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À luz da Resolução COFEN nº 358/2009, que disciplina a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), um hospital universitário em processo de reestruturação assistencial objetiva integrar os fundamentos do processo de enfermagem com os princípios de integralidade e humanização. Apesar das diretrizes adotadas, os registros de enfermagem persistem fragmentados, com predominância de descrições operacionais em detrimento de raciocínio clínico. À luz das normativas profissionais e dos pressupostos epistemológicos da prática avançada de enfermagem, qual conduta se mostra mais coerente com os fundamentos técnico-científicos que embasam a SAE?
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Durante uma inspeção sanitária extraordinária em uma clínica privada de cuidados paliativos, a vigilância sanitária municipal identificou inconformidades nos processos de higienização de dispositivos invasivos, ausência de protocolos atualizados de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) e delegação de atividades privativas do enfermeiro a técnicos de enfermagem. O enfermeiro responsável técnico (RT), presente há menos de três meses na função, justificou que ainda não havia concluído o plano de ação corretiva e afirmou não ter autonomia decisória junto à direção institucional. À luz da Resolução COFEN nº 509/2016 (atribuições do RT), da RDC ANVISA nº 11/2023, da Lei nº 7.498/1986 (Lei do Exercício Profissional), e dos princípios da responsabilidade solidária e subsidiária, qual posicionamento é mais coerente, técnica e juridicamente, com o papel ético-institucional do enfermeiro enquanto agente de regulação sanitária interna?
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Durante a capacitação em cuidados paliativos hospitalares, a equipe de enfermagem analisa casos que envolvem recusa de terapias desproporcionais, manifestações formais de diretivas antecipadas de vontade (DAV) e pedidos expressos de ortotanásia por pacientes lúcidos em fase terminal. Considerando a Resolução CFM nº 1.805/2006, o Código de Ética da Enfermagem e os fundamentos bioéticos da autonomia e não maleficência, qual conduta do enfermeiro alinha-se com o que há de mais avançado no debate ético-profissional contemporâneo?
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Diante de um paciente terminal que recusa expressamente a comunicação de seu estado clínico à família, registrando tal decisão por meio de diretivas antecipadas válidas, o enfermeiro enfrenta dilemas éticos ao conciliar o direito à confidencialidade com a pressão de familiares e da equipe. Considerando os princípios bioéticos da autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, bem como o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, qual conduta melhor expressa a decisão profissional eticamente adequada nesse contexto?
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Em um hospital-escola vinculado ao sistema público de saúde, durante a discussão interdisciplinar de um caso clínico envolvendo paciente com diagnóstico de transtorno mental grave e múltiplas tentativas de suicídio, um residente de medicina mencionou publicamente, em sala com presença de alunos e demais profissionais, dados clínicos sensíveis e episódios prévios do paciente sem a devida cautela quanto à confidencialidade. A enfermeira preceptora, ao perceber a exposição indevida, propôs ao comitê de ética hospitalar uma análise crítica da situação à luz dos princípios da bioética, do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº 564/2017) e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018). Considerando tais fundamentos, qual das condutas abaixo se alinha de forma mais rigorosa com os deveres legais, os princípios éticos do cuidado e as obrigações inerentes à prática profissional da enfermagem?
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Paciente masculino, 42 anos, vítima de queda de estrutura metálica, é admitido com dor torácica intensa à direita, taquipneia, jugulares colabadas, ausência de murmúrio vesicular, macicez à percussão e sinais de hipoperfusão. A oximetria mostra 86% com O₂ a 10 L/min e a PA está em 80×50 mmHg. Considerando os critérios diagnósticos para hemotórax maciço, os protocolos de estabilização torácica e os limites técnico-legais da atuação de enfermagem em ambiente de trauma, qual deve ser a conduta prioritária e legalmente segura?
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Um paciente vítima de queda de altura (acima de 5 metros) chega à unidade de trauma com fraturas expostas de fêmur e úmero esquerdos, hipotensão (PA 88×50 mmHg), taquicardia, palidez cutânea e estado de alerta preservado. A ambulância aplicou colar cervical, imobilização com talas e acesso venoso periférico com infusão lenta de soro fisiológico. Considerando os critérios de risco para choque hipovolêmico, as condutas do protocolo ABCDE e a atuação imediata da equipe de enfermagem em trauma complexo, qual é a conduta mais tecnicamente adequada?
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Um paciente em regime de internação prolongada apresenta úlcera por pressão em trocânter esquerdo, estágio 4, com necrose seca aderida, odor fétido e presença de esfacelo. O enfermeiro, ao elaborar o plano terapêutico, identifica comorbidades relevantes como diabetes mellitus, vasculopatia periférica e hipoalbuminemia, além do uso crônico de corticoterapia. À luz da avaliação de feridas complexas, dos critérios técnicos para seleção de coberturas e da prevenção de infecções sistêmicas, qual abordagem se alinha com os referenciais clínicos e legais da prescrição de enfermagem para lesões de alta complexidade?
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Um paciente com síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), em ventilação mecânica invasiva sob pressão controlada (PCV), apresenta hipoxemia persistente, aumento progressivo da pressão de platô (> 30 cmH₂O), queda da complacência pulmonar e distensão abdominal significativa. A enfermeira intensivista, ao realizar a avaliação respiratória, identifica valores elevados de pressão positiva expiratória final (PEEP) e a presença de sibilos difusos à ausculta pulmonar. Frente à suspeita de autoPEEP e instabilidade gasométrica, considera-se a necessidade de intervenção imediata. Com base nas recomendações da American Association of CriticalCare Nurses (AACN), nos princípios de fisiologia respiratória avançada e nos limites técnico-legais da enfermagem no manejo do suporte ventilatório, qual conduta é a mais adequada frente ao quadro clínico descrito?
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Durante a avaliação de um paciente em pósoperatório imediato de ressecção de tumor abdominal extenso, o enfermeiro da unidade cirúrgica, ao realizar a inspeção do sítio operatório e o controle do dreno de Portovac, identificou sinais de hiperemia, aumento de tensão local, débito hemático de 220 mL nas últimas 2 horas e sinais sistêmicos de taquicardia, hipotensão relativa e oligúria progressiva. A equipe médica foi comunicada, mas orientou apenas a continuidade do controle e o reforço da hidratação venosa.
Considerando os fundamentos da avaliação de feridas cirúrgicas complexas, os critérios de detecção precoce de sangramento ativo, as recomendações para escalonamento da resposta hemodinâmica e os parâmetros técnico-científicos da atuação da enfermagem na vigilância pós-operatória, qual conduta deve ser adotada pelo enfermeiro, considerando sua autonomia técnico-legal e sua responsabilidade clínica?
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