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“Começarei esta carta com minhas observações sobre o livro de Galileu. Encontro, em geral, que ele filosofa muito melhor que o vulgo, apartando-se tanto como pode dos erros da Escola, e procura examinar as matérias físicas com razões matemáticas. Nisso estou inteiramente de acordo com ele e considero que não há outro meio para se encontrar a verdade. Mas parece-me que se equivoca muito na medida em que faz continuamente digressões e não se detém para explicar por completo uma matéria, o que mostra que não as têm examinado por ordem e que, sem haver considerado as primeiras causas da natureza, somente tem buscado as razões de alguns efeitos particulares, e assim tem construído sem fundamento.”
(DESCARTES, R. Ouvres des Descartes. II, p. 380. apud MEDEIROS, D. Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne. In: Modernos & Contemporâneos, Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017. p. 71).
Considerando este trecho da carta de Descartes a Mersenne sobre os Discursos de Galileu e seus conhecimentos sobre o pensamento cartesiano, assinale a alternativa correta.
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"Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável".
(DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 - Adaptado).
Sobre este trecho da primeira meditação das Meditações cartesianas, assinale a alternativa incorreta.
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Na obra Fundamentação da metafísica dos costumes (KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela, Lisboa, Portugal: Edições 70, LDA, 2007. p. 59-61), Kant apresenta três formulações para o imperativo categórico. Assinale a alternativa que as relaciona corretamente.
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Leia o trecho abaixo para responder à questão seguinte:
“E assim como uma coisa é dita verdadeira por comparação com a sua medida, assim também o sentido ou o intelecto cuja a medida é a coisa fora da alma. Donde, o sentido ser dito verdadeiro quando, pela sua forma, conforma-se à coisa existente fora da alma. E assim, entende-se que o sentido acerca do sensível próprio é verdadeiro. E também deste modo o intelecto que apreende aquilo-que-algo-é sem composição e divisão, sempre é verdadeiro como é dito no livro III Sobre a alma.” (AQUINO, Tomás de. Exposição sobre o Perihermeneias.
(AQUINO, Tomás de. Exposição sobre o
Perihermeneias. Livro I, cap. 3. In AQUINO, 1999 pp. 89-90. - Comentário ao Tratado da Trindade de Boécio).
Sobre a verdade em Tomás de Aquino, considerando as proposições seguintes, assinale a alternativa que apresente afirmativas incorretas.
I. A verdade se dá unicamente no intelecto, visto que “o que é”, estando fora da mente, não pode ser dito verdadeiro.
II. A verdade se dá mais propriamente no intelecto, no juízo, mas todo ente é verdadeiro enquanto é.
III. O fundamento da verdade é o ente, não o intelecto.
IV. O fundamento da verdade é o intelecto, o juízo, ainda que o termo da verdade seja o “que é”.
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Leia o trecho abaixo para responder à questão seguinte:
“E assim como uma coisa é dita verdadeira por comparação com a sua medida, assim também o sentido ou o intelecto cuja a medida é a coisa fora da alma. Donde, o sentido ser dito verdadeiro quando, pela sua forma, conforma-se à coisa existente fora da alma. E assim, entende-se que o sentido acerca do sensível próprio é verdadeiro. E também deste modo o intelecto que apreende aquilo-que-algo-é sem composição e divisão, sempre é verdadeiro como é dito no livro III Sobre a alma.” (AQUINO, Tomás de. Exposição sobre o Perihermeneias.
(AQUINO, Tomás de. Exposição sobre o
Perihermeneias. Livro I, cap. 3. In AQUINO, 1999 pp. 89-90. - Comentário ao Tratado da Trindade de Boécio).
Assinale a alternativa que complete corretamente a lacuna: “a definição formal de verdade inclui não somente em sua essência, mas .”
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“[...] nelas li não com estas mesmas palavras, mas provado com muitos e numerosos argumentos, que no princípio era o Verbum e o Verbum estava em Deus e Deus era o Verbum: no princípio este existia em Deus; todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada seria criado; o que foi feito, nele é a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam; a alma do homem, ainda que testemunhe a Luz, não é, porém, a própria Luz, mas o Verbum próprio de Deus, que é a luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo.”
(AGOSTINHO. Confissões. XII – IX.13).
É conhecida a influência da filosofia pagã e da religião gnóstica nas obras da juventude de Agostinho. Das alternativas abaixo, assinale aquela que representa mais propriamente o alvo da crítica do Bispo de Hipona no trecho citado das Confissões.
