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Foram encontradas 129 questões.

168878 Ano: 2016
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Daniela possui 5 xícaras em seu armário, cada uma com um peso e formato diferente da outra. A xícara branca é mais pesada que a preta. A xícara preta é mais pesada que a rosa. A xícara verde é mais leve que a xícara vermelha e mais pesada que a branca. Qual é a xícara mais leve?
 

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168877 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
João conseguiu um desconto de 14% da empresa de telefonia que era assinante, passando a pagar R$ 120,40 mensais. Qual era o valor que João pagava antes de receber o desconto?
 

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168876 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Uma mercadoria que custa R$ 180,00 sofre um acréscimo e passa a custar R$ 228,60. Qual foi o percentual do acréscimo?
 

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168875 Ano: 2016
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Senhor Silva fez um empréstimo de R$ 7.000,00, que será quitado em uma única parcela, 5 meses depois, a uma taxa de juros simples de 3% ao mês. Sendo assim, de quanto será o montante ao final do quinto mês?
 

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168874 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Em um escritório, trabalham 50 pessoas. Dessas 50 pessoas, 9 tomam café, 28 são mulheres ou tomam café e 2 são homens que tomam café. Sendo assim, qual é o número de mulheres que não tomam café?
 

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168873 Ano: 2016
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Considere o seguinte arranjo entre amigos: Se Lucia almoça no restaurante, José almoça em casa. Se José almoça em casa, Carla almoça no restaurante. Se Carla almoça no restaurante, João almoça em casa. Dessa maneira, se João almoçou no restaurante, podemos afirmar que
 

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168872 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
O dono de uma loja de camisas recebe 2/5 de lucro sobre cada camisa que é vendida por R$ 45,00. Para que esse dono de loja receba um lucro de R$ 360,00, quantas dessas camisas ele precisaria vender?
 

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168871 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Considere a seguinte sequência: 11; 12; 14; 17; 21;... Qual é o sétimo termo?
 

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168870 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL
Quantos anagramas da palavra JUROS começam pela letra J?
 

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168869 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SERCOMTEL

Perdoar e esquecer

Quando a vida se transforma num tango, é difícil não dançar ao ritmo do rancor

Ivan Martins

Hoje tomei café da manhã num lugar em que Carlos Gardel costumava encontrar seus parceiros musicais por volta de 1912. É um bar simples, na esquina da rua Moreno com a avenida Entre Rios, chamado apropriadamente El Encuentro.

Nunca fui fã aplicado de tango, mas cresci ouvindo aqueles que a minha mãe cantava enquanto se movia pela casa. Os versos incandescentes flutuam na memória e ainda me emocionam. Soprado pelo fantasma de Gardel, um deles me veio aos lábios enquanto eu tomava café no El Encuentro: “Rechiflado en mi tristeza, te evoco y veo que has sido...”

Vocês conhecem Mano a mano, não?

Essencialmente, é um homem falando com a mulher que ele ama e que parece tê-lo trocado por uma vida melhor. Lembra, em espírito, o samba Quem te viu, quem te vê, do Chico Buarque, mas o poema de Gardel é mais ácido e rancoroso. Paradoxalmente, mais sutil. Não se sabe se o sujeito está fazendo ironia ou se em meio a tantas pragas ele tem algum sentimento generoso em relação à ex-amante. Nisso reside o apelo eterno e universal de Mano a mano – não é assim, partido por sentimentos contraditórios, que a gente se sente em relação a quem não nos quer mais?

Num dia em que estamos solitários, temos raiva e despeito de quem nos deixou. No outro dia, contentes e acompanhados, quase torcemos para que seja feliz. O problema não parece residir no que sentimos pelo outro, mas como nos sentimos em relação a nós mesmos. Por importante que tenha sido, por importante que ainda seja, a outra pessoa é só um espelho no qual projetamos nossos sentimentos – e eles variam como os sete passos do tango. Às vezes avançam, em outras retrocedem. Quando a gente acha que encontrou o equilíbrio, há um giro inesperado.

Por isso as ambiguidades de Mano a mano nos pegam pelas entranhas. É difícil deixar para trás o sentimento de abandono e suas volúpias. É impossível não dançar ao ritmo do rancor. Há uma força enorme na generosidade, mas para muitos ela é inalcançável. Apenas as pessoas que gostam muito de si mesmas são capazes de desejar o bem do outro em circunstâncias difíceis. A maioria de nós precisa ser amada novamente antes de conceder a quem nos deixou o direito de ser feliz. Por isso procuramos com tanto afinco um novo amor. É um jeito de dar e de encontrar paz.

No último ano, tenho ouvido repetidamente uma frase que vocês já devem ter escutado: Não se procura um novo amor, a gente simplesmente o encontra. O paradoxo é bonito, mas me parece discutível. Supõe que o amor é tão acidental quanto um tropeção na calçada. Eu não acho que seja. Imagina que a vontade de achar destrói a possibilidade de encontrar. Isso me parece superstição. Implica em dizer que se você ficar parado ou parada as coisas virão bater na sua porta. Duvido. O que está embutido na frase e me parece verdadeiro é que não adianta procurar se você não está pronto – mas como saber sem procurar, achar e descobrir que não estava pronto?

É inevitável que a gente cometa equívocos quando a vida vira um tango. Nossa carência nos empurra na direção dos outros, e não há nada de errado nisso. É assim que descobrimos gente que será ou não parte da nossa vida. Às vezes quebramos a cara e magoamos os outros. O tango prossegue. O importante é sentir que gostam de nós, e que nós somos capazes de gostar de novo. Isso nos solta das garras do rancor. Permite olhar para trás com generosidade e para o futuro com esperança. Não significa que já fizemos a curva, mas sugere que não estamos apenas resmungando contra a possibilidade de que o outro esteja amando. Quando a gente está tentando ativamente ser feliz, não pensa muito no outro. Esse é o primeiro passo para superar. Ou perdoar, como costuma ser o caso. Ou esquecer, como é ainda melhor.

No primeiro verso de Mano a mano, Gardel lança sobre a antiga amante a maldição terrível de que ela nunca mais voltará a amar. Mas, ao final da música, rendido a bons sentimentos, oferece ajuda e conselhos de amigo, quando chegar a ocasião. Acho que isso é o melhor que podemos esperar de nós mesmos. Torcer mesquinhamente para jamais sermos substituídos - mas estarmos prontos para aceitar e amparar quando isso finalmente, inevitavelmente, dolorosamente, vier a acontecer.

(Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/01/perdoar-e-esquecer.html)

No trecho “É inevitável que a gente cometa equívocos quando a vida vira um tango.”, a expressão em destaque evidencia que o autor do texto utilizou qual figura de linguagem?
 

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