Foram encontradas 140 questões.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto em conformidade com a
norma-padrão.
Aquele que fica ____________ distância dos livros receia _________ perda de alguma coisa, enquanto o que se aproxima deles sente que tem algo a ganhar. O primeiro teme se confrontar _________ uma carência, _________ tenta se livrar com todas as suas forças. O segundo acredita que, por meio dos livros, e em particular da literatura, poderá, ao contrário, apaziguar _________ medos.
(Michèle Petit. Os jovens e a leitura – uma nova perspectiva, 2013. Adaptado)
Aquele que fica ____________ distância dos livros receia _________ perda de alguma coisa, enquanto o que se aproxima deles sente que tem algo a ganhar. O primeiro teme se confrontar _________ uma carência, _________ tenta se livrar com todas as suas forças. O segundo acredita que, por meio dos livros, e em particular da literatura, poderá, ao contrário, apaziguar _________ medos.
(Michèle Petit. Os jovens e a leitura – uma nova perspectiva, 2013. Adaptado)
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Descobri a América Latina em Paris, nos anos sessenta. Até então, eu era um jovem peruano que, além de ler os
escritores do meu próprio país, lia quase exclusivamente
escritores norte-americanos e europeus. Com exceção de
algumas celebridades, como Pablo Neruda, não conhecia
nenhum outro escritor hispano-americano e jamais pensava
na América Latina, naquela época, como uma comunidade
cultural, e sim como um arquipélago de países muito pouco
relacionados entre si.
Que ela era algo muito diferente disso, aprendi em Paris,
cidade que, nos anos sessenta, transformou-se na capital da
literatura latino-americana. Com efeito, a maioria dos escritores mais importantes dessa região do mundo tinha vivido em
Paris, ou passado por essa cidade, e os que não o faziam, de
todo modo acabavam sendo descobertos, traduzidos e divulgados na França, graças ao que a América Latina reconhecia
e começava a ler os seus próprios escritores.
Os anos sessenta foram exultantes. A América Latina
passou a estar no centro da atualidade graças à Revolução
Cubana, às guerrilhas e aos mitos e ficções que estas puseram em circulação. Ao mesmo tempo, descobriu-se a existência da literatura latino-americana - uma literatura nova,
rica, pujante e inventiva, que experimentava novas maneiras
de contar histórias e almejava libertar a linguagem narrativa
tradicional.
O meu descobrimento da América Latina, naqueles anos,
levou-me a ler seus poetas, historiadores e romancistas, a
me interessar pelo seu passado e seu presente, a viajar por
todos os seus países e a viver os seus problemas e suas
lutas políticas como se fossem meus. Desde então, comecei
a me sentir, acima de tudo, um latino-americano. Continuei a
sê-lo no decurso de todos esses anos e assim será nos anos
que ainda me restam.
(Mario Vargas Llosa. Saberes e utopias, 2009. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Descobri a América Latina em Paris, nos anos sessenta. Até então, eu era um jovem peruano que, além de ler os
escritores do meu próprio país, lia quase exclusivamente
escritores norte-americanos e europeus. Com exceção de
algumas celebridades, como Pablo Neruda, não conhecia
nenhum outro escritor hispano-americano e jamais pensava
na América Latina, naquela época, como uma comunidade
cultural, e sim como um arquipélago de países muito pouco
relacionados entre si.
Que ela era algo muito diferente disso, aprendi em Paris,
cidade que, nos anos sessenta, transformou-se na capital da
literatura latino-americana. Com efeito, a maioria dos escritores mais importantes dessa região do mundo tinha vivido em
Paris, ou passado por essa cidade, e os que não o faziam, de
todo modo acabavam sendo descobertos, traduzidos e divulgados na França, graças ao que a América Latina reconhecia
e começava a ler os seus próprios escritores.
