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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, no que diz respeito ao emprego das classes de palavras e à sintaxe da oração e dos períodos do texto I.
São ocorrências de pronome substantivo relativo: “que”, “quais”, “quem” e “que”.
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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
A partir das idéias, da tipologia e da estrutura do texto I, julgue o item a seguir.
O texto, por colocar animais procedendo como seres humanos, dotados de linguagem e de livre arbítrio, caracteriza-se como uma fábula.
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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
A partir das idéias, da tipologia e da estrutura do texto I, julgue o item a seguir.
Da última fala dos urubus, deduz-se que, segundo a legislação desses animais, para se ocuparem os cargos nas diferentes instituições é prescindível concurso público.
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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
A partir das idéias, da tipologia e da estrutura do texto I, julgue o item a seguir.
As passagens das linhas destacadas estão antecedidas por um travessão, para indicar que se trata de discurso direto, e não da fala do narrador da história.
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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
A partir das idéias, da tipologia e da estrutura do texto I, julgue o item a seguir.
O emprego do adjetivo “becadas”, relativo a beca, ou seja, traje de cor preta usado em cerimoniais, justifica-se por analogia à plumagem dos urubus.
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Os urubus e sabiás
1 Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles .haveriam de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó, ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecidos. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos?
As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta o passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar.
São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
A partir das idéias, da tipologia e da estrutura do texto I, julgue o item a seguir.
O primeiro período, com a forma verbal no pretérito, “aconteceu”, e a apresentação de circunstâncias de tempo e de lugar, já mostra ao leitor que o texto será, predominantemente, narrativo.
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Julgue, nos itens abaixo, a grafia e a adequação das palavras para preencherem as respectivas lacunas do texto I.

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Julgue os itens seguintes, relativos ao direito constitucional.
A Constituição da República determina ser imprescritível o direito do consumidor a pedir indenização por vícios nos produtos por ele adquiridos.
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Texto I
São Paulo, 22 de fevereiro de 2003.
Prezado Senhor,
Venho, respeitosamente, por intermédio desta, solicitar à Direção que seja considerado o meu pedido, a partir da exposição seguinte.
Quando fui encerrar minha inscrição, pela Internet, no Concurso — Edital n.º 3/2003 — no dia 9 de janeiro, para o cargo de Agente de Vigilância Remoto, entreguei, na Agência do BASA n.º 199-90, um cheque também do BASA, agência 199-93, Conta 7685-44, que havia recebido de meu dentista, Sr. Luizalvo Avelar, no valor exato da taxa de inscrição: R$ 55,00. Fiquei tranqüilo, pois era o último documento que faltava. No entanto, perdi o comprovante bancário e não pude enviar a essa Direção o comprovante de pagamento.
Ontem, quando fui fazer a prova objetiva, constatei que meu nome não estava na lista, e fui informado que a razão era por não ter realizado o pagamento. Tentei argumentar que o pagamento havia sido feito, mas não tinha o comprovante, embora soubesse que o cheque foi descontado.
Argumentei bastante, mas não me deixaram fazer a prova, de jeito nenhum, nem sob condição, porque meu nome não estava no cadastro. Dessa forma, perdi a oportunidade que tanto eu esperava, e não vou poder exercer o cargo a que estava aspirando. Assim, venho solicitar a Vossa Excelência que me seja devolvido o dinheiro da inscrição, porque eu sou pobre e ganhei esse cheque de presente, cuja importância será muito necessária à minha sobrevivência, porque agora nem tenho a esperança de ser aprovado no concurso. Estudei tanto...
Fico no aguardo da sua gentil resposta e dou o meu endereço, caso o senhor queira me enviar a importância pelo correio:
Rua Tiradentes, n.º 7, Bairro da Luz
São Paulo, São Paulo (esqueci o CEP) 37
Agradecido pela atenção.
JM Melo
Texto II
São Paulo, 29 de fevereiro de 2003.
Da Direção do DIRAC
Para Sr. José Melro Melo
Prezado Senhor,
Recebemos sua correspondência e, como esclarecimentos, temos a informar que, segundo o Edital 7 n.º 3/2003:
a) “o DIRAC não se responsabiliza por solicitação de inscrição via Internet” (subitem 4.4.3); 10
b) “as inscrições efetuadas via Internet somente serão acatadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição” (subitem 4.4.6); 13
c) é “responsabilidade exclusiva do candidato a obtenção” do comprovante de inscrição do candidato inscrito via Internet (subitem 4.4.7); 16
d) como o senhor não tinha CPF, foi cadastrado sob o CPF do dono do cheque com o qual o senhor efetuou o pagamento, o que é irregular, pois “terá a 19 sua inscrição cancelada e será automaticamente eliminado do concurso o candidato que usar o CPF de terceiro para realizar sua inscrição” 22 (subitem 4.5.8);
e) finalmente, conforme alínea 5.5.8 do Edital, “o valor referente ao pagamento da taxa de 25 inscrição não será devolvido em hipótese alguma”.
Portanto, não tendo havido erro do DIRAC, seu pleito não tem procedência.
Atenciosamente,
Rubrica
Pela Coordenação
Confronte os dois documentos apresentados nos textos I e II e julgue o item seguinte.
Pelo caráter sintético, objetivo e fundamentado do texto II, abordando diretamente o assunto, tal expediente pode ser classificado como um memorando.
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A Constituição Federal em vigor estabelece diretrizes gerais de organização e competências do setor de saúde no Brasil. Acerca desse tema, julgue os itens a seguir.
É proibida a participação de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no país, salvo nos casos previstos em lei.
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