Foram encontradas 100 questões.
Leia o excerto a seguir.
“Dois dos bilionários do setor de tecnologia mais famosos do mundo — Elon Musk e Mark Zuckerberg — aceitaram lutar um contra o outro no cage (como é chamado o palco de combate usado em eventos de MMA, sigla em inglês para artes marciais mistas). Musk postou uma mensagem no Twitter, plataforma da qual é dono, dizendo que estava "pronto para uma luta no cage" com Zuckerberg. Zuckerberg, que é proprietário da Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram, postou na sequência uma captura de tela do tuíte de Musk com a legenda: ‘Me passa o local’. ‘A história fala por si só’, disse um porta-voz da Meta à BBC.”
HOSKINS, Peter. Elon Musk e Mark Zuckerberg aceitam se enfrentar em luta livre. BBC Brasil, 22 de junho de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv215e63rvwo. Acesso em: 24 jun. 2023.
As estruturas em destaque nesse trecho exercem nele a função sintática de:
“Dois dos bilionários do setor de tecnologia mais famosos do mundo — Elon Musk e Mark Zuckerberg — aceitaram lutar um contra o outro no cage (como é chamado o palco de combate usado em eventos de MMA, sigla em inglês para artes marciais mistas). Musk postou uma mensagem no Twitter, plataforma da qual é dono, dizendo que estava "pronto para uma luta no cage" com Zuckerberg. Zuckerberg, que é proprietário da Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram, postou na sequência uma captura de tela do tuíte de Musk com a legenda: ‘Me passa o local’. ‘A história fala por si só’, disse um porta-voz da Meta à BBC.”
HOSKINS, Peter. Elon Musk e Mark Zuckerberg aceitam se enfrentar em luta livre. BBC Brasil, 22 de junho de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv215e63rvwo. Acesso em: 24 jun. 2023.
As estruturas em destaque nesse trecho exercem nele a função sintática de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Dentre as palavras a seguir, aquela que é formada por
meio de um processo de composição por justaposição é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas

LEITE, Will. Don Patrício. 05 de junho de 2023. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/don-patricio/. Acesso em: 24 jun.2023.
O efeito de humor dessa tirinha reside no fato de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o fragmento a seguir.
“Em meio ao noticiário sobre as buscas pelo submersível Titan, ficou a dúvida: o que é um submersível, e por que esses veículos são diferentes de submarinos comuns? A distinção básica é o grau de autonomia de cada embarcação. Um submarino é maior e autossuficiente, equipado com uma fonte de energia duradoura. Existem até submarinos militares com propulsão nuclear, em que um pequeno reator só precisa ser reabastecido a cada vinte anos. Uma tecnologia parecida move os gigantescos porta-aviões das marinhas dos EUA e de outros países. Não fosse a limitação nos suprimentos (e a sanidade mental da tripulação), essas máquinas poderiam permanecer na água indefinidamente, como o Nautilus imaginado por Júlio Verne no livro Vinte mil léguas submarinas. Isso é possível porque o sistema de reposição de oxigênio usa como matéria prima a própria água do mar. [...]”
VAIANO, Bruno. Qual é a diferença entre um submersível e um submarino? Superinteressante, 22 de junho de 2023. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/qual-e-a-diferenca-entre-umsubmersivel-e-um-submarino/. Acesso em: 25 jun. 2023.
Das expressões abaixo, aquela que, no fragmento apresentado, refere-se somente a submersível é:
“Em meio ao noticiário sobre as buscas pelo submersível Titan, ficou a dúvida: o que é um submersível, e por que esses veículos são diferentes de submarinos comuns? A distinção básica é o grau de autonomia de cada embarcação. Um submarino é maior e autossuficiente, equipado com uma fonte de energia duradoura. Existem até submarinos militares com propulsão nuclear, em que um pequeno reator só precisa ser reabastecido a cada vinte anos. Uma tecnologia parecida move os gigantescos porta-aviões das marinhas dos EUA e de outros países. Não fosse a limitação nos suprimentos (e a sanidade mental da tripulação), essas máquinas poderiam permanecer na água indefinidamente, como o Nautilus imaginado por Júlio Verne no livro Vinte mil léguas submarinas. Isso é possível porque o sistema de reposição de oxigênio usa como matéria prima a própria água do mar. [...]”
