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Foram encontradas 118 questões.

1151650 Ano: 2008
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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A economia mundial experimentou, nos últimos seis anos, um período de prosperidade rara. A guerra no Iraque e a conseqüente alta no preço do petróleo não tiveram força suficiente para deter a velocidade de crescimento das economias, em especial a dos países emergentes. Antes, fontes de dor de cabeça para seus cidadãos e para o mundo, gigantes como a China e a Índia abraçaram o que a economia capitalista globalizada tem de melhor, a capacidade de produzir riqueza, e incorporaram bilhões de pessoas ao mercado consumidor.

A globalização produziu ganhadores e perdedores, solidez e fragilidade. A maior de todas as fragilidades da globalização é justamente o que lhe dá sustentação, a simultaneidade de processos e a interligação instantânea dos mercados, via Internet. Essa situação propiciou o aumento da produção e o barateamento dos produtos, dando chance aos países de crescer rapidamente sem despertar o dragão inflacionário. O lado negativo da integração é que a queda de um grande parceiro pode arrastar todos os demais. Foi esse o perigo que o mundo correu e corre quando a economia que responde por 25% de toda a riqueza planetária, os Estados Unidos da América (EUA), escorregou feio em uma casca de banana que, paradoxalmente, estava à vista de todos havia muito tempo.

Veja, 30/1/2008, p. 64-7 (com adaptações).


Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue os itens que se seguem.

China e Índia, citadas como exemplos marcantes de países emergentes na atualidade, creditam parcela significativa de seu êxito ao fato de terem promovido reformas políticas que as levaram a adotar o modelo de democracia ocidental.

 

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1151649 Ano: 2008
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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A economia mundial experimentou, nos últimos seis anos, um período de prosperidade rara. A guerra no Iraque e a conseqüente alta no preço do petróleo não tiveram força suficiente para deter a velocidade de crescimento das economias, em especial a dos países emergentes. Antes, fontes de dor de cabeça para seus cidadãos e para o mundo, gigantes como a China e a Índia abraçaram o que a economia capitalista globalizada tem de melhor, a capacidade de produzir riqueza, e incorporaram bilhões de pessoas ao mercado consumidor.

A globalização produziu ganhadores e perdedores, solidez e fragilidade. A maior de todas as fragilidades da globalização é justamente o que lhe dá sustentação, a simultaneidade de processos e a interligação instantânea dos mercados, via Internet. Essa situação propiciou o aumento da produção e o barateamento dos produtos, dando chance aos países de crescer rapidamente sem despertar o dragão inflacionário. O lado negativo da integração é que a queda de um grande parceiro pode arrastar todos os demais. Foi esse o perigo que o mundo correu e corre quando a economia que responde por 25% de toda a riqueza planetária, os Estados Unidos da América (EUA), escorregou feio em uma casca de banana que, paradoxalmente, estava à vista de todos havia muito tempo.

Veja, 30/1/2008, p. 64-7 (com adaptações).


Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue os itens que se seguem.

Uma das inovações trazidas pela globalização é o caráter autônomo da economia, ou seja, instabilidades políticas ou confrontações bélicas deixaram de exercer influência sobre os mecanismos de produção, circulação e fixação de preços das mercadorias.

 

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1151648 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os sistemas simbólicos e, particularmente, a língua exercem um papel fundamental na comunicação entre

os sujeitos e no estabelecimento dos significados compartilhados, que permitem interpretações dos objetos, eventos

e situações do mundo real. Na ausência de um sistema de signos compartilhado e articulado, como a língua humana,

4 somente o tipo de comunicação mais primitivo e limitado é possível.

O surgimento do pensamento verbal e da língua como sistema de signos é crucial no desenvolvimento da

espécie humana, momento mesmo em que o biológico transforma-se no histórico e em que emerge a centralidade

7 da mediação simbólica na constituição do psiquismo humano.

Martha Kohl de Oliveira. História, consciência e educação. In: Viver Mente&Cérebro. Edição Especial, 2005, p. 10 (com adaptações).


Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias no texto acima.

A flexão de singular em "é crucial" (L.5) admite a substituição pelo plural correspondente, são cruciais, sem prejuízo da coerência ou da correção do texto, porque o sujeito da oração é composto por dois núcleos, "pensamento verbal" e "língua".

 

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1151647 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os sistemas simbólicos e, particularmente, a língua exercem um papel fundamental na comunicação entre

os sujeitos e no estabelecimento dos significados compartilhados, que permitem interpretações dos objetos, eventos

e situações do mundo real. Na ausência de um sistema de signos compartilhado e articulado, como a língua humana,

4 somente o tipo de comunicação mais primitivo e limitado é possível.

