Um jovem de 22 anos de idade, previamente saudável, foi
atendido de urgência por coriza, mialgia, tosse improdutiva e
febre baixa havia quatro dias, quando recebeu apenas dipirona.
Hoje, ele procurou novamente a emergência com dispneia
ao repouso e fadiga. Observou-se frequência cardíaca de
124 bpm, pressão arterial de 76 mmHg × 60 mmHg,
extremidades frias e turgência de jugular a 45°. Observou-se
terceira bulha e sopro sistólico de +/4+ no foco mitral à ausculta.
O ecocardiograma transtorácico revelou um ventrículo esquerdo
de dimensões normais com uma fração de ejeção de 30% e
regurgitação mitral leve. A biópsia endomocárdica mostrou
miocardite linfocítica.
Tendo como referência o caso clínico precedente e a Diretriz de Miocardites da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2022, julgue o item que se segue.
Está indicada a pulsoterapia com corticosteroide associada
à ciclofosfamida.
Um jovem de 22 anos de idade, previamente saudável, foi
atendido de urgência por coriza, mialgia, tosse improdutiva e
febre baixa havia quatro dias, quando recebeu apenas dipirona.
Hoje, ele procurou novamente a emergência com dispneia
ao repouso e fadiga. Observou-se frequência cardíaca de
124 bpm, pressão arterial de 76 mmHg × 60 mmHg,
extremidades frias e turgência de jugular a 45°. Observou-se
terceira bulha e sopro sistólico de +/4+ no foco mitral à ausculta.
O ecocardiograma transtorácico revelou um ventrículo esquerdo
de dimensões normais com uma fração de ejeção de 30% e
regurgitação mitral leve. A biópsia endomocárdica mostrou
miocardite linfocítica.
Tendo como referência o caso clínico precedente e a Diretriz de
Miocardites da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2022,
julgue o item que se segue.
Recomenda-se o cardiodesfibrilador implantável antes da
alta hospitalar caso persista a disfunção ventricular
a despeito do tratamento otimizado.
Uma paciente de 26 anos de idade com 10 semanas de
gravidez procurou o cardiologista desejando orientações para
prevenir complicações gestacionais. Ela referiu que na sua
primeira e única gestação apresentou pré-eclâmpsia (PE) e parto
prematuro, havia dois anos. Ela relatou nadar quatro vezes na
semana e negou sintomas. O exame físico e os exames
complementares de rotina estavam normais.
Com relação a esse caso hipotético, julgue o item subsequente, considerando o Posicionamento sobre a Saúde Cardiovascular nas Mulheres da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2022.
Ela deverá receber ácido acetilsalicílico entre 12 e
16 semanas de gravidez nas doses diárias entre 75 mg e
150 mg com vistas a reduzir o risco de PE.
Uma paciente de 26 anos de idade com 10 semanas de
gravidez procurou o cardiologista desejando orientações para
prevenir complicações gestacionais. Ela referiu que na sua
primeira e única gestação apresentou pré-eclâmpsia (PE) e parto
prematuro, havia dois anos. Ela relatou nadar quatro vezes na
semana e negou sintomas. O exame físico e os exames
complementares de rotina estavam normais.
Com relação a esse caso hipotético, julgue o item subsequente, considerando o Posicionamento sobre a Saúde Cardiovascular nas Mulheres da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2022.
Recomenda-se a reposição de magnésio, ácido fólico e a
restrição de sódio como medidas não farmacológicas
preventivas.
Uma paciente de 26 anos de idade com 10 semanas de
gravidez procurou o cardiologista desejando orientações para
prevenir complicações gestacionais. Ela referiu que na sua
primeira e única gestação apresentou pré-eclâmpsia (PE) e parto
prematuro, havia dois anos. Ela relatou nadar quatro vezes na
semana e negou sintomas. O exame físico e os exames
complementares de rotina estavam normais.
Com relação a esse caso hipotético, julgue o item subsequente,
considerando o Posicionamento sobre a Saúde Cardiovascular
nas Mulheres da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2022.
Ainda que a pressão permaneça normal durante a gestação,
ela deverá manter o acompanhamento médico regularmente
após a gravidez, devido ao aumento do seu risco
cardiovascular no futuro, notadamente após a menopausa.
Uma paciente de 64 anos de idade foi admitida com
quadro de dor torácica ao repouso havia quatro horas.
Queixava-se de dor torácica em peso, de forte intensidade e
com irradiação para mandíbula, após receber a notícia do
acidente automobilístico fatal do seu filho. Relatava transtorno
de pânico em tratamento regular. Negava consumo de cocaína,
álcool e de outras substâncias ilícitas ou comorbidades ou
história recente de síndrome gripal. Ao exame físico,
apresentava-se hemodinamicamente normal, sem diferenças de
pulsos ou outras alterações cardiovasculares e respiratórias
relevantes. O ECG da admissão revelou elevação do segmento
ST na parede anterior. A radiografia de tórax nas incidências
anteroposterior e perfil não revelou alterações. A dosagem da
troponina T cardíaca ultrassensível (cTnT) foi de 0,13 ng/mL
(VR<0,014 ng/mL). Ela foi submetida a cateterismo cardíaco, o
qual mostrou artérias coronárias isentas de ateromatose
obstrutiva, e a ventriculografia esquerda denotou hipocinesia
anterior e apical com hipercinesia em segmentos basais,
conferindo o aspecto de balão apical.
