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Considerando que o trabalho é um elemento central do desenvolvimento humano, é preciso compreender de que forma a escola deve preparar jovens e adultos para sua relação com ele. Segundo Carvalho (2005), o trabalho enquanto ação humana é, concretamente, o núcleo estruturador da vida social e este papel nuclear está relacionado com as possibilidades que o trabalho estabeleça articulações com as demais esferas da vida social. Dessa forma, a identidade que construímos através do trabalho serve de mediadora nas formas como construímos outras identidades, pessoal, social etc. Considerando os desafios para o aconselhamento em orientação vocacional no início do século XXI, nas atuais sociedades ocidentais globalizadas, uma vez que a globalização econômica, social e cultural se transformou profundamente nas últimas décadas, marque V paras as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Opor-se a uma visão reducionista da relação educação e trabalho, como mera preparação para o mercado.
( ) Superar a visão dominante que pensa a orientação vocacional e profissional subordinada ao mercado de trabalho e ao fator da empregabilidade.
( ) Processo linear e previsível; portanto, é importante demonstrar o percurso profissional até a aposentadoria possibilitando uma carreira bem-sucedida.
( ) Deve reconhecer as novas competências requeridas para o exercício das tarefas profissionais, associadas àquelas requeridas para a vivência de uma cidadania efetiva, fomentando valores como autonomia, ética, responsabilidade etc.
A sequência está correta em
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De acordo com Vasconcellos (2000), o ato de planejar está associado à organização de uma determinada ação. No âmbito das atividades escolares, o planejamento é fundamental para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e para o bom funcionamento da escola, pois é imprescindível para orientar a ação educativa de acordo com as necessidades e as possibilidades de cada instituição. Ao realizar o seu planejamento, a escola define qual o tipo de formação irá oferecer e organiza as etapas do trabalho a ser realizado, o que servirá de eixo condutor aos professores de diferentes componentes curriculares. O planejamento também é um momento de reflexão sobre a ação pedagógica e de tomada de decisões sobre as estratégias que serão utilizadas e quais as formas de avaliação serão aplicadas no decorrer do processo de ensino. Relacione adequadamente os tipos de planejamentos às suas características.
1. Educacional.
2. Curricular.
3. Escolar.
4. Ensino.
( ) É o de maior abrangência; corresponde ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora e reflete as grandes políticas educacionais.
( ) Processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e as situações em constantes interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos.
( ) Envolve o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social.
( ) Previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno, constituindo um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deverá oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares.
A sequência está correta em
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Para Limaverde (2012), os conceitos de multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade são distintos e, por vezes, antagônicos em suas propostas e objetivos metodológicos; porém, ainda muito confundidos. O estudo e o conhecimento de várias disciplinas possibilitam a superação dos limites impostos pela própria ciência. Para Hoff et al. (2007), as novas fronteiras com que a ciência se depara indicam que o conhecimento específico sozinho não é suficiente para entender a complexidade dos fenômenos estudados. Considerando o conceito de transdisciplinaridade, assinale a afirmativa correta.
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No percurso histórico, o Orientador Educacional (OE) modificou em diversos momentos as suas práticas. Com o início, passou para uma visão psicológica e, após, para um fazer pedagógico, de acordo com as legislações e os movimentos da realidade educacional. Essa concepção é considerada por Grinspun (2011) que afirma que o conceito apresenta três dimensões: a determinada pela legislação; a resultante da prática a partir das escutas das comunidades; e, aquela construída pelos OE.
Considerando o aspecto histórico no Brasil, o OE teve início
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O Projeto Político-Pedagógico (PPP), nomeado na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 como proposta ou projeto pedagógico, é um conjunto de diretrizes organizacionais e operacionais que expressam e orientam as práticas pedagógicas e administrativas da escola, obedecidas as normas do sistema educacional. É a forma pela qual se exerce a autonomia da escola, levando-se em consideração os alunos, os professores, os demais servidores da escola e a comunidade escolar. É um dos meios de viabilizar a escola democrática e autônoma para todos, com qualidade social. Diante do exposto, analise as características do PPP.
