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Disponível em: https://juniao.com.br/chargecartum/. Acesso em: 13 maio 2026.
Com base nos recursos verbais e não verbais empregados na charge, assinale a alternativa correta. O efeito de humor decorre
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Texto para a questão
Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem
gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao
vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]
Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando
com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em
seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]
O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam
a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um
personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo.
Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte
— com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo
digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações
passadas. [...]
Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente
durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o
simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi,
psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o
enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos,
ressignificá-la", completa a especialista.
Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já
falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu
267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso
polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de
Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O
vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir
de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026.
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Texto para a questão
Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem
gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao
vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]
Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando
com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em
seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]
O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam
a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um
personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo.
Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte
— com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo
digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações
passadas. [...]
Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente
durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o
simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi,
psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o
enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos,
ressignificá-la", completa a especialista.
Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já
falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu
267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso
polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de
Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O
vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir
de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026.
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Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem
gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao
vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]
Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando
com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em
seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]
O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam
a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um
personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo.
Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte
— com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo
digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações
passadas. [...]
Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente
durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o
simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi,
psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o
enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos,
ressignificá-la", completa a especialista.
Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já
falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu
267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso
polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de
Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O
vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir
de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026.
I. Em “ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte”, a palavra em negrito demarca uma condição para a criação do avatar.
II. Em “O uso de IA para ‘reviver’ pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum”, a expressão em negrito indica uma ação cujo início remonta ao presente, ou seja, à atualidade do aplicativo desenvolvido.
III. No trecho “Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional [...] e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", a expressão em negrito enfatiza a temporalidade gradativa com a qual o luto deve ser encarado.
IV. Nos trechos “O 2Wai é um aplicativo para criar ‘HoloAvatars’, como a empresa chama os avatares” e “A startup afirma que é possível gerar um ‘HoloAvatar’ de ‘personagens’, como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo”, o termo em negrito é usado com o mesmo sentido.
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Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem
gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao
vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]
Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando
com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em
seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]
O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam
a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um
personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo.
Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte
— com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo
digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações
passadas. [...]
Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente
durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o
simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi,
psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o
enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos,
ressignificá-la", completa a especialista.
Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já
falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu
267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso
polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de
Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O
vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir
de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026.
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Texto para a questão
Quase todo dia por volta das nove horas da noite a dona de casa Maria de Lourdes Antunes realiza uma
espécie de ritual pré-novelístico. Momentos antes de começar o mais nobre dos folhetins televisivos da Rede
Globo, Maria de Lourdes para o que estiver fazendo para ir ao quintal. Chega bem perto da cerca de madeira
que marca os limites de sua acanhada propriedade, fica na ponta dos pés, estica a cabeça e busca no horizonte
o sinal de que algum grande navio se aproxima. Se as luzes dos imensos cargueiros que levam as commodities
brasileiras mundo afora estiverem à vista, é certeza de que não poderá se esbaldar de rir com a atuação do
ator Marcelo Serrado na pele do mordomo Crô. “Não sei por que, mas quando os navios estão estacionando
aqui na frente de casa a TV vira um chuvisco só, não dá pra ver nada, e eu perco o Crô, é embaçado”, conta
ela.
Para Maria de Lourdes, navio estacionado na porta de casa está longe de ser uma figura de linguagem.
É que para ela e outras quase 6 mil pessoas que moram numa favela encravada no meio do Porto de Santos,
trata-se do que ocorre quando um imenso graneleiro atraca em um píer, distante menos de 50 metros de suas
janelas. Obrigados a lidar com as particularidades de se viver dentro do maior terminal marítimo da América
Latina, os moradores da favela Sítio Conceiçãozinha se acostumaram com uma série de exóticos eventos que
só ocorrem por lá. Ter o sinal da televisão afetado pelos poderosos sistemas de navegação dos mais de 5,7
mil navios que atracam todos os anos no Porto de Santos é apenas um dos mais simples deles.
