Foram encontradas 60 questões.
Dra. Célia faz o acompanhamento do peso de seus pacientes através de uma tabela que relaciona a data da pesagem e o peso. Na tabela a seguir, é apresentado o controle do paciente Pedro:
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DATA |
PESO (Kg) |
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01/02/2014 |
80 |
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02/03/2015 |
92 |
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27/01/2016 |
100 |
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05/04/2017 |
98 |
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05/03/2018 |
92 |
Dessa forma, considerando-se a tabela de acompanhamento de peso de Pedro, analise as afirmativas a seguir:
I - Pedro teve um aumento de peso de 30% entre as consultas dos anos de 2014 e 2015.
II - Pedro teve um aumento de peso de 15% entre o início do seu acompanhamento até a última consulta.
III - Pedro teve uma redução de peso de 2% entre as consultas dos anos de 2016 e 2017.
IV - Se o peso ideal de Pedro for de 80Kg, até 2019, em sua próxima consulta, ele deverá perder 15% do seu peso referente à consulta de 2018 para alcançar esse objetivo.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Calcule a área, em m2, e a medida do lado C do triângulo ABC, em cm, apresentado na figura, sabendo-se que os lados A e B tem a mesma medida de 10cm.

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Um cilindro de oxigênio utilizado em determinado hospital tem a capacidade volumétrica de 10 litros. Sua utilização basicamente é para suprir as necessidades do pronto-socorro.
Sabendo-se que o consumo médio por dia é de 0,125 litros/dia, assinale a alternativa que apresenta a quantidade de cilindros necessários para um ano:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Leia este texto.
Texto 2

Disponível em:<http://pipipum.com.br/tag/portal-aleitamento-materno/>.
Acesso: 22 setembro 2018.
As ideias apresentadas nesse texto, por meio das imagens e do registro verbal das falas, conduzem à constatação de que o Texto 2:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.(a)
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.(b)
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.(c)
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”(d)
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Os pronomes demonstrativos exercem função endofórica, ou seja, recuperam elementos dentro do texto que podem antecedê-los ou sucedê-los. Por meio da anáfora, os pronomes demonstrativos estabelecem uma relação coesiva de referência que remete a uma ideia anteriormente expressa no texto. Por meio da catáfora, eles estabelecem uma relação de referência a um termo que os sucede. Um elemento de referência é catafórico quando sua interpretação depender de algo que se seguir no texto.
Considerando essa função endofórica, assinale a alternativa em que o pronome demonstrativo destacado estabelece uma relação coesiva de referência catafórica.
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Leia este trecho:
“Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
Há alteração de sentido no trecho, se o termo em destaque for substituído por:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Nos trechos a seguir, os termos sublinhados exercem a função sintática de objeto direto, EXCETO em:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
O modo de organização do Texto 1 revela que se trata de um texto de divulgação científica porque:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Em relação ao fígado, são informações apresentadas no Texto 1, EXCETO:
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Os primeiros passos de um fígado
Até o momento do desmame, o fígado de recém-nascidos desempenha quase exclusivamente funções imunológicas. A alteração da dieta, com introdução precoce de outros alimentos, pode interromper o processo de amadurecimento das células do sistema imune hepático e ativar antecipadamente a expressão das vias metabólicas desse órgão, tornando o indivíduo mais susceptível, ao longo da vida, a doenças medicamentosas.
Esse é o resultado de pesquisa coordenada pelo professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.
Essa pesquisa inova ao revelar diversos aspectos que diferenciam o fígado de bebês do de adultos.
“Observamos que enzimas utilizadas para diagnosticar doenças hepáticas em crianças e em adultos podem não ter a mesma validade para recém-nascidos, simplesmente porque o fígado deles não as produz na mesma quantidade. Além disso, descobrimos que ao menos 30 diferentes genes metabólicos envolvidos no processamento de nossos alimentos são expressos em menor quantidade por recém-nascidos”, diz Menezes.
Segundo o pesquisador, a literatura descreve bem esse órgão no embrião e no adulto, mas não havia trabalhos conclusivos sobre o fígado nos primeiros momentos após o nascimento.
[...]
O fígado funciona como se fosse dois órgãos: além da função metabólica, amplamente conhecida, exerce importante papel imunológico. “Elaboramos um método, com animais de laboratório, e acompanhamos o desenvolvimento hepático desde as primeiras horas de nascimento até a fase adulta”, explica o professor. Segundo ele, o fígado do recém-nascido é essencialmente imunológico – diversas funções metabólicas permanecem desligadas até que os animais sejam desmamados da mãe.
Os pesquisadores constataram que quase todos os tipos de células imunológicas estão em processo de maturação no fígado de um recém-nascido. “Acreditava-se que isso acontecia apenas no feto, mas observamos que ocorre também no camundongo recém-nascido e pelo menos até a metade da sua infância, enquanto outros órgãos, como medula óssea e baço, ainda não estão maduros. Ou seja, no nascimento, o fígado ainda participa do processo de maturação do sistema imune e vai se tornando um órgão metabólico ao longo da vida, sem perder a sua face imunológica”, descreve Gustavo Menezes.
Para acompanhar essa mudança, a equipe padronizou modelo de desmame prematuro em camundongos.
“Achávamos que o fígado tinha um programa de amadurecimento próprio, independente de fatores externos.
Contudo, no animal desmamado precocemente, o perfil metabólico hepático mudou completamente”, constata.
O experimento indicou que o programa de maturação depende da amamentação, cuja interrupção causa desregulação, com possíveis consequências até a vida adulta. “Pode ser que a chave de algumas doenças em adultos esteja na interrupção desse processo de maturação”, supõe o professor.
Com relação ao tempo necessário à amamentação de humanos, Gustavo Menezes afirma que não há um padrão. “Existe um período já estabelecido, de seis meses, que é um tempo aceitável pela maioria dos profissionais. Nossos dados também nos sugerem considerar agora quanto tempo essa criança ficou no útero.
Hoje sabemos que isso também deve ser estudado.”
[...]
O fígado está posicionado no corpo entre o intestino – que é colonizado por uma enorme microbiota – e a circulação sanguínea, que, em tese, é livre de micro-organismos. Como explica Gustavo Menezes, os nutrientes absorvidos no estômago e no intestino são direcionados para o fígado, não apenas para serem metabolizados, mas para que seu conteúdo microbiano seja filtrado antes de circular pelo corpo. “Dificuldades hepáticas não causam somente problemas metabólicos. Um paciente com doença hepática é susceptível a infecções, porque o fígado é um importante órgão imune”, justifica o pesquisador.
É exatamente nos primeiros dias, na fase de aleitamento materno, devido à sua extrema plasticidade, que esse órgão se prepara para manter as duas funções ao longo da vida.
BOLETIM UFMG, nº 2031, Ano 44, 10 set. 2018, p. 4-5. Disponível em: <https://ufmg.br/comunicacao/publicacoes/ boletim/
edicao/novas-luzes-sobre-o-figado/os-primeiros-passos-de-um-figado>. Acesso: 15 set.2018. [Fragmento. Adaptado].
Considerando o tema abordado, a investigação de que trata o Texto 1:
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