VAIANO, Bruno. Qual é a diferença entre um submersível e um submarino? Superinteressante, 22 de junho de 2023. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/qual-e-a-diferenca-entre-umsubmersivel-e-um-submarino/. Acesso em: 25 jun. 2023.
Das expressões abaixo, aquela que, no fragmento apresentado, refere-se somente a submersível é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa cuja sentença apresenta a regência
do verbo em destaque de maneira INCORRETA.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Medo é coisa boa
Paulo Pestana
Crônica
Os criadores da inteligência artificial e alguns dos
maiores cientistas do mundo dizem que o negócio é
perigoso. E pedem para parar. Que se suspenda o curso da
ciência por seis meses. Justo quando um estudo da
Universidade da Califórnia mostra que o ChatGPT dá
respostas melhores a consultas médicas do que os
doutores.
É bom ver esses ousados e intimoratos senhores
com medo e com pudores que Oppenheimer – um dos
criadores da bomba atômica – não teve, alegando que a
ideia era “tecnicamente boa”.
Isso evita até desfechos trágicos como o suicídio
de Santos Dumont, causado, dizem, por uma depressão
profunda iniciada quando ele viu aviões sendo usados
como armas na primeira grande guerra. Ele se sentia
culpado pela atuação de homens como o alemão Manfred
von Richthofen, o Barão Vermelho, que teria abatido 80
inimigos no ar.
Ao contrário do que muita gente pensa, medo é
uma coisa boa. Impõe limites, sinaliza respeito – é o que
nos impede de, por exemplo, enfiar a cabeça na boca de
um leão (ainda que haja quem ganhe a vida fazendo isso
ou coisa pior). Mas o medo não pode ser paralisante e por
isso não faz nenhum sentido tentar para o mundo ou o
avanço da ciência. Ou não?
Os livros de Isaac Asimov definiram as leis da
robótica; a mais importante delas é a primeira: um robô
não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que
um ser humano sofra algum mal. Pelo jeito, e pelo que diz
Geoffrey Hinton, um bambambã do assunto e que ajudou
a desenvolver a ideia, a inteligência artificial pode ser
usada para “coisas ruins”.
Como tudo, poderíamos dizer. Como os aviões.
Já se sabe que a IA já é capaz de criar algoritmos e
novos softwares. Mas qual o perigo disso?
Na dúvida, perguntei ao ChatGPT que mesmo sem
ser essa inteligência toda – os cientistas acham que ainda é
um embrião – respondeu:
“Essa é uma questão controversa e debatida por
diversos especialistas no campo da inteligência artificial. A
maioria dos especialistas concorda que a inteligência
artificial tem o potencial de superar a capacidade humana
em tarefas específicas. Por exemplo, algumas tecnologias
de IA já superam os humanos em jogos de estratégia,
reconhecimento de padrões e processamento de grande
quantidade de dados”.
E continuou: “No entanto, alguns especialistas
acreditam que a IA não será capaz de superar
completamente a inteligência humana em todas as áreas,
especialmente naquelas que requerem habilidades sociais
e emocionais. Além disso, a maioria concorda que a IA não
pode representar uma ameaça aos humanos, a menos que
seja programada com intenções maliciosas”.
E ainda esticou o assunto: “No geral, o
desenvolvimento da IA e seus efeitos na sociedade é um
tema complexo que deve ser cuidadosamente considerado
em termos de ética e responsabilidade. É importante
garantir que a tecnologia seja usada de maneira segura e
benéfica para a humanidade”.
Minha conclusão é que precisamos nos preocupar
mesmo, porque a inteligência artificial está chegando lá; já
aprendeu a enrolar, igual a uns políticos espertinhos.
PESTANA, Paulo. Medo é coisa boa. Correio Braziliense, 17 de maio de
2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/medo-e-coisaboa/. Acesso em: 22 jun. 2023. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Medo é coisa boa
Paulo Pestana
Crônica
Os criadores da inteligência artificial e alguns dos
maiores cientistas do mundo dizem que o negócio é
perigoso. E pedem para parar. Que se suspenda o curso da
ciência por seis meses. Justo quando um estudo da
Universidade da Califórnia mostra que o ChatGPT dá
respostas melhores a consultas médicas do que os
doutores.
É bom ver esses ousados e intimoratos senhores
com medo e com pudores que Oppenheimer – um dos
criadores da bomba atômica – não teve, alegando que a
ideia era “tecnicamente boa”.
