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4234177 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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“Odisseia” e “Ilíada” são só dois capítulos de oito

Por Bruno Carbinatto

O cavalo de Troia. O saque e a destruição da cidade. A flecha no calcanhar que matou

Aquiles, o herói quase invencível. A trágica morte de Odisseu, assassinado pelo próprio filho.

Provavelmente, você conhece alguns destes eventos relacionados à famosa Guerra de

Troia, adaptada para as telonas recentemente no filme de Christopher Nolan. O que talvez

você não saiba é que nenhum deles é contado em detalhes nem em A Ilíada nem em A

Odisseia, os dois poemas épicos de Homero, considerados hoje duas das histórias mais antigas

e importantes da literatura Ocidental.

O próprio truque do cavalo, por exemplo, é citado só brevemente por Homero. Muitos

outros episódios centrais da história da guerra .... aparecem nos textos. Eles fazem parte de

outras obras literárias escritas nas décadas e séculos após os poemas homéricos.

A Ilíada e A Odisseia são só duas partes de uma saga muito maior, que aborda os

antecedentes da Guerra de Troia, os detalhes do conflito em si e o que aconteceu com seus

heróis depois. Essas histórias foram o que, hoje, é chamado de “Ciclo Épico” por estudiosos,

e eram contadas (e cantadas por bardos) na Grécia Antiga.

O problema é que seis dessas narrativas se perderam ao longo da história; os dois

poemas homéricos são os únicos que sobreviveram até hoje. Só sabemos das outras histórias

por conta de resumos escritos por autores antigos e alguns fragmentos e citações que foram

preservados em outras obras.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/odisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-o-ciclo-epico-de-troia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a lacuna pontilhada no trecho “Muitos outros episódios centrais da história da guerra .... aparecem nos textos”, retirado do texto, analise as assertivas a seguir:

I. A lacuna pontilhada deve ser preenchida por “se quer”.
II. Alternativamente, como sinônimo, seria possível preencher a lacuna com “nem mesmo”.
III. A expressão ou palavra que preenche a lacuna pontilhada tem caráter adverbial.

Quais estão corretas?
 

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4234176 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, em relação à colocação pronominal nas locuções verbais, assinale a alternativa na qual a colocação esteja INCORRETA.
 

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4234175 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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Considerando a estrutura organizacional do discurso argumentativo, conhecida como dispositivo argumentativo de Charaudeau, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os elementos dessa estrutura às suas respectivas definições.

Coluna 1
1. Proposta.
2. Tese.
3. Argumentos pró-tese, ou persuasão.
4. Argumentos contrários à tese, ou concessão. 

Coluna 2
( ) Proposição cuja veracidade o autor procura demonstrar; é a asserção para a qual se orienta argumentativamente todo o texto, sendo a conclusão da qual se pretende persuadir o leitor.
( ) Condição sine qua non para que haja argumentação, é sempre independente em relação ao texto produzido. Quanto ao seu enunciador, este pode ser um indivíduo, ou seja, um cidadão comum ou uma figura pública, ou então uma coletividade, representada nas fórmulas do tipo “dizem que”, “sabe-se que” etc. Por via de regra, esse enunciador não é o autor do texto.
( ) É um recurso argumentativo que pode ser representado pelo esquema “A mas B”, que pode ser traduzido como “você deve tirar de A uma conclusão r, mas não o faça porque B, tão verdadeiro quanto A, sugere a conclusão não-r”.
( ) Proposições destinadas a defender uma ideia; são formulados com base nas crenças partilhadas pelos participantes do jogo argumentativo para dar legitimidade ao discurso e aumentar a credibilidade do autor. Visam também persuadir o leitor da posição tomada pelo autor.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4234174 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Candelária-RS
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Assinale a alternativa na qual os versos NÃO apresentam o recurso da metalinguagem, não consistindo, portanto, em metapoemas.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Quanto ao emprego da pontuação no texto e a seus efeitos de sentido, assinale a alternativa correta.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

No período retirado do texto “Nos experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da proteína ligada a esse gene diminuiu”, a palavra “embora” indica _______ e poderia ser substituída por _______, ______ necessárias alterações no período a fim de manter as corretas relações gramaticais.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

No que se refere a aspectos sintáticos, sobre a frase retirada do texto “Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina”, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O termo “Um dos achados da pesquisa” exerce a função de sujeito da oração principal, cujo predicado classifica-se como predicado nominal, uma vez que o verbo “é” atua como verbo de ligação.
II. O termo “a sensibilidade à insulina” exerce a função de objeto direto do verbo “recuperou”, pois completa o sentido da ação verbal.
III. O emprego do acento indicativo de crase em “à insulina” justifica-se pela regência do substantivo “sensibilidade”, que exige a preposição “a”, e pela presença do artigo feminino antes de “insulina”.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação a palavras e trechos retirados do texto e seus aspectos gramaticais, assinale a alternativa correta.
 

