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Foram encontradas 537 questões.

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, onde o filósofo francês Voltaire (1694-1778) reflete sobre a aplicação de penas pela justiça, considerando os valores daquela época.

Ouso convidar-vos, senhores, a buscar para os cidadãos aquilo que Luís XVI encontrou para os soldados. Pergunto-vos se não seria possível diminuir o número de delitos tornando os castigos mais vergonhosos e menos cruéis. Não observais que os países onde a rotina da lei ostenta os mais horrendos espetáculos são aqueles onde os crimes se multiplicam? Não estais convencidos de que o amor à honra e o temor à vergonha são melhores moralistas que os carrascos? Os países onde a virtude é premiada não serão mais bem policiados que aqueles onde não se faz outra coisa senão procurar pretextos para derramar o sangue e herdar os bens dos condenados?

(Voltaire, O preço da justiça. Trad. de Ivone Castilho Benedetti. São Paulo, Martins Fontes, 2001, p. 105-106)

Transpondo coerentemente para o discurso indireto o início do texto, obtém-se a seguinte formulação: Voltaire ousou convidar-nos
 

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1026786 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST

Sobre a música popular brasileira

São notáveis a qualidade e a versatilidade do repertório da nossa mais inspirada música popular. O fenômeno talvez espante até hoje, e talvez por isso mesmo também continue pouco entendido na cabeça do país, por causa dessa mistura em meio à qual se produz: a) embora mantenha um cordão de ligação com a cultura popular não-letrada, desprende-se dela para entrar no mercado e na cidade; b) embora se deixe penetrar pela poesia culta, não segue a lógica evolutiva da cultura literária, nem se filia a seus padrões de filtragem; c) embora se reproduza dentro do contexto da indústria cultural, não se reduz às regras da estandardização. Em suma, não funciona dentro dos limites estritos de nenhum dos sistemas culturais existentes no Brasil, embora se deixe permear por eles.

(Adaptado de: WISNIK, José Miguel. Sem receita. São Paulo: Publifolha, 2004, p.178)

O segmento sublinhado pode ser substituído com correção e coerência pelo que está entre parênteses na frase:
 

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Há emprego adequado de todas as formas verbais na seguinte frase:
 

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1026784 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST
A frase escrita com correção e clareza está em:
 

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1026783 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST
Está clara e correta a redação deste livre comentário:
 

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Do autor para o leitor

Quando falo de pessoa a pessoa, quer dizer, da pessoa-autor que sou à pessoa-leitor que o leitor é, tudo o que faço é depositar nele a inquietação para definir as mudanças que ele imagine necessárias. Porque não estou nada seguro de que estejamos, leitor e autor, de acordo. Escrevo para compreender, e desejaria que o leitor fizesse o mesmo, que lesse para compreender. Compreender o quê? Não para compreender algo na linha em que estou pensando. Ele tem os seus próprios motivos e razões para compreender algo, mas esse algo é ele que determina. Quando alguém está em uma leitura e levanta o olhar como se estivesse a aprender, mostra que está envolvido com o que alguém escreveu: “Isto é meu, isto tem a ver comigo.”

(SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. S. Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 327)

Considere as seguintes orações:

I. Saramago aborda a relação entre autor e escritor.

II. A relação entre autor e escritor pode ser problemática.

III. Autor e escritor podem ter opiniões bastante distintas.

As afirmações acima articulam-se com clareza, coerência e correção no período:

 

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Ponto de vista

“Assim é (se lhe parece)” é a tradução em português do título de uma peça do dramaturgo italiano Luigi Pirandello. Sobre este escritor disse o ator Rubens Caribé: “Para ele, não existe uma só verdade, mas diferentes pontos de vista. Não existe um só homem, mas diversas máscaras que vestimos no dia a dia, desde a hora em que acordamos até a hora em que dormimos. Portanto, não existe uma verdade absoluta”.

O título tem sua malícia: a afirmação taxativa (“assim é”) é logo relativizada pela expressão entre parênteses (“se lhe parece”), do que resulta a insinuação de que podemos estar muito enganados quando julgamos conhecer efetivamente alguma coisa. O suposto “fato” pode ser apenas uma “opinião”. A visão de um objeto implica uma perspectiva para ele. Pirandello acredita, de fato, que a chamada “realidade das coisas” é sempre bastante condicionada pelo ponto de vista a partir do qual vemos o mundo. E vai ainda mais longe: mesmo dentro de cada um de nós, nenhum olhar se consolida para sempre, uma vez que nossos diferentes interesses podem mudar nossa visão de um mesmo objeto. Nossa identidade de indivíduos não é sólida como pode parecer: precisamos, ao longo da vida, de máscaras que encobrem nossas reais necessidades. Viria daí, em boa parte, o prestígio do teatro: vemos encenadas no palco, como expressão de um “fingimento” artístico trabalhado por atores, nossas emoções secretas, nossos desejos encobertos... e verdadeiros.

Uma discussão de verdade, na qual os interessados pretendam refletir e argumentar, deve sempre levar em conta esse relativismo do “parece que é”. Aceitar que nossa visão pode estar sendo prejudicada pelo interesse de ver o que nos convém é o primeiro passo para aceitar a possibilidade de nosso contendor estar certo. A flexibilidade dos diferentes pontos de vista torna qualquer “verdade” mais complexa do que aparenta, e melhor faríamos se atentássemos antes para o que está implicado em nossa visão do que para o fato consumado em que transformamos o que está sob nossa vista. É o melhor modo de nos aproximarmos do que somos, em vez de nos contentarmos com o que parecemos ser.

(SOUZA, Petrônio. Juvenal de, inédito)

Uma discussão de verdade, na qual os interessados pretendam refletir e argumentar, deve sempre levar em conta esse relativismo. (3° parágrafo)

Uma nova redação da frase acima considera a adequada articulação entre tempos e modos verbais substituindo-se os segmentos sublinhados, na ordem dada, por:

 

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1026780 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST

Leia com atenção os dois e-mails transcritos, enviados em dias consecutivos.

I. Oi, Clara, O que você acha disso que quero mandar pra Ju? Mando o e-mail anexo.

Beijo.

Maria.

II. Clara,

Gostaria de tua opinião.

Mandei assim mesmo.

Até.

Maria.

Considere as afirmações que seguem sobre o que se tem nos e-mails.

I. A frase Mandei assim mesmo expressa a consequência de uma expectativa frustrada, que se infere do contexto.

II. A palavra disso, pelo fato de antecipar-se ao termo a que remete, não pode ser designada como “elemento de coesão”.

III. Mesmo considerada a natureza informal das mensagens, dois usos devem ser condenados: a concomitância do tratamento em segunda e em terceira pessoa, e a redução de uma preposição.

Está correto o que consta APENAS em

 

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1026779 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST

A condição dos velhos

Nos cuidados com a criança o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má-fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidado “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair de seu canto, a mudar de casa. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus? A velhice, que é fator natural como a cor da pele, é tomada preconceituosamente pelo outro. E o velho não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender.

(Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. São Paulo, T. A. Queiroz, 1979, p.36-37)

Revela-se a duplicidade com que os adultos se posicionam diante dos velhos na relação entre estes segmentos do texto:
 

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1026778 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TST
A frase redigida de maneira clara e correta, tendo como parâmetro a norma-padrão, é:
 

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