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Texto 2
Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro
Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza, de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos lançamentos do ano passado.
[...]
ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia
machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.
Pode-se dizer que o tema do artigo foi valorizado pela comparação internacional proposta na primeira frase e por uma ideia implícita que é o fato de
 

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A modalidade de licitação que, de acordo com a resolução nº 1.252/2012, é admitida a participação de qualquer interessado para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, é denominada
 

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Em uma pesquisa de opinião sobre a preferência dos consumidores por duas marcas de sabão, 75% dos entrevistados declararam usar o sabão A, enquanto que 80% dos entrevistados disseram utilizar o sabão B. Sabendo que todo entrevistado consome pelo menos uma das marcas de sabão, o percentual de entrevistados que usam ambas as marcas é
 

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2524099 Ano: 2016
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: SESC-BA
As comunicações oficiais são sempre formais. Sobre as características da redação oficial, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A redação oficial caracteriza-se pela impessoalidade, por isso devem ser redigidas na primeira pessoa.
( ) A linguagem utilizada nas comunicações oficiais deve ser coloquial e atender ao padrão culto.
( ) A Redação oficial exige concisão e clareza, transmitindo um máximo de informação com um mínimo de palavras e possibilitando a imediata compreensão pelo leitor do que está escrito
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
 

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2523514 Ano: 2016
Disciplina: Arquivologia
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: SESC-BA
A classificação e a ordenação de documentos são fundamentais para possibilitar o seu arquivamento de forma adequada. Sobre os tipos de arquivo, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Arquivo corrente é o conjunto de documentos consultados com frequência, necessários para as tarefas diárias.
( ) O arquivo permanente, também chamado de “arquivo morto”, é composto por documentos guardados que não têm mais utilidade, mas que devem ser guardados pelo seu valor sentimental.
( ) Arquivo intermediário é composto por documentos cuja frequência de utilização diminuiu, mas que devem ser conservadas por razões administrativas, legais ou financeiras, antes de serem enviados para o arquivo permanente.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
 

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Uma pequena empresa decidiu pagar uma gratificação extra aos seus quatro empregados no valor total de R$ 17.000,00. Esse valor foi dividido em partes inversamente proporcionais ao número de faltas que os empregados tiveram nos últimos doze meses. Sabendo que os empregados tiveram, respectivamente, 2, 5, 10 e 20 faltas, a menor gratificação é no valor de
 

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A resolução nº 1.252/2012, alterou, modificou e consolidou o Regulamento de Licitações e Contratos do Serviço Social do Comércio (SESC).
Sobre as licitações do SESC realizadas sob a modalidade convite, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A licitação só será homologada se forem apresentadas, pelo menos cinco, propostas.
( ) As obras e serviços de engenharia acima de R$ 1.179.000,00 deverão ser licitadas através de carta-convite.
( ) As compras e demais serviços, com exceção das obras e serviços de engenharia, poderão ser licitadas na modalidade convite, desde que o valor não ultrapasse R$ 395.000,00.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
 

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Para pintar as quatro paredes de uma sala, João utilizou 2/5 de uma lata de tinta. Sabendo que as paredes da sala possuem as mesmas medidas de cumprimento e altura, a fração da lata de tinta utilizada para pintar cada parede foi
 

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2521499 Ano: 2016
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FUNCEFET-BA
Orgão: SESC-BA
A Secretária do nível gerencial, frequentemente, recepciona autoridades. Sobre a forma de tratamento correta a ser adotada em relação a cada autoridade, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Vossa Senhoria
(2) Vossa Excelência
(3) Vossa Eminência
(4) Vossa Magnificência
( ) Reitor
( ) Cardeal
( ) Prefeito
( ) Coronel
( ) Presidente do SESC
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
 

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Texto 4
Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras, antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas, frases soltas e afinal máximas sisudas.
Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas, esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados, dos puxavantes de orelhas e da palmatória.
“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela? Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres, não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.
Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da aventura de Paulina.
O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.
Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.
A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola, passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.
Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores que a narração curta não poderia conter.
As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não tivessem sido premiados.
Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância: parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.
Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).
“Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas.”
No trecho acima, as vírgulas
 

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