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“(...) Se a esta [a Verdade] só chegar pelas palavras de quem o interpela, não foram as palavras a lhe ensinar; mas apenas o tornaram lúcido para aprender de seu interior. Por exemplo, se te interpelando sobre este assunto que estamos tratando, que nada possa se ensinar com palavras, e a ti inicialmente parecesse absurdo, dado não poder ver com firmeza o todo, quererias consultar aquele Mestre interior; e se eu dissesse: onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo? Poderias responder que eu as ensinei. Então eu acrescentaria: que tinha visto um homem a voar; e minhas palavras também o deixariam certo tanto quanto eu dissesse que os homens sapientes são melhores que os nescientes? Negarias com certeza, respondendo não crer na primeira destas afirmações; mesmo que acreditasses, ela seria para ti desconhecida, porém da segunda estarias certo de saber. Entenderias que nada aprendeste com elas, e mesmo tendo eu afirmado, as ignoraria, até aquilo que lhe seria conhecido, visto que ao ser interpelado sobre as partes, juraria aquela desconhecer e da outra ter conhecimento. Assim, admitirias o que antes negou quando reconheceste como claras e certas as partes em que constam: o ouvinte ignora que sejam verdadeiras, ou não ignora que sejam falsas, ou sabe serem verdadeiras. Destas à primeira, se crê ou se opina ou se duvida; da segunda, se nega; da terceira, se confirma; mas em nenhuma se aprende. Assim está demonstrado que nem aquele que depois das palavras ignora o assunto, tampouco aquele que as reconhece como falsas, depois de ter ouvido, após interpelado poderia responder coisas semelhantes, demonstrando que por minhas palavras nada aprendera.”
(AGOSTINHO. De magistro. Editora Fi: Porto Alegre, 2015. p. 133-135. Destaques do tradutor.).
Assinale a alternativa que sintetiza de forma correta o trecho citado do De magistro de Agostinho de Hipona.
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“(...) Se a esta [a Verdade] só chegar pelas palavras de quem o interpela, não foram as palavras a lhe ensinar; mas apenas o tornaram lúcido para aprender de seu interior. Por exemplo, se te interpelando sobre este assunto que estamos tratando, que nada possa se ensinar com palavras, e a ti inicialmente parecesse absurdo, dado não poder ver com firmeza o todo, quererias consultar aquele Mestre interior; e se eu dissesse: onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo? Poderias responder que eu as ensinei. Então eu acrescentaria: que tinha visto um homem a voar; e minhas palavras também o deixariam certo tanto quanto eu dissesse que os homens sapientes são melhores que os nescientes? Negarias com certeza, respondendo não crer na primeira destas afirmações; mesmo que acreditasses, ela seria para ti desconhecida, porém da segunda estarias certo de saber. Entenderias que nada aprendeste com elas, e mesmo tendo eu afirmado, as ignoraria, até aquilo que lhe seria conhecido, visto que ao ser interpelado sobre as partes, juraria aquela desconhecer e da outra ter conhecimento. Assim, admitirias o que antes negou quando reconheceste como claras e certas as partes em que constam: o ouvinte ignora que sejam verdadeiras, ou não ignora que sejam falsas, ou sabe serem verdadeiras. Destas à primeira, se crê ou se opina ou se duvida; da segunda, se nega; da terceira, se confirma; mas em nenhuma se aprende. Assim está demonstrado que nem aquele que depois das palavras ignora o assunto, tampouco aquele que as reconhece como falsas, depois de ter ouvido, após interpelado poderia responder coisas semelhantes, demonstrando que por minhas palavras nada aprendera.”
(AGOSTINHO. De magistro. Editora Fi: Porto Alegre, 2015. p. 133-135. Destaques do tradutor.).
A obra De Magistro de Santo Agostinho, do ano 389 da era cristã, se insere entre as obras da chamada fase de juventude e ainda contém muitos elementos de paganismo que posteriormente foram retratados pelo próprio autor. O trecho citado é de relevante importância para o estudo do desenvolvimento do seu pensamento e para o entendimento de sua obra posterior. Em relação às influências pagãs-gnósticas que ele mesmo reconheceu e das quais teve de se desfazer, assinale a alternativa correta com respeito às influências pagãs presentes no argumento do trecho citado.
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“(...) a tática genial de Platão para determinar “o que é” a consiste em instaurar um íntimo paralelismo entre indivíduo e cidade.”
(CASERTANO, Giovanni. Uma introdução à
República de Platão. Tradução de Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo: Paulus, 2011. p. 110).
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna o tema central do diálogo República de Platão.
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Observe a imagem abaixo.

Platão distingue o conhecimento da mera crença ou opinião ao dizer que o conhecimento deve ser uma crença verdadeira para a qual se pode dar uma justificativa, um fundamento lógico ou "lógos". Considerando a analogia da linha dividida, presente no diálogo República (509d-511e), assinale a alternativa correta, segundo Platão, que apresenta como o conhecimento é obtido a partir da nossa experiência sensível.
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