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TEXTO I Em um mundo cada vez mais conectado por
tecnologias, paradoxalmente, a conexão humana profunda
parece, por vezes, rarear. A reflexão sobre o comportamento e a
cidadania ganha contornos urgentes, evidenciando a
necessidade de resgatar e fortalecer valores que sustentam a
vida em comunidade. O voluntariado, por exemplo, surge como
um potente catalisador social, capaz de unir indivíduos em
torno de causas comuns, sejam elas a proteção do meio
ambiente, o apoio a comunidades carentes ou a promoção da
educação. Ele não apenas beneficia os receptores da ajuda, mas
também enriquece a experiência de vida dos voluntários,
promovendo um senso de pertencimento e propósito.
Paralelamente, o consumo consciente, longe de ser apenas uma
tendência, configura-se como um pilar fundamental para uma
cidadania mais responsável. A escolha por produtos e serviços
que consideram o impacto social e ambiental de sua produção e
descarte reflete uma postura ativa do cidadão na construção de
um futuro mais justo e sustentável. Esta prática, ao ponderar as
consequências de cada decisão de compra, transforma o ato
individual em um gesto coletivo de grande significado,
impactando cadeias produtivas e incentivando a ética
empresarial. A solidariedade comunitária, por sua vez,
transcende a mera caridade, estabelecendo laços de mútua
dependência e apoio. Em comunidades onde a solidariedade é
cultivada, a resiliência coletiva é amplificada, permitindo que
obstáculos sejam superados com maior facilidade e que a
qualidade de vida local seja significativamente elevada. Este
engajamento mútuo é a base para o combate eficaz ao
preconceito, que se manifesta em suas diversas formas e mina a
coesão social. Através do diálogo, da empatia e do
reconhecimento da alteridade, as barreiras do preconceito
podem ser gradualmente demolidas, pavimentando o caminho
para uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática.
A vida em comunidade, portanto, não é apenas a coexistência
de diferentes, mas a construção ativa de um espaço onde a
diversidade é celebrada e o bem-estar coletivo, prioridade.
(Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)
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Read the following excerpt from OCENs (2006, p.116):
"Activity B
A teacher brings an advertisement about Mother's Day, taken from a magazine. She asks students to read it and answer questions such as:
- Do the mothers represented in the advertisement resemble those you know? Why not?
- Which mothers are not represented in the advertisement?
- Which children will give presents to their mothers?
- How do the children get money to buy presents for their mothers?
- Who creates/produces these advertisements?
- Why do the people who produce the advertisements spend time and effort to ensure that the reader knows which product is available on the market?"
BRASIL. Ministério da Educação: Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília, 2006, p.116.
Concerning Critical Literacy studies, choose the CORRECT alternative:
"Activity B
A teacher brings an advertisement about Mother's Day, taken from a magazine. She asks students to read it and answer questions such as:
- Do the mothers represented in the advertisement resemble those you know? Why not?
- Which mothers are not represented in the advertisement?
- Which children will give presents to their mothers?
- How do the children get money to buy presents for their mothers?
- Who creates/produces these advertisements?
- Why do the people who produce the advertisements spend time and effort to ensure that the reader knows which product is available on the market?"
BRASIL. Ministério da Educação: Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília, 2006, p.116.
Concerning Critical Literacy studies, choose the CORRECT alternative:
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TEXTO IV - Base para responder à questão.
Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira
O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado
nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é,
na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes
contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a
heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as
diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.
De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois
sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os
que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su -
peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente
é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade
deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?
A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas
à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato
comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da
variante linguística de seu grupo social e regional de origem.
SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando
e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
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TEXTO IV - Base para responder à questão.
Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira
O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado
nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é,
na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes
contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a
heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as
diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.
De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois
sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os
que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su -
peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente
é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade
deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?
A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas
à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato
comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da
variante linguística de seu grupo social e regional de origem.
SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando
e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
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TEXTO IV - Base para responder à questão.
Reflexões sobre ensino de gramática na realidade educacional brasileira
O ensino de gramática no contexto educacional brasileiro tem sido primordialmente prescritivo, baseado
nas regras da gramática normativa tida como o manual do bem falar (ILARI, 1992). A língua portuguesa é,
na prática, muitas vezes considerada homogênea, apesar de o Brasil ser um país marcado por grandes
contrastes, aliás, em vários sentidos. A variedade padrão é aquela ensinada na escola, instituição que representa uma força corretiva e unificadora da língua. A despeito do que preconizam os manuais gramaticais, a
heterogeneidade linguística está estabelecida no país e é influenciada tanto por fatores diatópicos, geográficos, quanto por fatores diastráticos, sociais. Devido ao acesso limitado à ampla e efetiva escolarização, as
diferenças linguísticas tornam-se acentuadas e, sobretudo, cada vez mais distantes da norma culta.
De um lado, há os que defendem o respeito com relação à variedade linguística das classes populares, pois
sua linguagem é considerada tão válida para a comunicação quanto a língua padrão. Por outro lado, há os
que afirmam a necessidade de as classes populares aprenderem a usar a variedade socialmente privilegiada, visto que a posse dessa linguagem constitui instrumento fundamental e indispensável na luta pela su -
peração das desigualdades sociais (POSSENTI, 1992). Mas o que gostaríamos de problematizar inicialmente
é o seguinte: diante da variedade linguística do português, como fica a questão do ensino? Qual variedade
deve ser ensinada pelo professor de língua portuguesa?
A primeira corrente expressa uma ideia muito simplista da língua, uma vez que restringe seu uso apenas
à comunicação, ignorando as demais concepções de linguagem. A língua(gem), além de se prestar ao ato
comunicativo, configura a expressão do pensamento, sendo, sobretudo, uma forma de interação humana, política e social. É sob essa ótica que defendemos que as atividades de ensino devem oportunizar aos alunos o domínio de um sistema valorizado, ou seja, da norma padrão, sem que isso signifique depreciação da
variante linguística de seu grupo social e regional de origem.
SILVA, Kleber Aparecido da; PILATI, Eloisa; e DIAS, Juliana de Freitas. O ensino de gramática na contemporaneidade: delimitando
e atravessando as fronteiras na formação inicial de professores de língua portuguesa. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1984-63982010000400008. Acesso em: 07 jul. 2025.
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TEXTO III - Base para responder à questão.

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TEXTO III - Base para responder à questão.

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TEXTO III - Base para responder à questão.

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TEXTO III - Base para responder à questão.

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TEXTO II - Base para responder à questão.
O Mistério da Herança
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o
seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só
que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situa -
ção, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação.
Escreveu assim:
"DEIXO MEUS BENS A MINHA IRMÃ NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO PADEIRO NADA DOU
AOS POBRES"
Morreu, antes de fazer a pontuação.
Fonte: https://viciadas-em-livros.blogspot.com/2014/06/o-misterio-da-heranca.html.
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