Ariely chamou atenção: o prato mais caro do restaurante não está no cardápio só para ser saboreado, mas principalmente para dar a sensação que os outros estão com preço bom. Sabendo disso, a chance de uma indigestão pode ser menor.
(Fonte: <http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/14/pipoqueiro-comportamental/> – texto adaptado)
Observe as seguintes assertivas:
I. O primeiro período do texto apresenta um dos ramos das ciências econômicas, que será abordado ao longo do texto.
II. Na linha 21, o advérbio aparentemente modifica era inútil, antecipando o argumento de que a segunda opção tinha utilidade, apesar de não parecer.
III. No último parágrafo do texto, o autor aproximase do leitor, pois o orienta a refletir mais sobre as promoções e suas vantagens.
Quais estão corretas?
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Em relação ao texto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.
( ) A maior parte das pessoas acredita que os problemas de atenção e de memória ocorrem porque a internet e as novas tecnologias limitam o funcionamento do cérebro.
( ) A autora diverge do senso comum, pois afirma que uma das características do cérebro humano é ter como foco de atenção apenas uma informação ou ação.
( ) Os jovens possuem dificuldades de atenção visto que seus cérebros não estão ainda completamente formados, motivo pelo qual conseguem passar muitas horas jogando videogame.
( ) A cobrança para que a resposta a e-mails seja automática vem do fato de que o cérebro, na maior parte das vezes, não precisa mais se preocupar com questões alimentícias e de moradia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Mundo moderno, cérebro antigo.
É tão fácil botar a culpa na internet, no mundo moderno, nas novas tecnologias, ou em tudo isso junto. Falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor; abundância de informação é um convite à superficialidade; violência é resultado de videogames; falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. O estresse da vida moderna, portanto, é culpa do mundo moderno.
Eu discordo. O problema não está no que o mundo moderno faz com nosso cérebro, e sim nas limitações que nosso cérebro sempre teve – e em como nós nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas por meio das novas tecnologias.
Para começar, não entendo a queixa de que "a internet" reduziria nosso tempo de atenção sustentada e tornaria nosso conhecimento superficial. Pelo contrário: jovens, hoje, são capazes de passar horas ininterruptas em frente a videogames ou em sites de busca que permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou de biologia das fossas abissais sem sair de casa. É uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro agora acessível.
Falando de atenção, aliás: nós sempre fomos limitados a prestar atenção em apenas uma coisa de cada vez. É uma restrição, de fato, mas tem enormes vantagens, já que a maior parte da informação disponível a cada instante é irrelevante, mesmo. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Sabendo dela, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas que disputam sua atenção a cada instante.
O mesmo vale para o e-mail e o estresse associado __ demandas que nos fazem. Poder responder imediatamente __ e-mails não significa ter que fazê-lo – embora seja fácil sucumbir __ pressão externa e __ cobrança, no dia seguinte, por uma resposta que, poucos anos atrás, só chegaria pelo correio no prazo de uma semana. Como hoje a maioria de nós não precisa se estressar sobre a disponibilidade de alimento ou teto, sobra espaço para nos cobrarmos respostas imediatas __ todas as demandas eletrônicas que nos fazem.
O problema continua sendo o mesmo: gerenciar estresses. A dificuldade é convencer-se de que o mundo não acaba se você não responder a todos os e-mails ainda hoje – e, de preferência, não cobrar isso dos outros.
(Fonte: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/suzanaherculanohouzel/1151111-mundo-moderno-cerebro-antigo.shtml> – texto adaptado).
Caso a palavra jovens (linha 09) fosse substituída por a juventude, quantas outras palavras devem ser alteradas para manter a correção do período?
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Escola ensina crianças a programar
No final de setembro, a escola primária St. Saviour, em Londres, viu seu famoso Cantinho da Leitura ser transformado no Cantinho da Programação.
A escola recebeu 30 unidades de Raspberry Pi (placa de computador vendida a um baixo preço) e peças de Lego com sen__or, que se encai__avam para formar um crocodilo robô de brinquedo. Usando códigos simples, as crianças aprenderam a programar as peças para que a boca do crocodilo se fechasse, “mordendo” seus dedos cada vez que os aproximassem dela.
“Queremos inspirar as crianças a criar e não só a consumir. Mesmo sendo divertido em pequenas doses, muito tempo gasto em coi__as como Angry Birds e jogos de videogame pode acabar estragando o cérebro desses garotos”, afirmou Nick Corston, cujos filhos estão matriculados no colégio.
Corston é cofundador e diretor do projeto Little House of Fairy Tales. Inspirado numa palestra da TED de 2006, em que Sir Ken Robinson discutia como o sistema educacional da Grã-Bretanha pode matar a criatividade das crianças, Corston decidiu promover o valor dos códigos de informática para o currículo escolar.
Segundo ele, o resultado foi bastante satisfatório. “Tanto os meninos quanto as meninas adoraram programação. Não houve nenhuma idade que se mostrou desinteressada ou sem habilidade”, disse Corston. “Não tiveram nenhum problema em entender os con__eitos de programação que mostramos a eles.” A escola St. Saviour espera agora que a simplicidade do seu Cantinho da Programação inspire outras escolas primárias a promover atividades semelhantes.
(Fonte: <http://blogs.estadao.com.br/link/escola-ensina-criancas-a-programar//> – texto adaptado)
Em qual das frases abaixo, todas retiradas do texto, a forma verbal sublinhada admite flexão da voz passiva?
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Escola ensina crianças a programar
No final de setembro, a escola primária St. Saviour, em Londres, viu seu famoso Cantinho da Leitura ser transformado no Cantinho da Programação.
A escola recebeu 30 unidades de Raspberry Pi (placa de computador vendida a um baixo preço) e peças de Lego com sen__or, que se encai__avam para formar um crocodilo robô de brinquedo. Usando códigos simples, as crianças aprenderam a programar as peças para que a boca do crocodilo se fechasse, “mordendo” seus dedos cada vez que os aproximassem dela.
“Queremos inspirar as crianças a criar e não só a consumir. Mesmo sendo divertido em pequenas doses, muito tempo gasto em coi__as como Angry Birds e jogos de videogame pode acabar estragando o cérebro desses garotos”, afirmou Nick Corston, cujos filhos estão matriculados no colégio.
Corston é cofundador e diretor do projeto Little House of Fairy Tales. Inspirado numa palestra da TED de 2006, em que Sir Ken Robinson discutia como o sistema educacional da Grã-Bretanha pode matar a criatividade das crianças, Corston decidiu promover o valor dos códigos de informática para o currículo escolar.
Segundo ele, o resultado foi bastante satisfatório. “Tanto os meninos quanto as meninas adoraram programação. Não houve nenhuma idade que se mostrou desinteressada ou sem habilidade”, disse Corston. “Não tiveram nenhum problema em entender os con__eitos de programação que mostramos a eles.” A escola St. Saviour espera agora que a simplicidade do seu Cantinho da Programação inspire outras escolas primárias a promover atividades semelhantes.
(Fonte: <http://blogs.estadao.com.br/link/escola-ensina-criancas-a-programar//> – texto adaptado)
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os vocábulos retirados do texto às respectivas regras de acentuação.
Coluna 1
1. Monossílabo tônico.
2. Paroxítono terminado em ditongo crescente.
3. Proparoxítono.
4. Oxítono.
Coluna 2
( ) cérebro.
( ) colégio.
( ) é.
( ) informática.
( ) satisfatório.
( ) só.
( ) robô.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Caderno Container