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Atenção: Para responder às questão, baseie-se no texto a seguir.
O mar, a terra, o homem
O mar não é apenas adversário do homem que o desconhece, mas é também inimigo de suas próprias crias. Como uma tigresa selvagem que abalada na selva esmaga os próprios filhotes, assim também o mar atira contra os rochedos até mesmo as baleias mais poderosas. Nem misericórdia, nem força nenhuma senão a do próprio mar governa.
Considere a sutileza do mar, como as suas criaturas mais temidas deslizam sob as águas, invisíveis na maior parte, traiçoeiramente ocultas sob os matizes mais encantadores do azul. Considere também o brilho e a beleza diabólica de suas hordas sem piedade, como a forma delicadamente adornada de muitas espécies de tubarão. Considere, uma vez mais, também o canibalismo universal do mar, cujas criaturas se devoram umas às outras, continuando a guerra eterna desde o início do mundo.
Considere tudo isso; e então se volte para esta terra tão verde, suave e dócil; ambos considere, o mar e a terra; e você não acha que existe uma analogia estranha com algo dentro de você? Pois, tal como o oceano aterrador cerca a terra verdejante, tambéт há na alma do homem um terreno insular, cheio de paz e alegria, mas rodeado por todos os horrores da metade desconhecida da vida, aquela sobre a qual não temos nenhum controle. Que você não se afaste dessa ilha, pois poderá não mais voltar.
(Adaptado de: MELVILLE, Herman. Moby Dick. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 299)
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Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
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Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
Um grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos.
A frase acima ganha nova, correta e coerente redação em:
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Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
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Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
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A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
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