Vista do alto, mais especificamente pelas lentes do satélite que abastece o sistema de mapas do Google,
é fácil entender porque a favela do Sítio Conceiçãozinha é uma aberração típica da mal ajambrada infraestrutura
brasileira. Nascida como uma vila de pescadores e sitiantes na virada do século passado, a área começou a
ser ocupada por migrantes ainda na década de 60. Nos anos 70, o Porto de Santos foi se expandindo para o
outro lado da margem, no Guarujá – onde está a favela – sem que houvesse qualquer preocupação com aquela
população. Terminais de carga foram construídos, píeres fincados a poucos metros de distância das casas, e
empresas foram se estabelecendo. Logo, mais pessoas vieram e o que era uma vila bucólica transformou-se,
a partir dos anos 80, num aglomerado de barracos, palafitas e vielas estreitas.
Muitos desses migrantes aproveitam o ambiente tão atípico para ganhar dinheiro. Com navios do mundo
todo atracados a poucos metros da margem, um intenso e curioso comércio entre os moradores e os
marinheiros floresceu. Por meio de baldinhos presos a cordas que descem do deque dos navios, uma gama
variada de produtos é oferecida aos visitantes: galinhas – vivas – a US$ 5, bananas por latas de Coca-Cola e
maconha e cocaína para navegantes em busca de diversão. Até cachorros, dizem alguns moradores, foram
vendidos para coreanos, saudosos de uma suposta comida caseira. “A gente achava que era pra eles criarem,
mas depois disseram que eles fizeram um churrasco com o coitado”, diz Elisabete Santos, que anda
desconfiada do carinho repentino que alguns vizinhos desenvolveram pelos cães da rua.
Disponível em: https://tinyurl.com/5n755s2y. Acesso em: 9 maio 2026.
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Texto para a questão
Quase todo dia por volta das nove horas da noite a dona de casa Maria de Lourdes Antunes realiza uma
espécie de ritual pré-novelístico. Momentos antes de começar o mais nobre dos folhetins televisivos da Rede
Globo, Maria de Lourdes para o que estiver fazendo para ir ao quintal. Chega bem perto da cerca de madeira
que marca os limites de sua acanhada propriedade, fica na ponta dos pés, estica a cabeça e busca no horizonte
o sinal de que algum grande navio se aproxima. Se as luzes dos imensos cargueiros que levam as commodities
brasileiras mundo afora estiverem à vista, é certeza de que não poderá se esbaldar de rir com a atuação do
ator Marcelo Serrado na pele do mordomo Crô. “Não sei por que, mas quando os navios estão estacionando
aqui na frente de casa a TV vira um chuvisco só, não dá pra ver nada, e eu perco o Crô, é embaçado”, conta
ela.
Para Maria de Lourdes, navio estacionado na porta de casa está longe de ser uma figura de linguagem.
É que para ela e outras quase 6 mil pessoas que moram numa favela encravada no meio do Porto de Santos,
trata-se do que ocorre quando um imenso graneleiro atraca em um píer, distante menos de 50 metros de suas
janelas. Obrigados a lidar com as particularidades de se viver dentro do maior terminal marítimo da América
Latina, os moradores da favela Sítio Conceiçãozinha se acostumaram com uma série de exóticos eventos que
só ocorrem por lá. Ter o sinal da televisão afetado pelos poderosos sistemas de navegação dos mais de 5,7
mil navios que atracam todos os anos no Porto de Santos é apenas um dos mais simples deles.
