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Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e
cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
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1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e
cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
- Serginho, deixe a pasta com o тoço! (5°/6º parágrafos)
Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
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cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
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1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e
cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
O verbo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido da frase, por:
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cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
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1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e
cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Em relação ao trecho que a antecede, a oração sublinhada expressa ideia de
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cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
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1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e
cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia
nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para
enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois
uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo
que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.
3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta
de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:
6. - Serginho, deixe a pasta com o moço!
7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a
contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem
podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.
8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:
9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?
10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do
irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.
11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.
12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto
retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."
13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que
dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
Documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” estreia na
HBO Max
Por Rafael Saturnino - Colunista do UOL Play
"Meu Ayrton Por Adriane Galisteu” chega ao catálogo
da HBO Max nesta quinta-feira, 6 de novembro, com os dois
episódios já disponíveis também on demand no UOL Play. A
série documental promete emocionar quem viveu os anos 90 e
provocar quem só ouviu falar do casal mais falado do país
naquela época. É a chance de conhecer um lado pouco
explorado de Ayrton Senna e, principalmente, ouvir tudo da
própria Adriane, 31 anos depois.
Ayrton Senna sempre foi um grande ídolo nacional. Mas
por trás do capacete, havia um homem que viveu uma história
de amor intensa, e muitas vezes polêmica, com Adriane
Galisteu. O tempo passou, muitas versões foram contadas,
algumas pessoas se calaram, e agora é ela quem decide falar.
Se você quer entender melhor a relação entre Adriane
Galisteu e Ayrton Senna, ou está só curioso com os bastidores
de Meu Ayrton, siga aqui com a gente. Vamos te contar o que esperar dessa produção e por que ela vale o play!
O que é Meu Ayrton Por Adriane Galisteu?
Meu Ayrton Por Adriane Galisteu é uma série
documental dividida em dois episódios de 45 minutos, sobre a
história de amor vivida por Adriane e Ayrton entre 1993 e 1994.
Tudo é contado por ela mesma, com depoimentos sinceros,
registros pessoais e visitas a lugares marcantes. É um convite
para enxergar o ídolo fora das pistas, pelos olhos de quem o
amou longe dos holofotes.
O objetivo é dar voz a uma narrativa que por muito
tempo ficou abafada. Desde a morte de Senna, a presença de
Galisteu em produções sobre a vida do piloto sempre foi tímida.
Agora, ela toma as rédeas da própria história, com maturidade e liberdade para dizer o que nunca foi dito.
Além da apresentadora, a produção traz depoimentos
inéditos de pessoas que conviveram com o casal e presenciaram
os bastidores dessa relação. É um retrato intimo e emocional,
sem pretensão de ser definitivo, mas com o compromisso de ser
verdadeiro para quem viveu cada detalhe.
O amor interrompido: o conto de fadas e a tragédia
Adriane tinha só 19 anos quando conheceu Ayrton
Senna. Ele já era um dos maiores nomes do esporte mundial.
Ela, uma modelo em ascensão. O encontro virou noticia, o
namoro virou uma obsessão nacional. E, como a própria
Galisteu define, foi um conto de fadas as avessas: intenso,
inesperado e, infelizmente, com um fim trágico.
Durante pouco mais de um ano, o casal viveu sob os
flashes. Para o publico, eles estavam em mundos diferentes.
Para os dois, havia uma conexão real, feita de afeto, admiração
e companheirismo. Em Meu Ayrton, esse lado da relação vem
a tona com detalhes inéditos, sem romantizações, mas com
sentimentos genuínos.
O fim chegou no dia 1° de maio de 1994, com o acidente fatal de Senna em Ímola, na Itália. Galisteu estava esperando
por ele em Portugal, onde iriam se encontrar após a corrida. Em vez de reencontro, veio o luto, e a jovem precisou lidar, sozinha,
com a dor e com a reação publica. É essa virada brutal que
marca o tom da primeira parte da série. Prepare-se para se
emocionar.
