Considerando as diretrizes técnicas estabelecidas no
Manual de Condutas para Tratamento de Feridas do
Ministério da Saúde e nas recomendações baseadas em
evidências para avaliação e manejo de feridas crônicas
na atenção básica, analise as proposições abaixo:
I. A avaliação sistêmica de feridas crônicas deve incluir a
caracterização da lesão quanto à localização, dimensão,
profundidade, aspecto do leito da ferida (presença de
tecido de granulação, esfacelo, necrose), características
das bordas e pele perilesional, presença de exsudato
(quantidade, aspecto, odor) e sinais de infecção, além da
avaliação de fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização como idade, estado nutricional,
comorbidades (diabetes, insuficiência vascular) e uso de
medicamentos. II. A limpeza de feridas deve ser realizada
preferencialmente com soro fisiológico 0,9% aquecido
em temperatura corporal, utilizando técnica de irrigação
com jato de pressão adequada (entre 4 e 15 psi) para
remoção mecânica de debris e bactérias sem causar
trauma ao tecido de granulação, sendo contraindicado o
uso de antissépticos como polivinilpirrolidona-iodo (PVPI)
e clorexidina em feridas abertas por serem citotóxicos e
retardarem o processo de cicatrização, III. As coberturas primárias para tratamento de feridas
devem ser selecionadas conforme as características da
lesão: hidrogel para feridas secas com presença de
necrose ou esfacelo, hidrocoloide para feridas
superficiais com pouco exsudato, alginato de cálcio para
feridas com exsudato moderado a intenso, carvão
ativado com prata para feridas infectadas ou com odor, e
ácidos graxos essenciais (AGE) para prevenção e
tratamento de lesões por pressão em estágios iniciais e
hidratação da pele perilesional. IV. Todas as feridas crônicas, independentemente de
características clínicas, devem ser tratadas
obrigatoriamente com antibioticoterapia sistêmica
profilática por no mínimo 14 dias, mesmo na ausência de
sinais de infecção, visando acelerar o processo de
cicatrização e prevenir complicações infecciosas, sendo a cefalexina o antibiótico de primeira escolha para feridas
em membros inferiores.
Considerando as diretrizes estabelecidas na Política
Nacional de Aleitamento Materno, no Caderno de
Atenção Básica - Saúde da Criança: Aleitamento
Materno e Alimentação Complementar do Ministério da
Saúde, e nas recomendações da Organização Mundial
da Saúde (OMS) para promoção, proteção e apoio ao
aleitamento materno, analise as proposições abaixo:
I. O aleitamento materno exclusivo é recomendado até
os 6 meses de idade, não sendo necessária a oferta de
água, chás ou outros líquidos neste período, mesmo em
dias quentes, pois o leite materno contém a quantidade
adequada de água para hidratação do lactente, devendo
a alimentação complementar ser introduzida a partir dos
6 meses mantendo-se a amamentação até os 2 anos de
idade ou mais. II. A pega correta durante a amamentação é
caracterizada pela boca bem aberta, lábio inferior voltado
para fora, queixo tocando a mama, aréola mais visível
acima da boca do que abaixo, e mamadas efetivas com
sucção lenta e profunda intercaladas com pausas, sendo
a correção da pega fundamental para prevenção de
fissuras mamilares, ingurgitamento mamário e baixo
ganho ponderal do lactente.
III. O uso de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas
deve ser desencorajado, pois pode causar confusão de
bicos levando ao desmame precoce, além de aumentar o
risco de infecções respiratórias e otites, alterar o
desenvolvimento orofacial e interferir na técnica de
sucção ao seio materno, sendo contraindicado mesmo
para administração de medicamentos ou
complementação alimentar quando necessário. IV. Mastite puerperal é caracterizada por área
endurecida, avermelhada e dolorosa na mama associada
a febre, mal-estar geral e sinais sistêmicos de infecção,
sendo indicado suspender imediatamente a
amamentação na mama afetada para evitar
contaminação do leite e agravamento do quadro
infeccioso, devendo-se iniciar antibioticoterapia e realizar
ordenha manual apenas para alívio do desconforto até
resolução completa do processo inflamatório.
