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434476 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

... porque sua cobertura vegetal varia imensamente no tempo e no espaço.
(4º parágrafo, texto II)

É correto inferir, das informações obtidas nos textos I e
II, que a afirmativa acima se justifica pelo fato de que
 

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434474 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

O autor
 

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434468 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
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Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Portanto, precisa ser combatido com o mesmo empenho. (3º parágrafo)

A afirmativa acima denota, no contexto,
 

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434461 Ano: 2009
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O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos anos. (4º parágrafo)

O verbo que, como os grifados acima, admite transposição para a voz passiva, está na frase:
 

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434456 Ano: 2009
Disciplina: Português
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Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

O emprego das aspas no segmento constante do Texto I indica
 

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434454 Ano: 2009
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Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

O Ministério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas ... (último parágrafo) A frase cujo verbo apresenta o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima é:
 

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434453 Ano: 2009
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O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

A agricultura é a mais vulnerável às mudanças climáticas. A agricultura é a atividade que mais depende do clima. O agricultor não pode controlar a atmosfera. O agricultor pode preparar o solo e selecionar as sementes. As frases acima estão articuladas em um único período com clareza, lógica e correção, em:
 

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434452 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP

Texto I

O Ministro do Meio Ambiente lançou um conjunto de

medidas para tentar interromper a devastação do Cerrado, que

é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
 

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434449 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FCC
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é o segundo bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a

savana de maior biodiversidade do mundo. O novo plano prevê

um acompanhamento anual das atividades de desmatamento, a

exemplo do que é feito na Amazônia. De acordo com o Diretor

do Departamento de Conservação da Biodiversidade do

Ministério, um dos desafios está relacionado com o longo

período de seca, em que a vegetação perde boa parte das

folhas. "Isso torna um pouco mais difícil diferenciar o que é

seca, o que é devastação."

(Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

Texto II

Já era hora de se prestar atenção – de verdade – no

desmatamento do Cerrado. Os dados de emissão de carbono

divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocam o

bioma de braços dados com a Amazônia na lista de prioridades

na agenda climática brasileira.

O Cerrado, valorizado muito mais como uma fronteira

agrícola a ser explorada do que como um tesouro biológico a

ser preservado, nunca foi prioridade nas políticas públicas de

pesquisa e conservação. Consequentemente, faltam dados

científicos básicos sobre o bioma, necessários para entender

sua biologia, seu clima e seus serviços ambientais – que in-

cluem, entre outras coisas, estocagem e reciclagem de carbono.

Os novos dados do MMA começam a preencher essa

lacuna, mostrando que o desmatamento do Cerrado pode ser

tão prejudicial para o clima quanto o da Amazônia. Portanto,

precisa ser combatido com o mesmo empenho.

Não há dúvida de que as medições do Ministério serão

revisadas e refeitas por acadêmicos muitas vezes nos próximos

anos. É possível que mudem bastante nesse processo. Calcular

as emissões de carbono é ainda mais complicado do que na

Amazônia, porque sua cobertura vegetal varia imensamente no

tempo e no espaço. E, mesmo na Amazônia, os números são

difíceis.

Seja como for, o MMA dá um passo importante ao

colocar o Cerrado no mapa das mudanças climáticas. O Minis-

tério da Ciência e Tecnologia também faz suas contas para in-

cluir o bioma no novo inventário das emissões no país, que de-

verá estar concluído até o final do ano. Agora, quando o Brasil

falar de sua contribuição para o aquecimento global, não poderá

mais falar só da Amazônia. Terá de falar do Cerrado também.

(Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, A17, 11 de setembro de 2009, com adaptações)

É possível que mudem bastante nesse processo. (4º parágrafo)

O verbo corretamente flexionado nos mesmos tempo e modo do grifado acima está também grifado na frase:
 

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434830 Ano: 2009
Disciplina: Direito Processual Penal
Banca: FCC
Orgão: TJ-AP
Da decisão do Juiz do Tribunal do Júri que, encerrada a fase de instrução preliminar, absolve desde logo o réu, porque o fato não constitui infração penal, cabe recurso
Questão Anulada

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