Isso evita até desfechos trágicos como o suicídio
de Santos Dumont, causado, dizem, por uma depressão
profunda iniciada quando ele viu aviões sendo usados
como armas na primeira grande guerra. Ele se sentia
culpado pela atuação de homens como o alemão Manfred
von Richthofen, o Barão Vermelho, que teria abatido 80
inimigos no ar.
Ao contrário do que muita gente pensa, medo é
uma coisa boa. Impõe limites, sinaliza respeito – é o que
nos impede de, por exemplo, enfiar a cabeça na boca de
um leão (ainda que haja quem ganhe a vida fazendo isso
ou coisa pior). Mas o medo não pode ser paralisante e por
isso não faz nenhum sentido tentar para o mundo ou o
avanço da ciência. Ou não?
Os livros de Isaac Asimov definiram as leis da
robótica; a mais importante delas é a primeira: um robô
não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que
um ser humano sofra algum mal. Pelo jeito, e pelo que diz
Geoffrey Hinton, um bambambã do assunto e que ajudou
a desenvolver a ideia, a inteligência artificial pode ser
usada para “coisas ruins”.
Como tudo, poderíamos dizer. Como os aviões.
Já se sabe que a IA já é capaz de criar algoritmos e
novos softwares. Mas qual o perigo disso?
Na dúvida, perguntei ao ChatGPT que mesmo sem
ser essa inteligência toda – os cientistas acham que ainda é
um embrião – respondeu:
“Essa é uma questão controversa e debatida por
diversos especialistas no campo da inteligência artificial. A
maioria dos especialistas concorda que a inteligência
artificial tem o potencial de superar a capacidade humana
em tarefas específicas. Por exemplo, algumas tecnologias
de IA já superam os humanos em jogos de estratégia,
reconhecimento de padrões e processamento de grande
quantidade de dados”.
E continuou: “No entanto, alguns especialistas
acreditam que a IA não será capaz de superar
completamente a inteligência humana em todas as áreas,
especialmente naquelas que requerem habilidades sociais
e emocionais. Além disso, a maioria concorda que a IA não
pode representar uma ameaça aos humanos, a menos que
seja programada com intenções maliciosas”.
E ainda esticou o assunto: “No geral, o
desenvolvimento da IA e seus efeitos na sociedade é um
tema complexo que deve ser cuidadosamente considerado
em termos de ética e responsabilidade. É importante
garantir que a tecnologia seja usada de maneira segura e
benéfica para a humanidade”.
Minha conclusão é que precisamos nos preocupar
mesmo, porque a inteligência artificial está chegando lá; já
aprendeu a enrolar, igual a uns políticos espertinhos.
PESTANA, Paulo. Medo é coisa boa. Correio Braziliense, 17 de maio de
2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/medo-e-coisaboa/. Acesso em: 22 jun. 2023. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Medo é coisa boa
Paulo Pestana
Crônica
Os criadores da inteligência artificial e alguns dos
maiores cientistas do mundo dizem que o negócio é
perigoso. E pedem para parar. Que se suspenda o curso da
ciência por seis meses. Justo quando um estudo da
Universidade da Califórnia mostra que o ChatGPT dá
respostas melhores a consultas médicas do que os
doutores.
É bom ver esses ousados e intimoratos senhores
com medo e com pudores que Oppenheimer – um dos
criadores da bomba atômica – não teve, alegando que a
ideia era “tecnicamente boa”.
Isso evita até desfechos trágicos como o suicídio
de Santos Dumont, causado, dizem, por uma depressão
profunda iniciada quando ele viu aviões sendo usados
como armas na primeira grande guerra. Ele se sentia
culpado pela atuação de homens como o alemão Manfred
von Richthofen, o Barão Vermelho, que teria abatido 80
inimigos no ar.
Ao contrário do que muita gente pensa, medo é
uma coisa boa. Impõe limites, sinaliza respeito – é o que
nos impede de, por exemplo, enfiar a cabeça na boca de
um leão (ainda que haja quem ganhe a vida fazendo isso
ou coisa pior). Mas o medo não pode ser paralisante e por
isso não faz nenhum sentido tentar para o mundo ou o
avanço da ciência. Ou não?