Os anos sessenta foram exultantes. A América Latina
passou a estar no centro da atualidade graças à Revolução
Cubana, às guerrilhas e aos mitos e ficções que estas puseram em circulação. Ao mesmo tempo, descobriu-se a existência da literatura latino-americana - uma literatura nova,
rica, pujante e inventiva, que experimentava novas maneiras
de contar histórias e almejava libertar a linguagem narrativa
tradicional.
O meu descobrimento da América Latina, naqueles anos,
levou-me a ler seus poetas, historiadores e romancistas, a
me interessar pelo seu passado e seu presente, a viajar por
todos os seus países e a viver os seus problemas e suas
lutas políticas como se fossem meus. Desde então, comecei
a me sentir, acima de tudo, um latino-americano. Continuei a
sê-lo no decurso de todos esses anos e assim será nos anos
que ainda me restam.
(Mario Vargas Llosa. Saberes e utopias, 2009. Adaptado)
• “Até então, eu era um jovem peruano...” (1º parágrafo)
• “... estar no centro da atualidade graças à Revolução Cubana...” (3º parágrafo)
• “... e assim será nos anos que ainda me restam.” (4º parágrafo)
As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de
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Descobri a América Latina em Paris, nos anos sessenta. Até então, eu era um jovem peruano que, além de ler os
escritores do meu próprio país, lia quase exclusivamente
escritores norte-americanos e europeus. Com exceção de
algumas celebridades, como Pablo Neruda, não conhecia
nenhum outro escritor hispano-americano e jamais pensava
na América Latina, naquela época, como uma comunidade
cultural, e sim como um arquipélago de países muito pouco
relacionados entre si.
Que ela era algo muito diferente disso, aprendi em Paris,
cidade que, nos anos sessenta, transformou-se na capital da
literatura latino-americana. Com efeito, a maioria dos escritores mais importantes dessa região do mundo tinha vivido em
Paris, ou passado por essa cidade, e os que não o faziam, de
todo modo acabavam sendo descobertos, traduzidos e divulgados na França, graças ao que a América Latina reconhecia
e começava a ler os seus próprios escritores.
Os anos sessenta foram exultantes. A América Latina
passou a estar no centro da atualidade graças à Revolução
Cubana, às guerrilhas e aos mitos e ficções que estas puseram em circulação. Ao mesmo tempo, descobriu-se a existência da literatura latino-americana - uma literatura nova,
rica, pujante e inventiva, que experimentava novas maneiras
de contar histórias e almejava libertar a linguagem narrativa
tradicional.
O meu descobrimento da América Latina, naqueles anos,
levou-me a ler seus poetas, historiadores e romancistas, a
me interessar pelo seu passado e seu presente, a viajar por
todos os seus países e a viver os seus problemas e suas
lutas políticas como se fossem meus. Desde então, comecei
a me sentir, acima de tudo, um latino-americano. Continuei a
sê-lo no decurso de todos esses anos e assim será nos anos
que ainda me restam.
(Mario Vargas Llosa. Saberes e utopias, 2009. Adaptado)
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Descobri a América Latina em Paris, nos anos sessenta. Até então, eu era um jovem peruano que, além de ler os
escritores do meu próprio país, lia quase exclusivamente
escritores norte-americanos e europeus. Com exceção de
algumas celebridades, como Pablo Neruda, não conhecia
nenhum outro escritor hispano-americano e jamais pensava
na América Latina, naquela época, como uma comunidade
cultural, e sim como um arquipélago de países muito pouco
relacionados entre si.
Que ela era algo muito diferente disso, aprendi em Paris,
cidade que, nos anos sessenta, transformou-se na capital da
literatura latino-americana. Com efeito, a maioria dos escritores mais importantes dessa região do mundo tinha vivido em
Paris, ou passado por essa cidade, e os que não o faziam, de
todo modo acabavam sendo descobertos, traduzidos e divulgados na França, graças ao que a América Latina reconhecia
e começava a ler os seus próprios escritores.
