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O analista de mercado financeiro de uma previdência social municipal é responsável por avaliar a rentabilidade e o risco dos ativos que compõem a carteira do fundo previdenciário. Para isso, ele utiliza ferramentas da moderna teoria de finanças, especialmente o modelo de precificação de ativos financeiros – CAPM (Capital Asset Pricing Model), a fim de estimar os retornos esperados com base no risco sistemático de mercado. O objetivo é assegurar que os investimentos estejam compatíveis com a política de investimentos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), respeitando a relação riscoretorno para garantir a solvência e o equilíbrio atuarial no longo prazo. Em uma das análises realizadas, o analista se deparou com os seguintes dados de mercado para três ativos em carteira; analise-os.
| Ativo | Beta | Taxa Livre de Risco (Rf) | Retorno Esperado do Mercado (Rm) |
|---|---|---|---|
| A | 0,8 | 6% a.a. | 12% a.a. |
| B | 1,2 | 6% a.a. | 12% a.a. |
| C | 1,5 | 6% a.a. | 12% a.a. |
Além disso, o retorno realizado dos ativos no último ano foi:
- Ativo A: 10,2%;
- Ativo B: 13,0%; e
- Ativo C: 14,5%.
Com base na teoria do risco-retorno e no modelo CAPM, analise as afirmativas a seguir.
I. O Ativo A apresentou um desempenho superior ao previsto pelo CAPM, indicando um retorno ajustado ao risco acima do esperado.
II. O Ativo B apresentou retorno inferior ao previsto pelo CAPM, o que pode indicar subprecificação ou risco não sistemático elevado.
III. O Ativo C apresentou exatamente o retorno previsto pelo CAPM, sugerindo equilíbrio entre risco e retorno.
IV. De acordo com a teoria risco-retorno, ativos com beta maior tendem a oferecer retorno esperado maior, mas com maior volatilidade.
Está correto o que se afirma em
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I. O setor descrito apresenta características típicas de monopólio natural, sendo a regulação econômica uma forma de evitar preços abusivos e ineficiências alocativas.
II. A dificuldade em monitorar o esforço dos contratados caracteriza um problema de risco moral, típico de relações de agência com assimetria de informação pós-contratual.
III. A contratação de empresas com histórico ruim por alegada ausência de alternativas pode indicar seleção adversa, onde os maus agentes são preferidos ou sobrevivem no mercado.
IV. O cenário descrito não configura problema do agente principal, pois o poder de decisão está exclusivamente com o contratante público, não havendo assimetria de interesses.
Está correto o que se afirma em
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A Teoria dos Mercados Contestáveis (TMC) poderia ser enquadrada no conjunto de abordagens que, partindo do pressuposto do comportamento maximizador de lucros da firma, garante que o processo de seleção natural em economias descentralizadas leva à emergência de estruturas ótimas de mercado, no longo prazo. Utilizando as próprias palavras de Baumol: “embora as estruturas industriais que emergem na realidade não sejam sempre aquelas que minimizam custos, constituem aproximações razoáveis da estrutura eficiente” (BAUMOL, 1982, p. 8). Essa visão reafirma posturas anteriores como as de McGee (1974) e do próprio Baumol e Fischer (1978), segundo as quais, exceto para indústrias dominadas por controles estatais, pode se esperar que as estruturas de mercado apresentem uma forte correspondência com as formas mais econômicas. Na abordagem da TMC, o critério de seleção é o mínimo custo e o processo seletivo se dá pela força da concorrência potencial, e não pela entrada efetiva de novas firmas, como ocorre na microeconomia tradicional. Um mercado é dito contestável se as firmas estabelecidas são vulneráveis à entrada do tipo hit and run. Isto quer dizer que face à perspectiva de obter lucros extraeconômicos, firmas concorrentes potenciais poderão ser atraídas para esse mercado, beneficiar-se do lucro, antes que as empresas estabelecidas possam alterar seus preços se, se necessário, sair do negócio. Para que isto seja possível, não pode haver barreiras à entrada, de qualquer espécie, nem custos para saída (sun costs).