O surgimento do pensamento verbal e da língua como sistema de signos é crucial no desenvolvimento da

espécie humana, momento mesmo em que o biológico transforma-se no histórico e em que emerge a centralidade

7 da mediação simbólica na constituição do psiquismo humano.

Martha Kohl de Oliveira. História, consciência e educação. In: Viver Mente&Cérebro. Edição Especial, 2005, p. 10 (com adaptações).


Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias no texto acima.

Na linha 2, o pronome relativo "que" retoma o antecedente "os sujeitos"; por essa razão, a forma verbal "permitem" está no plural.

 

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1151646 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os sistemas simbólicos e, particularmente, a língua exercem um papel fundamental na comunicação entre

os sujeitos e no estabelecimento dos significados compartilhados, que permitem interpretações dos objetos, eventos

e situações do mundo real. Na ausência de um sistema de signos compartilhado e articulado, como a língua humana,

4 somente o tipo de comunicação mais primitivo e limitado é possível.

O surgimento do pensamento verbal e da língua como sistema de signos é crucial no desenvolvimento da

espécie humana, momento mesmo em que o biológico transforma-se no histórico e em que emerge a centralidade

7 da mediação simbólica na constituição do psiquismo humano.

Martha Kohl de Oliveira. História, consciência e educação. In: Viver Mente&Cérebro. Edição Especial, 2005, p. 10 (com adaptações).


Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias no texto acima.

Na linha 1, a retirada do advérbio "particularmente" e das vírgulas que o demarcam preservaria a correção gramatical do texto, mas prejudicaria suas relações semânticas, pois permitiria a interpretação de que a língua não faz parte dos "sistemas simbólicos".

 

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1151645 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os seres humanos, nas culturas orais primárias, não afetadas por qualquer tipo de escrita, aprendem muito,

possuem e praticam uma grande sabedoria, porém não “estudam”. Eles aprendem pela prática — caçando com

caçadores experientes, por exemplo —, pelo tirocínio, que constitui um tipo de aprendizado; aprendem ouvindo,

4 repetindo o que ouvem, dominando profundamente provérbios e modos de combiná-los e recombiná-los,

assimilando outros materiais formulares, participando de um tipo de retrospecção coletiva — não pelo estudo no

sentido estrito.

7 ____Quando o estudo, no sentido estrito de análise seqüencial ampla, se torna possível com a interiorização

da escrita, uma das primeiras coisas que os letrados freqüentemente estudam é a própria linguagem e seus usos. A

fala é inseparável da nossa consciência e tem fascinado os seres humanos, além de trazer à tona reflexões

10 importantes sobre ela própria, desde os mais antigos estágios da consciência, muito tempo antes do surgimento da

escrita.

Walter Ong. Oralidade e cultura escrita. Papirus, 1998, p. 17 (com adaptações).


A partir da organização do texto acima, julgue os seguintes itens

Na linha 9, mesmo que o verbo que antecede a locução adverbial "à tona" não exigisse objeto regido pela preposição a, como exige esse emprego do verbo "trazer", o sinal indicativo de crase seria obrigatório nesse contexto.

 

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1151644 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os seres humanos, nas culturas orais primárias, não afetadas por qualquer tipo de escrita, aprendem muito,

possuem e praticam uma grande sabedoria, porém não “estudam”. Eles aprendem pela prática — caçando com

caçadores experientes, por exemplo —, pelo tirocínio, que constitui um tipo de aprendizado; aprendem ouvindo,

4 repetindo o que ouvem, dominando profundamente provérbios e modos de combiná-los e recombiná-los,

assimilando outros materiais formulares, participando de um tipo de retrospecção coletiva — não pelo estudo no

sentido estrito.

7 ____Quando o estudo, no sentido estrito de análise seqüencial ampla, se torna possível com a interiorização

da escrita, uma das primeiras coisas que os letrados freqüentemente estudam é a própria linguagem e seus usos. A

fala é inseparável da nossa consciência e tem fascinado os seres humanos, além de trazer à tona reflexões

10 importantes sobre ela própria, desde os mais antigos estágios da consciência, muito tempo antes do surgimento da

escrita.

Walter Ong. Oralidade e cultura escrita. Papirus, 1998, p. 17 (com adaptações).


A partir da organização do texto acima, julgue os seguintes itens

Na linha 5, o emprego de "pelo", regendo "estudo", indica que está subentendida, antes dessa contração, a forma verbal aprendem, como utilizado na linha 2.

