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TEXTO
Nossa sabedoria gramatical oculta (que significa “saber português”?)
(1) “Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a achar, em vez, que falamos de “qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro, o fato de que falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas acentuaram esse complexo.
(2) Pretendo trazer aqui boas notícias. Vou sustentar que, apesar das crenças populares, sabemos, e muito bem, a nossa língua. Nosso conhecimento da língua é ao mesmo tempo altamente complexo, incrivelmente exato e extremamente seguro. Isso se aplica não apenas àqueles que sempre brilharam nas provas de português, mas também a praticamente qualquer pessoa que tenha o português como língua materna.
(3) Será preciso, primeiro, distinguir dois tipos de conhecimentos, aos quais se dão as designações de “implícito” e de “explícito”. Vamos partir de um exemplo: eu sou capaz de andar com razoável eficiência, e em geral ando bastante. No entanto, não sou capaz de explicar os processos musculares e nervosos que ocorrem quando ponho em prática essa minha habilidade tão corriqueira. A fisiologia do andar é para mim um mistério.
(4) Pergunta-se, então: tenho ou não conhecimento da habilidade de andar? A resposta é que tenho esse conhecimento em um sentido muito importante – ou seja, tenho um conhecimento implícito da habilidade de andar. Já meu conhecimento explícito dessa habilidade é deficiente, pois sou incapaz de explicar o que acontece com meu corpo quando estou andando. O que nos interessa aqui é o seguinte: sou detentor de um conhecimento implícito altamente complexo e eficiente. O que eu não sei é explicitar o que faço para andar.
(5) Da mesma forma, qualquer falante do português possui um conhecimento implícito altamente elaborado da língua, muito embora não seja capaz de explicitar esse conhecimento. Esse conhecimento não é fruto de instrução recebida na escola, mas foi adquirido de maneira tão natural e espontânea quanto a nossa habilidade de andar. Mesmo pessoas que nunca estudaram gramática chegam a um conhecimento implícito perfeitamente adequado da língua. São como pessoas que não conhecem a anatomia e a fisiologia das pernas, mas que andam, dançam, nadam e pedalam sem problemas.
(6) Por exemplo: digamos que encontramos em algum texto a seguinte sequência de palavras: “Meus irmãos viram meu irmão na TV”. Essa frase só é aceitável se se entender que o irmão que foi visto na TV não pertence ao grupo dos irmãos que o viram. Será inaceitável se se entender que o irmão que apareceu na TV faz parte do conjunto dos que assistiram ao programa.
(7) De onde tiramos esse conhecimento? Como se explica que tenhamos intuições tão definidas acerca de frases que nunca encontramos antes? Tudo provém do uso que fazemos a todo momento desse mecanismo maravilhosamente complexo que temos em nossas mentes, e que manejamos com admirável destreza. Esse mecanismo é o nosso conhecimento implícito da língua, objeto principal da investigação dos linguistas.
(Mário A. Perini. Sofrendo a gramática. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 11-16. Adaptado).
Analise a sintaxe do seguinte trecho: “Isso se aplica não apenas àqueles que sempre brilharam nas provas de português, mas também a praticamente qualquer pessoa que tenha o português como língua materna.” Do ponto de vista sintático, se pode dizer que, nesse trecho:
 

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TEXTO
Nossa sabedoria gramatical oculta (que significa “saber português”?)
(1) “Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a achar, em vez, que falamos de “qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro, o fato de que falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas acentuaram esse complexo.
(2) Pretendo trazer aqui boas notícias. Vou sustentar que, apesar das crenças populares, sabemos, e muito bem, a nossa língua. Nosso conhecimento da língua é ao mesmo tempo altamente complexo, incrivelmente exato e extremamente seguro. Isso se aplica não apenas àqueles que sempre brilharam nas provas de português, mas também a praticamente qualquer pessoa que tenha o português como língua materna.
(3) Será preciso, primeiro, distinguir dois tipos de conhecimentos, aos quais se dão as designações de “implícito” e de “explícito”. Vamos partir de um exemplo: eu sou capaz de andar com razoável eficiência, e em geral ando bastante. No entanto, não sou capaz de explicar os processos musculares e nervosos que ocorrem quando ponho em prática essa minha habilidade tão corriqueira. A fisiologia do andar é para mim um mistério.
(4) Pergunta-se, então: tenho ou não conhecimento da habilidade de andar? A resposta é que tenho esse conhecimento em um sentido muito importante – ou seja, tenho um conhecimento implícito da habilidade de andar. Já meu conhecimento explícito dessa habilidade é deficiente, pois sou incapaz de explicar o que acontece com meu corpo quando estou andando. O que nos interessa aqui é o seguinte: sou detentor de um conhecimento implícito altamente complexo e eficiente. O que eu não sei é explicitar o que faço para andar.
(5) Da mesma forma, qualquer falante do português possui um conhecimento implícito altamente elaborado da língua, muito embora não seja capaz de explicitar esse conhecimento. Esse conhecimento não é fruto de instrução recebida na escola, mas foi adquirido de maneira tão natural e espontânea quanto a nossa habilidade de andar. Mesmo pessoas que nunca estudaram gramática chegam a um conhecimento implícito perfeitamente adequado da língua. São como pessoas que não conhecem a anatomia e a fisiologia das pernas, mas que andam, dançam, nadam e pedalam sem problemas.
(6) Por exemplo: digamos que encontramos em algum texto a seguinte sequência de palavras: “ Meus irmãos viram meu irmão na TV”. Essa frase só é aceitável se se entender que o irmão que foi visto na TV não pertence ao grupo dos irmãos que o viram. Será inaceitável se se entender que o irmão que apareceu na TV faz parte do conjunto dos que assistiram ao programa.
(7) De onde tiramos esse conhecimento? Como se explica que tenhamos intuições tão definidas acerca de frases que nunca encontramos antes? Tudo provém do uso que fazemos a todo momento desse mecanismo maravilhosamente complexo que temos em nossas mentes, e que manejamos com admirável destreza. Esse mecanismo é o nosso conhecimento implícito da língua, objeto principal da investigação dos linguistas.
(Mário A. Perini. Sofrendo a gramática. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 11-16. Adaptado).
Muitas palavras contam com a possibilidade da sinonímia, ou seja, contam com outras de sentido equivalente. A esse respeito, analise as indicações dos sentidos sinônimos das palavras sublinhadas.
1) meu conhecimento (...) dessa habilidade é deficiente (falho, incompleto)
2) minha habilidade tão corriqueira (apressada, ligeira)
3) sou detentor de um conhecimento implícito. (depositário)
4) exercícios e provas acentuaram esse complexo. (atenuaram)
5) manejamos com admirável destreza (aptidão)
Estão corretas:
 

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2496663 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Com relação às classes funcionais e classes técnicas de rodovias; segundo o DNIT, analise as proposições abaixo.
1) Arteriais - Compreendem as rodovias cuja função principal é a de propiciar acesso.
2) Coletoras - Englobam as rodovias que proporcionam um misto de funções de mobilidade e acesso.
3) Locais - Abrangem as rodovias cuja função principal é oferecer condição de mobilidade.
4) Rodovias de classe 0 e I integram os sistemas arteriais principais.
5) Rodovias classe III e IV integram os sistemas rodoviários locais.
Estão corretas, apenas:
 

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2496048 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Com relação ao controle tecnológico dos materiais componentes do concreto, segundo a norma NBR 12.654, faça a associação de cada tipo de controle com os componentes analisados (agregados, água e cimento).
1) Determinação da composição granulométrica (NBR 7217).
2) Verificação dos tempos de início e fim de pega (NBR 11.581).
3) Determinação da Abrasão Los Angeles (NBR 6465).
4) Determinação do teor de sulfetos e pH (NBR 6118).
5) Determinação do teor de materiais pulvelurentos (NBR 7219).
A sequência correta, é:
 

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2495610 Ano: 2014
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Tendo em conta a NBR-6492, que estabelece parâmetros sobre a representação de projetos de arquitetura, assinale a alternativa incorreta.
 

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2494166 Ano: 2014
Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Utilizando o software de desenho assistido por computador AutoCad, relacione os comandos às suas respectivas definições.
1) POLYLINE ( ) Insere um bloco ou um desenho no desenho corrente.
2) ERASE ( ) Cria uma cópia espelhada de um objeto selecionado.
3) MIRROR ( ) Aumenta ou reduz objetos selecionados mantendo as suas proporções.
4) FILLET ( ) Cria uma sequência conectada de segmentos transformando-a em um objeto plano único.
5) INSERT ( ) Preenche o final de objetos que se interceptam com um arco de círculo.
6) SCALE ( ) Remove objetos do desenho.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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2489746 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Sobre as propriedades dos solos e seus comportamentos, assinale a alternativa incorreta.
 

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2489093 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Com relação a estudos de tráfego para fins de projetos de implantação ou melhoramento de rodovias, assinale a alternativa incorreta.
 

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2489001 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Na conclusão da execução de um aterro compactado de uma rodovia, qual deve ser o controle tecnológico para verificar o atingimento do grau de compactação?
 

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2488289 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
Qual o ensaio realizado a 25ºC, que visa medir a consistência do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) e, através do seu resultado, define sua classificação conforme normas brasileiras?
 

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