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Para abordar o poder simbólico da religião e sua influência na vida pessoal e social de cada indivíduo ou grupo, é necessário discutir a noção de espaço, pois a religião e o poder inerente a ela se configuram a partir de áreas simbolicamente demarcadas. Sobre o poder simbólico da religião, analise as proposições abaixo:
I. Para o homem religioso, o espaço é homogêneo.
II. No conjunto das representações do campo social, há apenas dois predicamentos de recintos: o sagrado e o não sagrado (profano).
III. A sagração dos templos e seus espaços ocorre por intermédio de rituais.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas:
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O poder simbólico da religião é tratado como um veículo de poder e de política, com as devidas representações do poder simbólico, como as alocuções, as orações e outros símbolos pertinentes à religião. Nesta perspectiva, apresenta uma espécie de dialética que engendra tal poder, mostrando uma tênue passagem do espaço sagrado, o templo, ao campo religioso, num processo que compõe o que chamamos de , um espaço imaginário de relações de força que integra o indivíduo com seu espaço físico, transformando as relações e o meio social em que vive a partir da sua relação com o sagrado (PEREIRA, 2008, p. 83-84). Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
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Aristóteles define duas espécies de justiça: uma relativa à aplicação de penas e estabelecimento de compensações; e outra que cuida da distribuição dos bens e das honras. Essas duas espécies de justiça recebem o nome, respectivamente, de ;
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Embora Sócrates não tenha deixado nada escrito e seu pensamento só seja conhecido através de Platão, a figura de Sócrates e seu modo de fazer filosofia exerceram grande influência na História do Pensamento Ocidental.
Sobre Sócrates e sua filosofia, é INCORRETO afirmar que
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Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-Ias, não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem comum, regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1992 (adaptado).
Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava garantir o seguinte princípio:
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Leia o excerto abaixo:
“Foram os ‘bons’ mesmos, isto é, os nobres, poderosos, superiores em posição e pensamento, que sentiram e estabeleceram a si e a seus atos como bons, ou seja, de primeira ordem, em oposição a tudo que era baixo, de pensamento baixo, e vulgar e plebeu. Desse pathos da distância é que eles tomaram para si o direito de criar valores, cunhar nomes para os valores: que lhes importava a utilidade! Esse ponto de vista da utilidade é o mais estranho e inadequado, em vista de tal ardente manancial de juízos de valor supremos, estabelecedores e definidores de hierarquias: aí o sentimento alcançou bem o oposto daquele baixo grau de calor que toda prudência calculadora, todo cálculo de utilidade pressupõe – e não por uma vez, não por uma hora de exceção, mas permanentemente. O pathos da nobreza e da distância, como já disse, o duradouro, dominante sentimento global de uma elevada estirpe senhorial, em sua relação com uma estirpe baixa, com um ‘sob’ – eis a origem da oposição ‘bom’ e ‘ruim’.”.
Que filósofo é o autor dessa análise sobre a proveniência dos valores morais?
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Historicamente, o essencialismo e o empirismo marcaram as abordagens sistemáticas do fenômeno religioso; no entanto, vislumbramos cada vez mais o crescimento e a evidência da tendência empirista nas pesquisas, muito provavelmente em função da preocupação em não se confundir Ciência da Religião com Teologia.
Sobre o essencialismo e o empirismo, analise as proposições abaixo:
I - A visão empirista sobre o objeto religião defende a ideia de que a religião possui uma essência que extrapola o ser humano. Familiar no senso comum, o empirismo acredita que todas as religiões “falam da mesma coisa”. Os caminhos são diferentes, mas chegarão ao mesmo ponto, isto é, ao mesmo Deus. Os representantes dessa visão são Rudolf Oto e Mircea Eliade.
II - A visão essencialista descarta a necessidade de existência de um sagrado na abordagem científica sobre religião, pois o que importa são as manifestações daquilo que pode ser observado.
III - O essencialismo e o empirismo geraram, além de discussões, organizações acadêmicas que procuram apontar, a partir de suas concepções, qual o caminho científico que deve tomar as pesquisas sobre religião. É preciso, contudo, esclarecer que ser essencialista pode não significar ser dogmático. É possível perceber a essência da religião além da existência do Sagrado, ou melhor, ser essencialista nem sempre significa vislumbrar o substrato da religião como sagrado.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) proposição(ões)
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A pergunta sobre o que é religião remete a uma das questões centrais da Ciência da Religião, que possui entre seus objetivos proporcionar conhecimentos sobre as religiões tendo em vista uma convivência pacífica na diversidade. Para a Ciência da Religião, a diversidade religiosa não deve assustar, pois evidencia a grande riqueza do homem de ser o criador dos seus universos simbólicos. Como então definir religião em meio à diversidade religiosa? É possível encontrar uma única definição que sirva para identificar todas as religiões? Sobre as tentativas de se definir as religiões de maneira universal, podemos afirmar que, até o momento, do ponto de vista teológico, não foi possível. O caminho mais apropriado tem sido aquele que considera o contexto histórico-cultural de cada religião.
Sobre a discussão acerca do conceito de religião, analise as proposições abaixo.
I - Partindo de sua etimologia, do latim religião, a palavra religião sugere “observância cuidadosa”. Para os romanos indicava exatidão no que diz respeito ao ritual, isto é, ao desempenho correto do ritual, sua execução do início ao fim, sempre da mesma forma. No entanto, o termo religio foi interpretado em vários sentidos. Cícero (106-43 a.C.) definia religio como culto aos deuses, evidenciando sempre o procedimento correto do ritual, não se afastando, dessa forma, da compreensão romana que valorizava mais a realização correta do rito pelo homem do que este crer. Lactancio (III/IVa.C.) concede um outro significado ao termo, religio derivaria de religare – ligar de novo, ligar de volta –. Agostinho (354-430 d.C.) adotou essa definição, acrescentando o termo vera. Religio vera refere-se, para ele, à religião verdadeira, aquela que religa o homem a Deus.
II - No período da Reforma Protestante, o termo religio foi deslocado: por um lado, os humanistas o associam à “fé cristã comum” e também à “confissão”. Religião passa a designar o contrário de magia e superstição (fé errada), como também o contrário da atuação cúltica da Igreja Católica que, para os reformadores, era errada. Por outro lado, o termo “religião”, como vimos, termo ocidental, se generaliza-se, é atribuído a qualquer expressão humana relacionada ao sobrenatural. Tomar como religião qualquer expressão em relação ao sobrenatural coloca o termo por trás e acima da diversidade de religiões, ou seja, intrinsecamente concebe-se religião como um todo ideal presente em toda e qualquer crença religiosa, só que de forma insuficiente. Ou seja, nessa concepção, todas as religiões são uma forma insuficiente ou mesmo imperfeitas do que realmente é ou deve ser religião. O Iluminismo é responsável pela quase consolidação dessa ideia.
III - Segundo Geertz, religião é: um sistema de símbolos que atua para estabelecer poderosas, penetrantes e duradouras disposições e motivações nos homens através da formulação de conceitos de uma ordem de existência geral e revestindo essas concepções com tal aura de fatualidade que as disposições e motivações parecem singularmente realistas.
Estão CORRETAS as proposições
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Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia.
Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim
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Numa decisão para lá de polêmica, o juiz federal Eugênio Rosa de Araújo, da 17.ª Vara Federal do Rio, indeferiu pedido do Ministério Público para que fossem retirados da rede vídeos tidos como ofensivos à umbanda e ao candomblé. No despacho, o magistrado afirmou que esses sistemas de crenças “não contêm os traços necessários de uma religião” por não terem um texto-base, uma estrutura hierárquica nem “um Deus a ser venerado”. Para mim, esse é um belo caso de conclusão certa pelas razões erradas. Creio que o juiz agiu bem ao não censurar os filmes, mas meteu os pés pelas mãos ao justificar a decisão. Ao contrário do Ministério Público, não penso que religiões devam ser imunes à crítica. Se algum evangélico julga que o candomblé está associado ao diabo, deve ter a liberdade de dizê-lo. Como não podemos nem sequer estabelecer se Deus e o demônio existem, o mais lógico é que prevaleça a liberdade de dizer qualquer coisa.
(Hélio Schwartsman. “O candomblé e o tinhoso”. Folha de S.Paulo, 20.05.2014. Adaptado.)
O núcleo filosófico da argumentação do autor do texto é de natureza
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