Magna Concursos

Foram encontradas 358.636 questões.

4067019 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Venda Nova Imigrante-ES
Provas:
O pior encontro casual
            O pior encontro casual da noite ainda é o do homem autobiográfico. Chega, senta e começa a crônica de si mesmo: “Acordo às sete da manhã e a primeira coisa que faço é tomar o meu bom chuveiro”. Como são desprezíveis as pessoas que falam no “bom chuveiro”! E segue o parceiro: “Depois peço os jornais, sento à mesa e tomo meu café reforçado”. Ah, a pena de morte, para as pessoas que tomam “café reforçado”! E a explanação continua: “Nos jornais, vocês me desculpem mas, a mim, só interessa o artigo de Macedo Soares e as histórias em quadrinhos”. Nessa altura o autobiográfico procura colocar-se em dois planos, que lhe ficam muito bem: o que ele julga de seriedade política (Macedo) e o outro, de folgazante espiritual (histórias em quadrinhos). E vai daí para outra modesta homenagem a si mesmo: “Aí, então, é que vou me vestir. Quanto à roupa, nunca liguei muito, mas, camisa e cueca, tenha paciência, eu mudo todo dia”. O “tenha paciência” é porque está absolutamente certo de que estamos com a camisa e a cueca de ontem. “Acordo minha senhora, pergunto se ela quer alguma coisa e vou para o escritório.” Gente que chama a mulher de “minha senhora” está sempre pensando que: 1º – não acreditamos que eles sejam casados no civil e no religioso; 2º – no fundo, desconfiamos de que sua mulher lhe seja infiel. E vai adiante o mal-feliz: “Só aí vou para o escritório, mas nunca antes de passar no jornal, para ver se há alguma coisa”. Esse “passar no jornal” é um pouco difícil de explicar. Mas todo homem banal tem muita vergonha de não ser jornalista e alude sempre a um jornal, do qual tem duas ações ou pertence a um primo, ou amigo íntimo.
        Vai por aí contando sua vidinha, que termina, melancolicamente, com esta frase: “À noite, eu sou da família!”. Bonito! “Visto meu pijama, janto, deito no sofá e vou ver a televisão, com as crianças em cima de mim.” Está aí o retrato perfeito do cretino nacional. E, o que é triste, além de numeroso, está em toda parte. Que horror me causam as pessoas do “bom chuveiro”, do “café reforçado”, os de “Macedo Soares e das histórias em quadrinhos” (os que gostam só de Macedo Soares ou só de histórias em quadrinhos são ótimos), que precisam dizer que mudam camisa e cueca todos os dias, as que citam “sua senhora” e os que “passam no jornal, antes de ir para o escritório”. Nossa maior repulsa, ainda, por quem janta de pijama e deita no sofá, com as crianças em cima. Ah, essa gente me procura tanto!
(MARIA, A. O pior encontro casual [1959]. In: SANTOS. J. F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 141-142.) 
Ao final do texto, o narrador sintetiza sua repulsa ao descrever a rotina noturna do seu interlocutor como o “retrato perfeito do cretino nacional” (2º§). De acordo com a progressão argumentativa do autor, essa “cretinice” é atribuída ao personagem por ele:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4067018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Venda Nova Imigrante-ES
Provas:
O pior encontro casual