Os anos sessenta foram exultantes. A América Latina
passou a estar no centro da atualidade graças à Revolução
Cubana, às guerrilhas e aos mitos e ficções que estas puseram em circulação. Ao mesmo tempo, descobriu-se a existência da literatura latino-americana - uma literatura nova,
rica, pujante e inventiva, que experimentava novas maneiras
de contar histórias e almejava libertar a linguagem narrativa
tradicional.
O meu descobrimento da América Latina, naqueles anos,
levou-me a ler seus poetas, historiadores e romancistas, a
me interessar pelo seu passado e seu presente, a viajar por
todos os seus países e a viver os seus problemas e suas
lutas políticas como se fossem meus. Desde então, comecei
a me sentir, acima de tudo, um latino-americano. Continuei a
sê-lo no decurso de todos esses anos e assim será nos anos
que ainda me restam.
(Mario Vargas Llosa. Saberes e utopias, 2009. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Descobri a América Latina em Paris, nos anos sessenta. Até então, eu era um jovem peruano que, além de ler os
escritores do meu próprio país, lia quase exclusivamente
escritores norte-americanos e europeus. Com exceção de
algumas celebridades, como Pablo Neruda, não conhecia
nenhum outro escritor hispano-americano e jamais pensava
na América Latina, naquela época, como uma comunidade
cultural, e sim como um arquipélago de países muito pouco
relacionados entre si.
Que ela era algo muito diferente disso, aprendi em Paris,
cidade que, nos anos sessenta, transformou-se na capital da
literatura latino-americana. Com efeito, a maioria dos escritores mais importantes dessa região do mundo tinha vivido em
Paris, ou passado por essa cidade, e os que não o faziam, de
todo modo acabavam sendo descobertos, traduzidos e divulgados na França, graças ao que a América Latina reconhecia
e começava a ler os seus próprios escritores.
Os anos sessenta foram exultantes. A América Latina
passou a estar no centro da atualidade graças à Revolução
Cubana, às guerrilhas e aos mitos e ficções que estas puseram em circulação. Ao mesmo tempo, descobriu-se a existência da literatura latino-americana - uma literatura nova,
rica, pujante e inventiva, que experimentava novas maneiras
de contar histórias e almejava libertar a linguagem narrativa
tradicional.
O meu descobrimento da América Latina, naqueles anos,
levou-me a ler seus poetas, historiadores e romancistas, a
me interessar pelo seu passado e seu presente, a viajar por
todos os seus países e a viver os seus problemas e suas
lutas políticas como se fossem meus. Desde então, comecei
a me sentir, acima de tudo, um latino-americano. Continuei a
sê-lo no decurso de todos esses anos e assim será nos anos
que ainda me restam.
(Mario Vargas Llosa. Saberes e utopias, 2009. Adaptado)
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A norma-padrão de emprego da vírgula e de colocação
pronominal foi respeitada em:
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- OrtografiaPontuaçãoTravessão
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Leia o texto a seguir para responder à questão:
A felicidade invadiu de tal modo nosso imaginário cultural
que se tornou uma presença excessiva em nosso cotidiano
- atualmente é raro passarmos um dia inteiro sem ouvir ou
ler alguma coisa sobre ela. Uma simples busca na internet
resulta em centenas de milhares de ocorrências do termo “felicidade”. O mesmo vale para o número de postagens que as
pessoas compartilham todos os dias nas redes sociais. Esse
cenário revela que a felicidade vem desempenhando um papel fundamental na compreensão corriqueira que temos de
nós mesmos e do mundo. É uma noção que nos parece e
soa tão familiar que já nem pensamos nela - seria estranho
ousar questioná-la.
