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- Psicologia Social e ComunitáriaPapéis Sociais e Relações de Gênero
- Psicologia Social e ComunitáriaRepresentações Sociais, Atitudes, Comportamento, Estereótipos e Preconceitos
Henry Frignet (O transexualismo. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2002) afirma que a redesignação civil - ser ditohomem ou mulher - seria a autêntica demanda dos transexuais, ao passo que a redesignação sexual seria apenas um meio para se obter tal fim. Assinale abaixo a noção que condiz com a afirmação do autor:
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Na quinta edição do manual da American Psychiatric Association, publicado em 2013 (DSM-5), os critérios diagnósticos de inclusão da “disforia de gênero” são:
A. Incongruência acentuada entre o gênero experimentado/expresso e o gênero designado de uma pessoa, com duração de pelo menos seis meses, manifestada por no mínimo dois dos seguintes:
1. Incongruência acentuada entre o gênero experimentado/expresso e as características sexuais primárias e/ou secundárias (…)
2. Forte desejo de livrar-se das próprias características sexuais primárias e/ou secundárias em razão de incongruência acentuada com o gênero experimentado/expresso (…)
3. Forte desejo pelas características sexuais primárias e/ou secundárias do outro gênero.
4. Forte desejo de pertencer ao outro gênero (ou a algum gênero alternativo diferente do designado).
5. Forte desejo de ser tratado como o outro gênero (ou como algum gênero alternativo diferente do designado).
6. Forte convicção de ter os sentimentos e reações típicos do outro gênero (ou de algum gênero alternativo diferente do designado).
B. A condição está associada a sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
De acordo com tal descrição nosográfica, responda as questões 47, 48 e 49 seguintes.
Alguns autores (MOYNIHAN, R.; HEATH, I. & HENRY, D. Selling Sickness: the pharmaceutical industry and disease mongering, BMJ, 324(7342): 886–891, 2002) vêm apontando uma forma de medicalização contemporânea a qual designam por disease mongering (“comercialização de doenças”), que consiste na expansão dos limites de “doenças tratáveis” para expandir mercados de produtos biotecnológicos a elas direcionados. Nesse contexto, pode-se afirmar acerca da disforia de gênero, EXCETO:
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Na quinta edição do manual da American Psychiatric Association, publicado em 2013 (DSM-5), os critérios diagnósticos de inclusão da “disforia de gênero” são:
A. Incongruência acentuada entre o gênero experimentado/expresso e o gênero designado de uma pessoa, com duração de pelo menos seis meses, manifestada por no mínimo dois dos seguintes:
1. Incongruência acentuada entre o gênero experimentado/expresso e as características sexuais primárias e/ou secundárias (…)
2. Forte desejo de livrar-se das próprias características sexuais primárias e/ou secundárias em razão de incongruência acentuada com o gênero experimentado/expresso (…)
3. Forte desejo pelas características sexuais primárias e/ou secundárias do outro gênero.
4. Forte desejo de pertencer ao outro gênero (ou a algum gênero alternativo diferente do designado).
5. Forte desejo de ser tratado como o outro gênero (ou como algum gênero alternativo diferente do designado).
6. Forte convicção de ter os sentimentos e reações típicos do outro gênero (ou de algum gênero alternativo diferente do designado).
B. A condição está associada a sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
De acordo com tal descrição nosográfica, responda as questões 47, 48 e 49 seguintes.
Sobre a disforia de gênero, assinale a alternativa FALSA:
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- Psicologia ClínicaTeorias da PersonalidadeFreud
- Psicologia ClínicaTipos de PsicoterapiaPsicanalítica
“É importante pensar (...) sobre o que operam os manuais diagnósticos da psiquiatria contemporânea, pois o que o DSM promove é cada vez mais uma pulverização diagnóstica que oferece um vasto cardápio de traços genéricos de personalidade e conduta aos quais os sujeitos podem se identificar. Tal identificação, porém, é profundamente nociva na medida em que promove uma desresponsabilização com relação ao sofrimento. Há, com as novas – e cada vez mais vastas – categorias diagnósticas, possibilidades infinitas para que o sujeito se identifique a uma categoria que o permita pertencer a determinado grupo. Tal forma de incluir é capaz apenas de reinserir o sujeito em um circuito ordenado onde permanecerá conformado com sua condição e essa política lhe oferecerá como propósito o tratamento – muitas vezes para o resto de sua vida – e o permitirá gozar de seu direito enquanto cidadão e usuário do sistema de saúde, parte disso, implicando poder tomar seus medicamentos que lhe serão garantidos pelo Estado.” (In: Saúde mental e psicanálise: bem-estar psicossocial? A peste, São Paulo, v. 5, no 2, p. 35-53, jul./dez. 2013).
De acordo com essa citação, responda as questões 45 e 46.