Uma enfermeira coordenadora de uma Unidade Básica
de Saúde está implementando o Programa Nacional de
Segurança do Paciente (PNSP) conforme a Portaria
MS/GM nº 529/2013 e o Protocolo de Segurança na
Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos da
ANVISA. Durante a auditoria interna, identifica que
diversos erros de medicação têm ocorrido na unidade.
Considerando as estratégias de segurança do paciente e
as melhores práticas baseadas em evidências para
prevenção de erros de medicação, qual é a conduta
MAIS ADEQUADA que a enfermeira deve implementar
prioritariamente?
Um Agente Comunitário de Saúde aciona o enfermeiro
da UBS informando que um paciente de 45 anos,
trabalhador rural, foi picado por uma serpente há
aproximadamente 2 horas enquanto trabalhava na roça.
O paciente comparece à unidade apresentando marca de duas presas no tornozelo direito, edema importante
que se estende até o joelho, dor intensa local,
equimoses, sangramento no local da picada que não
cessa, sangramento gengival espontâneo, náuseas,
sudorese e relato de visão turva. Paciente refere que a
cobra tinha aproximadamente 1 metro, cor acinzentada
com desenhos triangulares escuros no dorso. Sinais
vitais: PA 100 x 60 mmHg, FC 110 bpm, Tax 37,8°C.
Considerando o Manual de Diagnóstico e Tratamento de
Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da
Saúde e os protocolos de atendimento inicial a vítimas
de ofidismo, qual é a conduta MAIS ADEQUADA que o
enfermeiro deve adotar imediatamente?
Um enfermeiro da Estratégia Saúde da Família identifica
um paciente adulto em parada cardiorrespiratória (PCR)
durante visita domiciliar. Após confirmação da ausência
de responsividade e respiração, e solicitação de ajuda
com acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (SAMU 192), o enfermeiro inicia imediatamente
as manobras de Suporte Básico de Vida (SBV).
Considerando as diretrizes atualizadas da American
Heart Association (AHA) de 2020 para Ressuscitação
Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de
Emergência, qual é a conduta CORRETA que o
enfermeiro deve adotar durante o atendimento inicial?
O Calendário Nacional de Vacinação estabelece idades específicas para administração de cada imunobiológico, considerando a proteção precoce contra doenças de maior gravidade na infância. O conhecimento das vacinas indicadas em cada faixa etária é essencial para a prática na Atenção Primária e para a orientação adequada das famílias.
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação vigente, a imunização indicada aos 3 meses de idade é:
ACERCA DA ÉTICA E DA LEGISLAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO TÉCNICO EM ENFERMAGEM, JULGUE O ITEM A SEGUIR.
O técnico em enfermagem pode assinar, como enfermeiro responsável, um laudo ou um documento de alta complexidade, desde que tenha realizado o procedimento sob supervisão.
NO QUE DIZ RESPEITO AO GERENCIAMENTO DE INSUMOS NECESSÁRIOS ÀS ATIVIDADES ASSISTENCIAIS, JULGUE O ITEM A SEGUIR.
Definir níveis mínimos e máximos de estoque para cada item, com base no consumo histórico e no tempo de reposição, é uma ação de controle que busca equilibrar a disponibilidade de materiais e evitar estoques excessivos.
EM RELAÇÃO AO REGISTRO DAS AÇÕES DE ENFERMAGEM E AO USO ADEQUADO DO PRONTUÁRIO, JULGUE O PRÓXIMO ITEM.
O prontuário do paciente é de uso restrito da equipe de saúde, não podendo o próprio paciente ou seu responsável legal solicitar acesso a suas informações.