I. Participação: deve ser coletivo e democrático. Implica o envolvimento efetivo dos vários segmentos que compõem a escola, bem como a comunidade escolar.
II. Abrangência: deve ser amplo, integral e global, possibilitando a unidade e a organicidade aos demais projetos da escola. Garante a articulação coerente entre o particular e o geral.
III. Duração: o diagnóstico e a programação são revistos a cada dois ou três anos, dependendo da legislação. Caso ocorram mudanças, o marco referencial não deverá ser trocado, pois é permanente.
IV. Concretização: deve ser processual. Não se esgota na elaboração de um texto ou documento, ou na realização de uma atividade. Pauta-se no exercício crítico, na avaliação permanente; está sempre sendo (re)construído.
Estão corretas as características apresentadas em
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Segundo Almeida (2018), a intensa utilização das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) iniciada na segunda metade do século XXI alterou a forma como as relações sociais são mediadas. Romperam-se fronteiras entre espaços físicos e digitais, possibilitando que surgissem novas formas de mediação pedagógica em sala de aula. Tal perspectiva também é enfatizada por Moran (2015), quando afirma que hoje em dia não faz mais sentido a atuação do professor como mero transmissor de informações, pois os estudantes têm acesso a variadas informações na internet em qualquer hora e local. Ressalta, no entanto, que, embora aulas com caráter mais transmissivo sejam importantes, “a aprendizagem por questionamento e experimentação é mais relevante para uma compreensão mais ampla e profunda”. Considerando a metodologia ativa que propõe que o educando aprenda por meio da articulação entre espaços e tempos on-line e presenciais, de forma síncrona e assíncrona, é uma estratégia de ensino baseada na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. Dessa forma, são os protagonistas do processo de ensino e aprendizagem, enquanto os professores assumem o papel de facilitadores e orientadores; portanto, trata-se de:
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De acordo com Pascoal et al. (2008, p. 109), o Orientador Educacional (OE) no processo educativo é o profissional que trabalha diretamente com o aluno e se preocupa com a sua formação pessoal. Seu papel deve ser o de mediador entre o aluno, as situações de caráter didático-pedagógico e as situações socioculturais, sendo que o aluno, a escola, a família, a comunidade e a sociedade são áreas que podem ser beneficiadas pela sua atuação. Dessa forma, refletir sobre os novos parâmetros de atuação dos OEs torna-se essencial para a construção de um novo profissional, contribuindo de forma mais adequada aos novos tempos. Romper com os antigos paradigmas da profissão de uma atuação limitada para novas possibilidades é uma maneira de compreender o real significado desse profissional nos contextos escolares. Considerando o exposto e as cinco áreas por onde o OE deve pautar a sua atuação, analise as afirmativas a seguir.
I. Manter a relação entre escola e a família de forma a promover a aprendizagem significativa. O trabalho do OE junto à família é a abertura de canais de comunicação que auxiliem na promoção de um espaço escolar saudável, tanto físico quanto mental para os alunos.
II. Procurar observar como está organizada e como funciona a comunidade é uma das funções do OE para adquirir condições de estimular melhorias na vida da comunidade, seja através de conquistas, de caráter educacional e cultural, seja de debates sobre o cotidiano. É importante que o OE esteja atento para manter sempre abertos os canais de comunicação entre escola e comunidade.
III. Ter o aluno como o centro da ação pedagógica como função primordial da função do OE e atender somente àqueles ditos “problemas”, atuando como mediador entre aluno-problema e o meio social, debatendo os seus problemas atuais, considerando os contextos sociopolítico, econômico e cultural nos quais estamos inseridos.
