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1874991 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

Outra forma correta para a idéia expressa entre parênteses nas linhas 16 e 17 é a seguinte: se caso ela tem alguma.

 

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1874990 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

Não provocaria prejuízo para a correção gramatical do texto o emprego da vírgula depois da palavra "também" (L.7).

 

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1874989 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

A autora do texto julga que a literatura pode ser uma forma de libertação e crescimento tanto para o autor da obra quanto para o leitor.

 

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1874988 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

No terceiro parágrafo, a conjunção "e" relaciona palavras e expressões de sentido oposto, as quais representam um conjunto de possibilidades de atitudes humanas utilizado pela autora para criticar as pessoas más e indecisas.

 

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1874987 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

Segundo a autora do texto, a felicidade está muito mais condicionada a nosso mundo interior do que à sorte e às decisões que tomamos.

 

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1874986 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Escrever, para mim, é sobretudo indagar: continuo

a menina perguntadeira que perturbava os almoços familiares

querendo saber tudo, qualquer coisa, o tempo todo. Portanto,

escrevo para obter respostas que — eu sei — não existem...,

por isso continuo escrevendo.

E escrevo sobre possibilidades de ser mais feliz —

isso, eu sei também que depende um pouco de cada um de

nós, de nossa honradez interior, nossa fé no ser humano,

nosso compromisso com a dignidade. De sorte, e de decisões

que muitas vezes só anos depois poderemos avaliar.

Falo do que somos: nobres e vulgares, sonhadores

e consumidores, soprados de esperança e corroídos de terror,

generosos e tantas vezes mesquinhos.

Escrevo para seduzir leitores: venham ser cúmplices

da minha perplexidade fundamental, essa que me move.

Talvez seja essa a função de toda a arte (se é que ela

tem alguma): a libertação e o crescimento de quem a exerce

e de quem a vai contemplar.

Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004, p.179-81 (com adaptações).

Julgue se os itens que se seguem estão de acordo com o texto acima.

O que leva a autora a produzir textos não é a vontade de dar respostas a seus leitores, mas, sim, a necessidade de compartilhar com eles a sua hesitação e espanto diante do mundo e a busca de mais conhecimento da vida.

 

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1874985 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.

Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo

um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe

que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de

medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,

chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens

como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse

por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão

emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as

duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e

caminha solidamente de volta para a realidade.

Quem não está louco é quem desconfia dos seus

pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de

cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que

aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.

A razão é desconfiada.

Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima.

As palavras "mágico" e "telefônica" seguem a mesma regra de acentuação gráfica.

 

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1874984 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.

Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo

um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe

que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de

medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,

chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens

como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse

por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão

emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as

duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e

caminha solidamente de volta para a realidade.

Quem não está louco é quem desconfia dos seus

pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de

cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que

aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.

A razão é desconfiada.

Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima.

Em "sejam verdade" (L.15), o verbo está concordando com "os pensamentos" (L.14).

 

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1874983 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.

Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo

um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe

que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de

medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,

chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens

como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse

por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão

emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as

duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e

caminha solidamente de volta para a realidade.

Quem não está louco é quem desconfia dos seus

pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de

cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que

aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.

A razão é desconfiada.

Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima.

Na linha 10, "se acendem" corresponde a são acesas.

 

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1874982 Ano: 2004
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TRT-10

Uma pitada de loucura aumenta o prazer da vida.

Veja o caso do cinema. Você vai lá, assenta-se e fica vendo

um jogo de luzes coloridas projetado em uma tela. Você sabe

que aquilo tudo é mentira. E, não obstante, você treme de

medo, tem taquicardia, pressão arterial alta, sua de medo, ri,

chora... É um surto de loucura. Você está tomando imagens

como se fossem realidade. M as, se você não se entregasse

por duas horas a essa loucura, o cinema seria tão

emocionante quanto ler uma lista telefônica. Passadas as

duas horas, as luzes se acendem, você sai da loucura e

caminha solidamente de volta para a realidade.

Quem não está louco é quem desconfia dos seus

pensamentos. Sabe que a cabeça é enganosa: sessão de

cinema. Nada garante que os pensamentos, aquilo que

aparece projetado na tela da consciência, sejam verdade.

A razão é desconfiada.

Rubem Alves. Sobre o tempo e a eternidade. Campinas: Papirus, 1998 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima.

As informações contidas no texto permitem concluir que ler uma lista telefônica é um ato desprovido de emoção.

 

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