Vista do alto, mais especificamente pelas lentes do satélite que abastece o sistema de mapas do Google,
é fácil entender porque a favela do Sítio Conceiçãozinha é uma aberração típica da mal ajambrada infraestrutura
brasileira. Nascida como uma vila de pescadores e sitiantes na virada do século passado, a área começou a
ser ocupada por migrantes ainda na década de 60. Nos anos 70, o Porto de Santos foi se expandindo para o
outro lado da margem, no Guarujá – onde está a favela – sem que houvesse qualquer preocupação com aquela
população. Terminais de carga foram construídos, píeres fincados a poucos metros de distância das casas, e
empresas foram se estabelecendo. Logo, mais pessoas vieram e o que era uma vila bucólica transformou-se,
a partir dos anos 80, num aglomerado de barracos, palafitas e vielas estreitas.
Muitos desses migrantes aproveitam o ambiente tão atípico para ganhar dinheiro. Com navios do mundo
todo atracados a poucos metros da margem, um intenso e curioso comércio entre os moradores e os
marinheiros floresceu. Por meio de baldinhos presos a cordas que descem do deque dos navios, uma gama
variada de produtos é oferecida aos visitantes: galinhas – vivas – a US$ 5, bananas por latas de Coca-Cola e
maconha e cocaína para navegantes em busca de diversão. Até cachorros, dizem alguns moradores, foram
vendidos para coreanos, saudosos de uma suposta comida caseira. “A gente achava que era pra eles criarem,
mas depois disseram que eles fizeram um churrasco com o coitado”, diz Elisabete Santos, que anda
desconfiada do carinho repentino que alguns vizinhos desenvolveram pelos cães da rua.
Disponível em: https://tinyurl.com/5n755s2y. Acesso em: 9 maio 2026.
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Texto para a questão
A área da nutrição tem um clichê tão frequente que virou piada. Ovo faz mal? Respostas a perguntas
como essa vão sempre variar, dando a impressão de que alimentos específicos são ora benéficos, ora
maléficos. Isso porque estudos que avaliam o efeito de alimentos isolados na saúde não têm reflexo na
realidade. Não os comemos isoladamente, mas combinados em refeições. Por isso, a epidemiologia nutricional
se dedica à análise de padrões alimentares.
A ciência tem mostrado que o padrão alimentar baseado em ultraprocessados está associado a um
maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Diabetes e hipertensão são exemplos. Trata-se de um
conhecimento estabelecido e que influencia políticas públicas, como na recente lei que proíbe a venda de
ultraprocessados nas escolas da cidade do Rio de Janeiro.
Em sua coluna nesta Folha, Bruno Gualano questiona o impacto negativo dos ultraprocessados na
saúde ("Alimentos ultraprocessados do bem?" , 1º/7). Para isso, volta ao clichê da análise de alimentos
isolados. O texto defende que ultraprocessados não são todos igualmente nocivos, citando um estudo que
associa subgrupos desses alimentos a uma menor incidência de diabetes. Segundo ele, existiriam, então,
ultraprocessados aptos a compor uma alimentação saudável.
Especialista em fisiologia do exercício, Gualano se rende à prática do "nutricionismo" (nutrição +
reducionismo). É a ideia de restringir a componentes menores – nutrientes ou alimentos isolados – o
pensamento sobre a alimentação. Os mecanismos que associam ultraprocessados ao desenvolvimento de
doenças vão além da mera composição nutricional.
Formulações industriais com pouco ou nenhum alimento de verdade, ultraprocessados são marcados
pela destruição da matriz alimentar de seus ingredientes (em geral, commodities). Resultam em uma mistura
de fragmentos – como o amido do milho e o óleo da soja – sem cor, sabor ou textura, o que exige a inclusão
de aditivos cosméticos: os corantes, edulcorantes e emulsificantes, dos quais a ciência vem revelando efeitos
nocivos a longo prazo.
Excessos de açúcar e gordura conferem uma alta densidade energética, levando ao sobrepeso e
à obesidade. Um ajuste fino entre esses ingredientes afeta os mecanismos cerebrais de recompensa, levando
à adicção alimentar.
