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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Assinale a alternativa cuja palavra destacada
está sendo empregada em sentido figurado.
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
A velhinha e o celular
Era noite e eu costumava dormir cedo
naquela época. Já estava nos primeiros
preparativos para isso quando escutei que
batiam à porta. Eu não conhecia muita gente por
ali e imaginei que só podia ser a velhinha. De
vez em quando ela vinha pedir a minha ajuda
em alguma coisa. Por alguma razão, ela havia
simpatizado comigo. Talvez eu tenha mesmo a
aparência de bom moço. Costumo ser paciente
com os outros, provavelmente por saber que é
assim que eu preciso que os outros sejam
comigo. Só que não é sempre que estou de boa
vontade. Essa velhinha já havia batido à minha
porta em horas inoportunas. Nunca deixei de
atender, mas foi ao custo de muito domínio
próprio que escondi o meu incômodo.
(...) Como em noites anteriores, ela me
estendeu o seu celular. Um modelo
antiquíssimo, desses que só servem para
telefonar e mandar mensagem. Para a velhinha,
eu representava a geração Z, aquela gente que
já nasceu conectada e que entende tudo sobre
tecnologia. Os óculos, de certo, completavam
essa impressão. Mas a verdade é que eu pouco
entendo desse mundo, mal consigo lidar com o
meu próprio celular. Muitas vezes já aconteceu
de me passarem o celular para ver se eu resolvia
algum problema e eu devolver sem ter
conseguido absolutamente nada. A sorte é que o
problema da velhinha era mais fácil.
Ora, ela apenas não estava conseguindo
ligar o dito cujo. Não era a primeira vez que isso
acontecia, ela imaginava que fosse algum
problema do celular, que tivesse estragado ou
algo do tipo. Mas eu peguei o celular e, como
das outras vezes, segurei o botão de ligar por
alguns segundos, até que ele desse algum sinal
de vida. Não demorou e uma imagem apareceu
na tela, comprovando o sucesso do meu
método. Eu era jovem e não podia entender
como é que alguém não conseguia ligar o celular. Uma vez, vá lá. Mas eu já havia
explicado para a velhinha várias vezes como é
que se faz para ligar um celular, e ela sempre
voltava, e sempre achava que o problema era o
celular.
(...) Devolvido o celular, ela me
agradeceu, com exagero, deu boa noite e voltou
para casa. Talvez nós nos víssemos novamente
na noite seguinte.
FENDRICH, Henrique. A velhinha e o celular. Escotilha.
Disponível em
<https://escotilha.com.br/cronicas/henriquefendrich/velhinha-e-o-celular/>.
A palavra destacada no trecho acima apresenta o sentido de:
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A velhinha e o celular
Era noite e eu costumava dormir cedo
naquela época. Já estava nos primeiros
preparativos para isso quando escutei que
batiam à porta. Eu não conhecia muita gente por
ali e imaginei que só podia ser a velhinha. De
vez em quando ela vinha pedir a minha ajuda
em alguma coisa. Por alguma razão, ela havia
simpatizado comigo. Talvez eu tenha mesmo a
aparência de bom moço. Costumo ser paciente
com os outros, provavelmente por saber que é
assim que eu preciso que os outros sejam
comigo. Só que não é sempre que estou de boa
vontade. Essa velhinha já havia batido à minha
porta em horas inoportunas. Nunca deixei de
atender, mas foi ao custo de muito domínio
próprio que escondi o meu incômodo.
(...) Como em noites anteriores, ela me
estendeu o seu celular. Um modelo
antiquíssimo, desses que só servem para
telefonar e mandar mensagem. Para a velhinha,
eu representava a geração Z, aquela gente que
já nasceu conectada e que entende tudo sobre
tecnologia. Os óculos, de certo, completavam
essa impressão. Mas a verdade é que eu pouco
entendo desse mundo, mal consigo lidar com o
meu próprio celular. Muitas vezes já aconteceu
de me passarem o celular para ver se eu resolvia
algum problema e eu devolver sem ter
conseguido absolutamente nada. A sorte é que o
problema da velhinha era mais fácil.
Ora, ela apenas não estava conseguindo
ligar o dito cujo. Não era a primeira vez que isso
acontecia, ela imaginava que fosse algum
problema do celular, que tivesse estragado ou
algo do tipo. Mas eu peguei o celular e, como
das outras vezes, segurei o botão de ligar por
alguns segundos, até que ele desse algum sinal
de vida. Não demorou e uma imagem apareceu
na tela, comprovando o sucesso do meu
método. Eu era jovem e não podia entender
como é que alguém não conseguia ligar o celular. Uma vez, vá lá. Mas eu já havia
explicado para a velhinha várias vezes como é
que se faz para ligar um celular, e ela sempre
voltava, e sempre achava que o problema era o
celular.
(...) Devolvido o celular, ela me
agradeceu, com exagero, deu boa noite e voltou
para casa. Talvez nós nos víssemos novamente
na noite seguinte.
FENDRICH, Henrique. A velhinha e o celular. Escotilha.
Disponível em
<https://escotilha.com.br/cronicas/henriquefendrich/velhinha-e-o-celular/>.
"Essa velhinha já havia batido à minha porta em horas inoportunas."