            O pior encontro casual da noite ainda é o do homem autobiográfico. Chega, senta e começa a crônica de si mesmo: “Acordo às sete da manhã e a primeira coisa que faço é tomar o meu bom chuveiro”. Como são desprezíveis as pessoas que falam no “bom chuveiro”! E segue o parceiro: “Depois peço os jornais, sento à mesa e tomo meu café reforçado”. Ah, a pena de morte, para as pessoas que tomam “café reforçado”! E a explanação continua: “Nos jornais, vocês me desculpem mas, a mim, só interessa o artigo de Macedo Soares e as histórias em quadrinhos”. Nessa altura o autobiográfico procura colocar-se em dois planos, que lhe ficam muito bem: o que ele julga de seriedade política (Macedo) e o outro, de folgazante espiritual (histórias em quadrinhos). E vai daí para outra modesta homenagem a si mesmo: “Aí, então, é que vou me vestir. Quanto à roupa, nunca liguei muito, mas, camisa e cueca, tenha paciência, eu mudo todo dia”. O “tenha paciência” é porque está absolutamente certo de que estamos com a camisa e a cueca de ontem. “Acordo minha senhora, pergunto se ela quer alguma coisa e vou para o escritório.” Gente que chama a mulher de “minha senhora” está sempre pensando que: 1º – não acreditamos que eles sejam casados no civil e no religioso; 2º – no fundo, desconfiamos de que sua mulher lhe seja infiel. E vai adiante o mal-feliz: “Só aí vou para o escritório, mas nunca antes de passar no jornal, para ver se há alguma coisa”. Esse “passar no jornal” é um pouco difícil de explicar. Mas todo homem banal tem muita vergonha de não ser jornalista e alude sempre a um jornal, do qual tem duas ações ou pertence a um primo, ou amigo íntimo.
        Vai por aí contando sua vidinha, que termina, melancolicamente, com esta frase: “À noite, eu sou da família!”. Bonito! “Visto meu pijama, janto, deito no sofá e vou ver a televisão, com as crianças em cima de mim.” Está aí o retrato perfeito do cretino nacional. E, o que é triste, além de numeroso, está em toda parte. Que horror me causam as pessoas do “bom chuveiro”, do “café reforçado”, os de “Macedo Soares e das histórias em quadrinhos” (os que gostam só de Macedo Soares ou só de histórias em quadrinhos são ótimos), que precisam dizer que mudam camisa e cueca todos os dias, as que citam “sua senhora” e os que “passam no jornal, antes de ir para o escritório”. Nossa maior repulsa, ainda, por quem janta de pijama e deita no sofá, com as crianças em cima. Ah, essa gente me procura tanto!
(MARIA, A. O pior encontro casual [1959]. In: SANTOS. J. F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 141-142.) 
No 1º§, o narrador utiliza o termo “homem autobiográfico” para definir o seu interlocutor indesejado. A partir da leitura integral do texto, depreende-se que esse rótulo é empregado para caracterizar um tipo humano que:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066916 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
Segundo Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, Curvelo (MG) foi elevada à Vila e, portanto, a município, em 1831, e, em 1833, aprovou-se o plano da divisão dos distritos. Pautado em Boaventura Leite (1987), marque a alternativa CORRETA sobre a história do distrito.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066913 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, afirma que Morro da Garça entrou na literatura devido a João Guimarães Rosa. De acordo com Boaventura Leite (1987), na obra de Guimarães Rosa, qual o significado de Morro?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066910 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
Boaventura Leite (1987), em seu livro “Morro da Garça: no centenário da Paróquia e da Matriz”, relata os meios de comunicação da época. Considerando os meios de comunicação abordados na obra de Boaventura Leite (1987), analise o seguinte fragmento de texto.