Esse modo de subjetivação advindo da identificação a traços imaginários (atributos corporais e comportamentais) formadores de grupos ativistas com articulação política de demandas variadas corresponde a seguinte noção psicanalítica:
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“É importante pensar (...) sobre o que operam os manuais diagnósticos da psiquiatria contemporânea, pois o que o DSM promove é cada vez mais uma pulverização diagnóstica que oferece um vasto cardápio de traços genéricos de personalidade e conduta aos quais os sujeitos podem se identificar. Tal identificação, porém, é profundamente nociva na medida em que promove uma desresponsabilização com relação ao sofrimento. Há, com as novas – e cada vez mais vastas – categorias diagnósticas, possibilidades infinitas para que o sujeito se identifique a uma categoria que o permita pertencer a determinado grupo. Tal forma de incluir é capaz apenas de reinserir o sujeito em um circuito ordenado onde permanecerá conformado com sua condição e essa política lhe oferecerá como propósito o tratamento – muitas vezes para o resto de sua vida – e o permitirá gozar de seu direito enquanto cidadão e usuário do sistema de saúde, parte disso, implicando poder tomar seus medicamentos que lhe serão garantidos pelo Estado.” (In: Saúde mental e psicanálise: bem-estar psicossocial? A peste, São Paulo, v. 5, no 2, p. 35-53, jul./dez. 2013).
De acordo com essa citação, responda as questões 45 e 46.
Esse modo de subjetivação advindo da identificação a traços imaginários (atributos corporais e comportamentais) formadores de grupos militantes com articulação política de demandas variadas vem sendo chamado de:
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Com base no texto abaixo, responda às questões 43 e 44.
“Durante um desses encontros [do Grupo de Matriciamento, conduzido por uma psicóloga de orientação psicanalítica e dois agentes comunitários de saúde (ACS)], R. toma a palavra e pede para que os demais colegas escutem sua angústia. Com alguma dificuldade e o apoio dos ACS, ela relata o forte temor de que seu esposo morra. Vem sonhando com este fato há alguns dias e acredita se tratar de uma premonição. Egressa de um período de tratamento no CAPS da cidade, R. tem uma história que há muito pouco tempo pode começar a narrar. Presenciou a morte (trágica) de algumas pessoas muito próximas a ela e passou a ter alucinações, entre elas, uma em que uma faca ‘olha’ para ela e ‘diz’ para machucar-se. Com o início de seus tratamentos, as alucinações cessam e R. passa a conseguir se servir das palavras (e dos sonhos) para delinear sua angústia. Os colegas de grupo tentam apaziguá-la, dizendo que não se preocupasse (em breve o esposo faria uma cirurgia), mas R. ainda quer conversar um pouco mais depois do encerramento do encontro. Ofegante, conta que ‘se a gente sonha, é que vai acontecer’ e, muito assustada, diz não querer perder o marido. Ocorreu à psicanalista dizer: ‘Sabes que eu conheci um velhinho que escrevia e pensava muito sobre os sonhos das pessoas, e ele nos ensinou que os sonhos na verdade têm a ver com as nossas preocupações, com aquilo que vivemos durante os nossos dias e isso tudo pode aparecer de um jeito muito esquisito mesmo’. Ela escuta, respira fundo e solta o ar de forma entrecortada, mas parece um pouco mais tranquila. No encontro seguinte, chega à sala de grupos e abraça a psicanalista, dizendo, ‘Foi ótimo conversar naquele dia, estou bem mais calma, e agora sei que meu esposo precisa fazer aquela cirurgia para ficar bem’. Durante todos esses momentos de intervenção, os ACS estavam presentes. Esse, a nosso ver, é o principal elemento que diferencia o apoio matricial de outras práticas e que também emerge como desafio. O papel do matriciador não é seguir capitaneando a escuta dos usuários da unidade básica (...), mas conseguir fazer uma passagem dessa escuta à equipe. Logo, a psicanalista-matriciadora e os ACS conversam para examinar aquilo que acontecera nos encontros com a usuária. O que se percebe é uma desmistificação desse lugar de cuidado em relação ao sofrimento psíquico e o empoderamento por parte dos ACS da capacidade de escuta. Uma delas diz à psicanalista, ‘às vezes, eles só precisam de uma palavra, não é?’. E é justamente o que seguem fazendo as agentes, se permitindo dirigirem-se aos usuários para indagar sobre seus desconfortos.” (In: Matriciamento na atenção básica de saúde: o psicanalista em ação fora de casa. Correio da APPOA, 249, out. 2015.
Disponível em: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/249/matriciam ento_na_atencao_basica_de_saude_o_psicanalista_e m_acao_fora_de_casa/246. Acesso em 11 dez. 2017).
Pode-se afirmar que o principal objetivo da atividade de matriciamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) acima descrita é:
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- Teorias e Técnicas PsicoterápicasGrupos Operativos
- Teorias e Técnicas PsicoterápicasGrupos Terapêuticos
Com base no texto abaixo, responda às questões 43 e 44.
“Durante um desses encontros [do Grupo de Matriciamento, conduzido por uma psicóloga de orientação psicanalítica e dois agentes comunitários de saúde (ACS)], R. toma a palavra e pede para que os demais colegas escutem sua angústia. Com alguma dificuldade e o apoio dos ACS, ela relata o forte temor de que seu esposo morra. Vem sonhando com este fato há alguns dias e acredita se tratar de uma premonição. Egressa de um período de tratamento no CAPS da cidade, R. tem uma história que há muito pouco tempo pode começar a narrar. Presenciou a morte (trágica) de algumas pessoas muito próximas a ela e passou a ter alucinações, entre elas, uma em que uma faca ‘olha’ para ela e ‘diz’ para machucar-se. Com o início de seus tratamentos, as alucinações cessam e R. passa a conseguir se servir das palavras (e dos sonhos) para delinear sua angústia. Os colegas de grupo tentam apaziguá-la, dizendo que não se preocupasse (em breve o esposo faria uma cirurgia), mas R. ainda quer conversar um pouco mais depois do encerramento do encontro. Ofegante, conta que ‘se a gente sonha, é que vai acontecer’ e, muito assustada, diz não querer perder o marido. Ocorreu à psicanalista dizer: ‘Sabes que eu conheci um velhinho que escrevia e pensava muito sobre os sonhos das pessoas, e ele nos ensinou que os sonhos na verdade têm a ver com as nossas preocupações, com aquilo que vivemos durante os nossos dias e isso tudo pode aparecer de um jeito muito esquisito mesmo’. Ela escuta, respira fundo e solta o ar de forma entrecortada, mas parece um pouco mais tranquila. No encontro seguinte, chega à sala de grupos e abraça a psicanalista, dizendo, ‘Foi ótimo conversar naquele dia, estou bem mais calma, e agora sei que meu esposo precisa fazer aquela cirurgia para ficar bem’. Durante todos esses momentos de intervenção, os ACS estavam presentes. Esse, a nosso ver, é o principal elemento que diferencia o apoio matricial de outras práticas e que também emerge como desafio. O papel do matriciador não é seguir capitaneando a escuta dos usuários da unidade básica (...), mas conseguir fazer uma passagem dessa escuta à equipe. Logo, a psicanalista-matriciadora e os ACS conversam para examinar aquilo que acontecera nos encontros com a usuária. O que se percebe é uma desmistificação desse lugar de cuidado em relação ao sofrimento psíquico e o empoderamento por parte dos ACS da capacidade de escuta. Uma delas diz à psicanalista, ‘às vezes, eles só precisam de uma palavra, não é?’. E é justamente o que seguem fazendo as agentes, se permitindo dirigirem-se aos usuários para indagar sobre seus desconfortos.” (In: Matriciamento na atenção básica de saúde: o psicanalista em ação fora de casa. Correio da APPOA, 249, out. 2015.
Disponível em: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/249/matriciam ento_na_atencao_basica_de_saude_o_psicanalista_e m_acao_fora_de_casa/246. Acesso em 11 dez. 2017).
Pode-se afirmar que a intervenção da psicóloga sobre a questão de R., que lhe foi endereçada ao final do grupo, é condizente com a seguinte descrição:
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“Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”
Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.
A referência textual ao “núcleo [do sujeito] que determina cada modo de viver” remete-se às seguintes categorias da teoria freudo-lacaniana, EXCETO:
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“Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”
Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.
Conforme a perspectiva clínica lacaniana, NÃO se pode inferir do excerto acima:
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“Toda compreensão e tratamento dados a questões relativas às moradias populares, as chamadas favelas, pautam-se pela ideia de falta e carência. Segundo essa visão estereotipada e assegurada pela mídia, a população das favelas está privada de serviços básicos, como saneamento, energia elétrica, pavimentação, segurança, Justiça e educação. Ainda de acordo com isso, seus moradores seriam carentes também de valores cívicos, como respeito, integridade, honestidade, disciplina, sendo, por essas razões, retratados como um meio dominado pela desordem, a bagunça e a desgraça. (...) podemos dizer que cada morador da favela tem uma maneira diferente de se identificar com os significantes que lhe são oferecidos e que lhe nomeiam, como ‘bandido’ ou carente’. Essas identidades têm sentidos diferentes, mas, acima de tudo, cada um de nós possui um modo de viver e de se utilizar delas que é particular e não passa pelo sentido. É preciso, portanto, chegar perto desse núcleo que determina cada modo de viver, para que, a partir do encontro com o não-sentido, produzam-se novos sentidos. Em outras palavras, no momento em que o sujeito está absolutamente colado a uma identidade, o analista pode ajudar a criar um intervalo entre os dois, permitindo a ele manejá-la de maneira plástica e mais favorável.”
Considere esse excerto extraído da coletânea Psicanálise na favela - Projeto Digaí-Maré: a clínica dos grupos (Rio de Janeiro: Associação Digaí-Maré, 2008, p. 117; p. 127) e responda as questões 40, 41 e 42.
As referências textuais ao que “não passa pelo sentido” e ao “encontro com o não-sentido” remetemse a qual categoria psíquica, segundo Jacques Lacan?
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