IV. Compete ao OE promover caminhos de construção coletiva para a criação de condições que facilitem o bom desenvolvimento de um trabalho pedagógico dentro do contexto escolar, ou seja, um importante elo para um planejamento entre todos os integrantes da escola através da sua participação em reuniões de Conselho, auxílio na elaboração de propostas pedagógicas, elaboração de currículos, avaliações, dentre outros elementos que constituem o dia a dia das escolas, promovendo, assim, melhorias na educação.
V. Apontar para os fatos sociais nos quais todos estão envolvidos, as dificuldades, os problemas enfrentados em um nível coletivo mais amplo: o social. A escola, que tem como uma das suas principais funções a transmissão de conteúdos científicos, precisa estar atenta para o que ocorre no mundo e sensibilizar todos os seus membros a construírem novas respostas para os enfrentamentos que se fizerem necessários a cada dia. A escola e a sociedade precisam estar contactadas, pois ambas habitam o mesmo contexto.
Está correto o que se afirma apenas em
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De acordo com Moreira e Candau (2014), com as mudanças do mundo contemporâneo, estudos curriculares têm definido currículo de formas muito diversas e várias dessas definições permeiam o que tem sido denominado currículo no cotidiano escolar, no qual “a escola deve promover um processo de ampliação dos horizontes culturais dos estudantes”. Dessa forma, é necessário que a escola se desafie a se constituir como um espaço que permeie diferentes conhecimentos e saberes para a promoção de uma educação intercultural, construindo e reconstruindo estratégias e práticas pedagógicas. Nesta perspectiva, o currículo pós-crítico busca realizar no campo educacional brasileiro transformações nas práticas educacionais. Considerando o exposto, bem como a teoria pós-crítica, assinale a afirmativa INCORRETA.
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O primeiro passo da pedagogia histórico-crítica diz respeito ao nível de desenvolvimento real do educando; prática social inicial; o segundo constitui o elo entre a prática social e a instrumentalização; é a problematização; o terceiro relaciona-se às ações didático-pedagógicas para a aprendizagem; instrumentalização; o quarto, a expressão elaborada da nova forma de entender a prática social; cartase; e o quinto e último, ao nível de desenvolvimento atual do educando; prática social final. Sendo que os três passos intermediários compõem a zona de desenvolvimento imediato ou proximal do educando.
(Gasparin, 2003.)
“Fase em que o educando mostra uma síncrese inicial sobre a realidade social do conteúdo trabalhado que chega agora à síntese; momento em que ele estrutura, em nova forma, seu pensamento sobre as questões que o conduziram à construção do conhecimento. Tal momento pode ser considerado como o ponto culminante do processo educativo, já que é aí que se realiza pela mediação da análise concluída no processo de ensino, a passagem da síncrese à síntese.” As informações se referem à fase:
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À medida que a comunicação não violenta substitui nossos velhos padrões de defesa, recuo ou ataque diante dos julgamentos e críticas, percebemos uma perspectiva nova a nós e aos outros, assim como nossas intenções e relacionamentos. A resistência, a postura defensiva e as reações violentas se reduzem ao mínimo. Quando nos concentramos em esclarecer o que o outro observa, sente e necessita, em vez de julgá-lo e analisá-lo, descobrimos a profundidade da compaixão. Pela ênfase na escuta profunda, de nós e dos outros, a comunicação não violenta promove respeito, atenção e empatia, gerando desejo mútuo de nos entregarmos de coração. Observe atentamente o excerto do livro “Comunicação não violenta”:
No livro, quando coisas ruins acontecem às pessoas boas, o rabino Harold Kushner conta como foi doloroso, quando seu filho estava morrendo, ouvir o que as pessoas lhe diziam com a intenção de fazê-lo sentir-se melhor. Ainda mais doloroso foi ele constatar que durante vinte anos dissera as mesmas coisas a outras pessoas em situações parecidas. A crença de que temos que consertar situações e fazer com que os outros se sintam melhor nos impede de estar presentes. Os conselheiros, os pedagogos, os orientadores educacionais, enfim, são particularmente suscetíveis a essa crença.
A etapa da comunicação não violenta que orienta a este respeito é:
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