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A oralidade e a escrita, embora sejam modalidades
distintas da linguagem, relacionam-se de forma complexa e não
hierárquica. O ensino de ambas deve considerar seus usos
sociais e suas especificidades, promovendo a transposição de
saberes entre elas. A valorização da oralidade em sala de aula,
por exemplo, através de debates e apresentações, contribui para
o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos,
mas não possui impacto significativo na melhoria da produção
escrita, visto que as regras e convenções da escrita são
intrinsecamente diferentes das da fala e devem ser aprendidas
de forma autônoma.
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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao
propor um currículo por competências e habilidades, busca
superar a fragmentação disciplinar e promover uma formação
integral do estudante. Para o componente de Língua
Portuguesa, isso significa que o ensino da gramática normativa,
embora ainda relevante, deve ser subordinado ao
desenvolvimento das capacidades de leitura, escrita, oralidade e
análise linguística, contextualizadas em diferentes gêneros e
práticas sociais de linguagem. No entanto, a BNCC não proíbe
o ensino da gramática normativa de forma isolada, desde que
sejam apresentadas as suas funções e aplicações práticas no dia
a dia do aluno.
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A avaliação do rendimento escolar, para a
progressão do educando, deve ir além da mera atribuição de
notas, conforme prevê a LDB (Lei nº 9.394/96), incorporando
uma perspectiva formativa que diagnostique as dificuldades e
oriente o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, a
reprovação do aluno, embora ainda prevista na legislação, deve
ser considerada uma medida excepcional, sendo primordial que
a escola promova a recuperação dos estudos, o que implica que
a reprovação apenas é válida quando não houver sido oferecido
acompanhamento pedagógico individualizado e contínuo.
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A Educação Inclusiva, ao defender o acesso, a
participação e a aprendizagem de todos os estudantes, sem
distinção, no ensino regular, requer do professor de Português a
adaptação de metodologias e materiais didáticos. Contudo, a
adaptação curricular para alunos com deficiência deve ser
pautada pela flexibilização dos objetivos de aprendizagem, sem
que isso implique, necessariamente, a utilização de recursos
pedagógicos diferenciados, pois o princípio da igualdade de
acesso pressupõe a padronização dos instrumentos de ensino
para todos os estudantes.
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O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado
pela Lei nº 13.005/2014, prevê metas e estratégias para a
melhoria da qualidade do ensino no Brasil. Entre as metas,
destaca-se a universalização do ensino fundamental e o acesso
ao ensino médio. A não consecução dessas metas pelo Poder
Público, dentro do prazo estipulado, pode configurar omissão
inconstitucional, sendo dever do professor de português
promover em sala de aula a discussão sobre as implicações
sociais e jurídicas do não cumprimento do PNE, visando à
conscientização dos alunos sobre seus direitos e deveres civis.
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Conforme a Constituição Federal de 1988, em seus
artigos 205 a 214, a educação é um direito de todos e dever do
Estado e da família, devendo ser promovida e incentivada com
a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento
da pessoa. Desse modo, a LDB (Lei nº 9.394/96) estabelece
que o ensino será ministrado com base em alguns princípios,
dentre os quais se inclui o da gestão democrática do ensino
público, pressupondo a participação da comunidade escolar na
formulação das políticas educacionais, exceto na definição do
currículo que é matéria de competência exclusiva do sistema de
ensino.
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O planejamento educacional, compreendido como
um processo dinâmico de tomada de decisões sobre o que
ensinar, como ensinar e como avaliar, deve estar
intrinsecamente articulado ao Projeto Político-Pedagógico
(PPP) da escola. Contudo, em virtude da autonomia
didático-científica e administrativa garantida às instituições de
ensino pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), um docente pode, justificadamente, elaborar seu plano
de aula sem considerar as diretrizes do PPP, desde que atenda
às exigências curriculares mais amplas do sistema de ensino.
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Situação hipotética: Uma pesquisa educacional
aponta que a maioria dos professores de português ainda
prioriza o ensino da gramática normativa de forma
descontextualizada. Assertiva: A adoção de uma didática
funcionalista, que integra o estudo da gramática aos usos
sociais da língua e à análise de gêneros textuais, conforme
preconizado pela LDB (Lei nº 9.394/96) e pela BNCC,
mostra-se inadequada para o desenvolvimento da competência
leitora e produtora nos estudantes, pois negligencia a
importância da estrutura linguística formal, essencial para a
correção e clareza da escrita.
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No contexto da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), o conceito de multiletramentos transcende a mera
alfabetização digital, abarcando a capacidade de o indivíduo
engajar-se criticamente com textos que combinam diferentes
semioses, como imagens, sons e palavras, em ambientes
digitais e analógicos. Essa abordagem exige do professor de
Português a superação da mera instrução gramatical, para
integrar o ensino da leitura e escrita em uma perspectiva
ampliada de letramento, o que inevitavelmente implicará a
redução do tempo dedicado aos aspectos normativos da língua
em sala de aula.
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A leitura, em sua dimensão mais complexa e
profícua, não se restringe à mera decodificação de signos
gráficos, mas configura-se como um processo ativo de
atribuição de sentidos, fortemente influenciado pelo repertório
sociocultural do leitor e pelas condições de produção e
circulação do texto. Nesse contexto, a articulação entre leitura e
áreas do conhecimento implica a descompartimentalização do
ensino, promovendo a transdisciplinaridade e a
contextualização dos saberes, elementos que, por si só,
garantem a eficácia do aprendizado sem a necessidade de
estratégias didáticas específicas para a interdisciplinaridade.
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