Depois da chuva: o luto, as criticas e o isolamento
A morte de Ayrton Senna abalou o mundo, mas para
Adriane Galisteu, aos 21 anos, trouxe também um turbilhão de
julgamentos, boatos e exclusões. Em vez de acolhimento, ela
enfrentou desconfiança da imprensa, da opinião publica e até
da família do piloto.
Nos episódios de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu, ela
relembra esse período com coragem. Fala da solidão, das portas
que se fecharam, da dificuldade de voltar a trabalhar, e de como
viveu “de favor” por um ano na casa de amigos, depois de ser
rejeitada até pelo mercado da moda.
A produção traz depoimentos inéditos de pessoas que
ajudaram Adriane a atravessar esse momento. Gente que nunca
apareceu em outras versões da história, mas que foi
fundamental nos bastidores. O documentário da espago para
essas vozes, e mostra que, mesmo longe das câmeras, ela teve quem segurasse sua mão.
Só quem viveu pode contar: o que esperar de inédito?
O maior atrativo de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu
está justamente ai: o que ainda não foi contado. São memórias
guardadas por mais de 30 anos, bastidores que nunca vieram a
tona e sentimentos que, segundo Adriane, ela mesma só
conseguiu entender com o tempo. Agora, com mais maturidade
e distanciada da dor mais crua, ela se sente pronta para abrir
essas gavetas.
Não espere uma série sobre Formula 1. Aqui, Adriane
revela o Ayrton que poucos conheceram, com suas fragilidades,
generosidade, conflitos e inseguranças. Ela também
compartilha momentos simples que viveram juntos, como
viagens, conversas e planos que nunca se realizaram. Tudo isso
costurado por cenas emocionantes, que misturam
reconstituições com registros reais.
E tem mais: depoimentos de pessoas próximas ao casal,
como amigos, empresários e figuras que conviveram com
Senna fora dos circuitos, ajudam a montar um quebra-cabeça afetivo. Alguns nomes nunca haviam falado publicamente
sobre essa fase da vida do piloto.
Meu Ayrton Por Adriane Galisteu estreia nesta quinta-feira, 6 de novembro, com exclusividade na HBO Max. São
dois episódios de 45 minutos, lançados de uma vez só. Ou seja,
dá para maratonar tudo em uma noite.
Disponível em https://www.uol.com.br/play/colunas/uol- play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play.htm
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Documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” estreia na
HBO Max
Por Rafael Saturnino - Colunista do UOL Play
"Meu Ayrton Por Adriane Galisteu” chega ao catálogo
da HBO Max nesta quinta-feira, 6 de novembro, com os dois
episódios já disponíveis também on demand no UOL Play. A
série documental promete emocionar quem viveu os anos 90 e
provocar quem só ouviu falar do casal mais falado do país
naquela época. É a chance de conhecer um lado pouco
explorado de Ayrton Senna e, principalmente, ouvir tudo da
própria Adriane, 31 anos depois.
Ayrton Senna sempre foi um grande ídolo nacional. Mas
por trás do capacete, havia um homem que viveu uma história
de amor intensa, e muitas vezes polêmica, com Adriane
Galisteu. O tempo passou, muitas versões foram contadas,
algumas pessoas se calaram, e agora é ela quem decide falar.
Se você quer entender melhor a relação entre Adriane
Galisteu e Ayrton Senna, ou está só curioso com os bastidores
de Meu Ayrton, siga aqui com a gente. Vamos te contar o que esperar dessa produção e por que ela vale o play!
O que é Meu Ayrton Por Adriane Galisteu?
Meu Ayrton Por Adriane Galisteu é uma série
documental dividida em dois episódios de 45 minutos, sobre a
história de amor vivida por Adriane e Ayrton entre 1993 e 1994.
Tudo é contado por ela mesma, com depoimentos sinceros,
registros pessoais e visitas a lugares marcantes. É um convite
para enxergar o ídolo fora das pistas, pelos olhos de quem o
amou longe dos holofotes.
O objetivo é dar voz a uma narrativa que por muito
tempo ficou abafada. Desde a morte de Senna, a presença de
Galisteu em produções sobre a vida do piloto sempre foi tímida.
