Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
A música da chuva
Tirei umas miniférias e voei para a cidade onde nasci, Montevidéu, no Uruguai. Tinha planos ambiciosos. A maioria envolvia caminhar. Andar a pé, especialmente pela rambla, a avenida que margeia o Rio da Prata, é um dos meus esportes favoritos, ainda mais se tiver uma boa companhia e, juntos, compartilharmos o chimarrão. Mas quando chove...
Não dá para passear direito, precisa carregar guardachuva, depois é impossível guardar o tal guarda-chuva molhado, isso quando a gente lembra de levar um. O sapato encharca, demora a secar, a barra da calça pesa, a gente inteira se atrapalha. Vixi! O jeito é aceitar e sair mesmo assim – ou ficar sob alguma cobertura, curtindo o que a chuva faz com a gente. Foi o que eu fiz.
As primeiras gotas eu nem vi. Estava distraída com as novidades que meus anfitriões, minha prima e o marido, foram me mostrando antes de se retirarem para a siesta, o cochilo depois do almoço. Uma delas incluía o Gaspar, um coelho preto que Manuel, filho deles, ganhara de um amiguinho da escola e que agora habitava o jardim.
Eu estava louca para chegar até a beirada do rio, que tinha visto da janela do avião poucas horas antes. Não era a mesma coisa.
Mas aí, tac, tac,tac – ouvi. Ainda dava pra sair. Havia até um guarda-chuva pendurado na maçaneta. Mas aí, tacata-tacata, o ritmo acelerou. Gotas lentas sobre o telhado. Mais apressadas saindo de uma das calhas e caindo direto no chão de pedra do quintal. Como um metrônomo, mas sem a regularidade das sonatas e das canções. Desliguei o ar-condicionado, que mantinha o quarto quente, mas abafava o som da orquestra de tambores d’água que vinha de fora. Ir pra rua, nem pensar.
Vi o Gaspar correndo para a toca. Vi as florezinhas brancas se encharcando aos poucos; algumas caíam, não sem antes se embaralhar pelas gotas grossas que as levavam em rodopios até o chão. Vi uma pequena cachoeira surgir em cada um dos pilares, tracatracatracatraca. Abri a janela: com o frio, entrou o cheiro de grama molhada. Me senti em casa.
Antes de ir para o quarto e se enfiar na cama entre seus pais, Manu tinha me mostrado, orgulhosamente, como já sabia tocar bateria. Acertou as caixas, o prato, o bumbo, com destreza e graça. Aos 4 anos, ele fazia música sem saber. Como as gotas, as bonitas filhas da chuva.
Gabriela Aguerre
Na frase “O sapato encharca, demora a secar, a barra da calça pesa, a gente inteira se atrapalha.”, tem-se o período:
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A música da chuva
Tirei umas miniférias e voei para a cidade onde nasci, Montevidéu, no Uruguai. Tinha planos ambiciosos. A maioria envolvia caminhar. Andar a pé, especialmente pela rambla, a avenida que margeia o Rio da Prata, é um dos meus esportes favoritos, ainda mais se tiver uma boa companhia e, juntos, compartilharmos o chimarrão. Mas quando chove...
Não dá para passear direito, precisa carregar guardachuva, depois é impossível guardar o tal guarda-chuva molhado, isso quando a gente lembra de levar um. O sapato encharca, demora a secar, a barra da calça pesa, a gente inteira se atrapalha. Vixi! O jeito é aceitar e sair mesmo assim – ou ficar sob alguma cobertura, curtindo o que a chuva faz com a gente. Foi o que eu fiz.
As primeiras gotas eu nem vi. Estava distraída com as novidades que meus anfitriões, minha prima e o marido, foram me mostrando antes de se retirarem para a siesta, o cochilo depois do almoço. Uma delas incluía o Gaspar, um coelho preto que Manuel, filho deles, ganhara de um amiguinho da escola e que agora habitava o jardim.
Eu estava louca para chegar até a beirada do rio, que tinha visto da janela do avião poucas horas antes. Não era a mesma coisa.
Mas aí, tac, tac,tac – ouvi. Ainda dava pra sair. Havia até um guarda-chuva pendurado na maçaneta. Mas aí, tacata-tacata, o ritmo acelerou. Gotas lentas sobre o telhado. Mais apressadas saindo de uma das calhas e caindo direto no chão de pedra do quintal. Como um metrônomo, mas sem a regularidade das sonatas e das canções. Desliguei o ar-condicionado, que mantinha o quarto quente, mas abafava o som da orquestra de tambores d’água que vinha de fora. Ir pra rua, nem pensar.
Vi o Gaspar correndo para a toca. Vi as florezinhas brancas se encharcando aos poucos; algumas caíam, não sem antes se embaralhar pelas gotas grossas que as levavam em rodopios até o chão. Vi uma pequena cachoeira surgir em cada um dos pilares, tracatracatracatraca. Abri a janela: com o frio, entrou o cheiro de grama molhada. Me senti em casa.
Antes de ir para o quarto e se enfiar na cama entre seus pais, Manu tinha me mostrado, orgulhosamente, como já sabia tocar bateria. Acertou as caixas, o prato, o bumbo, com destreza e graça. Aos 4 anos, ele fazia música sem saber. Como as gotas, as bonitas filhas da chuva.
Gabriela Aguerre
O texto apresentado pertence ao seguinte gênero textual:
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Experiências têm mostrado que a hidráulica vem se destacando e ganhando espaço como um meio de transmissão de energia nos mais variados segmentos do mercado. Porém, pode-se notar que a hidráulica está presente em todos os setores industriais. Amplas áreas de automatização foram possíveis com a introdução de sistemas hidráulicos para controle de movimentos. Acerca do assunto, assinale a opção correta:
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A maior probabilidade da existência de um vírus é na seguinte extensão:
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Em uma edição utilizando o MS Word, se precisarmos aumentar o tamanho da página para uma melhor visualização, durante a edição, podemos utilizar o Zoom. Utilizando a Barra de Ferramentas, essa opção está disponível na alternativa:
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Em uma planilha do Excel encontramos células com os seguintes valores :
A1 =ALEATÓRIOENTRE(2;8)
B1 =12
C1 = 2
Qual será o valor da célula D1 se nela inserirmos a fórmula: =A1+(B1+C1/C1)-A1 ?
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- Nocões BásicasHardwareMemóriaMemória SecundáriaEletrônica
- Nocões BásicasHardwarePeriféricos (Dispositivos)Dispositivos de Entrada e Saída
O dispositivo abaixo considerado como de entrada e saída de dados é:
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A música da chuva
Tirei umas miniférias e voei para a cidade onde nasci, Montevidéu, no Uruguai. Tinha planos ambiciosos. A maioria envolvia caminhar. Andar a pé, especialmente pela rambla, a avenida que margeia o Rio da Prata, é um dos meus esportes favoritos, ainda mais se tiver uma boa companhia e, juntos, compartilharmos o chimarrão. Mas quando chove...
Não dá para passear direito, precisa carregar guardachuva, depois é impossível guardar o tal guarda-chuva molhado, isso quando a gente lembra de levar um. O sapato encharca, demora a secar, a barra da calça pesa, a gente inteira se atrapalha. Vixi! O jeito é aceitar e sair mesmo assim – ou ficar sob alguma cobertura, curtindo o que a chuva faz com a gente. Foi o que eu fiz.
As primeiras gotas eu nem vi. Estava distraída com as novidades que meus anfitriões, minha prima e o marido, foram me mostrando antes de se retirarem para a siesta, o cochilo depois do almoço. Uma delas incluía o Gaspar, um coelho preto que Manuel, filho deles, ganhara de um amiguinho da escola e que agora habitava o jardim.
Eu estava louca para chegar até a beirada do rio, que tinha visto da janela do avião poucas horas antes. Não era a mesma coisa.
