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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Os miseráveis
No Brasil, a pobreza foi se acumulando em camadas sedimentares ao longo de muitos anos de estagnação ou desenvolvimento. O desenvolvimento destrói formas antigas de produção. A estagnação impede que novas gerações se incluam na economia maior e renovada.
Na primeira camada, está o Brasil profundo – índios e caboclos que vivem da floresta, caiçaras pescadores em praias inacessíveis, sertanejos do Nordeste árido. O capitalismo passou ao largo dessas famílias pobres de vida franciscana, que, a bem da verdade, deveriam ser deixadas em paz.
Sobre esta está a camada dos brasileiros pobres expulsos pelo desenvolvimento agrícola ou atraídos pelas cidades iluminadas e cheias de empregos, que saíram de onde estavam, procurando novas oportunidades, e encontraram crises financeiras em vez de empregos. Acumularam-se na periferia das grandes cidades, em favelas, cortiços e invasões.
Uma terceira camada se deposita sobre as outras duas, a das famílias que haviam chegado ao emprego da cidade e que constituíam a classe média baixa ou operários com emprego fixo, muitos com carteira assinada. Perderam o emprego, o lugar que tinham e foram morar em habitações precárias. [...]
SAYAD, João. Folha de S. Paulo. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2709200407.htm. Acesso em: 17
jan. 2026.
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Os miseráveis
No Brasil, a pobreza foi se acumulando em camadas sedimentares ao longo de muitos anos de estagnação ou desenvolvimento. O desenvolvimento destrói formas antigas de produção. A estagnação impede que novas gerações se incluam na economia maior e renovada.
Na primeira camada, está o Brasil profundo – índios e caboclos que vivem da floresta, caiçaras pescadores em praias inacessíveis, sertanejos do Nordeste árido. O capitalismo passou ao largo dessas famílias pobres de vida franciscana, que, a bem da verdade, deveriam ser deixadas em paz.
Sobre esta está a camada dos brasileiros pobres expulsos pelo desenvolvimento agrícola ou atraídos pelas cidades iluminadas e cheias de empregos, que saíram de onde estavam, procurando novas oportunidades, e encontraram crises financeiras em vez de empregos. Acumularam-se na periferia das grandes cidades, em favelas, cortiços e invasões.
Uma terceira camada se deposita sobre as outras duas, a das famílias que haviam chegado ao emprego da cidade e que constituíam a classe média baixa ou operários com emprego fixo, muitos com carteira assinada. Perderam o emprego, o lugar que tinham e foram morar em habitações precárias. [...]
SAYAD, João. Folha de S. Paulo. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2709200407.htm. Acesso em: 17
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Os miseráveis
No Brasil, a pobreza foi se acumulando em camadas sedimentares ao longo de muitos anos de estagnação ou desenvolvimento. O desenvolvimento destrói formas antigas de produção. A estagnação impede que novas gerações se incluam na economia maior e renovada.
Na primeira camada, está o Brasil profundo – índios e caboclos que vivem da floresta, caiçaras pescadores em praias inacessíveis, sertanejos do Nordeste árido. O capitalismo passou ao largo dessas famílias pobres de vida franciscana, que, a bem da verdade, deveriam ser deixadas em paz.
Sobre esta está a camada dos brasileiros pobres expulsos pelo desenvolvimento agrícola ou atraídos pelas cidades iluminadas e cheias de empregos, que saíram de onde estavam, procurando novas oportunidades, e encontraram crises financeiras em vez de empregos. Acumularam-se na periferia das grandes cidades, em favelas, cortiços e invasões.
Uma terceira camada se deposita sobre as outras duas, a das famílias que haviam chegado ao emprego da cidade e que constituíam a classe média baixa ou operários com emprego fixo, muitos com carteira assinada. Perderam o emprego, o lugar que tinham e foram morar em habitações precárias. [...]
SAYAD, João. Folha de S. Paulo. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2709200407.htm. Acesso em: 17
jan. 2026.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem na bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem sob o nome de autoajuda. Com cacos de ciência e de psicologia, se procura oferecer uma fórmula infalível para alcançar “a vida que você sempre sonhou”. Confrontada, entretanto, com o curso irrefragável das coisas, ela se mostra insustentável e falaciosa. Curiosamente, a maioria dos que buscam a felicidade intui que não pode encontrá-la na ciência pura ou em algum centro tecnológico. [...]
