Sofia, 3 anos, é levada ao pediatra pelos pais devido a aumento progressivo do volume abdominal nos
últimos 2 meses. Refere fadiga e episódios de dor abdominal difusa, sem febre ou vômitos. Os pais
notaram que a criança está perdendo peso e apresenta palidez. Exame físico: Abdome: presença de
massa firme, não dolorosa, palpável em quadrante superior esquerdo, não móvel, Sem icterícia.
Linfonodos periféricos normais, sem edema de membros inferiores. Exames complementares:
Ultrassonografia abdominal: massa sólida heterogênea em rim esquerdo, sem dilatação do trato
urinário. Tomografia abdominal: massa renal sólida, bem delimitada. Hemograma: anemia leve, função
renal normal. Urina: sem alterações significativas.
Qual é o diagnóstico mais provável para esta criança com massa abdominal sólida e unilateral?
Ravy, recém-nascido de termo, apresenta salivação excessiva, tosse e engasgos durante a
alimentação, nas primeiras horas de vida. Ao tentar mamar, a criança apresenta vômitos com secreção
espumosa e cianose leve. O parto foi normal e não há antecedentes familiares relevantes. Exame
físico: Recém-nascido alerta, porém com tosse frequente. Abdome: distensão leve. Sinais vitais:
frequência cardíaca e respiratória normais, saturação 92–94%. Genitália e membros normais. Não há
fraturas ou malformações externas. Exames complementares: Tentativa de passagem de sonda
nasogástrica: não progride até o estomago. Radiografia torácica com sonda: sonda parada no mediastino superior, presença de ar no estômago.
Qual é a conduta mais adequada para este recém-nascido?
Ana, recém-nascida de termo, é levada ao pediatra porque não evacua nas primeiras 24 horas de vida.
O bebê apresenta distensão abdominal progressiva e vômitos biliosos leves. No exame físico, observase ausência do ânus em posição normal, com fístula cutânea discreta na região perineal. Exame físico:
Abdome distendido e timpânico, sem massa palpável, Genitália externa normal, sem sangramentos,
sinais vitais estáveis.
Qual é a conduta mais adequada para esta recém-nascida?
Lucas, 6 meses, é levado ao pediatra pelos pais que perceberam que a uretra não termina na ponta do
pênis, mas na parte ventral da haste peniana. O bebê apresenta urina em jato divergente e curvatura
ventral discreta do pênis (chamada de chordee). Não há antecedentes de infecção urinária ou outras
malformações aparentes. Exame físico: Pênis com abertura uretral no terço médio ventral da haste,
presença de leve curvatura ventral (chordee), Prepúcio dorsal redundante (“capuchão dorsal”),
Testículos palpáveis na bolsa testicular, normais. Genitália externa sem outras anomalias.
Qual é a conduta mais adequada para este paciente?
Miguel, 9 meses, é levado ao pronto-socorro devido a episódios de dor abdominal intensa e súbita, que fazem com que ele grite e dobre as pernas. Os pais relatam vômitos intermitentes e fezes com sangue em “geleia de framboesa” nas últimas 12 horas. Ele está letárgico entre as crises. Exame físico: Abdome: sensível, presença de massa palpável em quadrante inferior direito, firme e móvel. Hidratação adequada, sem febre significativa. Sinais vitais: dentro dos limites, leve taquicardia. Exames complementares: Ultrassonografia abdominal: sinal do “alvo” ou “donut”. Radiografia abdominal: distensão intestinal, ausência de ar distal. Laboratório: hemograma e eletrólitos, geralmente não específicos, mas importante para avaliar hidratação.
Qual é a conduta inicial mais indicada para este paciente?
Mariana, 8 anos, apresenta dor abdominal súbita, intensa, em cólica, irradiando para região lombar
direita. Refere náuseas e dois episódios de vômitos, nas últimas 6 horas. Não há febre. História familiar
de pedras nos rins, no pai. Exame físico: Temperatura: 37°C. Abdome: sensível em flanco direito, sem
defesa ou distensão, Sem massas palpáveis. Pressão arterial e outros sinais vitais dentro da
normalidade. Exames laboratoriais e de imagem: Urina: hematúria microscópica, Urina tipo I:
leucócitos e nitrito ausentes. Ultrassonografia renal: litíase no ureter proximal direito, 5 mm, com
discreta hidronefrose. Função renal preservada.
Qual é a conduta inicial mais adequada para esta criança?
Pedro, 10 anos, apresenta dor abdominal iniciada na região periumbilical há 12 horas, que migrou
para o quadrante inferior direito. Refere náuseas e um episódio de vômito. Sem diarreia ou febre
alta até o momento. Os pais relatam que ele está mais apático e queixa-se de dor ao caminhar.Exame físico: Temperatura: 37,8°C. Abdome: sensível à palpação no quadrante inferior direito (ponto
de McBurney), defesa leve, sem distensão significativa. Sinais de Blumberg e Rovsing positivos, sem
massa palpável. Exames laboratoriais e de imagem: Hemograma: leucocitose discreta (12.500/mm³)
com neutrofilia, PCR: elevada, Ultrassonografia abdominal: apêndice aumentado (>6 mm), parede
espessada, presença de líquido peri-apendicular.
Qual é a conduta mais adequada para este paciente?
Miguel, 2 dias de vida, não evacuou nas primeiras 48 horas, apresenta vômitos biliosos e distensão
abdominal progressiva. O recém-nascido foi a termo, sem complicações no parto, e amamenta-se
parcialmente. Exame físico: Abdome distendido, timpânico à percussão. Reto vazio à palpação retal
(manobra de toque retal sugere contração involuntária do esfíncter). Ausência de evacuação
espontânea desde o nascimento. Sinais vitais: dentro dos limites normais, sem febre. Exames
complementares: Radiografia abdominal: dilatação proximal do cólon com transição abrupta para
segmento distal estreito (“colônia em espiral” ou “pico de agulha”). Biópsia retal (confirmação
diagnóstica): ausência de células ganglionares, Enema contrastado: transição entre cólon normal e
segmento distal espástico.
Qual é a conduta definitiva para tratar este paciente?
Lucas, 1 ano, é levado ao pediatra pelos pais que percebem que um dos testículos não está presente
no escroto desde o nascimento. O histórico neonatal foi normal, sem prematuridade ou complicações. O
bebê apresenta desenvolvimento adequado e não há dor nem sinais de infecção. Exame físico:
testículo direito palpável no escroto, testículo esquerdo palpável ao longo do canal inguinal, Genitália
externa normal, sem anomalias penianas, Sem linfonodomegalias ou massa abdominal.
Qual é a conduta mais adequada para este paciente?
Pedro, 2 anos, é levado ao pediatra pelos pais devido a uma massa indolor na região inguinal direita,
visível intermitentemente, principalmente quando chora ou faz esforço. A massa regride
espontaneamente em repouso. Ele não apresenta febre, vômitos ou alterações no apetite. Exame
físico: Massa palpável na região inguinal direita, limites precisos, de aproximadamente 2 cm, redutível,
sem sinais de inflamação, testículo direito palpável e normal, sem linfonodomegalias ou sinais de
sofrimento abdominal.
Qual é a conduta mais adequada para esse caso?