(Estudos Econômicos. São Paulo. v. 20, nº1, p. 5-28, Jan. – Abril. 1990. Adaptado.)
Com base nas informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, conhecimentos adicionais sobre contestabilidade; barreiras à entrada; P & D; e adoção de novas tecnologias, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Até o século XIX, os economistas tinham por responsabilidade não só explicar a economia mundial e fazer prognósticos sobre o futuro da economia, mas também estabelecer princípios de economia política, que direcionassem quais políticas poderiam levar ao bem-estar social ou ao empobrecimento. No século XX, apesar da continuidade do ideário sedimentado, surge outra vertente que vai contra esse pensamento, da qual se originou a Teoria Tradicional do Bem-Estar (HICKS, 1939). As correntes teóricas prevalecentes no século XX carregam como herança uma ciência econômica dominada, desde 1870, pela Teoria do Equilíbrio Geral (NAPOLEONI, 1979). Tal teoria tem como principal representante o economista e matemático Léon Walras e apresenta, implicitamente, um conceito de atividade econômica e de ciência econômica. O principal ponto a ser atendido por Walras era trazer um maior rigor matemático para assuntos de ordem econômica, que envolveriam a interação entre os agentes em diversos mercados e a tendência ao equilíbrio. A Teoria do Equilíbrio Walrasiana é uma das mais importantes teorias, com relação à distribuição de recursos em uma economia, e culminou no critério de eficiência de Pareto (AGAFANOW, 2007). Sob a ótica de Walras (1983), a utilização de método matemático nos estudos de economia política pura poderia resolver problemas relacionados a outras duas ciências: “economia aplicada” e “economia social” (WALRAS, 1983). De acordo com HICKS (1939), a economia do bem-estar defende a ideia de que a ciência econômica está limitada a atuar até o ponto de formular explicações universais, que não sofram juízos de valor, e considera que não cabe ao economista prescrever princípios políticos que dependam de escalas de valores sociais. Para os teóricos do bem-estar, as prescrições políticas poderiam carregar diferentes valores em distintos contextos, e isso impediria a constituição de regras ou explicações universais. Mas Colell et al (1995) apresentam como um princípio sólido da economia do bem-estar o fato de que uma formulação política não deve ser paternalista. Dessa forma, alternativas que estão diretamente ligadas aos gostos dos agentes não devem ser consideradas na formulação de políticas; apenas o valor das utilidades, das diferentes alternativas disponíveis em uma economia, deve ser considerado. Portanto, os aspectos relevantes para a formulação de políticas constituem um “conjunto de possibilidades de utilidades” e esse conjunto é que oferece, aos formuladores de políticas, as opções de ações para solucionar o problema-chave da economia do bem-estar, que é maximizar o bem-estar social. O economista e sociólogo Vilfredo Pareto publicou a sua obra “Manual de Economia Política” em 1906, na qual reconhece a importância e os avanços marginalistas com a teoria da utilidade, mas apresenta inquietações principalmente relacionadas a uma medida de bem-estar e à possibilidade de comparar níveis de bem-estar entre as pessoas (PARETO, 1996).
(Revista de Desenvolvimento Econômico – RDE. Ano XIX. v. 2. nº 38. Adaptado.)
Considerando as informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, sobre equilíbrio geral e bem-estar, assinale a afirmativa INCORRETA.
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I Uma alocação é considerada eficiente no sentido de Pareto se não for possível realocar recursos de forma a melhorar a situação de um agente sem piorar a de outro.
II A eficiência de Pareto garante uma distribuição equitativa de recursos entre os indivíduos.
III A busca por eficiência pode entrar em conflito com objetivos de equidade, o que exige compensações por meio de políticas públicas.
Assinale a opção correta.
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