Homem de 34 anos, pedreiro, procura a unidade básica
de saúde relatando tosse produtiva com expectoração
mucoide há cerca de 6 semanas de duração. Ele refere
febre vespertina baixa, sudorese noturna e perda ponderal de 5 quilos no período. O paciente é tabagista e reside em uma casa com sua esposa e dois filhos menores
de dez anos. Não há uso de drogas ou alcoolismo.
Ao exame físico: apresenta-se emagrecido; temperatura: 37,9 ºC; ausculta pulmonar com estertores crepitantes no terço superior do hemitórax direito; o restante
não é digno de nota.
Uma vez confirmada a principal hipótese diagnóstica, a
recomendação mais apropriada é
Mulher de 35 anos, não fumante, é diagnosticada com
enfisema pulmonar. Ao ser questionada mais detalhada
mente, ela informa que seu pai também foi teve a condição quando tinha cerca de 30 anos, apesar de nunca ter
sido fumante. Seu pai faleceu aos 50 anos devido a uma
cirrose hepática.
O exame complementar mais apropriado para confirmar
a principal hipótese diagnóstica é
Mulher de 62 anos procura atendimento devido a fadiga.
Ela gosta de cuidar do jardim, mas agora precisa de
ajuda para atividades mais intensas por cansaço. O histórico é positivo para diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão, em uso de doses máximas de anlodipino, lisinopril
e metformina. Não há tabagismo ou etilismo. Ao exame
físico: pressão arterial: 158 x 96 mmHg; IMC: 34 kg/m2;
sons cardíacos normais; há sibilos dispersos no exame
pulmonar e edema simétrico distal 1+/4 em extremidades inferiores. ECG: ritmo sinusal normal com frequência cardíaca de 70 bpm. Exames séricos: hormônio
estimulante da tireoide (TSH): de 5,2 mU/L (normal: 0,5
a 5); creatinina: 1,45 mg/dL; peptídeo natriurético tipo B:
120 pg/mL (normal < 100). O ecocardiograma mostra
hipertrofia ventricular esquerda, sem valvopatia.
Assinale a alternativa que apresenta a causa mais provável dos sintomas desta paciente.
Homem de 54 anos, sem diagnóstico prévio de doença cardiovascular aterosclerótica (ASCVD) ou diabetes,
comparece para consulta de rotina. O perfil lipídico atual
revela: LDL: 142 mg/dL; HDL: 45 mg/dL; triglicerídeos:
155 mg/dL. Utilizando as equações PREVENT-ASCVD,
seu risco de eventos cardiovasculares em 10 anos é
estimado em 7,2%. O paciente pratica atividade física
regular e nega tabagismo ou etilismo.
Com base nas recomendações mais recentes, a conduta
mais apropriada é
Homem de 42 anos procura a unidade de pronto atendimento com história de febre alta (39,8 ºC), de início
abrupto, há três dias. Ele relata cefaleia intensa, mialgia
e dor retro orbitária. Não há sinais de choque, dor abdominal ou vômitos persistentes. O paciente é hipertenso
e faz uso regular de losartana e anlodipino. Ao exame
físico: consciente, orientado, corado, anictérico; pressão
arterial de 130 x 85 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm;
nota-se exantema maculopapular no tronco e membros.
A prova do laço é realizada, resultando na formação de
25 petéquias em um quadrado de 2,5 cm de lado.
Considerando o estadiamento clínico e as condutas recomendadas pelo Ministério da Saúde, nessa circunstância,
deve-se
Homem de 55 anos, obeso (IMC: 32 kg/m2), tabagista
e sedentário, apresenta medidas de pressão arterial
em consultas médicas variando entre 152 x 96 mmHg e
148 x 94 mmHg em dias distintos. Os exames complementares mostram colesterol LDL de 135 mg/dL e glicemia de jejum de 110 mg/dL. Não há histórico de doença
cardiovascular manifesta ou doenUça renal crônica
estabelecida.
Em uma UBS localizada em território com alta frequência
de consumo abusivo de álcool, a equipe multiprofissional discute diferentes estratégias para reduzir agravos
relacionados à dependência alcoólica. Durante a reunião, foram propostas as seguintes ações: articular com
a secretaria de desportos e lazer a ampliação de espaços comunitários de convivência no território; realizar
atividades educativas na escola com adolescentes sobre
fatores de risco para uso nocivo de álcool; aplicar rotineiramente instrumento de rastreamento em adultos com
padrão de uso de risco; articular ações de reabilitação
junto ao CAPS e reinserção social de usuários diagnosticados com consumo abusivo do álcool e com perda funcional importante.
Considerando os níveis de prevenção de Leavell e Clark,
a ação que melhor exemplifica prevenção secundária é:
Considerando a disponibilidade no Programa Nacional
de Imunizações (PNI) do SUS da vacina contra a dengue
(atenuada), produzida pelo laboratório Takeda (Qdenga),
em qual das situações a seguir a conduta está correta em
relação à sua indicação?
Em um município de 180.000 habitantes, a Secreta
ria Municipal de Saúde ampliou o número de consultas
médicas nas UBS e passou a divulgar esse dado como
principal evidência de fortalecimento da Atenção Primária. No entanto, ao analisar os indicadores dos últimos
dois anos, a equipe técnica identificou aumento das internações por complicações do diabetes, crises asmáticas
e insuficiência cardíaca descompensada, especialmente
em bairros com maior vulnerabilidade social. Também foi
observado alto absenteísmo em consultas programadas
nas UBS, baixa integração entre APS e atenção especializada e rotatividade frequente de profissionais das equipes de APS.
Médico da Estratégia Saúde da Família é solicitado por
um empregador local a fornecer informações clínicas
detalhadas sobre determinado paciente atendido na
unidade. Na ausência de autorização expressa do
paciente ou previsão legal, a conduta eticamente
correta é: