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Foram encontradas 79 questões.

2245301 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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LEIA O TEXTO
O vírus letal da xenofobia
O primeiro teste no Brasil deu negativo para o ebola, mas positivo para o racismo.
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós.
E logo se ouviu o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a AIDS, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceito mascarado como necessária medida sanitária.
E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém me diz por que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham.
O ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. “A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da doença, mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura.
O homem a quem se acusou de trazer a doença para o Brasil, para o lugar onde o vírus não pode estar, sempre foi um sem nome, um ninguém, um não ser. Só é nomeado, ganha rosto, para mais uma vez ser violado. Para que continue a não ser enxergado, porque nele só se vê a ameaça, que é mais uma forma de não reconhecê-lo como humano. Ele, o rato.
Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós.
É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano.
(Extraído e adaptado de BRUM, Eliane. El Pais, 13 de outubro de 2014)
Assinale a opção em que o(s) termo(s) em destaque está descrito com a mesma orientação argumentativa de “É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano.”
 

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2245295 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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LEIA O TEXTO

O vírus letal da xenofobia

O primeiro teste no Brasil deu negativo para o ebola, mas positivo para o racismo.

Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós.

E logo se ouviu o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a AIDS, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceito mascarado como necessária medida sanitária.

E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém me diz por que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham.

O ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. “A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da doença, mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura.

O homem a quem se acusou de trazer a doença para o Brasil, para o lugar onde o vírus não pode estar, sempre foi um sem nome, um ninguém, um não ser. Só é nomeado, ganha rosto, para mais uma vez ser violado. Para que continue a não ser enxergado, porque nele só se vê a ameaça, que é mais uma forma de não reconhecê-lo como humano. Ele, o rato.

Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós.

É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano.

(Extraído e adaptado de BRUM, Eliane. El Pais, 13 de outubro de 2014)

Os trechos destacados nos enunciado a seguir não correspondem ao uso denotativo da linguagem. “Alguém me diz por que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Assinale a opção em que NÃO ocorre emprego semelhante.

 

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2245287 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Chegada de imigrantes ilegais à Europa triplica em 2015
A mais recente onda de imigração irregular demonstra que a Europa enfrenta um desafio sem precedentes. Quase 57.300 imigrantes ilegais chegaram à Europa no primeiro trimestre de 2015. Esse número representa praticamente o triplo do mesmo período de 2014, ano em que foram quebrados todos os recordes, inclusive os atingidos durante as primaveras árabes. Os números frios da agência europeia de controle de fronteiras externas (Frontex) confirmam que a UE enfrenta um emaranhado de problemas entrelaçados: a onda de conflitos no Oriente Médio (em especial o caos na Líbia), a pressão demográfica na África, a crescente capacidade da indústria dos traficantes de pessoas, a emigração econômica procedente dos Balcãs e as próprias dificuldades da UE para administrar de forma homogênea suas fronteiras se sobrepõem para gerar números de pesadelo.
Por trás de cada um desses números, há uma história pessoal que desmente o rótulo banal dos chamados sem papéis: um refugiado sírio, uma família foragida da guerra no Iraque; um jovem do Chade que atravessa o chamado vale das gazelas até chegar à Líbia com a intenção de encontrar um bilhete para o continente rico, onde estejam mais próximos das oportunidades que não têm em seu país.
No ano passado, mais de 3.200 homens, mulheres e crianças perderam a vida ao tentar cruzar o Mediterrâneo para a Europa. Essas mortes, no entanto, não reduziram a maré humana que foge da violência dos países em conflito, ou da falta de oportunidades na África subsaariana. A Europa continua empenhada em encarar um problema humanitário – em grande parte uma crise de refugiados, salvo nos Balcãs — com uma resposta meramente policial. Sem ambição para deter essa sangria na origem, os tampões que Síria e Líbia representavam até agora foram pelos ares e deixam um panorama carregado de incertezas.
Os avanços, onde há, são tímidos. E as ameaças se multiplicam. A ascensão de partidos contra a imigração se espalha pela Europa rica (Reino Unido, França e Alemanha) e, inclusive, na periferia. A Bulgária pretende construir um muro de mais de 150 quilômetros de extensão para conter a imigração procedente da Turquia. Berlim e Londres estudam medidas para mitigar o chamado turismo de bem-estar, apesar de não existirem dados que respaldem que a imigração abusa dos serviços sociais. E assim ad infinitum.
Os líderes políticos custam a fornecer mais meios; em muitos casos, porque acreditam que a existência de barcos que na prática vão salvar vidas provoca um efeito chamativo nas máfias e nos próprios imigrantes, o que eleva a magnitude do problema. Em outros – os países nórdicos e a Alemanha — porque consideram que já sofrem sua própria pressão ao receberem mais pedidos de asilo.
A segunda via é uma mudança na política migratória do bloco comunitário. Bruxelas pretende ampliar os canais legais para se entrar no continente: acredita que isso vai dissuadir muitos a adotar a via desesperada de se lançar ao mar em busca da costa europeia. Também porque, em longo prazo, os problemas demográficos da Europa farão com que precise de trabalhadores. Mas, com a crise ainda cicatrizando, as capitais não querem nem ouvir falar disso.
(Extraído e adaptado de El Pais, 18 de abril de 2015.)
O trecho “Por trás de cada um desses números, há uma história pessoal que desmente o rótulo banal dos chamados sem papéis...” mantém o sentido em:
 

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2245283 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Em se tratando de Servidor Público, marque o item INCORRETO em relação às suas definições:
 

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2245282 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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A depreciação é o custo ou a despesa decorrente do desgaste ou da obsolescência dos ativos imobilizados, como por exemplo, máquinas, veículos, móveis, imóveis ou instalações. Em termos contábeis, o cálculo da depreciação deverá obedecer aos critérios determinados pelo governo, através da Secretaria da Receita Federal, art. 305 do RIR/99, que estipula:
 

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2245276 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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A compra de mercadorias por uma empresa é um fato administrativo. Analise o seguinte: A empresa comprou R$ 2.000,00 em mercadorias para comercialização, compra esta feita a prazo. Marque o item onde aparece corretamente a representação deste registro na contabilidade:
 

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2245264 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Chegada de imigrantes ilegais à Europa triplica em 2015
A mais recente onda de imigração irregular demonstra que a Europa enfrenta um desafio sem precedentes. Quase 57.300 imigrantes ilegais chegaram à Europa no primeiro trimestre de 2015. Esse número representa praticamente o triplo do mesmo período de 2014, ano em que foram quebrados todos os recordes, inclusive os atingidos durante as primaveras árabes. Os números frios da agência europeia de controle de fronteiras externas (Frontex) confirmam que a UE enfrenta um emaranhado de problemas entrelaçados: a onda de conflitos no Oriente Médio (em especial o caos na Líbia), a pressão demográfica na África, a crescente capacidade da indústria dos traficantes de pessoas, a emigração econômica procedente dos Balcãs e as próprias dificuldades da UE para administrar de forma homogênea suas fronteiras se sobrepõem para gerar números de pesadelo.
Por trás de cada um desses números, há uma história pessoal que desmente o rótulo banal dos chamados sem papéis: um refugiado sírio, uma família foragida da guerra no Iraque; um jovem do Chade que atravessa o chamado vale das gazelas até chegar à Líbia com a intenção de encontrar um bilhete para o continente rico, onde estejam mais próximos das oportunidades que não têm em seu país.
No ano passado, mais de 3.200 homens, mulheres e crianças perderam a vida ao tentar cruzar o Mediterrâneo para a Europa. Essas mortes, no entanto, não reduziram a maré humana que foge da violência dos países em conflito, ou da falta de oportunidades na África subsaariana. A Europa continua empenhada em encarar um problema humanitário – em grande parte uma crise de refugiados, salvo nos Balcãs — com uma resposta meramente policial. Sem ambição para deter essa sangria na origem, os tampões que Síria e Líbia representavam até agora foram pelos ares e deixam um panorama carregado de incertezas.
Os avanços, onde há, são tímidos. E as ameaças se multiplicam. A ascensão de partidos contra a imigração se espalha pela Europa rica (Reino Unido, França e Alemanha) e, inclusive, na periferia. A Bulgária pretende construir um muro de mais de 150 quilômetros de extensão para conter a imigração procedente da Turquia. Berlim e Londres estudam medidas para mitigar o chamado turismo de bem-estar, apesar de não existirem dados que respaldem que a imigração abusa dos serviços sociais. E assim ad infinitum.
Os líderes políticos custam a fornecer mais meios; em muitos casos, porque acreditam que a existência de barcos que na prática vão salvar vidas provoca um efeito chamativo nas máfias e nos próprios imigrantes, o que eleva a magnitude do problema. Em outros – os países nórdicos e a Alemanha — porque consideram que já sofrem sua própria pressão ao receberem mais pedidos de asilo.
A segunda via é uma mudança na política migratória do bloco comunitário. Bruxelas pretende ampliar os canais legais para se entrar no continente: acredita que isso vai dissuadir muitos a adotar a via desesperada de se lançar ao mar em busca da costa europeia. Também porque, em longo prazo, os problemas demográficos da Europa farão com que precise de trabalhadores. Mas, com a crise ainda cicatrizando, as capitais não querem nem ouvir falar disso.
(Extraído e adaptado de El Pais, 18 de abril de 2015.)
Conforme a progressão textual e a temática abordada no texto, assinale o título que NÃO se adequa às informações e opiniões manifestadas.
 