Não apenas a frequência e a onipresença das ocorrências da palavra “felicidade” aumentaram radicalmente nas
últimas décadas: o modo como entendemos a felicidade também passou por uma transformação drástica. Já não a relacionamos ao destino ou a circunstâncias particulares - ausência de problemas, corolário de uma vida plena, ou então
mero prêmio de consolação para os pobres de espírito. Hoje
ela costuma ser vista como algo passível de ser engendrado
pela força de vontade; resultado do treino de nossa força interior e nosso eu autêntico; única meta que faz a vida valer
a pena; o padrão pelo qual devemos medir o valor de nossa
biografia, o tamanho de nossos sucessos e fracassos; e a
dimensão de nosso desenvolvimento psíquico e emocional.
A felicidade passou a ser a encarnação da imagem ideal
contemporânea do bom cidadão.
(Edgar Cabanas e Eva Illouz.
Happycracia – fabricando cidadãos felizes, 2022. Adaptado)
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Leia o texto a seguir para responder à questão:
A felicidade invadiu de tal modo nosso imaginário cultural
que se tornou uma presença excessiva em nosso cotidiano
- atualmente é raro passarmos um dia inteiro sem ouvir ou
ler alguma coisa sobre ela. Uma simples busca na internet
resulta em centenas de milhares de ocorrências do termo “felicidade”. O mesmo vale para o número de postagens que as
pessoas compartilham todos os dias nas redes sociais. Esse
cenário revela que a felicidade vem desempenhando um papel fundamental na compreensão corriqueira que temos de
nós mesmos e do mundo. É uma noção que nos parece e
soa tão familiar que já nem pensamos nela - seria estranho
ousar questioná-la.
Não apenas a frequência e a onipresença das ocorrências da palavra “felicidade” aumentaram radicalmente nas
últimas décadas: o modo como entendemos a felicidade também passou por uma transformação drástica. Já não a relacionamos ao destino ou a circunstâncias particulares - ausência de problemas, corolário de uma vida plena, ou então
mero prêmio de consolação para os pobres de espírito. Hoje
ela costuma ser vista como algo passível de ser engendrado
pela força de vontade; resultado do treino de nossa força interior e nosso eu autêntico; única meta que faz a vida valer
a pena; o padrão pelo qual devemos medir o valor de nossa
biografia, o tamanho de nossos sucessos e fracassos; e a
dimensão de nosso desenvolvimento psíquico e emocional.
A felicidade passou a ser a encarnação da imagem ideal
contemporânea do bom cidadão.
(Edgar Cabanas e Eva Illouz.
Happycracia – fabricando cidadãos felizes, 2022. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
A felicidade invadiu de tal modo nosso imaginário cultural
que se tornou uma presença excessiva em nosso cotidiano
- atualmente é raro passarmos um dia inteiro sem ouvir ou
ler alguma coisa sobre ela. Uma simples busca na internet
resulta em centenas de milhares de ocorrências do termo “felicidade”. O mesmo vale para o número de postagens que as
pessoas compartilham todos os dias nas redes sociais. Esse
cenário revela que a felicidade vem desempenhando um papel fundamental na compreensão corriqueira que temos de
nós mesmos e do mundo. É uma noção que nos parece e
soa tão familiar que já nem pensamos nela - seria estranho
ousar questioná-la.
Não apenas a frequência e a onipresença das ocorrências da palavra “felicidade” aumentaram radicalmente nas
últimas décadas: o modo como entendemos a felicidade também passou por uma transformação drástica. Já não a relacionamos ao destino ou a circunstâncias particulares - ausência de problemas, corolário de uma vida plena, ou então
mero prêmio de consolação para os pobres de espírito. Hoje
ela costuma ser vista como algo passível de ser engendrado
pela força de vontade; resultado do treino de nossa força interior e nosso eu autêntico; única meta que faz a vida valer
a pena; o padrão pelo qual devemos medir o valor de nossa
biografia, o tamanho de nossos sucessos e fracassos; e a
dimensão de nosso desenvolvimento psíquico e emocional.
A felicidade passou a ser a encarnação da imagem ideal
contemporânea do bom cidadão.
(Edgar Cabanas e Eva Illouz.
Happycracia – fabricando cidadãos felizes, 2022. Adaptado)
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