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Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade

Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os fenômenos fonológicos às respectivas palavras retiradas do texto. 

Coluna 1
1. Dígrafo consonantal.
2. Hiato.
3. Encontro consonantal.
4. Ditongo decrescente.

Coluna 2
( ) Fibrose.
( ) Oito.
( ) Falhas.
( ) Diabetes.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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Por Maria Fernanda Ziegler

Estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que os

benefícios da musculação vão além do ganho de músculos e da perda de gordura. Em

experimentos com camundongos, os pesquisadores observaram que o treinamento de força

induz uma verdadeira reprogramação molecular no fígado. A descoberta ajuda a entender

como a prática modula o funcionamento do genoma para mitigar a doença hepática

esteatótica — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão e intimamente ligada

ao surgimento do diabetes tipo 2.

“Queríamos entender como algo que ocorre nos músculos poderia interferir e beneficiar

um problema no fígado. Para isso, fomos investigar o cerne do metabolismo, que é o nosso

DNA. O objetivo foi compreender como a obesidade agride esse DNA e, depois, como a

musculação consegue protegê-lo”, relata Leandro Pereira de Moura, professor da Faculdade

de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e coordenador da pesquisa. Os resultados do estudo

foram divulgados em novembro na revista Life Sciences.

Para descobrir como o trabalho muscular impacta o fígado, a pesquisa focou na

epigenética. Essa área da ciência avalia de que forma fatores externos — como hábitos de

vida e condições ambientais — alteram o funcionamento dos genes sem modificar o código

do DNA.

Um dos fenômenos estudados é a metilação do DNA. Ela consiste na adição de uma

molécula química (o grupo metil) na chamada região promotora do gene, que funciona como

o “botão de ligar”, atuando como uma barreira física que torna o gene menos acessível para

as enzimas da célula, inibindo a sua atividade. Nos experimentos com roedores, os

pesquisadores verificaram que oito semanas de musculação foram suficientes para alterar a

metilação do gene MTCH2 (homólogo 2 do transportador mitocondrial), fortemente envolvido

na forma como o fígado processa e utiliza a energia.

Como explica Moura, a obesidade obriga o fígado a trabalhar em um ambiente tóxico. O

excesso de gordura se acumula nos hepatócitos — as principais células do fígado —,

desencadeando uma inflamação crônica e falhas nas mitocôndrias, que são as “usinas de

energia” celulares. O fígado busca se regenerar, mas, sem energia suficiente, esse processo

falha. O tecido sadio vai sendo substituído por tecido cicatricial (fibrose) em um processo que

destrói aos poucos a função do órgão. Nesse cenário de estresse extremo, o corpo desregula

o funcionamento do gene MTCH2, acelerando ainda mais a progressão da doença. Nos

experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até

emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da

proteína ligada a esse gene diminuiu. Segundo Moura, isso ocorre porque a musculação

devolveu a capacidade energética ao órgão e reduziu a inflamação. Ao perceber que o

ambiente não era mais tóxico, o organismo desligou o “modo de emergência”. Sem o estresse

celular e os sinais de autodestruição, o próprio corpo bloqueou as etapas finais de formação

dessa proteína.

Um dos papéis do fígado é ajudar a manter estável o nível de açúcar no sangue

(glicemia) para garantir o funcionamento dos órgãos. Sob o comando da insulina, o fígado

armazena o açúcar excedente na forma de glicogênio; já nos períodos de jejum, ele libera

essa reserva na corrente sanguínea. Em condições normais, a insulina funciona como um

mensageiro que avisa o fígado para parar de liberar glicose quando o corpo já está abastecido.

Mas quando o órgão está sufocado pela gordura e inflamado, ele desenvolve resistência à

insulina, ou seja, fica “surdo” a esse aviso. Um dos achados da pesquisa é que, nos roedores

obesos que praticaram treinamento de força, o fígado recuperou a sensibilidade à insulina.

Os resultados também indicam que a atividade física inibiu a ação de enzimas que

causam a fibrose e o crescimento celular desordenado. E impulsionou a produção de ATP5,

proteína essencial para a geração de energia mitocondrial. “Com energia abundante, as

células saem do estado de alerta e deixam de ativar o gene MTCH2, favorecendo a

regeneração do tecido”, resume Moura. “Levantar pesos fortalece não só os músculos, mas

também controla como o DNA do fígado funciona”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-do-figado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação às figuras de linguagem presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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