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4232212
Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Leia o texto para responder à próxima questão.
Pra me conquistar... (Martha Medeiros).
Pra me conquistar
basta dizer tudo aquilo
que nunca ouvi de ninguém,
vestir como homem e não como gay,
me tocar sem medo, sem segredo,
entrar e sair da rotina sem que eu note,
me levar para lugares exóticos
e lugares comuns.
Saber ficar em silêncio e assim me dizer tudo;
gostar de rock como eu gosto
e de coisas que eu não gosto;
compreender a vida como é
e buscar o outro lado,
saber a hora exata de ficar
e ir embora
mas não vá…
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A realidade que conhecemos resulta da edição do mundo.
Essa parte construída, reelaborada pelos “produtores”
dos meios (empresários, profissionais de mídia, donos do
aparato tecnológico, entre outros), pode ser, muitas vezes,
tão pequena e tão plena de interpretações implícitas que
se distancia extensamente do fato “narrado”, procurando
atender aos objetivos tanto dos que detêm os meios de
comunicação como, no afã de agradar ao público, atendê-lo
no que lhe é mais caro: o espetáculo e a satisfação
dos estereótipos morais ultrapassados. Esse processo
metonímico – a parte pelo todo – acaba tendo força da
“verdade”, da “objetividade”, da totalidade. E desse modo
esse “mundo todo” será reproduzido e se incorporará
à história vivida. Essa fabricação da realidade em que
vive implica uma aparentemente eterna reprodução do
que está, com as consequências que o cotidiano registra.
Ou seja: a mídia faz parte integrante da que o cotidiano
registra. Ou seja: a mídia faz parte da realidade, elaborando
uma visão mediada dessa realidade. Tendo o poder de,
concomitantemente, divulgá-la, pode-se afirmar que a
mídia contribui para criar a realidade que ela se propõe
a “descrever”.
BACCEGA, Maria Aparecida. Apresentação. In: BARROS FILHO,
Clóvis de. Ética na comunicação. 1. ed. São Paulo: Summus, 2021.
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- Sintaxe
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
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A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
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A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
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Questão presente nas seguintes provas
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A evolução das tecnologias de informação, aliada
à crescente capacidade de coleta e armazenamento de
dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético
dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e
privada mostra-se cada vez mais complexa e desafiadora,
especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar
que dados de fácil acesso, como registros pessoais de
usuários nas redes sociais, são informações públicas que
podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é
uma interpretação equivocada e descontextualizada.
A separação entre o público e o privado tornou-se
um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX
e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram
cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para
a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa
nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido
desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange
à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações,
originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao
uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e
o individual tem ocupado lugar central nas discussões das
Ciências Humanas.
A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição
Humana, fez uma análise do conceito de público no
âmbito da política e da ética. Ela considerou o público
como um espaço compartilhado onde os humanos
se reúnem para interagir e construir uma realidade
social, sustentada na pluralidade de perspectivas e
pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim,
o público contrapõe-se ao privado, que pertence ao
espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e
da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento
emocional e das relações autênticas, garantidor da
privacidade e da liberdade).
Nos campos da Ética, o público é aquilo que
diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos
interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet,
e em especial das redes sociais, passou-se a entender por
público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa.
Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes
sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site
ou à rede social, pode visualizar essas informações em um
local específico. Entretanto, o acesso público à informação
não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu
conhecimento e a sua autorização.
Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
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