Os livros de Isaac Asimov definiram as leis da
robótica; a mais importante delas é a primeira: um robô
não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que
um ser humano sofra algum mal. Pelo jeito, e pelo que diz
Geoffrey Hinton, um bambambã do assunto e que ajudou
a desenvolver a ideia, a inteligência artificial pode ser
usada para “coisas ruins”.
Como tudo, poderíamos dizer. Como os aviões.
Já se sabe que a IA já é capaz de criar algoritmos e
novos softwares. Mas qual o perigo disso?
Na dúvida, perguntei ao ChatGPT que mesmo sem
ser essa inteligência toda – os cientistas acham que ainda é
um embrião – respondeu:
“Essa é uma questão controversa e debatida por
diversos especialistas no campo da inteligência artificial. A
maioria dos especialistas concorda que a inteligência
artificial tem o potencial de superar a capacidade humana
em tarefas específicas. Por exemplo, algumas tecnologias
de IA já superam os humanos em jogos de estratégia,
reconhecimento de padrões e processamento de grande
quantidade de dados”.
E continuou: “No entanto, alguns especialistas
acreditam que a IA não será capaz de superar
completamente a inteligência humana em todas as áreas,
especialmente naquelas que requerem habilidades sociais
e emocionais. Além disso, a maioria concorda que a IA não
pode representar uma ameaça aos humanos, a menos que
seja programada com intenções maliciosas”.
E ainda esticou o assunto: “No geral, o
desenvolvimento da IA e seus efeitos na sociedade é um
tema complexo que deve ser cuidadosamente considerado
em termos de ética e responsabilidade. É importante
garantir que a tecnologia seja usada de maneira segura e
benéfica para a humanidade”.
Minha conclusão é que precisamos nos preocupar
mesmo, porque a inteligência artificial está chegando lá; já
aprendeu a enrolar, igual a uns políticos espertinhos.
PESTANA, Paulo. Medo é coisa boa. Correio Braziliense, 17 de maio de
2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/medo-e-coisaboa/. Acesso em: 22 jun. 2023. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Medo é coisa boa
Paulo Pestana
Crônica
Os criadores da inteligência artificial e alguns dos
maiores cientistas do mundo dizem que o negócio é
perigoso. E pedem para parar. Que se suspenda o curso da
ciência por seis meses. Justo quando um estudo da
Universidade da Califórnia mostra que o ChatGPT dá
respostas melhores a consultas médicas do que os
doutores.
É bom ver esses ousados e intimoratos senhores
com medo e com pudores que Oppenheimer – um dos
criadores da bomba atômica – não teve, alegando que a
ideia era “tecnicamente boa”.
Isso evita até desfechos trágicos como o suicídio
de Santos Dumont, causado, dizem, por uma depressão
profunda iniciada quando ele viu aviões sendo usados
como armas na primeira grande guerra. Ele se sentia
culpado pela atuação de homens como o alemão Manfred
von Richthofen, o Barão Vermelho, que teria abatido 80
inimigos no ar.
Ao contrário do que muita gente pensa, medo é
uma coisa boa. Impõe limites, sinaliza respeito – é o que
nos impede de, por exemplo, enfiar a cabeça na boca de
um leão (ainda que haja quem ganhe a vida fazendo isso
ou coisa pior). Mas o medo não pode ser paralisante e por
isso não faz nenhum sentido tentar para o mundo ou o
avanço da ciência. Ou não?
Os livros de Isaac Asimov definiram as leis da
robótica; a mais importante delas é a primeira: um robô
não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que
um ser humano sofra algum mal. Pelo jeito, e pelo que diz
Geoffrey Hinton, um bambambã do assunto e que ajudou
a desenvolver a ideia, a inteligência artificial pode ser
usada para “coisas ruins”.
Como tudo, poderíamos dizer. Como os aviões.
Já se sabe que a IA já é capaz de criar algoritmos e
novos softwares. Mas qual o perigo disso?
Na dúvida, perguntei ao ChatGPT que mesmo sem
ser essa inteligência toda – os cientistas acham que ainda é
um embrião – respondeu:
“Essa é uma questão controversa e debatida por
diversos especialistas no campo da inteligência artificial. A
maioria dos especialistas concorda que a inteligência
artificial tem o potencial de superar a capacidade humana
em tarefas específicas. Por exemplo, algumas tecnologias
de IA já superam os humanos em jogos de estratégia,
reconhecimento de padrões e processamento de grande
quantidade de dados”.