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2245258 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Selecione a opção em que o período composto por coordenação “Acreditam falar, nem percebem que guincham” seja assindético, sem prejuízo ao sentido do enunciado.
 

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2245255 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Chegada de imigrantes ilegais à Europa triplica em 2015
A mais recente onda de imigração irregular demonstra que a Europa enfrenta um desafio sem precedentes. Quase 57.300 imigrantes ilegais chegaram à Europa no primeiro trimestre de 2015. Esse número representa praticamente o triplo do mesmo período de 2014, ano em que foram quebrados todos os recordes, inclusive os atingidos durante as primaveras árabes. Os números frios da agência europeia de controle de fronteiras externas (Frontex) confirmam que a UE enfrenta um emaranhado de problemas entrelaçados: a onda de conflitos no Oriente Médio (em especial o caos na Líbia), a pressão demográfica na África, a crescente capacidade da indústria dos traficantes de pessoas, a emigração econômica procedente dos Balcãs e as próprias dificuldades da UE para administrar de forma homogênea suas fronteiras se sobrepõem para gerar números de pesadelo.
Por trás de cada um desses números, há uma história pessoal que desmente o rótulo banal dos chamados sem papéis: um refugiado sírio, uma família foragida da guerra no Iraque; um jovem do Chade que atravessa o chamado vale das gazelas até chegar à Líbia com a intenção de encontrar um bilhete para o continente rico, onde estejam mais próximos das oportunidades que não têm em seu país.
No ano passado, mais de 3.200 homens, mulheres e crianças perderam a vida ao tentar cruzar o Mediterrâneo para a Europa. Essas mortes, no entanto, não reduziram a maré humana que foge da violência dos países em conflito, ou da falta de oportunidades na África subsaariana. A Europa continua empenhada em encarar um problema humanitário – em grande parte uma crise de refugiados, salvo nos Balcãs — com uma resposta meramente policial. Sem ambição para deter essa sangria na origem, os tampões que Síria e Líbia representavam até agora foram pelos ares e deixam um panorama carregado de incertezas.
Os avanços, onde há, são tímidos. E as ameaças se multiplicam. A ascensão de partidos contra a imigração se espalha pela Europa rica (Reino Unido, França e Alemanha) e, inclusive, na periferia. A Bulgária pretende construir um muro de mais de 150 quilômetros de extensão para conter a imigração procedente da Turquia. Berlim e Londres estudam medidas para mitigar o chamado turismo de bem-estar, apesar de não existirem dados que respaldem que a imigração abusa dos serviços sociais. E assim ad infinitum.
Os líderes políticos custam a fornecer mais meios; em muitos casos, porque acreditam que a existência de barcos que na prática vão salvar vidas provoca um efeito chamativo nas máfias e nos próprios imigrantes, o que eleva a magnitude do problema. Em outros – os países nórdicos e a Alemanha — porque consideram que já sofrem sua própria pressão ao receberem mais pedidos de asilo.
A segunda via é uma mudança na política migratória do bloco comunitário. Bruxelas pretende ampliar os canais legais para se entrar no continente: acredita que isso vai dissuadir muitos a adotar a via desesperada de se lançar ao mar em busca da costa europeia. Também porque, em longo prazo, os problemas demográficos da Europa farão com que precise de trabalhadores. Mas, com a crise ainda cicatrizando, as capitais não querem nem ouvir falar disso.
(Extraído e adaptado de El Pais, 18 de abril de 2015.)
A expressão UE:
 

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2245254 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CONSULPAM
Orgão: SERCOMTEL
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Administração Pública é a atividade desenvolvida pelo Estado ou seus delegados, sob o regime de Direito Público, destinada a atender de modo direto e imediato, necessidades concretas da coletividade. É todo o aparelhamento do Estado para a prestação dos serviços públicos, para a gestão dos bens públicos e dos interesses da comunidade. Analise os itens abaixo sobre as características da Administração Pública:
I- Praticar atos tão somente de execução – estes atos são denominados atos administrativos; quem pratica estes atos são os órgãos e seus agentes, que são sempre públicos.
II- Exercer atividade politicamente neutra - sua atividade é vinculada à Lei e não à Política.
III- Praticar atos com responsabilidade técnica e legal – busca a perfeição técnica de seus atos, que devem ser tecnicamente perfeitos e segundo os preceitos legais.
IV- Caráter instrumental – a Administração Pública é um instrumento para o Estado conseguir seus objetivos. A Administração serve ao Estado.
Analisados os itens acima, é CORRETO afirmar que:
 

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