Agora, ela toma as rédeas da própria história, com maturidade e liberdade para dizer o que nunca foi dito.
Além da apresentadora, a produção traz depoimentos
inéditos de pessoas que conviveram com o casal e presenciaram
os bastidores dessa relação. É um retrato intimo e emocional,
sem pretensão de ser definitivo, mas com o compromisso de ser
verdadeiro para quem viveu cada detalhe.
O amor interrompido: o conto de fadas e a tragédia
Adriane tinha só 19 anos quando conheceu Ayrton
Senna. Ele já era um dos maiores nomes do esporte mundial.
Ela, uma modelo em ascensão. O encontro virou noticia, o
namoro virou uma obsessão nacional. E, como a própria
Galisteu define, foi um conto de fadas as avessas: intenso,
inesperado e, infelizmente, com um fim trágico.
Durante pouco mais de um ano, o casal viveu sob os
flashes. Para o publico, eles estavam em mundos diferentes.
Para os dois, havia uma conexão real, feita de afeto, admiração
e companheirismo. Em Meu Ayrton, esse lado da relação vem
a tona com detalhes inéditos, sem romantizações, mas com
sentimentos genuínos.
O fim chegou no dia 1° de maio de 1994, com o acidente fatal de Senna em Ímola, na Itália. Galisteu estava esperando
por ele em Portugal, onde iriam se encontrar após a corrida. Em vez de reencontro, veio o luto, e a jovem precisou lidar, sozinha,
com a dor e com a reação publica. É essa virada brutal que
marca o tom da primeira parte da série. Prepare-se para se
emocionar.
Depois da chuva: o luto, as criticas e o isolamento
A morte de Ayrton Senna abalou o mundo, mas para
Adriane Galisteu, aos 21 anos, trouxe também um turbilhão de
julgamentos, boatos e exclusões. Em vez de acolhimento, ela
enfrentou desconfiança da imprensa, da opinião publica e até
da família do piloto.
Nos episódios de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu, ela
relembra esse período com coragem. Fala da solidão, das portas
que se fecharam, da dificuldade de voltar a trabalhar, e de como
viveu “de favor” por um ano na casa de amigos, depois de ser
rejeitada até pelo mercado da moda.
A produção traz depoimentos inéditos de pessoas que
ajudaram Adriane a atravessar esse momento. Gente que nunca
apareceu em outras versões da história, mas que foi
fundamental nos bastidores. O documentário da espago para
essas vozes, e mostra que, mesmo longe das câmeras, ela teve quem segurasse sua mão.
Só quem viveu pode contar: o que esperar de inédito?
O maior atrativo de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu
está justamente ai: o que ainda não foi contado. São memórias
guardadas por mais de 30 anos, bastidores que nunca vieram a
tona e sentimentos que, segundo Adriane, ela mesma só
conseguiu entender com o tempo. Agora, com mais maturidade
e distanciada da dor mais crua, ela se sente pronta para abrir
essas gavetas.
Não espere uma série sobre Formula 1. Aqui, Adriane
revela o Ayrton que poucos conheceram, com suas fragilidades,
generosidade, conflitos e inseguranças. Ela também
compartilha momentos simples que viveram juntos, como
viagens, conversas e planos que nunca se realizaram. Tudo isso
costurado por cenas emocionantes, que misturam
reconstituições com registros reais.
E tem mais: depoimentos de pessoas próximas ao casal,
como amigos, empresários e figuras que conviveram com
Senna fora dos circuitos, ajudam a montar um quebra-cabeça afetivo. Alguns nomes nunca haviam falado publicamente
sobre essa fase da vida do piloto.
Meu Ayrton Por Adriane Galisteu estreia nesta quinta-feira, 6 de novembro, com exclusividade na HBO Max. São
dois episódios de 45 minutos, lançados de uma vez só. Ou seja,
dá para maratonar tudo em uma noite.
Disponível em https://www.uol.com.br/play/colunas/uol- play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play.htm
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