E continuou: “No entanto, alguns especialistas
acreditam que a IA não será capaz de superar
completamente a inteligência humana em todas as áreas,
especialmente naquelas que requerem habilidades sociais
e emocionais. Além disso, a maioria concorda que a IA não
pode representar uma ameaça aos humanos, a menos que
seja programada com intenções maliciosas”.
E ainda esticou o assunto: “No geral, o
desenvolvimento da IA e seus efeitos na sociedade é um
tema complexo que deve ser cuidadosamente considerado
em termos de ética e responsabilidade. É importante
garantir que a tecnologia seja usada de maneira segura e
benéfica para a humanidade”.
Minha conclusão é que precisamos nos preocupar
mesmo, porque a inteligência artificial está chegando lá; já
aprendeu a enrolar, igual a uns políticos espertinhos.
PESTANA, Paulo. Medo é coisa boa. Correio Braziliense, 17 de maio de
2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/medo-e-coisaboa/. Acesso em: 22 jun. 2023. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Medo é coisa boa
Paulo Pestana
Crônica
Os criadores da inteligência artificial e alguns dos
maiores cientistas do mundo dizem que o negócio é
perigoso. E pedem para parar. Que se suspenda o curso da
ciência por seis meses. Justo quando um estudo da
Universidade da Califórnia mostra que o ChatGPT dá
respostas melhores a consultas médicas do que os
doutores.
É bom ver esses ousados e intimoratos senhores
com medo e com pudores que Oppenheimer – um dos
criadores da bomba atômica – não teve, alegando que a
ideia era “tecnicamente boa”.
Isso evita até desfechos trágicos como o suicídio
de Santos Dumont, causado, dizem, por uma depressão
profunda iniciada quando ele viu aviões sendo usados
como armas na primeira grande guerra. Ele se sentia
culpado pela atuação de homens como o alemão Manfred
von Richthofen, o Barão Vermelho, que teria abatido 80
inimigos no ar.
Ao contrário do que muita gente pensa, medo é
uma coisa boa. Impõe limites, sinaliza respeito – é o que
nos impede de, por exemplo, enfiar a cabeça na boca de
um leão (ainda que haja quem ganhe a vida fazendo isso
ou coisa pior). Mas o medo não pode ser paralisante e por
isso não faz nenhum sentido tentar para o mundo ou o
avanço da ciência. Ou não?
Os livros de Isaac Asimov definiram as leis da
robótica; a mais importante delas é a primeira: um robô
não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que
um ser humano sofra algum mal. Pelo jeito, e pelo que diz
Geoffrey Hinton, um bambambã do assunto e que ajudou
a desenvolver a ideia, a inteligência artificial pode ser
usada para “coisas ruins”.
Como tudo, poderíamos dizer. Como os aviões.
Já se sabe que a IA já é capaz de criar algoritmos e
novos softwares. Mas qual o perigo disso?
Na dúvida, perguntei ao ChatGPT que mesmo sem
ser essa inteligência toda – os cientistas acham que ainda é
um embrião – respondeu:
“Essa é uma questão controversa e debatida por
diversos especialistas no campo da inteligência artificial. A
maioria dos especialistas concorda que a inteligência
artificial tem o potencial de superar a capacidade humana
em tarefas específicas. Por exemplo, algumas tecnologias
de IA já superam os humanos em jogos de estratégia,
reconhecimento de padrões e processamento de grande
quantidade de dados”.
E continuou: “No entanto, alguns especialistas
acreditam que a IA não será capaz de superar
completamente a inteligência humana em todas as áreas,
especialmente naquelas que requerem habilidades sociais
e emocionais. Além disso, a maioria concorda que a IA não
pode representar uma ameaça aos humanos, a menos que
seja programada com intenções maliciosas”.
E ainda esticou o assunto: “No geral, o
desenvolvimento da IA e seus efeitos na sociedade é um
tema complexo que deve ser cuidadosamente considerado
em termos de ética e responsabilidade. É importante
garantir que a tecnologia seja usada de maneira segura e
benéfica para a humanidade”.
Minha conclusão é que precisamos nos preocupar
mesmo, porque a inteligência artificial está chegando lá; já
aprendeu a enrolar, igual a uns políticos espertinhos.
PESTANA, Paulo. Medo é coisa boa. Correio Braziliense, 17 de maio de
2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/medo-e-coisaboa/. Acesso em: 22 jun. 2023. Adaptado.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container