Importa, ainda, o que está ausente nesses alimentos, como os fitoquímicos de vegetais, atuantes na
prevenção de doenças. Ou mesmo a textura: ultraprocessados são sempre macios, o que é deletério
principalmente para crianças cujo bom desenvolvimento depende da diversidade de consistências. Quem come
ultraprocessados, aliás, acaba não comendo mais nada: eles substituem nossas refeições tradicionais.
Alimentação também envolve economia, política, ecologia. Gualano aponta que "ultraprocessados do
bem" são caros e que os que chegam à mesa dos brasileiros são "o que resta de pior". Para além do preço,
esses alimentos fomentam um sistema alimentar insustentável, incentivando grandes monoculturas,
impactando a saúde ambiental e degradando culturas alimentares. Em um país rico e biodiverso como o Brasil,
de onde brota comida de verdade, não faz sentido identificar opções menos piores de alimentos que têm, sem
dúvidas, nos adoecido.
Disponível em: https://tinyurl.com/yejvkzwu. Acesso em: 10 mar. 2026.
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Texto para a questão
A área da nutrição tem um clichê tão frequente que virou piada. Ovo faz mal? Respostas a perguntas
como essa vão sempre variar, dando a impressão de que alimentos específicos são ora benéficos, ora
maléficos. Isso porque estudos que avaliam o efeito de alimentos isolados na saúde não têm reflexo na
realidade. Não os comemos isoladamente, mas combinados em refeições. Por isso, a epidemiologia nutricional
se dedica à análise de padrões alimentares.
A ciência tem mostrado que o padrão alimentar baseado em ultraprocessados está associado a um
maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Diabetes e hipertensão são exemplos. Trata-se de um
conhecimento estabelecido e que influencia políticas públicas, como na recente lei que proíbe a venda de
ultraprocessados nas escolas da cidade do Rio de Janeiro.
Em sua coluna nesta Folha, Bruno Gualano questiona o impacto negativo dos ultraprocessados na
saúde ("Alimentos ultraprocessados do bem?" , 1º/7). Para isso, volta ao clichê da análise de alimentos
isolados. O texto defende que ultraprocessados não são todos igualmente nocivos, citando um estudo que
associa subgrupos desses alimentos a uma menor incidência de diabetes. Segundo ele, existiriam, então,
ultraprocessados aptos a compor uma alimentação saudável.
Especialista em fisiologia do exercício, Gualano se rende à prática do "nutricionismo" (nutrição +
reducionismo). É a ideia de restringir a componentes menores – nutrientes ou alimentos isolados – o
pensamento sobre a alimentação. Os mecanismos que associam ultraprocessados ao desenvolvimento de
doenças vão além da mera composição nutricional.
Formulações industriais com pouco ou nenhum alimento de verdade, ultraprocessados são marcados
pela destruição da matriz alimentar de seus ingredientes (em geral, commodities). Resultam em uma mistura
de fragmentos – como o amido do milho e o óleo da soja – sem cor, sabor ou textura, o que exige a inclusão
de aditivos cosméticos: os corantes, edulcorantes e emulsificantes, dos quais a ciência vem revelando efeitos
nocivos a longo prazo.
Excessos de açúcar e gordura conferem uma alta densidade energética, levando ao sobrepeso e
à obesidade. Um ajuste fino entre esses ingredientes afeta os mecanismos cerebrais de recompensa, levando
à adicção alimentar.
Importa, ainda, o que está ausente nesses alimentos, como os fitoquímicos de vegetais, atuantes na
prevenção de doenças. Ou mesmo a textura: ultraprocessados são sempre macios, o que é deletério
principalmente para crianças cujo bom desenvolvimento depende da diversidade de consistências. Quem come
ultraprocessados, aliás, acaba não comendo mais nada: eles substituem nossas refeições tradicionais.
