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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- MorfologiaAdvérbios
- MorfologiaSubstantivos
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
I- Os termos “nunca” e “talvez” indicam circunstância de tempo, razão pela qual são classificados morfologicamente como advérbios.
II- No excerto analisado, o termo “obrigado” classifica-se morfologicamente como substantivo.
III- No excerto apresentado, o termo “se” funciona como pronome reflexivo.
É CORRETO o que se afirma em:
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de Textos
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
I- Está empregado em sentido conotativo, indicando estado, e não deslocamento físico.
II- Funciona como verbo de ligação, ligando o sujeito “a coisa” ao predicativo “muito melhor”.
III- Poderia ser substituído por “caminha”, sem alteração de sentido, pois mantém ideia de movimento literal.
IV- Está conjugado na terceira pessoa do singular e está sendo empregado para indicar ação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
A- “Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs”. (15º parágrafo)
B- “havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural”. (5º parágrafo)
I- Nos fragmentos Ae B, os verbos “há” e “havia” apresentam sujeito simples, concordando com os termos “vários progressistas” e “gentileza genuína”.
II- Em B o verbo “havia” é pessoal e concorda normalmente com seu respectivo sujeito.
III- No fragmento A, o verbo “há” é impessoal, logo, permanece na terceira pessoa do singular.
IV- No fragmento B, o verbo “havia” é pessoal, com sentido de acontecer.
V- Em A, a forma “há” pode ser substituída por “existem”, mas não por “existe”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
I- O Texto I aponta que o distanciamento nas relações interpessoais tem influenciado as relações virtuais.
II- Consoante o Texto I, uma das possíveis causas da piora nas relações sociais é a overdose de telas.
III- De acordo com o Texto I, no passado, a eventual ausência de expressões como “por favor” e “obrigado” era compensada por gestos e atitudes.
IV- Consoante o Texto I, as redes sociais fortalecem as relações interpessoais presenciais.
V- No Texto I é possível observar o emprego de termos próximos da oralidade, como em “Sai pra lá, vovô!”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Bom dia, por favor e obrigado
Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um
terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De
quem é a culpa?
Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização
contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa
vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram
às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal.
Indelicadeza? Jamais.
Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam
expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
Ficavam claras as boas intenções.
A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do
poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não
inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e
estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é
um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a
convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
Civilidade? Vá procurar a sua turma!
A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez
como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs,
decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer
“obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
“Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.
Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
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