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O coordenador pedagógico é, aquele que,
conhecendo as propostas pedagógicas da
escola, tendo participado de sua
elaboração/adaptação às necessidades e
objetivos da escola, possibilita que novos
significados sejam atribuídos à da escola
e à prática pedagógica dos professores. É,
portanto, o trabalho do coordenador pedagógico
ser o regente orientador para um processo
administrativo-educacional de .
Entretanto, não é apenas administrar pessoas,
mas administrar com as pessoas, objetivando
garantir a qualidade do serviço educacional
prestado. Cabe também ao coordenador
pedagógico, a construção e avaliação do projeto
político-pedagógico, acompanhamento da
aplicação do currículo, promoção da dos
professores, elaboração e execução de projetos
educativos para a formação da consciência
cidadã dos estudantes, atendimento
individualizado das necessidades dos estudantes
– sejam elas educacionais ou até de caráter
pessoal, desde que elas influenciem o
desenvolvimento pedagógico.
Diante do exposto, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Diante do exposto, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
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O ensino no Brasil está organizado e
estruturado de acordo com a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB 9.394/96). A Lei de nº
9.394 de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, de 20 de dezembro de 1996 (LDB
9.394/96), é a que estabelece a finalidade da
educação no Brasil, como esta deve estar
organizada, quais são os órgãos
administrativos responsáveis, quais são os
níveis e modalidades de ensino, entre outros
aspectos em que se define e se regulariza o
sistema de educação brasileiro com base nos
princípios presentes na Constituição. Os
órgãos responsáveis pela educação, em nível
federal, são o Ministério da Educação (MEC) e o
Conselho Nacional de Educação (CNE). Em
nível estadual, temos a Secretaria Estadual de
Educação (SEE), o Conselho Estadual de
Educação (CEE), a Delegacia Regional de
Educação (DRE) ou Subsecretaria de Educação.
Em nível municipal, existem a Secretaria
Municipal de Educação (SME) e o Conselho
Municipal de Educação (CME). A educação
básica no Brasil constitui-se do ensino infantil,
ensino fundamental e ensino médio. De acordo
com o art. 21 da Lei n.º 9.394/96, a educação
escolar (não a educação básica), além das três
citadas anteriormente, compõe-se também do
nível superior. Diante do exposto, assinale a
alternativa que apresenta outras modalidades
brasileiras de ensino.
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A Resolução nº 04/2009 do Conselho Nacional
de Educação (Câmara de Educação Básica) –
CNE/CEB – institui Diretrizes Operacionais para
o atendimento educacional especializado na
Educação Especial. Sobre o assunto, analise as
afirmativas abaixo.
I. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE) é desnecessário que o professor tenha formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica.
II. A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como parte integrante do processo educacional.
III. Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Estão corretas as afirmativas:
I. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE) é desnecessário que o professor tenha formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica.
II. A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como parte integrante do processo educacional.
III. Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Estão corretas as afirmativas:
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Acerca das disposições da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (Lei nº
9.394/1996), assinale a alternativa incorreta.
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Acerca dos níveis e modalidades de educação e
ensino, previstos na Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional, analise as afirmativas
abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A educação escolar compõe-se de educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e educação superior.
( ) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
( ) Não é possível adequar o calendário escolar às peculiaridades locais, sejam climáticas ou econômicas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) A educação escolar compõe-se de educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e educação superior.
( ) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
( ) Não é possível adequar o calendário escolar às peculiaridades locais, sejam climáticas ou econômicas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeRegência
- MorfologiaSubstantivos
Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
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Luto da família Silva
(Rubem Braga)
A Assistência foi chamada. Veio tinindo. Um
homem estava deitado na calçada. Uma poça de
sangue. A Assistência voltou vazia. O homem
estava morto. O cadáver foi removido para o
necrotério. Na seção dos “Fatos Diversos” do Diário
de Pernambuco, leio o nome do sujeito: João da
Silva. Morava na Rua da Alegria. Morreu de
hemoptise.
João da Silva – Neste momento em que seu corpo
vai baixar à vala comum, nós, seus amigos e seus
irmãos, vimos lhe prestar esta homenagem. Nós
somos os joões da silva. Nós somos os populares
joões da silva. Moramos em várias casas e em
várias cidades. Moramos principalmente na rua.
Nós pertencemos, como você, à família Silva. Não
é uma família ilustre; nós não temos avós na
história. Muitos de nós usamos outros nomes, para
disfarce. No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil
foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois
fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois
fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva.
Algumas pessoas importantes usaram e usam
nosso nome. É por engano. Os Silva somos nós.
Não temos a mínima importância. Trabalhamos,
andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala
comum da vida para o mesmo local da morte. Às
vezes, por modéstia, não usamos nosso nome de
família. Usamos o sobrenome “de Tal”. A família
Silva e a família “de Tal” são a mesma família. E,
para falar a verdade, uma família que não pode ser
considerada boa família. Até as mulheres que não
são consideradas de família pertencem à família
Silva.
João da Silva – Nunca nenhum de nós esquecerá
seu nome. Você não possuía sangue azul. O
sangue que saía de sua boca era vermelho –
vermelhinho da silva. Sangue de nossa família.
Nossa família, João, vai mal em política. Sempre
por baixo. Nossa família, entretanto, é que trabalha
para os homens importantes. A família Crespi, a
família Matarazzo, a família Guinle, a família Rocha
Miranda, a família Pereira Carneiro, todas essas
famílias assim são sustentadas pela nossa família.
Nós auxiliamos várias famílias importantes na
América do Norte, na Inglaterra, na França, no
Japão. A gente de nossa família trabalha nas
plantações de mate, nos pastos, nas fazendas, nas
usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos
balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde
se trabalha, levanta os prédios, conduz os bondes,
enrola o tapete do circo, enche os porões dos
navios, conta o dinheiro dos Bancos, faz os jornais,
serve no Exército e na Marinha. Nossa família é
feito Maria Polaca: faz tudo.
Apesar disso, João da Silva, nós temos de
enterrar você é mesmo na vala comum. Na vala
comum da miséria. Na vala comum da glória, João
da Silva. Porque nossa família um dia há de subir
na política...
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