A essência do ser humano reside na capacidade de relações. Ele é um nó de relações, uma espécie de rizoma, cujas raízes apontam para todas as direções. Só se realiza quando ativa continuamente sua panrelacionalidade, com o universo, com a natureza, com a sociedade, com as pessoas, com o seu próprio coração e com Deus. Essa relação com o diferente lhe permite a troca, o enriquecimento e a transformação. Deste jogo de relações, nasce a felicidade ou a infelicidade na proporção da qualidade desses relacionamentos. Fora da relação não há felicidade possível.
BOFF, Leonardo. É possível a felicidade num mundo conturbado como o
nosso? Disponível em: https://leonardoboff.org/2024/08/24/e-possivel-a-
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Texto 2
A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem na bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem sob o nome de autoajuda. Com cacos de ciência e de psicologia, se procura oferecer uma fórmula infalível para alcançar “a vida que você sempre sonhou”. Confrontada, entretanto, com o curso irrefragável das coisas, ela se mostra insustentável e falaciosa. Curiosamente, a maioria dos que buscam a felicidade intui que não pode encontrá-la na ciência pura ou em algum centro tecnológico. [...]
A essência do ser humano reside na capacidade de relações. Ele é um nó de relações, uma espécie de rizoma, cujas raízes apontam para todas as direções. Só se realiza quando ativa continuamente sua panrelacionalidade, com o universo, com a natureza, com a sociedade, com as pessoas, com o seu próprio coração e com Deus. Essa relação com o diferente lhe permite a troca, o enriquecimento e a transformação. Deste jogo de relações, nasce a felicidade ou a infelicidade na proporção da qualidade desses relacionamentos. Fora da relação não há felicidade possível.
BOFF, Leonardo. É possível a felicidade num mundo conturbado como o
nosso? Disponível em: https://leonardoboff.org/2024/08/24/e-possivel-a-
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A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem na bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem sob o nome de autoajuda. Com cacos de ciência e de psicologia, se procura oferecer uma fórmula infalível para alcançar “a vida que você sempre sonhou”. Confrontada, entretanto, com o curso irrefragável das coisas, ela se mostra insustentável e falaciosa. Curiosamente, a maioria dos que buscam a felicidade intui que não pode encontrá-la na ciência pura ou em algum centro tecnológico. [...]
A essência do ser humano reside na capacidade de relações. Ele é um nó de relações, uma espécie de rizoma, cujas raízes apontam para todas as direções. Só se realiza quando ativa continuamente sua panrelacionalidade, com o universo, com a natureza, com a sociedade, com as pessoas, com o seu próprio coração e com Deus. Essa relação com o diferente lhe permite a troca, o enriquecimento e a transformação. Deste jogo de relações, nasce a felicidade ou a infelicidade na proporção da qualidade desses relacionamentos. Fora da relação não há felicidade possível.
BOFF, Leonardo. É possível a felicidade num mundo conturbado como o
nosso? Disponível em: https://leonardoboff.org/2024/08/24/e-possivel-a-
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Leia o Texto 1 para responder à questão.

Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-
armandinho. Acesso em: 18 jan. 2025.
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Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-
armandinho. Acesso em: 18 jan. 2025.
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Leia o texto a seguir.
No azul do céu o teu pavilhão desfralda,
Teu verde lembra a cor da esmeralda,
Com graça e fibra o povo de Goiás,
Rumo ao futuro, ao progresso e à paz.
Teu povo é desse chão verde-amarelo,
Orgulho de um país tão grande e belo,
O sol cativo dá ao vale a bonança,
E abre as portas a um amanhã de esperança.
Hino da cidade de Valparaíso de Goiás. Letra por Esmael Lopes. Disponível em: https://valparaisodegoias.go.gov.br/cidade/hino-municipal/. Acesso em: 15 jan. 2026.
O trecho apresentado corresponde ao hino da cidade de Valparaíso de Goiás. O trecho reforça a vontade de Valparaíso de Goiás de
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Leia o texto a seguir.
Valparaíso de Goiás é apontada pelo IBGE como uma das cidades que mais crescem no Brasil e conta com grande oferta de serviços, indústria e comércio, setores que compõem a sua base econômica. A localização, no entorno de Brasília, coloca Valparaíso de Goiás em um campo economicamente importante para o estado e vocacionada para o turismo de negócios.
GOIÁS. Estudo 39 – Sistema Territorial Turístico de Valparaíso de Goiás. Mapeamento Situacional – DTI Destinos Turísticos Inteligentes. 2023. Disponível em: https://goias.gov.br/turismo/wpcontent/uploads/sites/4/2023/12/39-%E2%80%93-Municipio-de-Valparaiso-deGoias.pdf. Acesso em: 14 jan. 2026. [Adaptado].
Por qual motivo o texto considera Valparaíso de Goiás vocacionada ao turismo de negócios?
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