Alimentação também envolve economia, política, ecologia. Gualano aponta que "ultraprocessados do
bem" são caros e que os que chegam à mesa dos brasileiros são "o que resta de pior". Para além do preço,
esses alimentos fomentam um sistema alimentar insustentável, incentivando grandes monoculturas,
impactando a saúde ambiental e degradando culturas alimentares. Em um país rico e biodiverso como o Brasil,
de onde brota comida de verdade, não faz sentido identificar opções menos piores de alimentos que têm, sem
dúvidas, nos adoecido.
Disponível em: https://tinyurl.com/yejvkzwu. Acesso em: 10 mar. 2026.
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Texto para a questão
A área da nutrição tem um clichê tão frequente que virou piada. Ovo faz mal? Respostas a perguntas
como essa vão sempre variar, dando a impressão de que alimentos específicos são ora benéficos, ora
maléficos. Isso porque estudos que avaliam o efeito de alimentos isolados na saúde não têm reflexo na
realidade. Não os comemos isoladamente, mas combinados em refeições. Por isso, a epidemiologia nutricional
se dedica à análise de padrões alimentares.
A ciência tem mostrado que o padrão alimentar baseado em ultraprocessados está associado a um
maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Diabetes e hipertensão são exemplos. Trata-se de um
conhecimento estabelecido e que influencia políticas públicas, como na recente lei que proíbe a venda de
ultraprocessados nas escolas da cidade do Rio de Janeiro.
Em sua coluna nesta Folha, Bruno Gualano questiona o impacto negativo dos ultraprocessados na
saúde ("Alimentos ultraprocessados do bem?" , 1º/7). Para isso, volta ao clichê da análise de alimentos
isolados. O texto defende que ultraprocessados não são todos igualmente nocivos, citando um estudo que
associa subgrupos desses alimentos a uma menor incidência de diabetes. Segundo ele, existiriam, então,
ultraprocessados aptos a compor uma alimentação saudável.
Especialista em fisiologia do exercício, Gualano se rende à prática do "nutricionismo" (nutrição +
reducionismo). É a ideia de restringir a componentes menores – nutrientes ou alimentos isolados – o
pensamento sobre a alimentação. Os mecanismos que associam ultraprocessados ao desenvolvimento de
doenças vão além da mera composição nutricional.
Formulações industriais com pouco ou nenhum alimento de verdade, ultraprocessados são marcados
pela destruição da matriz alimentar de seus ingredientes (em geral, commodities). Resultam em uma mistura
de fragmentos – como o amido do milho e o óleo da soja – sem cor, sabor ou textura, o que exige a inclusão
de aditivos cosméticos: os corantes, edulcorantes e emulsificantes, dos quais a ciência vem revelando efeitos
nocivos a longo prazo.
Excessos de açúcar e gordura conferem uma alta densidade energética, levando ao sobrepeso e
à obesidade. Um ajuste fino entre esses ingredientes afeta os mecanismos cerebrais de recompensa, levando
à adicção alimentar.
Importa, ainda, o que está ausente nesses alimentos, como os fitoquímicos de vegetais, atuantes na
prevenção de doenças. Ou mesmo a textura: ultraprocessados são sempre macios, o que é deletério
principalmente para crianças cujo bom desenvolvimento depende da diversidade de consistências. Quem come
ultraprocessados, aliás, acaba não comendo mais nada: eles substituem nossas refeições tradicionais.
Alimentação também envolve economia, política, ecologia. Gualano aponta que "ultraprocessados do
bem" são caros e que os que chegam à mesa dos brasileiros são "o que resta de pior". Para além do preço,
esses alimentos fomentam um sistema alimentar insustentável, incentivando grandes monoculturas,
impactando a saúde ambiental e degradando culturas alimentares. Em um país rico e biodiverso como o Brasil,
de onde brota comida de verdade, não faz sentido identificar opções menos piores de alimentos que têm, sem
dúvidas, nos adoecido.
Disponível em: https://tinyurl.com/yejvkzwu. Acesso em: 10 mar. 2026.
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