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Ao abordarem a filosofia desenvolvida nos séculos XIX e
XX, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Martins, no livro Filosofando: introdução à filosofia, explicam um dos acontecimentos importantes desse período:
“Chama-se ‘virada linguística’ (…) a revolução que representou o novo paradigma filosófico da epistemologia.
A filosofia analítica privilegia a análise conceitual, utilizando os novos recursos da linguística à sua disposição
e os da lógica simbólica, que permitem o estudo lógico
das sentenças. (…) Abandona as noções do ‘sujeito que
conhece’ para se limitar à investigação da linguagem”.
O primeiro Wittgenstein contribui com essa virada ao defender que
O primeiro Wittgenstein contribui com essa virada ao defender que
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Na Crítica da razão pura, Kant explica a criticidade
presente em sua filosofia: “Em todos os seus empreendimentos deve a razão submeter-se à crítica e não
pode fazer qualquer ataque à liberdade desta, sem se
prejudicar a si mesma e atrair sobre si uma suspeita
desfavorável. Nada há de tão importante, com respeito à
utilidade, nem nada de tão sagrado que possa furtar-se
a esta investigação aprofundada que não faz exceção
para ninguém”.
A criticidade da filosofia kantiana se fundamenta no método que
A criticidade da filosofia kantiana se fundamenta no método que
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A análise que Andrew Feenberg desenvolve sobre a
tecnologia é uma das abordagens discutidas no artigo
“A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”,
de Alberto Cupani. Apesar da crítica à reificação social
que a tecnologia tem promovido, Cupani destaca uma
postura de esperança de Feenberg: “Essa esperança
do autor fundamenta-se no fato de que a hegemonia
do ‘código técnico’ do capitalismo não pode impedir que
haja iniciativas contrárias”.
A esperança de Feenberg está pautada no que ele denomina “margens de manobra”, que consiste na
A esperança de Feenberg está pautada no que ele denomina “margens de manobra”, que consiste na
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Um dos filósofos estudados no livro Filosofando: introdução à filosofia, de Maria Lúcia de Arruda Aranha e
Maria Helena Pires Martins, é Francis Bacon. Dizem
elas: “É conhecido como severo crítico da filosofia medieval, por considerá-la desinteressada e contemplativa,
uma vez que, de acordo com o espírito da nova ciência
moderna, Bacon aspirava a um saber instrumental que
possibilitasse o controle da natureza. (…) Bacon inicia
seu trabalho pela denúncia dos preconceitos e das
noções falsas que dificultam a apreensão da realidade,
aos quais chama de ídolos”.
A crítica do filósofo aos ídolos corresponde à crítica
A crítica do filósofo aos ídolos corresponde à crítica
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Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria
Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins
argumentam que “o conhecimento científico precisa ser
neutro, além de imparcial e autônomo, a fim de garantir
racionalidade e objetividade nas observações e pesquisas. No entanto, sob outros aspectos, a neutralidade
científica pode tornar-se uma ilusão”.
A ilusão mencionada no excerto corresponde à
A ilusão mencionada no excerto corresponde à
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Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de
Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam
que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no
sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram
utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos)
ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo
nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins
destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade:
“Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que
chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
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Peter Singer, em seu livro Ética prática, discute as bases
de uma ética animal a partir da seguinte afirmação: “se
um ser sofre, não pode haver justificação moral para a
recusa de tomar esse sofrimento em consideração”.
O princípio que representa a afirmação do autor é o
O princípio que representa a afirmação do autor é o
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Em seu livro Filosofando: introdução à filosofia, Maria
Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins
discutem problemas da Estética. Quanto ao belo, elas
dizem: “Kant (…) afirma que o belo é ‘aquilo que agrada
universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente’. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de
prazer, cuja causa reside no sujeito. O princípio do juízo
estético (…) é o sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto. Entretanto, esse sentimento é despertado
pela presença do objeto. Embora seja um sentimento,
portanto, subjetivo, individual, há a possibilidade de universalização desse juízo”.
A possibilidade a que o excerto se refere decorre da filosofia kantiana segundo a qual
A possibilidade a que o excerto se refere decorre da filosofia kantiana segundo a qual
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Em Ética a Nicômaco, Aristóteles ressalta que “(…) nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza
(…). Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza
a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito”.
À luz da teoria ética mencionada, a virtude é obtida por meio
À luz da teoria ética mencionada, a virtude é obtida por meio
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Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote,
no artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de
filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”,
apresentam a seguinte caracterização: “A cultura digital
refere-se às práticas, hábitos e valores que emergem da
interação humana com as tecnologias digitais, como a
internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, entre
outros. No currículo da educação básica, é necessário
trabalhar elementos da cultura digital para que os estudantes possam exercer a cidadania digital de forma crítica e reflexiva”.
No excerto, os autores entendem o exercício da cidadania digital como a
No excerto, os autores entendem o exercício da cidadania digital como a
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