Diante desse caso clínico hipotético, julgue o item seguinte.
A inversão da onda T encontrada nessa patologia se
correlaciona com o edema miocárdico, podendo persistir
além da recuperação contrátil ventricular.
Uma paciente de 64 anos de idade foi admitida com
quadro de dor torácica ao repouso havia quatro horas.
Queixava-se de dor torácica em peso, de forte intensidade e
com irradiação para mandíbula, após receber a notícia do
acidente automobilístico fatal do seu filho. Relatava transtorno
de pânico em tratamento regular. Negava consumo de cocaína,
álcool e de outras substâncias ilícitas ou comorbidades ou
história recente de síndrome gripal. Ao exame físico,
apresentava-se hemodinamicamente normal, sem diferenças de
pulsos ou outras alterações cardiovasculares e respiratórias
relevantes. O ECG da admissão revelou elevação do segmento
ST na parede anterior. A radiografia de tórax nas incidências
anteroposterior e perfil não revelou alterações. A dosagem da
troponina T cardíaca ultrassensível (cTnT) foi de 0,13 ng/mL
(VR<0,014 ng/mL). Ela foi submetida a cateterismo cardíaco, o
qual mostrou artérias coronárias isentas de ateromatose
obstrutiva, e a ventriculografia esquerda denotou hipocinesia
anterior e apical com hipercinesia em segmentos basais,
conferindo o aspecto de balão apical.
Diante desse caso clínico hipotético, julgue o item seguinte.
Após 24 horas, espera-se inversão profunda e simétrica da
onda T, circunscrita às derivações precordiais, e sem
alteração do intervalo QTc.
Uma paciente de 64 anos de idade foi admitida com
quadro de dor torácica ao repouso havia quatro horas.
Queixava-se de dor torácica em peso, de forte intensidade e
com irradiação para mandíbula, após receber a notícia do
acidente automobilístico fatal do seu filho. Relatava transtorno
de pânico em tratamento regular. Negava consumo de cocaína,
álcool e de outras substâncias ilícitas ou comorbidades ou
história recente de síndrome gripal. Ao exame físico,
apresentava-se hemodinamicamente normal, sem diferenças de
pulsos ou outras alterações cardiovasculares e respiratórias
relevantes. O ECG da admissão revelou elevação do segmento
ST na parede anterior. A radiografia de tórax nas incidências
anteroposterior e perfil não revelou alterações. A dosagem da
troponina T cardíaca ultrassensível (cTnT) foi de 0,13 ng/mL
(VR<0,014 ng/mL). Ela foi submetida a cateterismo cardíaco, o
qual mostrou artérias coronárias isentas de ateromatose
obstrutiva, e a ventriculografia esquerda denotou hipocinesia
anterior e apical com hipercinesia em segmentos basais,
conferindo o aspecto de balão apical.
Diante desse caso clínico hipotético, julgue o item seguinte.
Presume-se encontrar, nesse caso, realce tardio à ressonância
magnética cardíaca com administração de contraste de
gadolínio.
Uma paciente de 64 anos de idade foi admitida com
quadro de dor torácica ao repouso havia quatro horas.
Queixava-se de dor torácica em peso, de forte intensidade e
com irradiação para mandíbula, após receber a notícia do
acidente automobilístico fatal do seu filho. Relatava transtorno
de pânico em tratamento regular. Negava consumo de cocaína,
álcool e de outras substâncias ilícitas ou comorbidades ou
história recente de síndrome gripal. Ao exame físico,
apresentava-se hemodinamicamente normal, sem diferenças de
pulsos ou outras alterações cardiovasculares e respiratórias
relevantes. O ECG da admissão revelou elevação do segmento
ST na parede anterior. A radiografia de tórax nas incidências
anteroposterior e perfil não revelou alterações. A dosagem da
troponina T cardíaca ultrassensível (cTnT) foi de 0,13 ng/mL
(VR<0,014 ng/mL). Ela foi submetida a cateterismo cardíaco, o
qual mostrou artérias coronárias isentas de ateromatose
obstrutiva, e a ventriculografia esquerda denotou hipocinesia
anterior e apical com hipercinesia em segmentos basais,
conferindo o aspecto de balão apical.
Diante desse caso clínico hipotético, julgue o item seguinte.
O vasoespasmo coronariano, decorrente da disfunção
vasomotora relacionada à deficiência de estrogênio, é o
principal fator causal na patogênese dessa condição.
Um paciente de 62 anos de idade compareceu ao
ambulatório com quadro de precordialgia opressiva ao subir as
escadas de sua casa ou andar rapidamente no plano, com alívio
ao repouso após seis minutos, havia seis meses. Ele apresentava
dislipidemia e hipertensão, tratadas atualmente com sinvastatina
20 mg, anlodipino 10 mg, enalapril 20 mg e hidroclorotiazida
25 mg. Negava outros problemas de saúde ou história familiar de
doença arterial coronária (DAC). O exame físico e os exames
laboratoriais de rotina não revelaram anormalidades
significativas. O ECG do paciente é apresentado a seguir.
Considerando o caso clínico apresentado e as diretrizes sobre síndromes coronarianas crônicas da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2024, julgue o item a seguir.
Caso a angiografia coronariana invasiva seja indicada,
recomenda-se realizar o fluxo fracionado de reserva
miocárdica para avaliar a gravidade funcional das estenoses
antes da revascularização.