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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A velhinha e o celular
Era noite e eu costumava dormir cedo
naquela época. Já estava nos primeiros
preparativos para isso quando escutei que
batiam à porta. Eu não conhecia muita gente por
ali e imaginei que só podia ser a velhinha. De
vez em quando ela vinha pedir a minha ajuda
em alguma coisa. Por alguma razão, ela havia
simpatizado comigo. Talvez eu tenha mesmo a
aparência de bom moço. Costumo ser paciente
com os outros, provavelmente por saber que é
assim que eu preciso que os outros sejam
comigo. Só que não é sempre que estou de boa
vontade. Essa velhinha já havia batido à minha
porta em horas inoportunas. Nunca deixei de
atender, mas foi ao custo de muito domínio
próprio que escondi o meu incômodo.
(...) Como em noites anteriores, ela me
estendeu o seu celular. Um modelo
antiquíssimo, desses que só servem para
telefonar e mandar mensagem. Para a velhinha,
eu representava a geração Z, aquela gente que
já nasceu conectada e que entende tudo sobre
tecnologia. Os óculos, de certo, completavam
essa impressão. Mas a verdade é que eu pouco
entendo desse mundo, mal consigo lidar com o
meu próprio celular. Muitas vezes já aconteceu
de me passarem o celular para ver se eu resolvia
algum problema e eu devolver sem ter
conseguido absolutamente nada. A sorte é que o
problema da velhinha era mais fácil.
Ora, ela apenas não estava conseguindo
ligar o dito cujo. Não era a primeira vez que isso
acontecia, ela imaginava que fosse algum
problema do celular, que tivesse estragado ou
algo do tipo. Mas eu peguei o celular e, como
das outras vezes, segurei o botão de ligar por
alguns segundos, até que ele desse algum sinal
de vida. Não demorou e uma imagem apareceu
na tela, comprovando o sucesso do meu
método. Eu era jovem e não podia entender
como é que alguém não conseguia ligar o celular. Uma vez, vá lá. Mas eu já havia
explicado para a velhinha várias vezes como é
que se faz para ligar um celular, e ela sempre
voltava, e sempre achava que o problema era o
celular.
(...) Devolvido o celular, ela me
agradeceu, com exagero, deu boa noite e voltou
para casa. Talvez nós nos víssemos novamente
na noite seguinte.
FENDRICH, Henrique. A velhinha e o celular. Escotilha.
Disponível em
<https://escotilha.com.br/cronicas/henriquefendrich/velhinha-e-o-celular/>.
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CAZO. Roubo de celulares. Disponível em .<https://blogdoaftm.com.br/charge-roubo-de-celulares2/>.
Na oração "hoje em dia a vida está no celular", utilizada na charge acima, é correto afirmar que:
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Assinale a alternativa cujo elemento destacado
faz referência a algo apresentado
posteriormente no enunciado.
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"Ah! A literatura ou me mata ou me dá o que
peço dela." (Lima Barreto)
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no pensamento acima.
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no pensamento acima.
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Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas de acordo com as normas
vigentes em Língua Portuguesa.
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Assinale a alternativa cuja palavra destacada
está sendo empregada em sentido figurado.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Brevíssima história da humanidade
O curso de nossa história como espécie
foi moldado, e continua sendo, por revoluções
agudas provocadas por descobertas ou
invenções. É abstrato pensar sobre isso, mas
muito interessante de imaginar. Como
chegamos até aqui? O que viemos fazer neste
planeta? Quando julgamos estar apartados de
tudo que vive, ocupando o lugar de donos do
mundo?
A primeira grande revolução humana foi
a agrícola. Fomos forjados, através da seleção
natural, para sermos animais nômades,
explorando os recursos naturais para
sobrevivermos. A natureza oferecia alimento,
água, sombra e abrigo. Mas, queríamos mais.
Então aprendemos a manipular ferramentas
simples ao nosso favor e graças à posição de
nosso polegar. Sim, a possibilidade de realizar
movimento de pinça com os dedos fez toda a
diferença. O tamanho do cérebro aumentou e
por consequência a cognição. Descobrimos o
fogo, manipulamos a vida ao nosso redor.
Nossos neurônios estabeleceram conexões
ainda inéditas, criamos linguagens capazes de
transmitir os conhecimentos adquiridos, agrupamo-nos e domesticamos animais e
plantas. Entendemos os ciclos, reproduzimos a
vida natural, tomamos consciência de nossa
existência. (...)
Inventamos maneiras de comunicação
cada vez mais rápidas, a revolução tecnológica
em curso molda mais uma vez nossa maneira de
viver. Somos os seres humanos pós-modernos,
tecnológicos, digitais, virtuais. Inventamos a
inteligência artificial e viramos seus reféns.
Vivemos sob a ameaça do fim, sob a batuta do
consumo desenfreado, ainda que parte de nós
lute para conseguir o mínimo. As
consequências de tudo que foi feito batem à
nossa porta. Nessa era denominada
Antropoceno, o que prevalece são as coisas construídas; as marcas do homem arranham
tudo.
O que virá depois? Ou talvez a pergunta
seja: haverá depois? A possibilidade de
retroceder em nome da saúde planetária existe?
Amargaremos num futuro próximo as distopias
pensadas na ficção? Poderemos controlar a
sanha destruidora de nossa espécie? Nunca é
demais lembrar que não temos para onde ir.
PAIXÃO, Júnia. Brevíssima história da humanidade.
Escritor brasileiro. Disponível em.<https://escritorbrasileiro.com.br/cronica/brevissimahistoria-da-humanidade/>.
Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima altera o seu significado básico original.
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