 

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1151643 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Os seres humanos, nas culturas orais primárias, não afetadas por qualquer tipo de escrita, aprendem muito,

possuem e praticam uma grande sabedoria, porém não “estudam”. Eles aprendem pela prática — caçando com

caçadores experientes, por exemplo —, pelo tirocínio, que constitui um tipo de aprendizado; aprendem ouvindo,

4 repetindo o que ouvem, dominando profundamente provérbios e modos de combiná-los e recombiná-los,

assimilando outros materiais formulares, participando de um tipo de retrospecção coletiva — não pelo estudo no

sentido estrito.

7 ____Quando o estudo, no sentido estrito de análise seqüencial ampla, se torna possível com a interiorização

da escrita, uma das primeiras coisas que os letrados freqüentemente estudam é a própria linguagem e seus usos. A

fala é inseparável da nossa consciência e tem fascinado os seres humanos, além de trazer à tona reflexões

10 importantes sobre ela própria, desde os mais antigos estágios da consciência, muito tempo antes do surgimento da

escrita.

Walter Ong. Oralidade e cultura escrita. Papirus, 1998, p. 17 (com adaptações).


A partir da organização do texto acima, julgue os seguintes itens

As regras de pontuação da língua portuguesa são respeitadas tanto substituindo-se os travessões, nas linhas 2 e 3, por parênteses, como substituindo-se o primeiro deles por vírgula e eliminando-se o segundo.

 

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1151642 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Agora olhavam as lojas, as toldas, a mesa do leilão. E conferenciavam pasmados. Tinham percebido que

havia muitas pessoas no mundo. Ocupavam-se em descobrir uma enorme quantidade de objetos. Comunicaram

baixinho um ao outro as surpresas que os enchiam. Impossível imaginar tantas maravilhas juntas. O menino mais

4 novo teve uma dúvida e apresentou-a timidamente ao irmão. Seria que aquilo tinha sido feito por gente? O menino

mais velho hesitou, espiou as lojas, as toldas iluminadas, as moças bem vestidas. Encolheu os ombros. Talvez aquilo

tivesse sido feito por gente. Nova dificuldade chegou-lhe ao espírito, soprou-a no ouvido do irmão. Provavelmente

7 aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos. Sim, com certeza as preciosidades

que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão

intrincada. Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma

10 de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente.

E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudência. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos,

falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem.

Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1972, p.125.


No texto apresentado acima, dois personagens do romance Vidas Secas, o menino mais velho e o menino mais novo, deixam a fazenda em que seu pai trabalhava como vaqueiro, para irem à festa de Natal em uma pequena cidade. Com base nessas informações e no fragmento do texto de Graciliano Ramos, julgue os itens subseqüentes.

Considerando-se a linguagem usada pelo escritor para narrar a experiência dos meninos na cidade, é correto afirmar que a questão abordada no texto pode ser considerada "intrincada" (l.9) não apenas para os personagens, mas também para o autor e o leitor.

 

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1151641 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-DFT
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1 ____Agora olhavam as lojas, as toldas, a mesa do leilão. E conferenciavam pasmados. Tinham percebido que

havia muitas pessoas no mundo. Ocupavam-se em descobrir uma enorme quantidade de objetos. Comunicaram

baixinho um ao outro as surpresas que os enchiam. Impossível imaginar tantas maravilhas juntas. O menino mais

4 novo teve uma dúvida e apresentou-a timidamente ao irmão. Seria que aquilo tinha sido feito por gente? O menino

mais velho hesitou, espiou as lojas, as toldas iluminadas, as moças bem vestidas. Encolheu os ombros. Talvez aquilo

tivesse sido feito por gente. Nova dificuldade chegou-lhe ao espírito, soprou-a no ouvido do irmão. Provavelmente

7 aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos. Sim, com certeza as preciosidades

que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão

intrincada. Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma

10 de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente.

E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudência. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos,

falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem.

Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1972, p.125.


No texto apresentado acima, dois personagens do romance Vidas Secas, o menino mais velho e o menino mais novo, deixam a fazenda em que seu pai trabalhava como vaqueiro, para irem à festa de Natal em uma pequena cidade. Com base nessas informações e no fragmento do texto de Graciliano Ramos, julgue os itens subseqüentes.

No trecho “as preciosidades que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes” (l.7-8), os objetos religiosos e as mercadorias estão reunidos sob a designação comum de “nomes”, o que está de acordo com a associação feita pelos meninos entre as coisas espirituais e as coisas “feitas por gente” (l.10).

 

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