Foram encontradas 192 questões.
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
ESCOLHA O SEU SONHO
(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia - por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos... E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música... Rios que vão subindo
por cima das ilhas... meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo...
gente com cabeça de pássaro... flechas voando
atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas...
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos,
e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida,
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
(Cecília Meireles)
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- FonologiaAgrupamento FonológicoSílabas
- SintaxeConcordância
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
ESCOLHA O SEU SONHO
(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia - por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos... E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música... Rios que vão subindo
por cima das ilhas... meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo...
gente com cabeça de pássaro... flechas voando
atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas...
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos,
e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida,
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
(Cecília Meireles)
(__) Na série de termos: " que ", " assim ", " que ", " montanhas ", um monossílabo, um dissílabo e um trissílabo, todos escritos com dígrafos. (__) As Palavras " excursões " e " Imaginação " TEM " TIL " por Questão de nasalização da vogal Que coincidem com a sílaba tônica, mas Não justifica uma tonicidade oxítona. (__) As palavras: " de ", " onde ", " desde " são invariáveis. (__) Nas expressões: " os fabulosos animais do Zodíaco " e "a nossa imaginação", temos exemplos de concordâncias nominais
Em seguida, marque a alternativa correta.
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- MorfologiaAdvérbios
- MorfologiaConjunçõesRelações de Causa e Consequência
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
ESCOLHA O SEU SONHO
(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia - por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos... E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música... Rios que vão subindo
por cima das ilhas... meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo...
gente com cabeça de pássaro... flechas voando
atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas...
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos,
e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida,
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
(Cecília Meireles)
(__) Coesão textual é a conexão, a ligação, a harmonia que existe entre os elementos de um texto. A coesão é percebida quando, num texto, comprovamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro, portanto, harmonizando as ideias. (__) Os elementos de coesão determinam uma transição de ideias entre as frases e os parágrafos, tornando-os compreensíveis e elegantes. (__) Na frase: "Cursei Faculdade de Letras Vernáculas, sou formada, mas aprendi alguma coisa".- não temos coesão, porque a conjunção "mas" está mal usada, não cabe neste contexto, uma vez que o Curso de Letras Vernáculas prepara uma pessoa profissionalmente para ensinar, portanto para ser Professor de Língua Portuguesa. A conjunção correta seria coordenativa aditiva "e". (__) Na frase: "Fui ao Rio de Janeiro, lá, encontrei amigos de infância". - o advérbio "lá" harmoniza a ideia tornando-a mais elegante.
Em seguida, marque a alternativa CORRETA.
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- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- MorfologiaInterjeições
- MorfologiaVerbosElementos Estruturais
- Interpretação de TextosFunções da Linguagem
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
ESCOLHA O SEU SONHO
(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos
como os artistas, as suas composições. Com a
matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos
poder construir essas pequenas obras-primas
incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa,
duram apenas o instante em que vão sendo
sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que
a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma
viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas
excursões sem veículos nem companhia - por
mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros,
onde moram desde sempre heróis e deuses de todas
as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E
estaríamos abstraindo de um mundo de problemas,
contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens
do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm
com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo
cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde
prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua
dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas
famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores
hortênsias da altura de uma casa, lago de duas
cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com
águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou
chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela
menina que estuda piano há duzentos anos,
hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco
escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas
que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas
excursões! Lugares recordados ou apenas
imaginados. Campos orientais atravessados por
nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas
de sol, onde os camelos de perfil de gôndola
estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa,
por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e
colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes
coches policromos... E lugares inventados, feitos ao
nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos
que tocam sozinhos; livros que se desarmam,
transformados em música... Rios que vão subindo
por cima das ilhas... meninos transparentes, que
deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo...
gente com cabeça de pássaro... flechas voando
atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando
de beija-flores e borboletas que trazem mel para a
criança que tem fome e a levantam em suas asas...
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que
nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o
Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o
Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para
toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados
em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos,
e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar
com eles no seu melhor momento, quando foram
mais merecedores de amor imortal. Você pode e
dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer
bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida,
portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o
que aparece no seu sonho. A propósito, você
gostaria de sonhar o que esta noite?
(Cecília Meireles)
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Sobre os componentes linguísticos do texto seguinte, marque a alternativa INCORRETA.
"Sonho meu, sonho meu, / Vai buscar quem mora longe, sonho meu! / Vai mostrar essa saudade, sonho meu, / Com a sua liberdade, sonho meu / No meu céu a estrela guia se perdeu / A madrugada fria / Só me traz melancolia, sonho meu! / Sinto o conto da noite na boca do vento / a dança das flores no meu pensamento! / Traz a pureza de um samba / Sentindo, marcado de mágoas de amor, / Um samba que mexe o corpo da gente, / O vento vadio embalando a flor! (Ivone Lara e Delcio Carvalho)
"Sonho meu, sonho meu, / Vai buscar quem mora longe, sonho meu! / Vai mostrar essa saudade, sonho meu, / Com a sua liberdade, sonho meu / No meu céu a estrela guia se perdeu / A madrugada fria / Só me traz melancolia, sonho meu! / Sinto o conto da noite na boca do vento / a dança das flores no meu pensamento! / Traz a pureza de um samba / Sentindo, marcado de mágoas de amor, / Um samba que mexe o corpo da gente, / O vento vadio embalando a flor! (Ivone Lara e Delcio Carvalho)
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TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO
(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- FonologiaAgrupamento FonológicoDivisão Silábica
- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- MorfologiaVerbosClassificação dos Verbos
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO
(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
(__)A conta bancária sugere condição financeira. (__)As três primeiras vírgulas separam informações entre o sujeito simples e o predicado. (__)Os verbos regulares: "podem reverter" exemplificam formação de tempo composto. (__)Os termos: "indivíduos", "desrespeito", "grosseria" pertencem à mesma classe gramatical, tem igual número de sílabas e são todos paroxítonos. (__)Em: "Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, ..." - temos exemplo de hipérbato.
Em seguida, marque a alternativa CORRETA.
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TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO
(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
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- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeRegência
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaVerbosElementos Estruturais
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO
(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
I.O termo: "Não " é sinônimo de "somente". II.O termo "bem " é antônimo de "mal". III.O uso da combinação prepositiva "ao " deve-se à imposição da regência verbal. IV.Dentre as orações que compõem o período, há dois sujeitos identificados pela desinência verbal de primeira pessoa do plural, classificados como desinenciais ou elípticos. V.O verbo "cedemos " exemplifica ação do pretérito imperfeito do modo subjuntivo. VI.Na série: "Pai", "emocionais", "autoridade" temos exemplos de encontros vocálicos orais decrescentes.
Estão CORRETAS, apenas:
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TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO
(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
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