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Foram encontradas 60 questões.

758675 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Céu da Boca

Uma das sedes da nostalgia da infância, e das mais profundas, é o céu da boca.
A memória do paladar recompõe com precisão instantânea, através daquilo que comemos quando meninos, o menino que fomos. O cronista, se fosse escrever um livro de memórias, daria nele a maior importância à mesa de família, na cidade de interior onde nasceu e passou a meninice. A mesa funcionaria como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do poder de reunir todas as outras, e também de separá-las, pelo jogo de preferências e idiossincrasias do paladar − que digo? da alma, pois é no fundo da alma que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações culinárias.
A mesa mineira era grande, inteiriça e de madeira clara. À esquerda e à direita, estiravam-se dois bancos compridos, em que irmãos e parentes em visita se sentavam por critério hierárquico. À cabeceira, na cadeira de jacarandá e palhinha, o pai presidia.
A comida, imune a influências no meio ilhado entre montanhas, era simples, simples a lembrança que deixou; e quem dela se nutriu quase sempre torce o nariz aos requintes, excentricidades ou meras variedades culinárias de outras terras.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. São Paulo, Companhia das Letras, 2012, p. 91-92.)
Para o autor,
 

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758671 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Zygmunt Bauman: “Vivemos o fim do futuro"

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, tidas como subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida mudou nos últimos 20 anos.

ÉPOCA – De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman – Durante toda a era moderna, nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Mas, para isso, precisam recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Também precisam trocar o mundo virtual pelo real.

(Adaptado de: GIRON, Luís Antônio. In: Época. São Paulo, Globo, 19.02.2014)
Considere a seguinte passagem do texto:


... nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente.


Essa passagem está corretamente reescrita, preservando-se o sentido e as relações sintáticas e coesivas, em:

 

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758670 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
A frase redigida com clareza e correção, conforme a norma-padrão, é:
 

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758667 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Zygmunt Bauman: “Vivemos o fim do futuro"

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, tidas como subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida mudou nos últimos 20 anos.

ÉPOCA – De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman – Durante toda a era moderna, nossos ancestrais viveram voltados para o futuro. Eles avaliavam a virtude de suas realizações pelo modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

ÉPOCA – Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Mas, para isso, precisam recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Também precisam trocar o mundo virtual pelo real.

(Adaptado de: GIRON, Luís Antônio. In: Época. São Paulo, Globo, 19.02.2014)

Bauman – Sou tudo, menos desesperançoso.Confio que os jovens possam consertar o estrago que os mais velhos fizeram.

Essa passagem está adaptada a um artigo científico, escrito na terceira pessoa, em linguagem correta, culta e formal, em:

 

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758659 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Há ocorrência de verbos na voz passiva na seguinte frase:
 

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758655 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
A frase escrita corretamente, no que se refere ao emprego dos sinais de pontuação, é:
 

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758654 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
A frase escrita com clareza e atendendo às normas de concordância da norma-padrão é:
 

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758645 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Está redigida com correção e clareza a frase:
 

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758644 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Está redigida corretamente, quanto à ortografia e à acentuação gráfica, a frase:
 

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758642 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-3
Céu da Boca

Uma das sedes da nostalgia da infância, e das mais profundas, é o céu da boca.
A memória do paladar recompõe com precisão instantânea, através daquilo que comemos quando meninos, o menino que fomos. O cronista, se fosse escrever um livro de memórias, daria nele a maior importância à mesa de família, na cidade de interior onde nasceu e passou a meninice. A mesa funcionaria como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do poder de reunir todas as outras, e também de separá-las, pelo jogo de preferências e idiossincrasias do paladar − que digo? da alma, pois é no fundo da alma que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações culinárias.
A mesa mineira era grande, inteiriça e de madeira clara. À esquerda e à direita, estiravam-se dois bancos compridos, em que irmãos e parentes em visita se sentavam por critério hierárquico. À cabeceira, na cadeira de jacarandá e palhinha, o pai presidia.
A comida, imune a influências no meio ilhado entre montanhas, era simples, simples a lembrança que deixou; e quem dela se nutriu quase sempre torce o nariz aos requintes, excentricidades ou meras variedades culinárias de outras terras.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. São Paulo, Companhia das Letras, 2012, p. 91-92.)
Uma característica do gênero crônica verificável no texto é:
 

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