Os ____________, as tropas menos em uso, abriram os pequenos caminhos da região no transporte de produtos e, mesmo ocasionalmente, de pessoas. Em 1930, construiu-se a primeira estrada de rodagem regular, que foi bem conservada, através da cobrança de _____________, além das numerosas estradas municipais e _____________, que fazem as ligações com as propriedades rurais.

As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066897 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:

Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.

Enunciado 4543965-1

Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?. Acesso em: 23 jan. 2026.

As vírgulas presentes, no primeiro e no terceiro quadro do texto 02, foram usadas, de acordo com a norma, para separar um
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066896 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:

Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.

Enunciado 4543964-1

Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?. Acesso em: 23 jan. 2026.

A palavra “mal-humorada”, presente nas falas do texto, foi formada pelo processo de
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066895 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
Sobre o uso do verbo “andar” no texto, é CORRETO afirmar que,
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066894 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
O vício da aprovação
         Por muito tempo, eu nutri a necessidade de ser aprovada em tudo, até nas mínimas coisas. E isso vem lá de trás. Meus pais foram muito rígidos, exigentes e preocupados com a minha criação. Sem perceber, com frequência eles me fizeram olhar para mim mesma com os olhos dos outros ou com a ideia de como os outros estavam me vendo. Faziam comparações para ditar como eu deveria ou não ser. Por isso, além do desejo por aprovação, eu desenvolvi também um olhar julgador sobre mim.
         Desse jeito, fui deixando de ser a pequena Jack espontânea e autêntica, achando que, assim, seria aceita e aprovada. No fundo, eu era só uma menina em busca do amor e do afeto deles. Entretanto, hoje sei que esse foi o melhor jeito que encontraram para me criar.
         Quando paramos de nos ouvir, de nos sentir e de nos expressar de acordo com a nossa verdade, nos desconectamos da nossa essência. E somos tomados pelo medo, ficamos mais acuados, reféns de elogios, gestos, olhares e reconhecimentos alheios.
        Colocamos nossa felicidade, nosso senso de valor nas mãos dos outros, desejando receber de volta o que nunca aprendemos a nos dar. Contudo, a busca por aprovação é como um vício, potencializado pela vergonha de ser quem somos e pelas mentiras que dizem a nosso respeito: você é insuficiente, inadequada e desinteressante.
         Aos poucos, acreditamos em tudo isso e, quando não recebemos o que desejamos, entramos no ciclo de nos movimentar para sermos aprovados novamente. O vício faz isso: nos alimenta, nos sacia, mas essa sensação não dura muito e logo traz a solidão, a dúvida, além de um grande sofrimento.
       Quando entendi tal dinâmica, concluí que precisava perdoar e acolher a Jack criança, para então quebrar os ciclos e sair do meu próprio vício por aprovação. Percorri um longo caminho de volta para mim, para viver a liberdade do meu próprio voo, e, hoje, enfim, escolho atravessar o medo da desaprovação: prefiro ser julgada a trair a minha própria alma. [...] 
Fonte: PEREIRA, Jacqueline. O vício da aprovação. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/.
Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado. 
Assinale a alternativa em que todas as palavras do texto foram acentuadas graficamente seguindo a mesma regra.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4066893 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Morro Garça-MG
Provas:
O vício da aprovação
         Por muito tempo, eu nutri a necessidade de ser aprovada em tudo, até nas mínimas coisas. E isso vem lá de trás. Meus pais foram muito rígidos, exigentes e preocupados com a minha criação. Sem perceber, com frequência eles me fizeram olhar para mim mesma com os olhos dos outros ou com a ideia de como os outros estavam me vendo. Faziam comparações para ditar como eu deveria ou não ser. Por isso, além do desejo por aprovação, eu desenvolvi também um olhar julgador sobre mim.
         Desse jeito, fui deixando de ser a pequena Jack espontânea e autêntica, achando que, assim, seria aceita e aprovada. No fundo, eu era só uma menina em busca do amor e do afeto deles. Entretanto, hoje sei que esse foi o melhor jeito que encontraram para me criar.
         Quando paramos de nos ouvir, de nos sentir e de nos expressar de acordo com a nossa verdade, nos desconectamos da nossa essência. E somos tomados pelo medo, ficamos mais acuados, reféns de elogios, gestos, olhares e reconhecimentos alheios.
        Colocamos nossa felicidade, nosso senso de valor nas mãos dos outros, desejando receber de volta o que nunca aprendemos a nos dar. Contudo, a busca por aprovação é como um vício, potencializado pela vergonha de ser quem somos e pelas mentiras que dizem a nosso respeito: você é insuficiente, inadequada e desinteressante.
         Aos poucos, acreditamos em tudo isso e, quando não recebemos o que desejamos, entramos no ciclo de nos movimentar para sermos aprovados novamente. O vício faz isso: nos alimenta, nos sacia, mas essa sensação não dura muito e logo traz a solidão, a dúvida, além de um grande sofrimento.
       Quando entendi tal dinâmica, concluí que precisava perdoar e acolher a Jack criança, para então quebrar os ciclos e sair do meu próprio vício por aprovação. Percorri um longo caminho de volta para mim, para viver a liberdade do meu próprio voo, e, hoje, enfim, escolho atravessar o medo da desaprovação: prefiro ser julgada a trair a minha própria alma. [...] 
Fonte: PEREIRA, Jacqueline. O vício da aprovação. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/.
Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Por muito tempo, eu nutri a necessidade de ser aprovada em tudo, até nas mínimas coisas.”, a vírgula separa o trecho “Por muito tempo”, de acordo com a norma, por se tratar de uma
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas