Mulher de 45 anos procura atendimento por fadiga progressiva, ganho de peso não explicado e constipação há seis
meses. Relata pele mais ressecada, intolerância ao frio e sonolência excessiva. Menciona que a mãe teve “problema
na tireoide” e usou hormônio por muitos anos. O exame mostra discreta lentificação psicomotora e pele fria. Os
exames revelam TSH 12 mUI/L, T4 livre 0,6 ng/dL e anticorpo anti-TPO positivo.
Qual é o diagnóstico e a conduta mais adequada?
Mulher de 52 anos apresenta nefrolitíase recorrente há três anos, além de fadiga crônica, dor óssea difusa e
constipação ocasional. Os exames mostram cálcio sérico de 11,6 mg/dL, PTH de 125 pg/mL, fósforo de 2,2 mg/dL,
vitamina D de 35 ng/mL e função renal normal. Não utiliza suplementos e não houve imobilização prolongada.
Qual é o diagnóstico e o tratamento mais indicado?
Homem de 38 anos, previamente hígido, apresenta trombose venosa profunda proximal em membro inferior direito
após longa viagem aérea. Não faz uso de hormônios ou anabolizantes. A investigação laboratorial, realizada no
momento adequado e sem interferência da anticoagulação ou do evento agudo, mostrou Fator V Leiden heterozigoto
positivo, com proteína C, proteína S e antitrombina normais. Qual é a conduta mais adequada?
Homem de 35 anos, portador de lúpus eritematoso sistêmico com artrite e nefrite classe III, iniciou prednisona 1
mg/kg/dia há 10 dias por surto moderado. A partir do sétimo dia, familiares notaram insônia, fala acelerada e
euforia, que evoluíram para irritabilidade, alucinações auditivas e comportamento desorganizado nas últimas 48
horas. No exame, está agitado, desatento e taquicárdico (FC 110 bpm), sem febre, rigidez de nuca ou déficits focais.
Os exames mostram ureia 36 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL, sódio 140 mEq/L, glicemia 95 mg/dL, TSH normal e
função hepática preservada. A ressonância é normal, o líquor apresenta 2 células/mm³, proteína 28 mg/dL, glicose 65
mg/dL e PCR-HSV negativo. Anti-DNA em queda e C3/C4 em recuperação, afastando neuro-LES ativo.
Qual é a conduta mais apropriada?
Homem de 65 anos, natural de Limoeiro (PE), portador de cirrose hepática alcoólica há oito anos, chega ao hospital
de referência em Recife com dispneia progressiva há 10 dias e dor torácica leve à direita, sem febre, tosse ou perda
de peso. Relata aumento do volume abdominal e edema em membros inferiores. Encontra-se em bom estado geral,
com mucosas descoradas e icterícia discreta. Ao exame, apresenta ascite moderada, edema bilateral de pernas
(2+/4+) e redução do murmúrio vesicular na base direita, com macicez até o terço médio do hemitórax. A pressão
arterial é 104×68 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm e saturação de 93% em ar ambiente. A radiografia de tórax
evidencia derrame pleural volumoso à direita, sem sinais de consolidação. A toracocentese mostra proteína pleural
de 1,8 g/dL, DHL 120 U/L, relação proteína pleural/sérica de 0,3, relação DHL pleural/sérica de 0,4, glicose de 95
mg/dL, pH 7,45, citologia com poucas células mesoteliais sem predomínio celular e cultura negativa.
Com base no quadro clínico e laboratorial, qual o diagnóstico mais provável?
Mulher de 70 anos, diabética tipo 2, com infarto prévio há 2 anos, usa metformina 1000 mg/dia. Está assintomática,
com HbA1c de 7,5%, TFG de 68 mL/min/1,73 m², LDL de 72 mg/dL, pressão bem controlada e IMC de 29 kg/m².
Segundo as Diretrizes da SBD 2025, qual é a melhor estratégia para otimizar o controle metabólico e reduzir o risco
cardiovascular?
A IARC, Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, publicou em 2023 uma revisão sistemática identificando
13 tipos de neoplasias com associação causal comprovada com a obesidade. Esses resultados foram posteriormente
reforçados por uma grande análise de coorte publicada na JAMA Oncology em 2025, que destacou o excesso de
gordura corporal como o segundo fator de risco modificável mais relevante para o desenvolvimento de câncer no
mundo, ficando atrás apenas do tabagismo.
Diante dessas evidências, todas as neoplasias abaixo apresentam associação causal estabelecida com a obesidade,
EXCETO
Homem de 62 anos, portador de doença renal crônica há seis anos, hipertensão e diabetes de longa data, em
seguimento ambulatorial, relata há cerca de três meses piora progressiva da fadiga, intolerância aos esforços e
palidez cutânea. Nega sangramentos, melena, hemoptise, hematúria e nunca recebeu transfusões. Usa losartana 50
mg duas vezes ao dia, sinvastatina 20 mg e metformina 850 mg. No exame físico, apresenta pressão arterial de
142×86 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm, ausculta cardiovascular sem sopros, pulmões limpos, ausência de
edemas e mucosas hipocoradas, sem icterícia. Os exames mostram hemoglobina de 9,2 g/dL, hematócrito de 28%,
VCM 88 fL, reticulócitos 0,6%, ferritina 200 ng/mL, ferro sérico 70 µg/dL, saturação de transferrina 24%,
creatinina 2,8 mg/dL, ureia 88 mg/dL, TFG (KDIGO) de 28 mL/min/1,73m², potássio 4,9 mEq/L e níveis de vitamina
B12 e ácido fólico dentro da normalidade.
Diante desse cenário clínico e laboratorial, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
Em um laboratório de física nuclear, um contador Geiger-Müller é utilizado para monitorar uma fonte fraca de
radiação. Em uma primeira medida de 20 s, apenas com a radiação de fundo, são registradas 40 contagens. Em uma
segunda medida, também de 20 s, com a fonte posicionada junto ao detector, são registradas 85 contagens. Assuma que
as contagens seguem estatística de Poisson. Então, a taxa líquida de contagem da fonte, em contagens por segundo, com
sua respectiva incerteza estatística, é aproximadamente
Em muitos sistemas quânticos reais, como elétrons aprisionados em armadilhas ópticas, poços quânticos
semicondutores ou mesmo em modelos efetivos de osciladores harmônicos quânticos, o estado da partícula pode ser
descrito por uma função de onda gaussiana. Esse tipo de função representa um estado fortemente localizado no espaço,
mas que, devido ao Princípio da Incerteza de Heisenberg, não pode ter posição e momento simultaneamente bem
definidos. Considere que a função de onda de uma partícula em uma dimensão é dada por Ѱ(x) = (π/α)−1/4exp(−α2x
2
/2),
onde α é um parâmetro real positivo associado ao grau de localização espacial da partícula.
Qual é a expressão CORRETA para a variância da variável x nesse estado quântico?