Mas aí, tac, tac,tac – ouvi. Ainda dava pra sair. Havia até um guarda-chuva pendurado na maçaneta. Mas aí, tacata-tacata, o ritmo acelerou. Gotas lentas sobre o telhado. Mais apressadas saindo de uma das calhas e caindo direto no chão de pedra do quintal. Como um metrônomo, mas sem a regularidade das sonatas e das canções. Desliguei o ar-condicionado, que mantinha o quarto quente, mas abafava o som da orquestra de tambores d’água que vinha de fora. Ir pra rua, nem pensar.
Vi o Gaspar correndo para a toca. Vi as florezinhas brancas se encharcando aos poucos; algumas caíam, não sem antes se embaralhar pelas gotas grossas que as levavam em rodopios até o chão. Vi uma pequena cachoeira surgir em cada um dos pilares, tracatracatracatraca. Abri a janela: com o frio, entrou o cheiro de grama molhada. Me senti em casa.
Antes de ir para o quarto e se enfiar na cama entre seus pais, Manu tinha me mostrado, orgulhosamente, como já sabia tocar bateria. Acertou as caixas, o prato, o bumbo, com destreza e graça. Aos 4 anos, ele fazia música sem saber. Como as gotas, as bonitas filhas da chuva.
Gabriela Aguerre
Na frase “Parecia em êxtase ao escutar Mozart”, a figura de linguagem destacada é a:
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A música da chuva
Tirei umas miniférias e voei para a cidade onde nasci, Montevidéu, no Uruguai. Tinha planos ambiciosos. A maioria envolvia caminhar. Andar a pé, especialmente pela rambla, a avenida que margeia o Rio da Prata, é um dos meus esportes favoritos, ainda mais se tiver uma boa companhia e, juntos, compartilharmos o chimarrão. Mas quando chove...
Não dá para passear direito, precisa carregar guardachuva, depois é impossível guardar o tal guarda-chuva molhado, isso quando a gente lembra de levar um. O sapato encharca, demora a secar, a barra da calça pesa, a gente inteira se atrapalha. Vixi! O jeito é aceitar e sair mesmo assim – ou ficar sob alguma cobertura, curtindo o que a chuva faz com a gente. Foi o que eu fiz.
As primeiras gotas eu nem vi. Estava distraída com as novidades que meus anfitriões, minha prima e o marido, foram me mostrando antes de se retirarem para a siesta, o cochilo depois do almoço. Uma delas incluía o Gaspar, um coelho preto que Manuel, filho deles, ganhara de um amiguinho da escola e que agora habitava o jardim.
Eu estava louca para chegar até a beirada do rio, que tinha visto da janela do avião poucas horas antes. Não era a mesma coisa.
Mas aí, tac, tac,tac – ouvi. Ainda dava pra sair. Havia até um guarda-chuva pendurado na maçaneta. Mas aí, tacata-tacata, o ritmo acelerou. Gotas lentas sobre o telhado. Mais apressadas saindo de uma das calhas e caindo direto no chão de pedra do quintal. Como um metrônomo, mas sem a regularidade das sonatas e das canções. Desliguei o ar-condicionado, que mantinha o quarto quente, mas abafava o som da orquestra de tambores d’água que vinha de fora. Ir pra rua, nem pensar.
Vi o Gaspar correndo para a toca. Vi as florezinhas brancas se encharcando aos poucos; algumas caíam, não sem antes se embaralhar pelas gotas grossas que as levavam em rodopios até o chão. Vi uma pequena cachoeira surgir em cada um dos pilares, tracatracatracatraca. Abri a janela: com o frio, entrou o cheiro de grama molhada. Me senti em casa.
Antes de ir para o quarto e se enfiar na cama entre seus pais, Manu tinha me mostrado, orgulhosamente, como já sabia tocar bateria. Acertou as caixas, o prato, o bumbo, com destreza e graça. Aos 4 anos, ele fazia música sem saber. Como as gotas, as bonitas filhas da chuva.
Gabriela Aguerre
Dentre as alternativas abaixo, a que NÃO remete ao título do texto é:
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Não se faz uma obra, por menor que seja, sem utilizar algum tipo de material de construção; portanto, parte da qualidade de uma obra depende da qualidade dos materiais nela empregada. Acerca do assunto, marque a opção correta:
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