Magna Concursos

Foram encontradas 365.280 questões.

4255021 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
Provas:

Enunciado 4634734-1

(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao. Acesso em 20.05.2026)

De acordo com a norma-padrão, na frase “Vícios não permitem que nós emerjamos ou ______________ os olhos em busca da verdade.”, a lacuna deve ser preenchida com
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4255020 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
Provas:

Enunciado 4634733-1

(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao. Acesso em 20.05.2026)

Na expressão “em direção ao desejo”, a preposição destacada exprime o mesmo sentido que a destacada em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4255010 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Osasco-SP
Provas:

Enunciado 4634732-1

(Disponível em: https://www.instagram.com/jeangalvao. Acesso em 20.05.2026)

A frase em destaque na postagem deixa claro que os vícios
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254981 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Japurá-PR
Provas:
No período "Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira", a oração iniciada por "ainda que" estabelece com a oração principal uma relação de:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254980 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Japurá-PR
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Família feliz
Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.
A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.
Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.
Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.
Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.
Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.
A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.
Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.
Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 
Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.
Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.
Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.
O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 
Autor: Fabrício Carpinejar
No período "O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo", as ocorrências do vocábulo "que":
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254979 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Japurá-PR
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Família feliz
Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.
A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.
Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.
Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.
Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.
Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.
A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.
Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.
Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 
Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.
Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.
Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.
O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 
Autor: Fabrício Carpinejar
Considere o fragmento a seguir.

"A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula."

A respeito da expressão "um sudário da gula", analise as assertivas a seguir.

I. A toalha é figurativamente apresentada como um tecido que conserva as marcas deixadas pelas refeições.
II. A expressão estabelece uma reprovação moral direta aos hábitos alimentares dos integrantes da família.
III. A imagem atribui densidade poética a vestígios domésticos que materializam a experiência da convivência.

Está CORRETO o que se afirma em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254978 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Japurá-PR
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Família feliz
Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.
A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.
Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.
Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.
Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.
Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.
A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.
Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.
Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 
Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.
Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.
Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.
O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 
Autor: Fabrício Carpinejar
A recorrência da estrutura "Família feliz terá", no início de diferentes parágrafos, desempenha papel relevante na organização da crônica. Esse recurso:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254977 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Japurá-PR
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Família feliz
Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.
A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.
Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.
Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.
Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.
Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.
A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.
Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.
Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 
Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.
Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.
Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.
O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 
Autor: Fabrício Carpinejar
A concepção de felicidade familiar construída ao longo do texto contrapõe-se a determinados valores tradicionalmente relacionados à organização doméstica. Considerando a articulação entre o primeiro e o último parágrafos, assinale a alternativa que adequadamente expressa o ponto de vista do autor.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254936 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
Provas:

As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Há poemas que contam histórias, contos que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas”.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4254935 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
Provas:

As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise o período a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa INCORRETA a seu respeito. 
“Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___ grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta de não ser filho de sangue da família que o criou”.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas